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Recursos humanos para arranjos produtivos florestais

Ecio Rodrigues & Aurisa Paiva, 16/02/2008

Três condições precípuas precisam ser satifeitas para estruturação de economia florestal na Amazônia, que tem no Cluster Florestal sua melhor estratégia de operacionalização. A primeira condição diz respeito à existência de áreas florestais passíveis de serem manejadas. A segunda condição esta relacionada com a presença de capital humano em quantidade e com formação suficiente para atuar em atividades florestais. Por fim, a terceira condição, esta vinculada à capacidade de geração de tecnologia, em nível local, adequada à realidade da atividade florestal.

Com relação à primeira condição, um longo processo de regularização fundiária, iniciado com a edição do Código Florestal na década de 1960 (que criou o instrumento da Reserva Legal em propriedades privadas), passando pela Lei do Snuc (que criuou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação onde encontram-se por exemplo a figura das Florestas Nacionais e das Reservas Extrativistas) e concluído pela Lei de Gestão de Florestas Públicas (que criou o mecanismo da concessão florestal de áreas públicas à iniciativa privada) garantiu e forneceu segurança jurídica para investimentos de médio e longo prazos em atividades florestais na Amazônia.

Em que pese a localização um tanto complicada de uma boa parte dessas áreas florestais, vez que as terras localizadas próximas às estradas (BRs) foram entregues à pecuária, os canais fluviais, com ocorrência em todas essas áreas, permitem planejar uma logística de escoamento da produção, factível com a realidade do manejo florestal.

Mas é com relação à existência de uma população em condições de operar atividades produtivas florestais que residem as maiores preocupações. A perspectivas de demandar mão-de-obra especializada de outros estados, como os “paulistas”, não seria bem recebida na região. Afinal, foram os fluxos migratórios destinados à agropecuária, os maiores responsáveis pelos graves conlfitos fundiários ocorridos até o final da década de 1980.

Todavia, uma análise rápida dos primórdios da ocupação da Amazônia, sobretudo à época do famoso e robusto ciclo florestal da borracha, permite garantir a existência de uma população sensivelmente familiarizada com a lida na floresta.

Sob a era da economia gomífera, ainda no século XIX, erigiu-se um intenso sistema de suporte produtivo, que envolvia, além da importação de bens e insumos e a exportação de borracha, um elevado e contínuo fluxo migratório de trabalhadores, que o brilhante Celso Furtado caracterizou como “Transumância Amazônica”.

Apesar das características de expansão e declínio, pelo qual passaram os ciclos econômicos florestais amazônicos, iniciados com as drogas do sertão, prolongados com o cacau, com a borracha e, mais recentemente, com a madeira, a ocupação produtiva da região consolidou-se. Os denominados extrativistas, ocupados na produção de borracha, transformaram-se em castanheiros, cacaueiros e madeireiros.

As experiências bem sucedidas de manejo florestal comunitário desenvolvidas na Amazônia, e sobretudo no Acre, desde 1990, são a melhor comprovação de que o trabalhador florestal, agora denomionado de manejador florestal, tem tradição, vocação e disposição para o trabalho com o manejo florestal, tanto para oferta de madeira, quanto para oferta de outros produtos e serviços florestais.

Seria fácil supor que a agressão à cultura produtiva sofrida pelo produtor extrativista amazônida foi aquela realizada pela imposição em se estabelecer a agropecuária.

Trabalhar com a floresta, mais que uma tradição, é uma reivindicação do produtor rural na Amazônia.

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Na área ambiental, gestores públicos não executam o planejado

31/05/2020

Nas campanhas eleitorais, é comum que os candidatos a cargos no Executivo (prefeitos, governadores e presidente) prometam seguir critérios técnicos para a nomeação de suas respectivas equipes. Contudo, e a despeito do sucesso do mandato depender de tal condição, poucos cumprem essa promessa. Duas razões podem ser apontadas para explicar essa mazela nacional. Em primeiro lugar, existe uma dificuldade crônica, talvez até cultural, em se reconhecer o mérito de quem é competente. Em segundo, os órgãos de controle se pautam pela ideia (essa, sim, cultural) de que todos são corruptos – e isso acaba por afastar da gestão pública os técnicos mais preparados. Uma saída seria fazer uso dos métodos de planejamento, todavia, é preciso gestores competentes para cumprir o que foi planejado.

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Água, florestas e desmatamento na Amazônia

24/05/2020

Já há algum tempo os pesquisadores vêm se dedicando ao estudo da correlação que existe entre as florestas e a qualidade e a quantidade da água que flui no sistema hidrológico da Amazônia. Os resultados demonstram que quanto maior a área de floresta destruída em uma localidade, maior o risco de secas e alagações. Não há plano B, zerar o desmatamento é a única saída. Em época de implementação de quarentena prescrita por médicos e sanitaristas, medida extrema apontada pela pesquisa científica, talvez seja o momento para discutir os efeitos nefastos do desmatamento legalizado na Amazônia. A palavra da ciência está dada: tolerância zero para com a destruição das florestas.

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Queimadas em tempos de pandemia

17/05/2020

Em 2019, o total de queimadas na Amazônia assustou o mundo e levou o governo federal – que chegou a cogitar a extinção do Ministério do Meio Ambiente – a se curvar, diante da pressão internacional. Um comitê de crise, liderado pelas forças armadas, foi instituído, elevando o problema das queimadas a pauta de segurança nacional. Mas veio a pandemia, e o setor do agronegócio é um dos únicos que se mantêm de pé, o que é bom para a economia brasileira. A má notícia é a pressão sobre as queimadas na Amazônia, que devem aumentar.

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Inventada no Acre, reserva extrativista completa 30 anos

10/05/2020

Em 1990 era criada, no Acre, a Reserva Extrativista Chico Mendes, a primeira de um modelo amplamente reproduzido na Amazônia e no resto do país. Gerar riqueza mediante a exploração comercial da biodiversidade florestal por comunidades extrativistas é o propósito primordial do investimento público realizado na desapropriação de terras para fins de criação de reservas extrativistas. Para resumir: o desmatamento para criar boi que acontece do lado de fora da resex não pode acontecer dentro dela. Todavia, a despeito da ampla aceitação pública das reservas extrativistas, a vocação florestal do Acre não se concretizou. Faltou liderança política que entendesse. Ainda falta.

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Lixões na Amazônia

03/05/2020

Passados 10 anos da promulgação da lei que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, as cidades brasileiras ainda não se livraram dos depósitos de lixo a céu aberto, os conhecidos “lixões”. O prazo de dois anos (para instalação de aterros sanitários) inicialmente estipulado pela norma foi prorrogado até dezembro de 2021, para cidades com menos de 50 mil habitantes – que correspondem a 90% dos municípios do país. Mesmo antes da pandemia causada pela covid-19 e consequente crise sanitária, esse segundo prazo já estava comprometido. A única esperança de mudança nesse cenário reside na aprovação do novo marco legal do saneamento, que irá suscitar sensível alteração no setor.

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Com o novo marco legal, saneamento poderá avançar na Amazônia

26/04/2020

Quem já não se perguntou as razões pelas quais um serviço público que é tarifado – isto é, que o consumidor paga pelo uso – encontra tanta dificuldade para ser universalizado? Segundo prevê a teoria econômica, a oferta tende a crescer na mesma medida da demanda. Todavia, no caso do serviço público de saneamento básico, incluindo lixo, água e esgoto, há mais de 30 anos a oferta negligencia a demanda. Liberar à iniciativa privada a oferta desses serviços, mediante a abertura de procedimentos licitatórios, e dessa maneira possibilitar o aporte de capital no setor: esse é o objetivo do novo marco legal do saneamento, que será votado pelos senadores. Está aí a saída para a universalização – sem fundamentalismo ideológico. Simples assim.

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Governos devem cobrar externalidade ambiental da pecuária na Amazônia

19/04/2020

O movimento ambientalista reivindica, perante o Banco Mundial e outros financiadores, a inclusão, no orçamento dos projetos de financiamento, dos custos inerentes às externalidades ambientais. Significa que toda atividade produtiva que imponha o desmatamento das florestas, como é o caso do agronegócio da criação de gado, deve pagar pela restauração florestal em área equivalente à desmatada para o plantio de capim. Muitos hão de argumentar que a inclusão da externalidade do desmatamento nos custos da pecuária inviabilizaria a criação de gado na Amazônia – o que é provável. A solução, por óbvio, não pode ser fingir que a externalidade não existe, mas levar a pecuária para outro ecossistema. Embora defendida por autores clássicos da economia, a compensação pelas externalidades ambientais ainda está longe de acontecer por aqui.

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Diferenciando o preservacionismo do conservacionismo

12/04/2020

A discussão entre os biólogos adeptos do preservacionismo e os engenheiros florestais defensores do conservacionismo está longe de se esgotar. Embora pouco perceptível, o embate entre as duas principais correntes do ambientalismo dificulta uma solução consensual para zerar o desmatamento na Amazônia. Se de um lado os preservacionistas reivindicam o aumento da fiscalização para coibir o desmatamento ilegal, de outro, os conservacionistas buscam uma alternativa econômica ao agronegócio da criação de gado, por meio da exploração da biodiversidade florestal. Enquanto aqueles esperam resolver o problema da ilegalidade do desmatamento, estes estão certos, ao querer tornar a biodiversidade florestal a maior fonte de riqueza para o produtor. Somente assim será possível zerar o desmatamento – o ilegal e o legalizado.

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Ecologistas, economistas e a Amazônia

05/04/2020

Técnicos de formações variadas costumam interpretar a realidade rural da Amazônia de maneira igualmente variada. Enquanto os economistas defendem o agronegócio da criação de boi, sob o argumento de que a biodiversidade florestal apresenta baixa produtividade, não rendendo por hectare o lucro trazido pelo desmatamento, e os sociólogos, por sua vez, se ocupam da relação entre o pequeno e o grande produtor, sem levar em consideração a atividade praticada por um e outro, aos ecologistas importa se cada hectare de floresta será conservado, seja por meio da exploração sustentável da biodiversidade, seja pela segregação de áreas intocáveis de floresta. Diante da celebração do Acordo de Paris em 2015, que forneceu valor econômico e de mercado para a biodiversidade florestal da Amazônia, não há dúvida: os ecologistas estão certos.

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2010-19: década perdida para a sustentabilidade na Amazônia (3ª parte)

29/03/2020

Com poucas exceções, os 10 anos da década que terminou em 2019 não trouxeram ganhos consideráveis para a sustentabilidade da Amazônia. De um lado, a taxa de desmatamento manteve tendência de elevação a partir de 2012. De outro, não houve avanços significativos em relação à organização de arranjos produtivos ancorados na biodiversidade florestal – sendo que até hoje, depois de 20 anos de criação, o Centro de Biotecnologia da Amazônia não funciona com plena capacidade. Por seu turno, o Serviço Florestal Brasileiro continua festejando cada contrato de concessão florestal como se fosse o último, muito embora menos de 10% das áreas públicas de florestas disponíveis estejam em regime de concessão. Dizem que o pior está por vir, todavia – e ainda que os eventos de 2019 tenham reforçado essa infeliz perspectiva – melhor que não seja assim, pois a Amazônia pode perder a capacidade de resiliência e passar do ponto de recuperação. Seria o início do fim.

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2010-19: Década perdida para a sustentabilidade na Amazônia (2ª parte)

22/03/2020

Muitos defendem o atual modelo de ocupação produtiva da Amazônia, baseado na destruição da floresta para formação de pastos e plantio de soja. Esquecem que esse modelo, sem embargo de suas fragilidades, possui espacialidade limitada ao Arco do Desmatamento – ou, para ser mais exato, ao território ocupado por Mato Grosso, Rondônia e Pará. Significa dizer que Acre, Amazonas, Amapá e Roraima jamais serão grandes participantes nos mercados de exportação do agronegócio. No caso desses estados, só há uma saída: a exploração da biodiversidade florestal. Contudo, ao se concluir que a última década foi perdida para a sustentabilidade da Amazônia, constata-se que a participação econômica da biodiversidade florestal para a geração de riqueza ainda é uma utopia na região.

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2010-2019: década perdida para a sustentabilidade na Amazônia (1ª parte)

15/03/2020

Considerar a segunda década do século XX perdida para a sustentabilidade da Amazônia significa constatar que continuamos ciscando sem sair do lugar. Utilizando a taxa de desmatamento como referência principal para medir o avanço ou a piora da sustentabilidade ecológica da região, é fácil perceber que o futuro não é promissor. Por outro lado, a estruturação de arranjos produtivos no formato de cluster para exploração da biodiversidade florestal é o único caminho para o crescimento econômico regional. Ao analisar as duas variáveis (desmatamento/ cluster da biodiversidade florestal), é fácil perceber o quão distante estamos de encontrar uma saída.

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Maior tragédia ambiental do país, desmatamento dispara na Amazônia

08/03/2020

Décimo e último artigo da série RETROSPECTIVA SUSTENTABILIDADE DA AMAZÔNIA NA ÚLTIMA DÉCADA: 2010 a 2019 (publicado originalmente em 24/11/2019).

Aguardada com certa ansiedade, a divulgação da taxa de desmatamento na Amazônia pelo reconhecido Inpe confirmou o que muitos pesquisadores já haviam antecipado: em 2019, houve alta de quase 30% na destruição da floresta em relação a 2018. Um dado alarmante e que exige respostas urgentes. Contudo, diante da postura das autoridades, da paralisia do Conama e das declarações corrosivas dadas tanto pelo presidente quanto pelo ministro do Meio Ambiente, tudo indica que não é possível contar com o empenho do governo. Não haverá reação, e a preocupação aumenta ainda mais com a perspectiva de aquecimento da economia em 2020. Muito embora o governo não queira saber, desmatar na Amazônia, dentro ou fora da lei, é investimento.

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Política Florestal fracassou no Acre

01/03/2020

Nono artigo da série RETROSPECTIVA SUSTENTABILIDADE DA AMAZÔNIA NA ÚLTIMA DÉCADA: 2010 a 2019 (publicado originalmente em 18/11/2018).

Por um lado, ampliar a importância da produção de madeira na composição do PIB estadual e, por outro, reduzir e até zerar o desmatamento anual para criação de boi – essas eram as duas principais diretrizes da Política Florestal instituída no Acre em 2001. Passados quase 20 anos, não há dúvida: a política florestal fracassou. As estatísticas demonstram o aumento da importância econômica da pecuária e a persistência da taxa anual de desmatamento. Claro que a extinção da Secretaria Estadual de Florestas em 2012 contribuiu para agravar esse quadro.

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Governo institui PIV – Produto Interno Verde

23/02/2020

Oitavo artigo da série RETROSPECTIVA SUSTENTABILIDADE DA AMAZÔNIA NA ÚLTIMA DÉCADA: 2010 a 2019 (publicado originalmente em 29/10/2017).

Desde a década de 1980, o movimento ambientalista internacional reivindica a inclusão, na contabilidade nacional dos países, de um indicador voltado para apurar o estoque e a exploração dos recursos naturais. Instituído agora no Brasil, o Produto Interno Verde, ou PIV, como foi batizado por aqui, permitirá quantificar, por exemplo, o prejuízo econômico decorrente do desmatamento das florestas para a instalação da pecuária bovina na Amazônia.

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Acordo de Paris começa a valer hoje

16/02/2020

Sétimo artigo da série RETROSPECTIVA SUSTENTABILIDADE DA AMAZÔNIA NA ÚLTIMA DÉCADA: 2010 a 2019 (publicado originalmente em 04/11/2016).

Assinado em dezembro de 2015 por todos os países associados à Organização das Nações Unidas, o Acordo de Paris expressa o compromisso da humanidade para reduzir a emissão de carbono na atmosfera. Passou a vigorar dia 04 de novembro de 2016, com 4 anos de antecedência. Uma demonstração inequívoca de que as nações signatárias pretendem levar a efeito as obrigações assumidas. A promessa que os brasileiros fizeram, de zerar o desmatamento ilegal, terá que ser honrada.

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Resistência pública e resiliência dos rios

09/02/2020

Sexto artigo da série RETROSPECTIVA SUSTENTABILIDADE DA AMAZÔNIA NA ÚLTIMA DÉCADA: 2010 a 2019 (publicado originalmente em 12/04/2015).

Planejar a resistência pública em face das alagações significa desocupar as áreas inundáveis e alagadiças, a fim de convertê-las em áreas verdes. De outra banda, ampliar a resiliência dos rios (a capacidade de reação frente às flutuações extremas de vazão) significa dragar o rio para dilatar o calado, aumentar a largura mínima da faixa de mata ciliar legalmente exigida e restaurar os trechos ali desmatados pela pecuária.

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Economia florestal na Amazônia adiada para 2073

02/02/2020

Quinto artigo da série RETROSPECTIVA SUSTENTABILIDADE DA AMAZÔNIA NA ÚLTIMA DÉCADA: 2010 a 2019 (publicado originalmente em 09/11/2014).

A prorrogação, para 2073, do prazo relativo aos subsídios fiscais conferidos às montadoras de parafernálias instaladas na Zona Franca de Manaus trará prejuízos graves. Para justificar a dilatação desse prazo, os defensores da zona franca fizeram uma inusitada (e equivocada) associação entre a concessão do subsídio estatal e uma suposta redução do desmatamento na região. Algo que fere o intelecto, mas que certamente ajuda a compreender as razões pelas quais a geração de riqueza baseada na biodiversidade não avança na Amazônia. A estruturação do Centro de Biodiversidade na Amazônia, o CBA, é a saída que os políticos não conseguem enxergar. Que fazer?

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Centro de Biotecnologia da Amazônia deveria ser prioridade

26/01/2020

Quarto artigo da série RETROSPECTIVA SUSTENTABILIDADE DA AMAZÔNIA NA ÚLTIMA DÉCADA: 2010 a 2019 (publicado originalmente em 30/06/2013).

A construção do Centro de Biotecnologia da Amazônia, CBA, com estrutura de laboratórios e de pessoal para efetuar a prospecção de princípios ativos, foi uma prioridade consensuada, no final da década de 1990, entre o governo federal, empresários e atores sociais envolvidos com o setor florestal da região. Passados mais de 15 anos, o CBA patina na incompetência da gestão estatal e não consegue pôr em funcionamento sua estrutura. As consequências são patentes: a insipiente indústria biotecnológica regional não deslancha, e todos continuam reclamando da tal biopirataria.

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Fim da Secretaria Estadual de Floresta enfraquece política florestal no Acre

19/01/2020

Terceiro artigo da série RETROSPECTIVA SUSTENTABILIDADE DA AMAZÔNIA NA ÚLTIMA DÉCADA: 2010 a 2019 (publicado originalmente em 19/02/2012).

Sob certo grau de despreocupação, a Secretaria Estadual de Floresta foi extinta pelo governo estadual. Trata-se de um retrocesso perigoso para a política florestal. Ocorre que a criação da SEF foi recebida como uma possibilidade concreta de favorecer a consolidação de uma economia baseada no uso sustentável do ecossistema florestal da região. Um retrocesso político sem dúvida agravado, porque o mundo discute a necessidade de uma nova institucionalidade para atuar com o tema das florestas.

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Amazônia e políticas florestais de segunda geração

12/01/2020

Segundo artigo da série RETROSPECTIVA SUSTENTABILIDADE DA AMAZÔNIA NA ÚLTIMA DÉCADA: 2010 a 2019 (publicado originalmente em 13/11/2011).

Em quase todos os estados amazônicos existe uma política florestal instituída por meio de legislação. Sem embargo, essas políticas foram concebidas há mais de 10 anos, quando a produção de madeira ilegal e o primitivismo tecnológico eram a regra. Tais circunstâncias foram superadas e já não correspondem ao contexto atual da atividade florestal. É mais que oportuno, portanto, que novas políticas florestais, ditas de 2ª geração, venham a ser elaboradas, refletindo a nova realidade vivenciada pela produção florestal na Amazônia.

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RETROSPECTIVA SUSTENTABILIDADE DA AMAZÔNIA NA ÚLTIMA DÉCADA: 2010 a 2019

05/01/2020

Para comemorar a nova década que está iniciando em 2020, e como forma de apresentar uma mostra da realidade vivenciada entre 2010 e 2019 – no que respeita à sustentabilidade da Amazônia –, foram selecionados e serão novamente postados, no site da Andiroba, artigos considerados representativos, entre os 48 publicados semanalmente, todos os anos.
Um total de 10 artigos, um para cada ano da década passada, serão republicados no site e enviados aos mais de 1.000 assinantes, a partir de 05 de janeiro, durante 10 semanas, sempre aos domingos.

Os editores esperam fornecer, aos que se interessam pelos destinos da região, elementos que demonstrem a estreita dependência que existe entre a sustentabilidade da Amazônia e a conservação da rica biodiversidade florestal. A conclusão, óbvia, é que não há futuro para a Amazônia se a floresta for destruída.

O primeiro artigo da série, intitulado “Uso múltiplo da biodiversidade é o caminho para Amazônia”, foi publicado originalmente em 18/07/2010.

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Em 2019, escalada do desmatamento afasta Amazônia da sustentabilidade

29/12/2019

Em 2019, o desmatamento aumentou 29,5% em relação ao ano anterior. Pior que esse resultado, foi a resposta do governo. Enquanto cerca de 10.000 km² de florestas desapareceram, um recorde para os últimos 10 anos, os gestores ambientais, sob o argumento de que o controle do desmatamento se contrapõe ao desenvolvimento, recusam-se a tratar com a devida prioridade a destruição da floresta amazônica, a maior tragédia ambiental brasileira, e acusam as ONGs de conspirar contra o país. Alegações insanas, desprovidas de qualquer respaldo científico, mas que contaminam os desinformados. A persistir a tendência de destruição da floresta na Amazônia, apenas a imposição de barreiras comerciais ao agronegócio brasileiro poderá levar o governo a entender o que todos já sabem: o mundo não vai tolerar a destruição da Amazônia.

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Políticos da Amazônia atenuam fiasco brasileiro na COP 25

22/12/2019

A novidade trazida pela COP 25, realizada em Madri depois da recusa do governo brasileiro em recepcionar o evento, foi a iniciativa de alguns parlamentares e governadores da Amazônia, que regionalizaram as negociações em torno do processo de adaptação ao aquecimento do planeta. Enquanto a equipe do Ministério do Meio Ambiente passava vexame ao conjecturar, de forma ridícula e absurda, que o Acordo de Paris seria fruto da conspiração de nações desenvolvidas para manter os demais países pobres, inclusive o Brasil, a 8ª economia do mundo, os políticos da Amazônia lograram alcançar resultados, negociando diretamente o apoio dos países europeus. É a política e os políticos encontrando um caminho em meio à estupidez. Melhor assim.

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Após recorde de desmatamento, Acre vai alterar ZEE para desmatar ainda mais?

15/12/2019

O desmatamento ocorrido no Acre entre agosto de 2018 e julho de 2019 foi o maior dos últimos 10 anos. Um recorde lamentável, que abala a marca de sustentabilidade conquistada pelo estado desde a criação das duas primeiras reservas extrativistas do país, nos idos de 1990. Para alguns, todavia, isso pode não significar muita coisa: o governo está pretendendo revisar o ZEE (zoneamento ecológico-econômico), de modo a ampliar a quantidade de áreas florestais que legalmente podem ser desmatadas. O que é ainda mais impressionante é que a destruição da floresta não dará lugar ao agronegócio tecnificado da soja – como o praticado em Mato Grosso, por exemplo. Nada disso, é só para a criação extensiva de boi, atividade produtiva superada, que não tem mais lugar no mundo, quanto mais para substituir uma floresta tropical.

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Ainda sobre o desmatamento recorde na Amazônia em 2019

08/12/2019

Ao defender o desmatamento legalizado como forma de ocupação produtiva adequada à região amazônica, as autoridades ambientais desconsideram que a missão do Ministério do Meio Ambiente é fiscalizar e coibir o desmatamento ilegal e oferecer alternativa produtiva ao legalizado. Sob um misto de indiferença e incompetência, a conduta dos gestores do MMA leva a crer que o controle do desmatamento na Amazônia até 2022 é causa perdida. Significa dizer que a destruição da floresta, a maior tragédia ambiental brasileira, que mancha a reputação do país perante a ONU e o mundo, persistirá.

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688 km2 desmatados no Acre em 2019: recorde para os últimos 15 anos

01/12/2019

A divulgação, pelo conceituado Inpe, da taxa de desmatamento na Amazônia em 2019 trouxe apreensão em relação à possibilidade de uma nova tendência de alta. Das várias evidências que sugerem o risco de aumento acentuado já em 2020, o recorde de destruição florestal observado no Acre chama a atenção. Ao alcançar a marca de 700 km², a maior área desmatada desde 2005, o Acre mais uma vez macula a reputação ecológica que por algum tempo ostentou e, além disso, revela uma nova dinâmica do desmatamento, com participação majoritária do médio produtor, que prioriza o agronegócio da criação de boi. Um desafio complexo para a fiscalização do desmatamento ilegal e, mais ainda, para oferecer alternativa produtiva ao desmatamento legalizado.

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Maior tragédia ambiental do país, desmatamento dispara na Amazônia

24/11/2019

Aguardada com certa ansiedade, a divulgação da taxa de desmatamento na Amazônia pelo reconhecido Inpe confirmou o que muitos pesquisadores já haviam antecipado: em 2019, houve alta de quase 30% na destruição da floresta, em relação a 2018. Um dado alarmante e que exige respostas urgentes. Contudo, diante da postura das autoridades a respeito das questões ambientais, da paralisia do Conama e das declarações corrosivas dadas tanto pelo presidente quanto pelo ministro do Meio Ambiente, tudo indica que não é possível contar com o empenho do governo. Não haverá reação, e a preocupação aumenta ainda mais com a perspectiva de aquecimento da economia em 2020 – muito embora o governo não queira saber, desmatar na Amazônia, dentro ou fora da lei, é investimento.

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Adeus, senhor ditador

17/11/2019

Embora tenha causado espanto a atitude da senadora boliviana que se autoproclamou presidente diante de um parlamento sem quórum para lhe legitimar, o imbróglio, obviamente, começou bem antes, quando Evo Morales e aliados (incluindo o vice-presidente e demais integrantes da linha sucessória), de maneira temerária e um tanto covarde, renunciaram e fugiram do país, deixando o povo entregue à própria sorte. Mais antes ainda, quando o autoritário governante não obedeceu ao resultado de um referendo pelo qual teve enjeitada sua pretensão de continuar no poder até morrer. A despeito dos expressivos ganhos econômicos trazidos pelo presidente, os bolivianos não suportaram a permanência do ditador.

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A COP 25 e os estúpidos

10/11/2019

Talvez esteja nas questões relacionadas às mudanças climáticas o campo no qual a diplomacia brasileira ganhou mais destaque nos últimos 30 anos. Desde que organizou e sediou a Rio 92 – onde teve início o profícuo processo de negociação que culminou no Acordo de Paris, assinado em 2015 –, o Brasil se tornou referência internacional para assuntos de meio ambiente. A despeito de ser uma potência mundial em florestas e em petróleo, o país tem se esforçado para assumir suas responsabilidades no que respeita ao atendimento das demandas da humanidade e redução do aquecimento global. Porém, toda essa expertise pode se perder, diante dos estragos causados à imagem da nação pelo atual governo, em apenas 11 meses de mandato.

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Trigo que consumimos foi melhorado por 8.000 anos

03/11/2019

A redução do nível dos oceanos na era do gelo, há mais de 20.000 anos, possibilitou que o homem caminhasse por todo o planeta e ocupasse regiões que hoje são inacessíveis. De acordo com o historiador Geofrey Blainey, o degelo ocorrido no fim do período glacial impediu as passagens entre os continentes e fez surgir uma grande extensão de terra antes congelada. Com mais gente e mais área agriculturável, a sedentarização era inevitável. A sedentarização trouxe a domesticação. Com inteligência, o homem domesticou as espécies vegetais do seu interesse e, ao longo dos séculos, condicionou-as a longo processo de melhoramento genético. Hoje, não somente o pão consumido diariamente, mas o arroz, feijão, o tomate – enfim, quase tudo de que a humanidade depende para viver foi melhorado geneticamente.

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Para o Brasil, negar aquecimento global é estupidez

27/10/2019

Ao negar o aquecimento do planeta e as consequentes alterações no clima, o governo brasileiro, além de contrariar os cientistas e os resultados de inúmeras pesquisas, comete um gravíssimo erro geopolítico. Desconsidera que na chamada economia de baixo carbono, voltada para a adequação às mudanças climáticas, o Brasil, por mais irônico que pareça, só tem a ganhar, diante da elevada vantagem comparativa que possui, representada pela área de floresta e rede hidrográfica presentes na Amazônia – para ficar nos dois recursos naturais mais valorizados: água e florestas. Não há razão para nos aliarmos aos tais “negacionistas” da mudança climática, a não ser, por suposto, estupidez.

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Despreparo do governo potencializa desastre do piche no Nordeste

20/10/2019

Liderança é o que se espera de um governo quando acontecem desastres – como o causado pelo derramamento de óleo que está poluindo as praias do Nordeste e matando animais marinhos, e que poderá afetar drasticamente o turismo na região. Liderança para se antecipar aos impactos, estabelecer salvaguardas e, não menos importante, esclarecer e tranquilizar a sociedade. Liderança para encabeçar o esforço técnico e político necessário à condução do problema, disponibilizando recursos, buscando soluções, minimizando os prejuízos e dando assistência à população diretamente afetada. Mas liderança, hoje, é o que não existe no governo federal.

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Da crítica à industrialização ao Acordo de Paris

13/10/2019

Em 06 de outubro último, o Partido Socialista – apoiado por ampla coligação de partidos identificados com o espectro ideológico da esquerda, incluindo o Partido Verde – ganhou as eleições em Portugal. A conjunção de forças políticas de centro-esquerda em torno da agenda ecológica vem configurando uma tendência em alguns países europeus. Especula-se que a exigência por renovação na política, comum por aqui e em diversas sociedades mundo afora, vem sendo atendida pela atualização do discurso, mediante a assimilação do tema das mudanças climáticas e do Acordo de Paris. Não significa que as demandas sociais, como a questão dos refugiados, no caso da Europa, percam importância – todavia, a crise ecológica, ao pôr em risco o planeta e a humanidade, leva a discussão para outro plano, o da própria existência do Homo sapiens. Para os políticos tidos como de centro e de esquerda, a agenda relacionada à crise ecológica e ao Acordo de Paris exibe dois atrativos muito interessantes: apresenta alto grau de inserção na sociedade e não pode ser apropriada pelos políticos de direita, historicamente avessos à ecologia. As reações mundiais ao desmatamento na Amazônia parecem refletir essa tendência.

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Titulação de terras na Amazônia fracassa em 2019

06/10/2019

Estimativas (ainda que pouco precisas) sugerem que a demanda reprimida relacionada à titulação de terras na Amazônia alcança cerca 600.000 propriedades rurais. A regularização fundiária configura condição precípua para fornecer segurança jurídica ao processo de ocupação produtiva de todo e qualquer território, em especial no caso da região amazônica. Há quem acredite, embora tal crença careça de comprovação, que, ao titular, o governo beneficia a grilagem – na tosca premissa de que a maior parte das terras da Amazônia pertence aos grileiros. Trata-se de uma afirmação desprovida de fundamento. Outros, igualmente equivocados, advogam que a titulação promove o desmatamento – algo inusitado, para dizer o mínimo. Na verdade, a titulação das terras fornece segurança jurídica e permite a responsabilização do proprietário pelo descumprimento das rígidas regras ambientais. Titular as terras, na Amazônia, é o primeiro passo para, um dia, zerar o desmatamento – o ilegal e o legalizado.

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Desmatamento retarda chuva, prejudicando safra de soja na Amazônia

29/09/2019

Efeitos nefastos do desmatamento da floresta na Amazônia, sobretudo em relação às características físicas e químicas do solo, vêm sendo comprovados, desde a década de 1970, por dezenas de pesquisas. Da mesma forma que a contribuição da destruição florestal para o aumento de carbono na atmosfera e o consequente aquecimento do planeta se transformou em verdade científica inquestionável no decorrer da década de 1990. Faltava aos pesquisadores estabelecer o impacto do desmatamento na Amazônia sobre o regime de chuvas na própria região. Estudos recentes comprovam que há comprometimento em termos de quantidade e de distribuição da água. Significa que nas localidades em que a área desmatada é elevada, haverá desequilíbrio do regime pluviométrico – e, por conseguinte, alagação ou seca. E mais, a diferenciação entre verão e inverno pela quantidade de chuvas deixará de existir. É o agravamento de uma crise ecológica que poderia ser evitada, mas não é.

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ONGs ajudam a reduzir queimadas na Amazônia, governos nem sempre

22/09/2019

A fim de enfrentar o problema das queimadas na Amazônia, o governo assumiu uma estratégia desastrosa, orientada principalmente para: sabotar o Fundo Amazônia (que disponibiliza recursos financeiros para o combate às queimadas); responsabilizar as ONGs (que desenvolvem alternativas produtivas à prática da queimada); caçar incendiários criminosos (sendo que a queimada é o investimento anual do produtor em procedimento agrícola para consolidar sua criação de boi). Não é preciso muito esforço intelectual para perceber o desperdício de tempo. Sem embargo, diante da urgência suscitada pela crise ecológica decorrente das mudanças climáticas, a humanidade já não tem mais tempo a perder.

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Ecologistas e a política

15/09/2019

Em momentos de discussões requentadas, equivocadas e enfadonhas em torno de uma absurda “conspiração” internacional destinada a despojar a Amazônia da soberania brasileira, nada melhor que rever os clássicos. É inegável a importância do movimento ecológico para adequar o processo de desenvolvimento dos países à capacidade de suporte dos ecossistemas. Apresentando potencial e vocação produtiva para a nova economia de baixo carbono, o Brasil deve reconhecer a importância estratégica da floresta amazônica, do Cerrado e da Caatinga. Não pode haver tolerância em relação à repetição de erros históricos, como o que levou à destruição da floresta existente na Mata Atlântica – que foi substituída pela criação boi, sob inexpressivo retorno econômico e elevados custos para a sociedade, relacionados à recuperação da degradação ambiental no Sudeste brasileiro. Em tempos de idiocracia, mais sábio retornar aos clássicos.

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3.051 focos de queimada no Acre: recorde de agosto para os últimos 16 anos

08/09/2019

Pressionado pelos países que assinaram o Acordo de Paris e que se preocupam com a floresta na Amazônia, o governo federal publicou decreto suspendendo as licenças para queimadas, mas cometeu o erro técnico de abrir exceções, o que compromete severamente o resultado da medida. Nenhum governo estadual, dentre os nove da Amazônia, teve coragem de fazer o óbvio, ou seja, usar o conhecimento da realidade local para melhorar o decreto federal, outorgando-lhe maior rigor técnico. Surpreende que, no Acre, depois da edição de dois decretos estaduais de emergência ambiental, ninguém tenha pensado na saída mais barata e rápida para resolver o problema: impor ampla moratória ao licenciamento das queimadas. Com isso, o controle é facilitado e a fiscalização fica bem mais eficiente, sem contar que os custos para a sociedade diminuem expressivamente. Ora, se toda e qualquer queimada passa a ser ilegal, o fiscal não dá viagem perdida, e tudo se resolve no curto prazo. Ainda há tempo, melhor decretar a moratória das queimadas já, antes que setembro arda.

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As queimadas e os estúpidos

01/09/2019

Com sua costumeira inépcia, o governo federal se atrapalhou na condução do imbróglio em torno das queimadas na Amazônia. Levantando suspeitas sem provas (como sempre), desprezou os dados científicos do Inpe e passou a acusar as ONGs de estimular as queimadas e se aliar aos países doadores de dinheiro, num complô para “internacionalizar” a região. De verdade, apenas uma triste constatação: a extrema incapacidade do governo – cujo fracasso parece mais inequívoco a cada dia. Porém, a reação internacional à incompetência governamental evidencia uma preocupação genuína com os destinos da floresta na Amazônia. Ainda há esperança.

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Movimento ecológico e a crítica ao modelo de desenvolvimento atual

25/08/2019

Muito embora o governo federal rotule os ecologistas, de maneira generalista e preconceituosa, como “esquerdistas”, o movimento ambientalista, no Brasil e no mundo, sempre buscou se distanciar do espectro ideológico, priorizando o questionamento ao modelo de desenvolvimento assumido pela humanidade, que desconsidera a sustentabilidade planetária, e os prejuízos ambientais dele decorrentes. Ou seja, para os ecologistas não importa se um país é capitalista ou socialista, se um governo é de direita ou de esquerda – mas, sim, se a economia é intensiva no desmatamento das florestas e, por isso, insustentável; ou se privilegia o baixo carbono e, portanto, investe na sustentabilidade.

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Cooperação com Alemanha é crucial para Amazônia

18/08/2019

Diante das escabrosas declarações do governo brasileiro atacando o apoio técnico e financeiro oferecido pela Alemanha à Amazônia, e que subsiste há mais de 4 décadas, poucos reagiram em defesa da inegável e crucial importância desse apoio para o controle do desmatamento. Em todos os estados amazônicos, em especial Acre e Pará, os peritos da GIZ, a agência de cooperação alemã, envolveram-se diretamente nas discussões e realização do zoneamento econômico-ecológico, considerado o principal método de macroplanejamento para a ocupação produtiva da região. Afinal, o zoneamento permite planejar o fim do desmatamento, legal e ilegal. Talvez estejam aí as tais “segundas intenções” que, como acusa o governo, motivam a cooperação germânica: eles, os alemães, mantêm a expectativa de que o desmatamento na Amazônia acabará um dia, o governo espera que não.

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“The Economist” condena desmatamento na Amazônia

11/08/2019

Ao que parece, o governo que se diz “liberal na economia” precisa urgentemente de um manual de conduta. Tudo indica que a maior parte dos gestores nomeados em Brasília confunde liberalismo com salve-se-quem-puder. Em relação à Amazônia, a cartilha seguida pelo Executivo inclui desmatar ao máximo para fazer crescer a economia e expulsar os ecologistas escondidos em ONGs que tramam a venda das nossas riquezas. Segundo ainda a visão dominante no Planalto, quem sabe o que fazer na Amazônia é o governo federal, e os gringos devem ficar calados. Bem, a prestigiada revista inglesa “The Economist”, uma referência para os liberais do mundo, dá agora o recado: chega de vandalismo na Amazônia, ou a Europa não vai importar o agronegócio brasileiro. É melhor escutar.

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ONGs e o movimento ecológico

04/08/2019

Embora reconhecido mundo afora, o movimento ecológico, ou ambientalista, ganhou maior força e expressão por aqui a partir do fim do regime militar. A década de 1990 viu surgir e se consolidar um conjunto expressivo de organizações não governamentais, ou ONGs, vinculadas, por sua vez, a um movimento ecológico genuíno, adaptado às peculiaridades e ao processo de desenvolvimento em curso no Brasil. Assumindo o combate ao desmatamento da floresta na Amazônia como pauta prioritária, as ONGs ambientalistas conquistaram considerável espaço político junto ao Sistema Nacional de Meio Ambiente. Não há dúvida quanto à contribuição crucial dessas entidades para que o país lograsse alcançar respeito internacional em relação à política ambiental. É lamentável que o atual governo, que tem na incompetência uma marca indissociável, enxergue a atuação das ONGs ambientalistas como ameaça. A quê, ninguém é capaz de dizer.

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Desmatamento legal, ilegal e os estúpidos

28/07/2019

Depois de o Ministério do Meio Ambiente atacar o Fundo Amazônia, mecanismo público de fomento gerenciado pelo eficiente BNDES, foi a vez do ministro astronauta abrir nova frente de combate, desta feita contra o reconhecido Inpe, órgão público que tem a incumbência de medir o desmatamento na Amazônia. No primeiro caso, esquece-se que o dinheiro doado pelos países ao fundo é fundamental para controlar o desmatamento na Amazônia. No segundo, esquece-se que os dados do Inpe são referência científica mundial para compreender a dinâmica do desmatamento e, um dia, lograr zerar a destruição da biodiversidade florestal na região. Resumindo, de um lado da batalha, os competentes órgãos de governo: BNDES e Inpe. De outro lado, gente estúpida do governo. É só isso mesmo.

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Planeta precisa de 1,2 trilhão de novas árvores para equilibrar o clima

21/07/2019

Depois que o tema das mudanças climáticas ganhou comprovação científica e repercussão global, foram desenvolvidas tecnologias destinadas a retirar os gases causadores de efeito estufa da atmosfera, principalmente o carbono, ou CO2 – que, na condição de gás encontrado em maior quantidade, tem recebido mais atenção dos cientistas. Entre essas alternativas tecnológicas, o cultivo de árvores surge como preferencial por várias razões – duas delas bem convincentes: baixo custo e melhoria da dinâmica econômica local. Que é mais barato produzir e plantar mudas de árvores não há dúvida. O que poucos entendem é que a geração de emprego e renda no setor produtivo representado por coleta de sementes, produção de mudas, plantios de árvores e manutenção de florestas direciona a economia para a promoção da sustentabilidade ecológica do planeta. Nessa nova economia, caracterizada pelo baixo carbono, os brasileiros, em geral, e a Amazônia, em particular, terão papel de destaque. Não há razão para não investir nela.

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“Os limites do crescimento”, 50 anos depois

14/07/2019

Em 1970, quando foi elaborado o relatório “Os limites do crescimento”, o mundo era assombrado pela possibilidade de explosão da chamada “bomba demográfica”. Ninguém poderia prever que, passados 50 anos, o crescimento demográfico já não seria um problema, mas, ainda assim, o planeta estaria à beira de um colapso ecológico decorrente do aquecimento causado pela quantidade de carbono lançado na atmosfera. Naquela época, outro gás, o CFC usado em sprays e em aparelhos elétricos como geladeiras, trazia apreensões, em razão da destruição da camada de ozônio e da proliferação do câncer de pele. Isso foi resolvido com o banimento do CFC. Agora, em 2019, o Acordo de Paris une os países no esforço para mitigar as mudanças climáticas. Não se trata da indústria dos refrigeradores, e sim de todas as indústrias, o que torna o desafio bem mais complexo – com um detalhe: o tempo de agir já passou.

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Trocando túmulos por árvores e cemitérios por florestas

07/07/2019

A adequação do modo de vida humano à realidade ecossistêmica configura um grande desafio para alcançar a sustentabilidade ecológica. A diretriz da adequação ao ecossistema, defendida pelo movimento ambientalista internacional, pressupõe que a humanidade deve não apenas viver de acordo com o que permitem os recursos naturais, mas também morrer. Foi assim que surgiu a excelente ideia do cemitério florestal. Ao invés de adquirir jazigos em cemitérios lúgubres, compra-se uma árvore para receber as cinzas de uma família. Imagine uma árvore de castanheira, que vive mais de 2000 anos, servindo de memorial para você e seus descendentes, dentro de um bosque, com toda a placidez e o conforto espiritual que só as florestas oferecem…

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Intransigência do governo paralisa Conama

30/06/2019

A investida do governo federal contra os conselhos e outros colegiados instituídos nos últimos 40 anos tem endereço certo: coibir a atuação das organizações não governamentais na definição e execução de políticas públicas. Nadando contra a corrente internacional (uma tendência, ao que parece, dos atuais gestores em Brasília), o governo busca tolher a participação da sociedade civil na política pública, o que reduz a transparência e aumenta a ineficiência. A paralisia decisória do Conama é só um exemplo das consequências que estão por vir: enquanto o bode era colocado na sala, teve início, na Amazônia, a estação do desmatamento e das queimadas.

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Preservacionismo atrapalha exploração da biodiversidade na Amazônia

23/06/2019

Duas correntes de pensamento (preservacionismo e conservacionismo) disputam espaço político na esfera de atuação dos órgãos ambientais federais. Em dois desses órgãos, o conflito é evidente e interfere onde não deveria – na qualidade do serviço prestado à sociedade. No caso do Ibama, o desserviço aparece na porcentagem de multas que não são quitadas (cerca de 90%), a despeito do constrangimento causado a quem foi multado. Já no ICMBio, o desserviço se manifesta nos gargalos de gerenciamento que emperram as unidades de conservação, conforme diagnosticado em auditoria realizada pelo TCU. Preservacionistas defendem a aplicação de sansões a todo empreendedor que se aventure a explorar a biodiversidade florestal na Amazônia. Também querem as unidades de conservação segregadas da dinâmica econômica regional. Diante do cenário atual, não há dúvida: os conservacionistas foram vencidos.

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O fim dos seringais nativos da Amazônia

16/06/2019

Ainda que subsistam experiências de produção artesanal de artigos fabricados com borracha oriunda de seringais nativos da Amazônia, todas se restringem ao atendimento de grupos específicos de produtores e de compradores. Quase sempre se exige desses grupos uma postura de responsabilidade ecológica e social bem distante da realidade de mercado. Nenhum desses produtos artesanais (couro vegetal, solados de calçados, peças de decoração, bijuterias…) apresenta escala suficiente para reverter o colapso econômico da borracha amazônica. Para completar, não existem seringueiros vivendo ou em atividade nos seringais. Melhor se conformar e encontrar alternativa. Os seringais nativos da Amazônia acabaram.

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Sobre coelhos, caranguejos e cobaias

09/06/2019

Atendendo ao clamor da sociedade, ou de parte barulhenta dela, os parlamentares discutem regras para restringir o emprego de cobaias vivas em testes de produtos destinados ao consumo humano. Ante a histeria provocada pelos pretensos defensores dos direitos dos animais, poucos se dão conta que animais são sacrificados em benefício da sobrevivência do Homo sapiens desde sempre, sendo o uso de cobaias indispensável à ciência – e essa premissa não pode ser alterada por razões românticas ou sentimentais. A saída, como de resto, está na tecnologia. Quando o ser biônico se tornar realidade, ele poderá testar nossos produtos. Mas, até lá…

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Incompetência e truculência: o ataque do governo ao Conama

02/06/2019

Uma linha tênue separa a truculência da incompetência. A edição de um decreto alterando a composição do Conama, órgão superior da Política Nacional de Meio Ambiente, sem nenhuma discussão prévia com agentes econômicos e atores sociais, revela a truculência de um governo inepto para a democracia. A alteração de uma norma de 30 anos de existência, que estabelecia a reunião de ambientalistas, produtores, empresários, pesquisadores e gestores públicos, no âmbito de um colegiado cujo histórico de deliberações demonstra êxito no avanço da sustentabilidade ecológica, manifesta a incompetência de um governo que não consegue eleger metas e prioridades. É desanimador, quando truculência e incompetência se encontram – sobretudo se isso ocorre nas mais altas esferas da Administração Pública. Fazer o quê?

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Condenar o Fundo Amazônia é estupidez: governo sabotando governo

26/05/2019

A eficiência e probidade do BNDES no gerenciamento do Fundo Amazônia foram atestadas em auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União, em 2018. Os países doadores do dinheiro gerido pelo fundo também avalizam o BNDES e elogiam sua capacidade de gestão. Sendo o Fundo Amazônia uma bem-sucedida iniciativa, que goza de prestígio e reconhecimento como mecanismo de fomento financeiro, que razões teria o Ministério do Meio Ambiente para discordar do TCU e dos países doadores? A resposta é simples: nenhuma, é só estupidez mesmo.

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O planeta é uma espaçonave, somos apenas passageiros

19/05/2019

Há duas maneiras de reduzir drasticamente ou (com um pouco de sorte) até mesmo zerar o desmatamento legalizado na Amazônia. A primeira, por meio da aplicação de taxação corretiva, obrigando o produtor a pagar pela recuperação da degradação que causa e impondo um custo proibitivo à pecuária. A segunda é ainda mais simples e barata. Basta que se impeça que o crédito rural subsidiado pelo Fundo Constitucional do Norte, FNO, seja destinado ao cultivo de capim e à criação de boi. Contudo, como afirmou o economista inglês Kenneth Boulding, há mais de 50 anos, o problema está na vontade política – na Amazônia, não existe vontade política para nenhuma dessas duas medidas.

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ICMBio é refém de suas contradições, mas fechar não é opção

12/05/2019

Depois de afirmar que o Ministério do Meio Ambiente “não servia para nada” e que o Ibama era uma “indústria de multas”, o governo federal volta seu despreparo para o ICMBio. Diante da nomeação de uma tropa de policiais para administrar o órgão, cabe questionar quem vai gerenciar as unidades de conservação, atribuição que, obviamente, está bem distante da formação dos militares. Muito embora a criação do ICMBio, em 2007, tenha sido contaminada por uma série de equívocos perigosos, fruto da incompetência dos gestores públicos de então, o órgão é crucial para gerenciar os mais de 15% do território da Amazônia destinados às unidades de conservação.

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Cientistas alertam: Europa não pode importar desmatamento da Amazônia

05/05/2019

Quando 602 cientistas, expondo-se publicamente, assinam um manifesto exortando a União Europeia a impor salvaguardas ambientais à importação de carne de gado brasileira, isso quer dizer o seguinte: no curto prazo, o mercado mundial do agronegócio passará por profundas transformações. Para aqueles que preferem não entender, explica-se. O sucesso comercial do agronegócio depende da conservação da floresta na Amazônia. Nenhuma carne de boi criado em pastagens oriundas de áreas de floresta desmatadas entrará no mercado internacional. Simples assim.

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Conservação, ou uso econômico da floresta: esse é o caminho

28/04/2019

Um número cada vez maior de técnicos e pesquisadores que atuam na Amazônia defende a exploração da biodiversidade florestal como mecanismo para evitar o desmatamento. Ocorre que, em primeiro lugar, o sistema de fiscalização possui custos proibitivos e contradições insuperáveis – e as persistentes taxas anuais de desmatamento comprovam sua ineficiência; em segundo lugar, aumentar a produtividade de áreas já desmatadas não evita novos desmatamentos. Como vem sendo discutido desde a década de 1960, só há um caminho: aumentar a competitividade da biodiversidade florestal, de forma que a floresta faça frente ao agronegócio.

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Biodiversidade florestal e agronegócio no Acre

21/04/2019

Diferentemente dos embates eleitorais anteriores, no pleito de 2018 os dois principais candidatos a governador defenderam o agronegócio como modelo de desenvolvimento econômico para o Acre. Depois do resultado, a conclusão é que o agronegócio se consolida como opção produtiva preferencial para investimento público. Sem embargo, pelo menos 3 verdades inconvenientes foram mascaradas para o eleitor: (1) agronegócio no Acre se baseia na criação de boi; (2) aumentar a produção de gado depende de aumentar o desmatamento; e (3) em mais de 60% das terras do Acre a lei proíbe desmatar. Por outro lado, muitos preferem acreditar em 3 mentiras convenientes: (1) no agronegócio moderno, o pequeno produtor produzirá soja na enxada; (2) aumento da produtividade do solo desmatado impedirá novos desmatamentos; (3) as áreas de reserva legal deixarão de ser impostas pela legislação. Enquanto a população do Acre não discutir o seu futuro, certezas científicas se confundirão com discursos de palanques. Simples assim.

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Exploração comunitária da biodiversidade deveria ser prioridade na Amazônia

14/04/2019

Desde que foi concebida, nos idos da década de 1990, no Acre, a tecnologia do manejo florestal comunitário ganhou defensores nas universidades e instituições de pesquisas. Inicialmente voltada para a produção de madeira, essa importante tecnologia logo passou a ser empregada também para a oferta de outros produtos oriundos da biodiversidade florestal da Amazônia. Assumindo uma escala de produção reduzida, o emprego do manejo florestal comunitário possibilita que comunidades que residem na floresta melhorem sua renda mediante a produção de madeira, copaíba, açaí etc., sem comprometer a resiliência do ecossistema florestal sob exploração. Contudo, a despeito de sua adequação à vocação produtiva natural da Amazônia, o manejo comunitário da biodiversidade florestal, lamentavelmente, não é objeto de prioridade por parte dos governos, de forma a se tornar alternativa aos ganhos imediatos gerados pela criação de boi.

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Governo Temer foi decisivo para política ambiental brasileira

07/04/2019

Desde sua posse, o Governo Temer passou a ser acusado, por parcela considerável do movimento ambientalista, de promover grave retrocesso na política ambiental. As estatísticas, todavia, demonstram uma realidade bem diferente: a área ocupada por unidades de conservação foi ampliada de forma expressiva, sendo que a proteção legal aos ecossistemas marinhos passou de 1,5% para 25% da zona costeira brasileira. A lista não para por aí, e o país deu passos consideráveis em direção a uma economia de baixo carbono. Por mais que eles, os detratores, não se curvem a um justo pedido de desculpas, a história haverá de registrar os números que provam os avanços observados na Política Nacional de Meio Ambiente no período entre agosto de 2016 e dezembro de 2018.

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Xapuri poderia ter sido o primeiro cluster florestal da Amazônia

31/03/2019

Nações, cidades e regiões são moldadas de acordo com as atividades produtivas que priorizam. Xapuri, por exemplo, poderia ter se tornado o primeiro cluster florestal da Amazônia, especializando-se na exploração da biodiversidade florestal, sua vocação produtiva natural. A economia e a cultura do município seriam hoje bem diferentes, e a realidade da população certamente também seria outra. Xapuri perdeu a chance. Com a consolidação da criação de boi, que voltou a ser prioridade, os xapurienses se prendem a um IDH sofrível e à eterna discussão entre desmatar mais ou menos, todos os anos. Só isso.

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Jovens do mundo fazem greve em defesa do Acordo de Paris

24/03/2019

A geração produtivamente ativa entre as décadas de 1970 e 1990 e que nasceu, portanto, no pós-guerra, é responsabilizada pelo aquecimento do planeta decorrente do uso excessivo de petróleo e do desmatamento das florestas – que amplia o risco de tragédias como secas extremas e tsunamis. Por sua vez, a geração que se tornou ativa a partir dos anos 2000 vem falhando na obrigação de diminuir as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. Os jovens começam a se mobilizar com o objetivo de assumir o protagonismo do maior problema da humanidade, as mudanças climáticas. Uma luta mais do que justa, afinal são eles que vão sentir os efeitos da crise ecológica, muito embora não a tenham causado.

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STF decide: procurador municipal exerce função essencial à Justiça

17/03/2019

Em decisão histórica, o STF consagrou a tese de que a função de procurador municipal, quando instituída por lei e organizada em carreira, é essencial à Justiça. Significa dizer que os procuradores – a despeito do governo que temporariamente ocupe o poder em âmbito municipal – possuem independência funcional, posto que sua atuação é indispensável à realização da Justiça e, por conseguinte, ao funcionamento do sistema institucional que dá suporte à subsistência do Estado Democrático de Direito. Trata-se de um passo significativo para a consolidação da autonomia municipal estabelecida pela Constituição de 1988 e, em última análise, para o fortalecimento da democracia brasileira.

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O Carnaval nos tempos do politicamente correto

10/03/2019

Nos tempos do politicamente correto, nota-se um recorrente patrulhamento, no sentido de que só está certo quem brande bandeiras em favor dos oprimidos e protesta contra a corrupção. Sob tal premissa, os que se recusam a reiterar o discurso apelativo na defesa ou condenação do óbvio são racistas ou corruptos. No fundo, há uma perigosa dose de populismo nessa pregação da moralidade e da defesa de alguma causa que para os outros é questão de bom senso. Ora, ninguém é contra combater a corrupção e decerto as minorias devem ser protegidas, mas os excessos, além de comumente importar em cerceamento da liberdade de expressão, levam a uma lógica maniqueísta, a um comportamento inquisitorial – e, por conseguinte, à prática de injustiças. O carnaval deveria passar longe disso, mas a retórica do politicamente correto impregnou a avenida.

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O Oscar nos tempos do politicamente correto

03/03/2019

Ainda que os vencedores do Oscar 2019 tenham sido aplaudidos pelos críticos, parece que o tom politicamente correto dominou as premiações, favorecendo longas como “Pantera Negra” – a primeira adaptação de quadrinhos da Marvel a ser indicada a melhor filme –, enquanto outros não tiveram o crédito que mereciam. Chama a atenção, particularmente, a injustiça cometida com a “A Favorita”. Embora se trate de uma obra magistral, que recebeu 10 indicações, inclusive a melhor filme, levou apenas o prêmio de melhor atriz para Olivia Colman, por sua brilhante atuação como uma rainha inglesa do século XVIII. Ninguém falou isso, mas o filme merecia mais.

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Zoneamento não baniu desmatamento e queimadas no Acre

24/02/2019

O mais importante retorno para o dinheiro investido pela sociedade na caríssima realização do ZEE no Acre teria sido, num primeiro momento, a redução drástica das taxas de desmatamento, e num segundo, o fim do desmatamento legalizado. Todavia, a expectativa não foi atendida, e o desmatamento se mantém em patamares inaceitáveis. O pior, gestores públicos discutem a revisão da Lei do Zoneamento, para permitir desmatar mais. Resta saber até onde vai a condescendência dos acreanos e do mundo com a destruição florestal no Acre.

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Países são ricos ou pobres, de acordo com suas próprias decisões

17/02/2019

Países, estados, municípios ou regiões são ricos ou pobres, dependendo das decisões de sua população. Ao optarem por assentar sua economia no agronegócio e na produção estatal de petróleo, os brasileiros se tornaram a 9ª economia do planeta. Quando a população da Amazônia prefere a criação de boi ao uso econômico da biodiversidade florestal (o que seria sua vocação natural), está decidindo conviver com taxas anuais e permanentes de desmatamento. Não existe uma conspiração para manter nações, regiões ou estados – como o Acre, por exemplo – na linha da pobreza. O que existe são decisões assumidas, de forma explícita ou não, pela sociedade, que, em função dessas decisões, vai viver sob determinado IDH. Simples assim.

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Extrativistas florestais da Amazônia e o espaço político perdido

10/02/2019

Durante o final da década de 1980 e toda a década de 1990, os extrativistas florestais da Amazônia gozaram de grande reconhecimento, em face de seu papel crucial para a conservação da floresta. Representados pelo sindicalista Chico Mendes, alcançaram expressivo espaço político na região. Nos anos 2000, todavia, depois de ser incorporado ao conceito genérico de agricultura familiar, o extrativismo viu sua importância se diluir. Um erro que os amazônidas vão custar a superar. É preciso resgatar a importância do produtor florestal, na condição de ator social decisivo para a conquista da sustentabilidade na Amazônia. A hora é essa.

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Lama que não é tóxica e imprensa que intoxica

03/02/2019

Em 2015, os jornalistas se divertiram acompanhando a lama que se movimentava rumo ao litoral capixaba, e noticiando o rastro de destruição causado por seu “alto grau de toxidade”. E ainda que a lama fosse apenas lama, sem resíduos minerais tóxicos, nenhum órgão público de controle ambiental se deu ao trabalho de contestar a imprensa – que, com esse tipo de atitude, apenas desinforma, não contribuindo para discutir e solucionar o problema. Agora, em Brumadinho, a demonização da Vale e a histeria são a regra. Enquanto os gestores públicos não enfrentarem os jornalistas com altivez e determinação, a informação precária e, por óbvio, o problema persistirão.

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Enfim, Serviço Florestal sai do Ministério do Meio Ambiente

27/01/2019

Entre o repertório de distrações, trapalhadas e recuos que marcaram o início do novo governo federal, a transferência do Serviço Florestal Brasileiro (órgão originalmente vinculado ao Ministério do Meio Ambiente) para o Ministério da Agricultura se destaca como medida oportuna e acertada, tendo sido recebida com festa pelo setor produtivo. De agora em diante, a exploração de madeira e de outros produtos florestais certamente receberá o enfoque adequado, na condição de importante atividade produtiva que deve ser fomentada – diferente da visão preservacionista predominante na pasta do Meio Ambiente, impregnada de preconceito contra o aproveitamento econômico dos recursos florestais.

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Participação popular não garantiu zoneamento na Amazônia

20/01/2019

Muito embora uma vultosa soma de recursos públicos tenha sido investida na realização de Zoneamento Ecológico-Econômico na Amazônia, o retorno obtido foi pífio. Pensado para planejar a ocupação do meio rural, o zoneamento tinha como pressuposto zerar a taxa de desmatamento legalizado. Isso está longe de acontecer, todavia. A discrepância entre as deliberações técnicas e as decisões políticas foi uma das causas desse fracasso, e a participação popular não ajudou a resolver o problema.

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Mostrando passarinho em gaiola, diretor de “Roma” vence Globo de Ouro

13/01/2019

Enquanto o filme “Bird Box” mostra passarinhos como indicadores biológicos de um ecossistema desequilibrado, a ponto de levar as pessoas ao suicídio, o longa mexicano “Roma” abusa das cenas com passarinhos em gaiolas. Se o primeiro, politicamente correto, mostra os pássaros contribuindo para salvar a humanidade, o segundo, politicamente incorreto, usa as gaiolas como um clichê, na tentativa de forçar a identificação do espectador com a história.

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Caso do Ibama comprova que juntar órgãos públicos nem sempre funciona

06/01/2019

Desconcentração e descentralização são conceitos que poucos dominam, contudo, são cruciais para a gestão estatal das políticas públicas. Nem sempre a existência de 30 ou 20 ministérios representa aumento ou redução de custos. Nada é tão simples para ser solucionado sob um raciocínio tão singelo. O que importa é a relação custo/benefício do retorno dado à sociedade pelo imposto pago. Isso, sim, é simples de entender, mas exige uma equipe técnica de excelência para executar. Governos de sucesso são os que conseguem. Os outros saem pelos fundos.

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Sobre o cluster de castanha de Riberalta

30/12/2018

Durante a segunda metade do século passado, a produção de castanha-da-amazônia juntamente com a de borracha formavam o binômio responsável pela renda dos extrativistas. Porém, a decadência da produção de borracha fez ampliar o desmatamento, acarretando a destruição de castanhais. O investimento no gado, em detrimento da produção florestal, passou a marcar a realidade do extrativismo na Amazônia brasileira, enquanto o oposto aconteceu no cluster de castanha em Riberalta, na Bolívia. O futuro dirá quem acertou.

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Em 2018, política ambiental avança e aproxima Amazônia da sustentabilidade

23/12/2018

Incansáveis, os ambientalistas amigos do governo anterior embarcaram na tese, equivocada, de que desde 2106 vem ocorrendo retrocesso na política nacional de meio ambiente. Sustentam a tese do retrocesso com outras premissas inusitadas, entre as quais a que pressupõe que a regularização fundiária das propriedades na Amazônia aumenta o desmatamento. Além de não existir nenhuma comprovação estatística a respeito da correlação entre titulação e desmatamento, o bom senso indica o contrário: com a segurança jurídica trazida pelo reconhecimento do domínio, os proprietários de direito podem ser responsabilizados perante as normas ambientais. O próximo passo será calcular separadamente, na medição da taxa anual, o desmatamento legalizado e o realizado de forma ilegal.

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Desmatamento na Amazônia em 2018 constrange país na COP 24

16/12/2018

Ainda que não tenha sido considerado muito elevado, o aumento de 14% na taxa de desmatamento da Amazônia preocupa, pois pode significar a retomada da tendência de alta observada desde 2012. A postura do novo governo brasileiro, que vai assumir no próximo mês, tem causado apreensão, principalmente depois que o Brasil se recusou a sediar a COP 25, que acontecerá em 2019. Os países parecem assustados com a possibilidade de não honrarmos os compromissos firmados no Acordo de Paris. A associação entre aumento na destruição florestal na Amazônia e indiferença pelo Acordo de Paris poderá levar os nossos parceiros comerciais a rever as regras mantidas com o Brasil. Tempos difíceis estão por vir.

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Desmatamento absurdo desacredita governo do Acre na Polônia

09/12/2018

A partir de 1988, o conceituado Inpe passou a medir o desmatamento na Amazônia; desde então, os governos estaduais ficaram sem margem para manobrar os dados, como faziam antes. Dessa forma, quando o Inpe divulga que o desmatamento no Acre aumentou 83%, não adiantam tergiversações e subterfúgios: todos os 197 países que firmaram o Acordo de Paris reconhecem a precisão dessas estatísticas. Aos gestores públicos, só resta assumir sua incapacidade para chegar a algum tipo de solução e deixar o problema para o governo que assume em 2019. Triste assim!

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Desmatamento explode no Acre em 2018

02/12/2018

Surpreendente é o mínimo que se pode afirmar a respeito da taxa de 83% de aumento do desmatamento computada no Acre em 2018. Explicar essa absurda ampliação, em que pese a leve recuperação da crise econômica de 2014, exigirá muito esforço. A análise da dinâmica do desmatamento no Acre, a despeito de ser tarefa complexa, pode ajudar a prever a tendência para toda a Amazônia. O Acre é um excelente laboratório para estudo do desmatamento, por pelo menos 3 razões: (a) formou um grupo político contrário ao desmatamento que ocupou o poder nos últimos 20 anos; (b) aprovou lei estadual do zoneamento ecológico-econômico ainda em 2007; e (c) instituiu e extinguiu a primeira e única secretaria estadual para o tema das florestas, na Amazônia.

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Contrabando de castanha para Bolívia não existe

25/11/2018

Sem conseguir fazer do lado de cá o que os bolivianos fizeram do lado de lá – isto é, organizar um cluster exemplar, destinado à compra, transporte, descascamento e secagem da castanha-do-brasil para exportação –, os gestores públicos, no Acre e em Rondônia, deixam-se entreter com os boatos em torno da ocorrência de um suposto contrabando do produto para a Bolívia. A preocupação com o improvável contrabando distrai do problema real, a saber, a substituição dos castanhais pelas pastagens e, por conseguinte, a diminuição da importância da castanha na economia regional.

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Política Florestal fracassou no Acre

18/11/2018

Por um lado, ampliar a importância da produção de madeira na composição do PIB estadual e, por outro, reduzir e até zerar o desmatamento anual para criação de boi – essas eram as duas principais diretrizes da Política Florestal instituída no Acre em 2001. Passados quase 20 anos, não há dúvida: a política florestal fracassou. As estatísticas demonstram o aumento da importância econômica da pecuária e a persistência da taxa anual de desmatamento. Claro que a extinção da Secretaria Estadual de Florestas em 2012 contribuiu para agravar esse quadro.

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Início da safra de castanha aquecerá economia no Acre e Bolívia

11/11/2018

Reiterados estudos demonstram a importância econômica da castanheira para a região de fronteira entre o Acre e a Bolívia. Os extrativistas que coletam os ouriços e comercializam a castanha-da-amazônia (antes chamada de castanha-do-pará ou castanha-do-brasil) praticamente dobram a renda anual de suas colocações em apenas 4 meses de safra. Para obter melhores preços, os produtores do Acre, onde se localizam os castanhais mais produtivos, preferem vender as amêndoas aos bolivianos, que detêm as indústrias de beneficiamento mais equipadas. Nessa região de fronteira, boa parte dos produtos comercializados é transportada em canoas, já que o rio Acre demarca a divisa entre os dois países. A ampliação da participação da castanha-da-amazônia na frágil economia do Acre deveria ser estimulada. Esquecer que produtores e compradores estão na fronteira e exigir o cumprimento da excessiva burocracia aplicada à importação e exportação de produtos não ajuda.

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Talheres e canudos de plástico banidos na Europa

04/11/2018

De maneira ousada, o Parlamento da União Europeia aprovou legislação impondo a substituição do plástico por madeira e papelão na fabricação de canudos, cotonetes e talheres descartáveis. A iniciativa, amparada pelo Acordo de Paris – o mais expressivo pacto mundial voltado para a superação da crise ecológica decorrente do aquecimento do planeta –, é de extremo interesse para a Amazônia. Com efeito, além de ampliar o espectro de uso dos produtos oriundos da biodiversidade florestal, promove a competitividade no âmbito de uma futura economia de baixo carbono.

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A vocação florestal do Acre

28/10/2018

Dar impulso ao agronegócio é medida de consenso apontada pelos políticos para tirar o Acre da letargia econômica que vem se arrastando há mais de 30 anos. Contudo, não é tão simples assim. Mais de 40% do território estadual abriga unidades de conservação, principalmente reservas extrativistas – onde o agronegócio (entendido como o cultivo de grãos e capim) é proibido pela legislação. “Leis são mutáveis”, dirão os defensores do agronegócio. São mesmo, mas, nesse caso, o desgaste político costuma ser muito alto: a saída está na exploração da biodiversidade, por meio do manejo florestal comunitário.

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Taxar desmatamento aumentaria valor da floresta na Amazônia

21/10/2018

Desde o início da década de 1980, ou seja, há quase 40 anos, a sociedade amazônica se vê às voltas com a decisão entre desmatar mais ou menos a floresta – acreditando no equívoco de que uma e outra significam mais riqueza ou mais pobreza, respectivamente. Ciscando sobre o caminho e sem conseguir avançar, esquecemos que a determinação de zerar o desmatamento, o legal e o ilegal, é um imperativo planetário. Quer dizer, os países que compram soja e carne do Brasil são os mesmos a nos cobrar a fatura do desmatamento. A responsabilidade pela conservação da maior floresta tropical do mundo é nossa, não pode ser terceirizada.

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Conama elegerá organizações ambientalistas para biênio 2019-2021

14/10/2018

Foi aberto no último dia 08/10 o sistema de votação para escolha das organizações ambientalistas que vão participar do Conselho Nacional de Meio Ambiente, Conama, no biênio 2019/2021. O momento é mais que oportuno para mostrar que a preocupação com meio ambiente mobiliza a sociedade civil, e que os brasileiros reconhecem o papel crucial das Resoluções do Conama para a conservação da floresta na Amazônia e para garantir o cumprimento dos compromissos assumidos perante o Acordo de Paris. Todo retrocesso no aparato institucional nacional para meio ambiente pode ser muito perigoso. Por isso, é importante a participação massiva das entidades ambientalistas.

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Desmatamento na Amazônia não é pauta política

07/10/2018

Faz tempo que quem vive na Amazônia convive com o eterno dilema entre conservar a floresta ou desmatar para criar boi. Em alguns estados amazônicos, em especial no Acre, ambas as alternativas moldaram grupos políticos que conseguiram resultados eleitorais longevos. Todavia, atualmente, a saída pela floresta foi esquecida – e todos, sem exceção, defendem a pecuária. Mas os amazônidas podem votar pela floresta e alterar essa realidade.

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Preocupa-se com o rio Acre? Vote por ele

30/09/2018

É difícil de acreditar que durante o ciclo da borracha, quando a Amazônia detinha o monopólio da produção de látex e exportava o produto para o resto do mundo, navios de grande calado navegavam pelo rio Acre, transportando cargas e pessoas. De lá para cá, o rio se transformou em motivo recorrente de preocupação, ora por secar demais e ameaçar o abastecimento urbano, ora por encher demais e alagar. Medidas emergenciais de política pública estão com atraso de, no mínimo, 10 anos. O futuro governo, que vai assumir a partir de janeiro de 2019, não poderá, por suposto, persistir na omissão.

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A Era do Zoneamento passou, igual a tudo no Acre

23/09/2018

De todas as soluções que pregam a associação entre a produção rural e a conservação da floresta no Acre, o Zoneamento Ecológico-Econômico foi a que mais criou expectativas e, na mesma medida, a que mais frustrou. Afinal, a possibilidade de, por meio de pesquisas, descobrir a vocação produtiva de uma região, acordar essa vocação técnica com os produtores e concretizá-la pela ação dos gestores públicos mexeu com o imaginário de todos. Infelizmente, a realidade mostrou que os governos não estavam preparados para contrariar a força política da criação de boi.

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Acre em chamas

16/09/2018

No próximo sábado, dia 22 de setembro, começa a primavera. Quem mora no Acre, a despeito da dificuldade em perceber a mudança de estação, torce para que as chuvas cheguem mais cedo e ponham fim às queimadas que todos os anos fazem insuportável a vida por aqui. Não precisava ser assim. Com algum bom senso e alguma competência da gestão pública, as queimadas poderiam ser banidas do território estadual, sem que a irrisória produção agropecuária ficasse comprometida.

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Universidades federais são inaptas para gerenciar museus e hospitais

09/09/2018

Jornalistas que não conseguem entender o básico sobre Administração Pública correram em busca de evidências para culpar o governo federal pelo incêndio que destruiu as instalações do Museu Nacional. Não encontraram. O orçamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro, instituição responsável pelo gerenciamento do museu, aumentou mesmo depois da crise de 2015. Seria normal, por suposto, questionar a capacidade institucional da universidade, que ainda elege reitores, para administrar um museu. Mais cômodo e fácil, embora muito injusto, é responsabilizar o governo.

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Enfim, adeus, Eletroacre!

02/09/2018

Os mais velhos devem se lembrar que, no Brasil, até meados da década de 1990, a linha telefônica era patrimônio declarado no imposto de renda. E ter um telefone em casa era privilégio de poucos, a maioria da população dependia dos escassos e precários orelhões. Essa distorção ocorria porque o setor de telefonia era estatizado: havia quase 30 estatais – além de uma empresa nacional, cada estado tinha a sua. Todas, obviamente, administradas por gestores indicados por políticos. Nos dias de hoje, o setor elétrico ainda é mais ou menos assim, um gigante falido, ineficiente – e estatizado. A privatização da Eletroacre foi um grande avanço. Agora falta privatizar a Eletrobras e suprimir as amarras que impedem a prestação de um serviço eficaz à sociedade e a criação de mais empregos no campo da geração e distribuição de energia elétrica.

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Do Acre a Arica

26/08/2018

Quem sai de Rio Branco e chega até Arica, no Chile, passa por uma flutuação de altitude impressionante: a viagem começa em 143 metros, chega a 4.800 metros nos Andes e termina no nível do mar, no Oceano Pacífico, depois de um percurso de cerca de 1.500 km. Impressionante também é a paisagem desértica de Arica, a região de maior potencial mundial para geração de energia solar, bem como os vales distribuídos entre as montanhas, que são irrigados para o cultivo de oliveiras graças à engenhosidade dos agrônomos chilenos.

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Censo agropecuário comprova fracasso do ZEE no Acre

19/08/2018

Dados oficiais do censo agropecuário efetuado pelo IBGE não deixam dúvida quanto à consolidação da criação de boi no Acre e à retração expressiva da atividade florestal. No primeiro caso, significa conviver com taxas anuais de desmatamento e queimadas; no segundo, que o discurso da conservação da floresta e adequação do desenvolvimento à sustentabilidade era só para alemão ver (já que foram os alemães os principais financiadores do ZEE). Em ambos os casos, o fracasso do Zoneamento Ecológico-Econômico é mais que evidente, a despeito do investimento milionário realizado. Uma pena.

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Pesquisa comprova: desmatamento causa seca e alagação na Amazônia

12/08/2018

O estabelecimento da relação existente entre o desmatamento da floresta na Amazônia e o comprometimento do ciclo hidrológico da região representa um esforço de pesquisa que precisa ser levado adiante por instituições como Inpa e Embrapa. Ocorre que, se a importância da mata ciliar para a vazão de rios e igarapés foi comprovada em farta literatura, o papel das florestas para manter a quantidade da água que circula em âmbito local ainda carece de informações. Mas uma coisa é certa: o desmatamento para a criação de boi, além das florestas, retira da Amazônia uma expressiva reserva de água.

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Do Acre a Puno

05/08/2018

Com a conclusão da pavimentação – exemplar, diga-se – da rodovia interoceânica que liga o Acre ao Peru pela brasileira Odebrecht, tornou-se possível chegar a Puno para conhecer o deslumbrante Lago Titicaca. Sem dúvida, uma experiência inesquecível e, para os brasileiros, um alerta de urbanidade, já que o Peru não é referência nesse quesito.

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Queimadas no Acre superam média de 20 anos

29/07/2018

Sem uma atuação decisiva dos órgãos públicos responsáveis pelo monitoramento e controle das queimadas, a tragédia será inevitável. Não adianta jogar a culpa na chuva que não vem, ou na alteração do clima causada pela industrialização dos países desenvolvidos. Em respeito ao povo, o governo deve assumir uma medida de gestão pública responsável e suspender o licenciamento das queimadas em todo o território estadual. Imediatamente.

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Japão constrói prédios de madeira, enquanto gado se alastra no Acre

22/07/2018

Só por meio da elaboração e implantação de políticas públicas é possível promover a vocação produtiva de uma determinada região. Por efeito da política pública, os americanos criaram o Vale do Silício, o maior cluster de informática do mundo. Também graças à política pública, os japoneses vão construir um prédio de 70 andares, todo em madeira, em plena Tóquio. E foi devido à política pública que, mesmo dispondo da exuberante diversidade presente na floresta amazônica, o Acre se tornou (proporcionalmente) um dos maiores criadores de boi do país. Cada um com seu rumo. E com sua política pública.

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Privatizar a Petrobras antes do fim do motor a diesel é decisão estratégica

15/07/2018

Os partidos de esquerda costumam gritar contra qualquer privatização, embora demonstrem profunda incompetência no gerenciamento de empresas estatais. Com a Petrobras não foi diferente. Depois de o uso político se tornar corriqueiro durante cerca de 13 anos, a estatal quebrou, legando prejuízos astronômicos aos brasileiros. Contudo, para além desse diagnóstico, que foi reiterado pela grande maioria dos especialistas, dois fatos devem ser considerados na discussão sobre o futuro da empresa: o fim do motor a diesel e a chegada do motor elétrico. Diante dessas duas constatações, a privatização da Petrobras é questão de estratégia.

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Fim da Natex evidencia descaso com política florestal no Acre

08/07/2018

No Brasil, a esquerda demonstra grande dificuldade na condução de empresas estatais – embora, paradoxalmente, grite contra qualquer tipo de privatização. Exemplos dessa contradição pululam país afora, e no Acre não seria diferente. Lamentavelmente, a desativação da fábrica de preservativos Natex, em Xapuri, traz comprometimentos graves para a já frágil política florestal estadual. Pelo jeito, a “solução econômica pela floresta” ainda vai demorar.

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ICMBio acorda, segue São Paulo e privatiza gestão em parques nacionais

01/07/2018

Existe uma discussão interminável no âmbito do Ministério do Meio Ambiente em relação à conveniência/inconveniência da privatização da gestão das unidades de conservação. Ao que parece, uma boa parcela de técnicos acredita na possibilidade de algum governo, algum dia, sob algum grau de eficiência, alcançar sucesso no gerenciamento dessas áreas – muito embora todas as estatísticas, em mais de 40 anos de gestão estatal, demonstrem o contrário. Na verdade, no mundo inteiro, a privatização dos serviços ofertados em parques nacionais apresenta excelentes resultados; contudo, por aqui, as concessões esbarram numa resistência insana, incutida sobretudo por políticos de esquerda. Agora, porém, tudo indica que a coisa vai avançar!

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A guerra de canudos do Rio

24/06/2018

Substituir, na fabricação de produtos, matérias-primas à base de petróleo (em especial PVC e plástico) por matérias-primas renováveis é a chave para a sustentabilidade do planeta. Iniciativas como a dos vereadores cariocas, que aprovaram legislação para banir canudinhos de plástico, substituindo-os pelos de papelão, contribuem para ampliar as áreas de florestas plantadas, num ciclo virtuoso que gera renda e aquece a economia de baixo carbono. É o tipo de medida que deve ser copiada, pois é tudo de bom.

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O Fundo de Compensação Ambiental e a Amazônia

17/06/2018

Previsto no art. 36 da Lei 9.985/2000 (que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação), o mecanismo da compensação ambiental impõe uma obrigação financeira a grandes obras e empreendimentos (como é o caso das hidrelétricas), a título de reparação, e de acordo com o que preceitua o princípio do poluidor/pagador. Todavia, muito embora a Lei do Snuc tenha entrado em vigor há quase 20 anos, somente agora, por iniciativa do governo federal, foi criado um fundo para a integralização e destinação desses recursos, que hoje somam mais de 1 bilhão de reais.

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Será mesmo? A maioria é mesmo contra a privatização da Petrobras?

10/06/2018

Entre as conclusões tiradas do triste episódio protagonizado pelos caminhoneiros, com o apoio oportunista de políticos de esquerda, sempre obcecados em desestabilizar o governo e sabotar o país, uma coisa é certa: passou da hora de privatizar a Petrobras. Sempre despreparada e pautada pela desinformação, a imprensa “descobriu” que a empresa não é apenas estatal, mas de economia mista, e que por isso teria priorizado dar lucro para multinacionais do petróleo(!); ainda, que a Petrobras deteria o controle do preço do diesel (veja bem, de uma commodity, cujo preço é definido pelo mercado internacional!). Na verdade, poucos se dão conta do óbvio: petroleiras não podem ser estatais, porque commodities não podem se submeter ao populismo político. Simples assim.

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Diesel subsidiado influenciará desmatamento na Amazônia

03/06/2018

Inacreditável que uma categoria de trabalhadores utilize, como meio de protesto, o bloqueio do sagrado direito de ir e vir e o desabastecimento do país. Os caminhoneiros passaram em muito do limite, todavia, foram abraçados por políticos populistas e jornalistas irresponsáveis, que, no afã de culpar o governo, não se preocupam com o conteúdo de nenhum problema. Mais uma vez, a sociedade vai pagar a conta.

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Mais uma chance para as reservas extrativistas

27/05/2018

Passados quase 30 anos da criação das primeiras reservas extrativistas na Amazônia, constata-se que a expectativa relacionada à consolidação de uma ocupação produtiva alternativa à criação de boi ainda não se concretizou. Por meio da exploração de uma ampla diversidade de produtos florestais, acreditava-se que os extrativistas poderiam obter renda de maneira permanente, tal como ocorreu nos ciclos econômicos das drogas do sertão, do cacau nativo, da borracha e, mais recentemente, da madeira. Ledo engano. A alteração da realidade assentada na pecuária se mostrou uma tarefa muito difícil de ser consumada.

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O fim do motor a diesel

20/05/2018

Quem já teve a oportunidade de manusear uma simples bomba d’água tem noção da diferença abismal que separa o motor elétrico do motor a combustão. É indiscutível, dessa maneira, que o fim do motor a combustão significará o desaparecimento de uma série de ocupações e empreendimentos. Justamente por conta das implicações sociais e econômicas que trará à humanidade, o carro elétrico pode ser considerado uma revolução. E a primeira vítima dessa revolução já tem seus dias contados: o motor a diesel.

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Reitor eleito é absurdo

13/05/2018

Pelas regras vigentes, as eleições para reitor e vice-reitor de universidades federais ocorrem de maneira separada: quando o reitor renuncia ou morre, ou fica de alguma forma impedido, o vice não assume o cargo, e uma nova eleição deve ser consumada. A despeito da previsão legal, entretanto, todos chamam de eleição o que a lei define como consulta, e os candidatos chegam ao descalabro de fazer campanha e formar chapas. Igual ao que acontece em qualquer diretório estudantil ou associação de produtores. Na verdade, está mais do que evidenciado que a eleição não é o melhor caminho para a escolha de um reitor que associe o perfil de gestor público ao de pesquisador. Basta uma espiadela no histórico das 63 universidades federais para concluir que as eleições para reitor caducaram há mais de 20 anos. Passou da hora de mudar.

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Pelo desmatamento zero na Amazônia

06/05/2018

O compromisso de zerar o desmatamento ilegal na Amazônia, assumido pelo governo federal em 2015, perante o Acordo de Paris, perde todo o sentido diante do reconhecimento de que o problema, de fato, reside no desmatamento legalizado, que é amparado pelo Código Florestal. Com a consolidação do Arco do Desmatamento, já não existe demanda por novos desmatamentos na Amazônia. Capitaneado pelo Greenpeace, o “Projeto de Lei do Desmatamento Zero” angariou mais de 1,4 milhão de assinaturas. Uma proposta que precisa ser apoiada!

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Governo federal comprará apenas madeira manejada

29/04/2018

Com a entrada em vigor do Dec. 9.178/2017, a partir de maio próximo os órgãos do governo federal serão obrigados a priorizar, nas compras de mobiliário e outros artefatos de madeira, produtos fabricados com madeira explorada sob a técnica do manejo florestal. Trata-se de iniciativa ousada, que exigiu alteração na Lei de Licitações em ano eleitoral e numa época de moralismo insano. As florestas manejadas ganham competitividade, para fazer frente à criação de boi. Somente dessa forma o desmatamento legalizado poderá ser zerado na Amazônia.

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Coletânea “Da Floresta: 100 artigos” chega às livrarias

22/04/2018

Não existe estatística oficial que comprove a ocorrência de grilagem na Amazônia. Tampouco existe estatística demonstrando um processo rotineiro e perdulário de biopirataria ou saque das riquezas presentes na floresta amazônica por outros países. De outra banda, as unidades de conservação devem dinamizar a economia amazônica, como laboratórios de uma ocupação produtiva que supere a criação boi. Para aqueles que apreciam polêmicas e um jeito inusual de interpretá-las na realidade da Amazônia, o livro “Da Floresta: 100 Artigos” é oportuno e proveitoso.

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As unidades de conservação da Amazônia e os parques de São Paulo

15/04/2018

Privatizar o gerenciamento não é o mesmo que privatizar o espaço público. Buscando uma saída para a eterna incapacidade estatal de gerenciamento, a Prefeitura de São Paulo pretende passar à iniciativa privada (empresas e organizações da sociedade civil) a administração dos parques municipais. Garantir o acesso público a um ambiente seguro e conservado: esse é o objetivo maior. Ideologias não podem justificar a incapacidade dos governos. Simples assim.

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Privatizar gestão não é privatizar espaço público

08/04/2018

Do Acre ao Rio Grande do Sul, o abandono de parques urbanos é praticamente uma regra. Situação pior é a das praças e mercados municipais, que não raro chegam ao ponto de causar asco. Privatizar a gestão parece ser uma opção ao fracasso generalizado da administração estatal. A experiência da cidade de São Paulo com a privatização do gerenciamento do Parque do Ibirapuera servirá de laboratório para todo o país, no sentido de demonstrar a possibilidade de privatizar a gestão sem privatizar o espaço público. É esperar para ver.

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Evolução da produção madeireira no Acre

01/04/2018

A proposição de uma política florestal de segunda geração deveria ser ponto-chave dos planos de governo dos candidatos nas eleições de 2018 no Acre. Aprovada ainda em 2001, a política florestal em vigor perdeu a validade com relação ao seu principal propósito: promover a produção de madeira manejada. A nova política deve se voltar agora para a organização de um cluster florestal, com ênfase na produção de água, ar, sementes florestais e fauna silvestre.

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O Desafio de Bonn e a restauração da mata ciliar na Amazônia

25/03/2018

Ainda em 2011, por iniciativa do governo alemão, juntamente com a União Internacional para a Conservação da Natureza, surgiu o Desafio de Bonn, um compromisso internacional destinado à restauração de florestas nativas com função ecológica. Apenas em 2016 o Brasil veio a aderir ao Desafio, tendo se comprometido a restaurar 12 milhões de hectares de florestas, com prioridade para as porções desmatadas de mata ciliar nos rios amazônicos. Por meio do fomento a atividades produtivas adequadas à vocação florestal da região, o Desafio de Bonn promove na Amazônia uma dinâmica econômica alternativa à nefasta criação de boi. Pode ser o começo de uma nova economia de baixo carbono.

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Fórum Mundial da Água começa hoje!

18/03/2018

Brasília vai sediar o evento internacional mais importante sobre política estatal para a conservação da água. Em sua oitava edição, o Fórum Mundial da Água abre espaço para a discussão técnica e política sobre a gestão dos recursos hídricos. Empresas demonstram ao redor do mundo a eficiência da privatização de sistemas de saneamento e distribuição de água, enquanto o gerenciamento estatal não consegue sair do vermelho. De outra banda, a constitucionalidade do Código Florestal brasileiro, decidida pelo Supremo Tribunal Federal, deve levar o debate para o tema da interação entre água e florestas.

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Código Florestal vai ser lei que “pega”?

11/03/2018

Depois de 6 longos anos de espera, o Supremo Tribunal Federal decidiu pela constitucionalidade do Código Florestal aprovado em 2012. Com a segurança jurídica trazida pela decisão, será possível implementar as inovações trazidas pela legislação, e assim avançar na restauração de florestas especiais – como os 12 milhões de hectares de mata ciliar prometidos pelo Brasil no Acordo de Paris.

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Supremo decide: não houve anistia no Código Florestal

04/03/2018

Uma vez que o STF assegurou a constitucionalidade do novo Código Florestal, é hora de seguir em frente e acabar com a gritaria em torno da alegada anistia concedida pela norma aos produtores rurais. Diante da segurança jurídica trazida pela decisão do Supremo, é fundamental pôr em prática, com maior determinação, alguns mecanismos introduzidos pela legislação. É o caso do Cadastro Ambiental Rural e do Programa de Regularização Ambiental – que precisam ser priorizados, já.

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Fórum Mundial da Água reforçará importância das florestas para recursos hídricos

25/02/2018

Ao sediar a 8ª edição do Fórum Mundial da Água, o propósito do Brasil é consolidar sua importância na geopolítica mundial de recursos hídricos. Afinal, os brasileiros são responsáveis por uma das maiores fontes de água potável do planeta: a Amazônia. Rever o Código Florestal para aumentar a quantidade de mata ciliar, nesse momento, seria a demonstração de que o país está à altura dessa responsabilidade.

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Vai de carro do Acre ao Peru? Prepare-se

18/02/2018

Com o asfaltamento da Rodovia Interoceânica, que liga o litoral peruano ao Brasil, o Peru passou a figurar no roteiro de férias dos acreanos – que atravessam a fronteira para conhecer a paisagem de elevadas altitudes que leva ao Pacífico. Embora os viajantes se embalem no clima de aventura, o passeio requer informações nem sempre fáceis de obter. Mas, vale a pena!

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Imprimir voto é retrocesso

11/02/2018

A impressão do voto depositado em urna eletrônica, como querem alguns políticos e jornalistas irresponsáveis, além de importar num custo financeiro absurdo e desnecessário para o país, representa retrocesso político. Afinal, o que se coloca em xeque é a urna eletrônica, uma tecnologia genuinamente nacional, cujo sucesso é mais que comprovado. Por outro lado, uma vez que se admita voto em papel, vai ser muito difícil evitar recontagem, por meio de escrutínio manual. Como se fazia há 20 anos.

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Ainda sobre verdades inconvenientes

04/02/2018

A grande maioria dos intelectuais que de alguma forma chegou a analisar o desenvolvimento da Amazônia defende a exploração econômica da biodiversidade como referência principal para gerar emprego e renda. Sem embargo, a criação de boi avança sobre a mesma biodiversidade, apresentando taxas anuais de desmatamento realizado dentro da legalidade. O pior: sob a condescendência dos mesmos intelectuais. Melhor esquecer.

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Uma verdade amazônica bem inconveniente

28/01/2018

Encontrar rumos para as frágeis economias dos estados amazônicos: esse propósito tem ocupado boa parcela dos pesquisadores que atuam na região. Chegou-se a ter grande expectativa em relação ao zoneamento ecológico-econômico, instrumento amplamente empregado no decorrer da década de 1990. Acreditava-se que a solução estava na delimitação de áreas – uma parte destinada à criação de gado e outra (para compensar os decorrentes estragos ecológicos) destinada à manutenção de porções intocadas de floresta. Ledo engano. A criação de boi se amplia, seja pelo desmatamento ilegal seja pelo legalizado, a despeito da letargia econômica.

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O estágio atual da indústria da madeira no Acre

21/01/2018

Concebida e aprovada ainda em 2001, a política florestal do Acre perdeu a validade. A despeito dos avanços obtidos – como a criação do curso de Engenharia Florestal e a superação do estágio caracterizado pelas ditas serrarias de ramal –, muitos entraves precisam ser superados. Para tanto, é indispensável uma política florestal de segunda geração.

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Biomassa florestal e a cara energia elétrica do Acre

14/01/2018

A produção de energia elétrica por meio da biomassa florestal (ou seja, da queima das sobras da indústria madeireira) configura opção estratégica para o Acre, especialmente por dois motivos. Primeiro, porque possibilitaria a redução de custos de geração num lugar em que a energia elétrica é a mais cara do país. Segundo, porque o emprego da madeira criaria uma nova cadeia produtiva, sob elevado índice de distribuição de renda. Não há razão para que o uso da biomassa florestal não seja realidade no Acre. Infelizmente, não é.

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Amazônia, dois consensos impossíveis

07/01/2018

Enquanto não for possível discutir e firmar consensos sobre os rumos da economia, a Amazônia permanecerá numa estagnação eterna. O desmatamento legalizado se encontra na raiz do problema. Quantos hectares de florestas a sociedade brasileira está disposta a perder, todos os anos, pelo desmatamento ocorrido dentro da legalidade? Essa questão, lamentavelmente, ninguém parece disposto a enfrentar.

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Amazônia, um consenso possível

31/12/2017

Desde a década de 1970 que a ocupação da Amazônia ocorre por meio da expansão da pecuária bovina – na pequena, média e na grande propriedade. Depois de 50 anos de investimentos, tanto no âmbito público quanto no privado, era de se esperar melhorias econômicas que compensassem o prejuízo ecológico decorrente desse investimento. Mas isso não aconteceu. Estagnação econômica e perda de sustentabilidade: é o pior dos mundos na realidade contemporânea da Amazônia.

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Em 2017, desmatamento menor aproxima Amazônia da sustentabilidade

24/12/2017

Embora fosse esperada uma ampliação do desmatamento na Amazônia, a taxa de 2017 apresentou redução de quase 20%, em relação a 2016. Algo um tanto inusitado, diante de um contexto em que se associam recuperação econômica e contração do orçamento público para fiscalização. Pode ser que o processo de regularização fundiária levado a cabo na região, tão criticado pelos que temem a (não comprovada) grilagem de terras, ajude a entender a redução do desmatamento legalizado. Resta esperar 2018 para uma análise mais acurada.

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E se a Tentamen cair?

17/12/2017

Depois de anos seguidos sem manutenção, o prédio da Tentamen passou da demanda por reforma à necessidade de restauro. No primeiro caso, a solução exige orçamento dentro da realidade local, ou seja, depende apenas de um pouco de vontade política. No segundo caso, por outro lado, o orçamento ultrapassa os limites da condição econômica estadual, e o problema passa a depender da boa vontade do governo federal. Ou seja, é cômodo para quem não quer resolver, portanto, pode esquecer.

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Políticos com mandato não deveriam concorrer em eleições

10/12/2017

A reforma política possível, aprovada em outubro último pelo Congresso, limitou-se a tratar das hipóteses de coligações partidárias e do acesso aos recursos públicos do Fundo Partidário. Outras controvérsias ficaram de fora. Uma delas diz respeito às regras que permitem que políticos eleitos concorram a um novo cargo durante o exercício do mandato. Ainda que legal, essa possibilidade não deixa de ser imoral.

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Amianto foi banido pelo Supremo, quando deveria ser pela sociedade

03/12/2017

Embora um tanto dramática, uma vez que sequer houve prazo para transição, a extinção, pelo Supremo Tribunal Federal, do mercado do amianto empregado em mais de 50% das telhas e caixas d’água em todo o país merece comemoração. Afinal, por mais que coubesse aos deputados e senadores, na condição de representantes eleitos pela sociedade, a função de legislar sobre o assunto, não há dúvida que um passo importantíssimo foi dado para a consolidação da relação entre meio ambiente e economia no Brasil. Dessa vez, felizmente, venceu o primeiro.

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Vocação florestal do Acre ficou nos palanques

26/11/2017

Sob um discurso em defesa da vocação florestal, há 20 anos um grupo político chegou ao poder, alcançando sucessivas vitórias eleitorais. Hoje, contudo, as estatísticas econômicas do Acre não deixam dúvida: a criação de boi se consolidou e o desmatamento persiste a taxas inaceitáveis. A vocação florestal era só palanque: ao que parece, não há saída.

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Madeira é tema da XI Semana Florestal do Acre

19/11/2017

É bem provável que o preconceito dos ambientalistas em relação à produção de madeira na Amazônia seja o maior dos seus equívocos. Ao insistir nesse erro, deixam de atentar para duas verdades reiteradamente evidenciadas pelos cientistas. Primeiro, que do pequeno grupo de matérias-primas consumidas em larga escala pela humanidade, a madeira é a única que contribui para a sustentabilidade do planeta. Segundo, que, no caso da Amazônia, a exploração de madeira ajuda na conservação da floresta.

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Acre bate novo recorde de queimadas, superando 2016

12/11/2017

Mesmo para os políticos populistas é embaraçoso afirmar que o produtor precisa queimar para comer. Argumento comum na década de 1990, já não tem mais sentido, em 2017, justificar a prática da queimada pela fome. É lamentável que ainda tenhamos que assistir a recordes de queimadas no Acre, e por dois anos consecutivos, sem que haja justificativa minimamente plausível. O produtor não queima para comer ou porque é mau. Ele queima para investir na propriedade, e acredita na queimada como investimento porque é levado a isso pelos gestores públicos. É a política pública que incentiva o produtor a queimar para ampliar a criação de boi. Embora seja difícil alguém admitir.

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Na COP 23, ONU alerta: aquecimento do planeta é catastrófico

05/11/2017

Desde a realização da Rio 92 que os países, por meio da ONU, vinham se empenhando em celebrar um pacto internacional, a fim de mitigar o aquecimento do planeta e as consequentes mudanças climáticas (que, por sua vez, levam à ocorrência de secas e alagações). Mediante a celebração do Acordo de Paris, assinado em 2015, finalmente o pacto foi selado. Construir mais hidrelétricas e acabar com o desmatamento na Amazônia: esse foi o compromisso por nós assumido perante o mundo. Não há jeitinho, teremos que honrá-lo.

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Governo Federal institui PIV – Produto Interno Verde

29/10/2017

Desde a década de 1980, o movimento ambientalista internacional reivindica a inclusão, na contabilidade nacional dos países, de um indicador voltado para apurar o estoque e a exploração dos recursos naturais. Instituído agora no país, o Produto Interno Verde, ou PIV, como foi batizado na versão brasileira, permitirá quantificar, por exemplo, o prejuízo econômico decorrente do desmatamento das florestas para a instalação da pecuária bovina na Amazônia.

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Vocação florestal do Acre foi esquecida em alguma prateleira

22/10/2017

A economia dos estados amazônicos é organizada a partir do setor primário, e em função da superioridade de determinada atividade produtiva – levando-se em conta a quantidade de terras ocupadas, de empregos gerados e de renda auferida. No Acre, a pecuária de gado domina a economia de todas as cidades. Como essa atividade depende do desmatamento, o futuro é incerto.

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Queimada recorde em outubro expõe equívoco da política estadual

15/10/2017

Admitir a prática agrícola da queimada, depois de o país ter se comprometido com as cláusulas convencionadas no Acordo de Paris é, no mínimo, desonesto para com o mundo. Mas a situação fica ainda mais grave se um governo assume a defesa da sustentabilidade como diferencial de política pública e, eventualmente, pactua com os produtores a continuidade das queimadas.

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Domesticação da fauna e flora deixou a humanidade infeliz?

08/10/2017

Ao que parece, a democracia e o capitalismo representam mesmo o fim da história, como previu Francis Fukuyama ainda em 1992. Nem os que se apegam a resquícios ideológicos de esquerda conseguem propor alternativas. Contudo, mesmo em países de democracia consolidada e com elevados níveis de IDH, persiste uma insatisfação – e a tentativa de explicar esse sentimento tem motivado muitos autores. Há pelo menos um consenso: a redução da desigualdade na distribuição da riqueza é o caminho.

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Reforma política não foi a desejável, mas a possível

01/10/2017

A proibição das coligações, a fim de que os votos que os partidos recebem não sejam distribuídos entre candidatos de inúmeras legendas, e a instituição de uma cláusula de barreira para o acesso ao Fundo Partidário e ao caríssimo horário eleitoral no rádio e na TV foram as duas mais importantes novidades trazidas pela reforma política aprovada pelos parlamentares. No caso da cláusula de barreira, os reflexos positivos da mudança serão percebidos já nas eleições de 2018. É esperar e conferir.

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Após recorde de queimadas em 2016, setembro cinza novamente no Acre

24/09/2017

Muitos vão continuar a insistir, da forma mais estúpida, que a fumaça que torna a vida urbana no Acre insuportável e enche os hospitais de crianças com problemas respiratórios vem da Bolívia, de Rondônia, do Mato Grosso, de qualquer lugar que não seja do próprio Acre. Esquecem a máxima segundo a qual onde há fumaça há fogo. Difícil acreditar nas boas intenções de quem repete um argumento tão estapafúrdio, mais difícil ainda é vislumbrar, nesse tipo de subterfúgio, alguma preocupação com a qualidade de vida da população do Acre.

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Privatização da Eletrobras é o melhor para o Acre

17/09/2017

Não dá para supor que a maior parte dos políticos é corrupta (ou todos eles) e ao mesmo tempo defender a existência de empresas públicas – que, afinal, são dirigidas pelos políticos. Trata-se de um contrassenso, são dois posicionamentos contraditórios, que se anulam mutuamente. Por outro lado, as estatísticas comprovam que a incompetência na gestão das empresas estatais é um fato, uma verdade indiscutível – o que causa tanto prejuízo quanto o desvio de verbas públicas. A desestatização da Eletrobrás é o caminho mais barato e rápido para atalhar a corrupção, estabelecer uma gestão profissional e melhorar o serviço de fornecimento de energia elétrica. Nacionalismo irresponsável e oportunista não pode justificar incompetência e falcatruas. Simples, não?

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Privatização da Eletrobras é antídoto contra corrupção

10/09/2017

Gritar contra a privatização sempre foi a regra, a postura que jogava o político na mídia, bramindo frases panfletárias sob a pretensão de agradar os eleitores. Mas esse raciocínio caiu por terra quando o atual prefeito de São Paulo se elegeu no primeiro turno defendendo a privatização da gestão de inúmeros empreendimentos públicos, inclusive do mercado municipal. A verdade é que, se por um lado nenhum partido abre mão de fazer ingerências nas estatais, por outro, é simplesmente impossível que uma empresa do gigantismo da Eletrobras funcione com gestores indicados por políticos. Simples assim.

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Renca é reserva de minério para regulação do mercado

03/09/2017

Toda discussão que remeta ao marco legal da produção e comercialização de minérios – cuja aprovação ocorreu no período do regime militar – certamente é muito importante, em especial quando a jazida mineral se localiza na Amazônia. Todavia, não pode se dar sob uma ótica panfletária e à luz do discurso histérico e desnecessário que contrapõe entreguismo versus nacionalismo. A mineração deve ser analisada em face de sua expressiva relevância econômica para os estados e cidades da Amazônia. Não se olvidando, obviamente, que a causa do desmatamento na Amazônia é a criação de boi, e não a produção mineral.

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Distritão acaba com deputado eleito sem voto. Não é melhor assim?

27/08/2017

Num momento perigoso da história política do país, quando procuradores se transformam em paladinos do moralismo, a aprovação de uma reforma política vai exigir muito esforço dos parlamentares. A proposta do Distritão, embora deturpada na mídia, põe fim à eleição de deputados sem voto. Trata-se, certamente, de um passo importante para o aprimoramento do sistema eleitoral. Mas requer uma grande dose de arrojo e coragem, algo difícil no contexto atual.

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Cluster florestal na Amazônia: única saída

20/08/2017

O questionamento do atual modelo de ocupação produtiva levado a cabo na Amazônia, ancorado na expansão da pecuária para criação de boi, tem consumido grande esforço dos pesquisadores. Entretanto, em que pese a comprovação científica do fracasso desse modelo e a inaceitável taxa de desmatamento anualmente observada na região, nada acontece para mudar esse quadro, nenhuma solução é discutida. A saída está onde sempre esteve, na exploração sustentável da floresta, mas são poucos os que logram enxergá-la.

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Campanhas de sensibilização não evitarão colapso do rio Acre

13/08/2017

A ampliação da resiliência do rio Acre é a única alternativa para evitar as diferenças acentuadas de vazão decorrentes das alterações no clima. Mas a solução para aumentar a resiliência – e, de resto, para contornar as alterações climáticas em si – passa pelo fim do intolerável desmatamento que anualmente degrada a área de influencia da bacia hidrográfica desse rio. Sem embargo, para se pôr em prática essa solução é preciso vontade política. Uma vontade política que, se já houve, há tempos foi esquecida.

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Acordo de Paris, garantia de futuro

06/08/2017

A despeito da persistente descrença dos incrédulos, o Acordo de Paris foi assinado em 2015, tendo reconhecido a crise ecológica decorrente do aquecimento do planeta e das alterações no clima. Para quem vive na Amazônia, significa um futuro no qual a criação de boi não gozará de importância econômica. Ou melhor, um futuro no qual a renda gerada pela exploração sustentável da biodiversidade florestal ensejará profundas alterações. Na cultura, na sociedade, na economia. Na vida das pessoas.

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A revolução do Uber já começou!

30/07/2017

Na era dos smartphones e dos aplicativos, o transporte individual de passageiros está sendo reinventado. Como em todas as revoluções sociais, as mudanças começam imperceptíveis até chegar ao ponto de não permitir retrocesso: as cidades brasileiras, em breve, deixarão de ocupar espaços públicos com pontos de táxi. Melhor ainda, antes do que se imagina a anomalia das mototáxis terá fim.

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A revolução da maconha já começou!

23/07/2017

Quando os uruguaios permitiram o consumo de maconha com fins medicinais, muitos apostaram no fracasso da iniciativa. Mas a política de liberação continuou, com a autorização da produção caseira para autoconsumo. Agora, o país aprovou a venda da erva em farmácias. Por sua vez, os americanos estão transformando a produção e o consumo de maconha numa indústria que cresce a números impressionantes todos os anos. Trata-se de uma revolução, não há dúvida. Enquanto por aqui, ficamos para trás sem conseguir superar nem mesmo assuntos como regularização fundiária.

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A revolução do carro elétrico já começou!

16/07/2017

Pode ter passado um tanto despercebida pela imprensa nacional, sempre pautada pela agenda política, mas a decisão anunciada pela Volvo de fabricar exclusivamente carros movidos por motor elétrico a partir de 2019 representa um passo gigantesco para mitigar a crise ecológica decorrente do aquecimento do planeta. Os impactos trazidos à economia e à sociedade pela revolução do carro elétrico devem ser sentidos num futuro próximo, mesmo em países de baixo IDH, como o Brasil, onde ainda é difícil imaginar uma cidade sem oficina mecânica.

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Desmatamento legal zero!

09/07/2017

Persistindo em níveis elevados desde 1988, quando se iniciaram as medições, o desmatamento na Amazônia se mostra mais resistente que a capacidade de fiscalização dos governos federal e estaduais. Poucos se dão conta, mas o primeiro passo para se discutir o desmatamento amparado por lei é o reconhecimento de que a ampliação do desmatamento se configura em decisão de investimento do produtor. A solução para orientar esse investimento e zerar o desmatamento – o legal e o ilegal – está na promoção de alternativas econômicas baseadas na produção florestal ou na biodiversidade.

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O desmatamento no Acre e a doação da Noruega para a Amazônia

02/07/2017

É injusto que, por conta do aumento de 29% na taxa de desmatamento na Amazônia em 2016, se jogue mais lenha na fogueira de queimação do atual governo. Afora o fato de a medição ter ocorrido durante o governo anterior, o período foi caracterizado por instabilidade política e crise econômica. Por outro lado, os governos estaduais devem assumir sua cota de responsabilidade. O aumento do desmatamento no Acre, em 47%, é fruto de uma política pública que promove a pecuária em detrimento da floresta. A Amazônia, como um todo, sofre as consequências.

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Queimadas, tolerância zero!

25/06/2017

Não há justificativa técnica, econômica ou social para uso agrícola das queimadas na Amazônia, embora alguns ainda persistam no equívoco de tolerar essa prática como se inevitável fosse. E diante da crise ecológica motivada pela presença de carbono na atmosfera – que por sua vez provoca o efeito estufa, aquece o planeta e altera o clima – seremos forçados pelo restante do mundo a parar de queimar. Melhor assumir a tolerância zero para com a queimada, já.

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Reforma trabalhista é crucial para Amazônia

18/06/2017

Os que combateram a proposta de emenda constitucional que limitou a gastança pública e minimizou a quebradeira estatal (a chamada PEC do teto dos gastos públicos) também se opuseram à aprovação da terceirização nas relações de trabalho. Não seria diferente com a modernização da legislação trabalhista: são contra. Indiferentes à crise econômica, buscam adiar as reformas imprescindíveis para o país sair do fundo do poço. Dizem defender o trabalhador, aquele mesmo que aumenta as estatísticas de desemprego, enquanto sonha com um salvador da pátria. Esquece-se que, sem a recuperação da economia, não há salvação.

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Eleições agora, diretas ou não, aumentariam o desmatamento na Amazônia

11/06/2017

Passando por uma crise econômica sem precedentes, o país não pode se dar o luxo de provocar mais instabilidade na política. A estreita relação entre distúrbios na política e desmatamento parece evidente, diante do aumento de quase 30% na destruição da floresta em 2016, no auge da recessão. Só com estabilidade será possível superar as mazelas nacionais, inclusive zerar o desmatamento na Amazônia.

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Fauna amazônica é bom negócio

04/06/2017

Vender o boi e comer o queixada – essa tem sido a praxe na pequena produção rural realizada no interior da floresta amazônica. Um disparate reforçado pela política pública, que adjudica valor econômico ao gado e nenhum à paca ou ao cateto. Contudo, e a despeito da ausência de estatísticas, o mercado de carne de animais silvestres amazônicos demonstra ser bem mais valioso, com um diferencial extraordinário: os animais são exclusivos da Amazônia, enquanto o boi existe no mundo inteiro.

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Produção comunitária de madeira na Amazônia

28/05/2017

Embora muitos persistam no erro de acreditar que a fiscalização estatal vai conseguir barrar a expansão da pecuária sobre a floresta na Amazônia, a única saída é aplicar a tecnologia de manejo florestal para produzir madeira e fazer com que o produtor ganhe mais dinheiro com a floresta do que com a criação de boi. Não existe plano B. A madeira é o único produto da floresta na Amazônia que gera renda de acordo com as pretensões econômicas dos produtores. Não adianta tergiversar. Ponto.

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De extrativista a manejador florestal

21/05/2017

Diante da tímida demanda observada em relação à borracha oriunda dos seringais nativos amazônicos, as tentativas de reerguer a produção gomífera na região frustram as expectativas dos extrativistas. A indústria de pneus, por exemplo, que garantiu a dinamização do mercado durante certo tempo, hoje é abastecida em sua maior parte pelos seringais cultivados de São Paulo. Outras possibilidades, como artesanato e tecido encauchado (o chamado “couro vegetal”), além de amargarem a concorrência da borracha ofertada pelos cultivos paulistas, apresentam resultado desprezível quando comparadas aos pneus. No fim das contas, pode-se dizer que a borracha nativa amazônica é um produto com elevado apelo social, mas sem nenhum apelo mercadológico.

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Os 30 anos do Projeto Antimary e a tecnologia do Uso Múltiplo da Floresta

14/05/2017

O legado do Projeto Antimary deveria ser reconhecido aqui como é lá fora, pois diz respeito a uma das primeiras tentativas de conceber uma tecnologia – genuinamente do Acre, diga-se – que permitisse o uso múltiplo da biodiversidade presente nas florestas da Amazônia. Sem embargo, conquanto a exploração econômica dessa diversidade seja apontada como única saída para a conservação da floresta, a tecnologia do Uso Múltiplo não consegue superar o ambiente científico e ganhar escala na vida dos produtores.

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O Inpa e os 30 anos da Floresta Estadual do Antimary

07/05/2017

As pesquisas realizadas na Floresta Estadual do Antimary tornaram essa unidade de conservação uma das áreas de floresta nativa mais estudadas da Amazônia. Não apenas em razão da quantidade, mas sobretudo devido à qualidade dos estudos ali desenvolvidos, a viabilidade técnica, econômica e ecológica da exploração de madeira no Acre e na Amazônia foi comprovada – na teoria e na prática. A despeito de toda a sua relevância, contudo, o Antimary não recebe a atenção e o investimento a que faz jus, e seu futuro é incerto.

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Os 30 anos da Floresta Estadual do Antimary

30/04/2017

Em Rio Branco, de vez em quando acontece de um político desavisado se dirigir à Floresta Estadual do Antimary e sair de lá disparando um monte de bobagens. Não faz ideia da importância do Projeto Antimary para o desenvolvimento do Acre. Não tem a mínima noção de que se trata de um dos projetos mais reconhecidos no âmbito da ITTO, Organização Internacional de Madeiras Tropicais, instituição que financiou a quantidade recorde de pesquisas que foram levadas a cabo ali desde 1987.

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O inexplicável embargo das sementes florestais amazônicas

23/04/2017

Por um lado, é difícil duvidar da viabilidade técnica e econômica de empreendimentos voltados para a comercialização de sementes de árvores amazônicas; por outro, ninguém se atreve a promover arranjos produtivos ancorados em sementes florestais – o que ajudaria a melhorar as combalidas economias das cidades amazônicas. Na incerteza quanto à possibilidade de ganhar dinheiro vendendo sementes de mogno, o produtor prefere derrubar a árvore para criar boi. É o pior dos mundos.

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Pela regulação da produção de sementes florestais amazônicas

16/04/2017

Mesmo que o medo anacrônico de uma suposta biopirataria que nunca existiu (ou foi comprovada) impregne o imaginário dos brasileiros, decerto é oportuna a discussão a respeito do impulsionamento da produção de sementes de espécies florestais amazônicas. Apresentando reconhecido potencial mercadológico, a oferta de sementes de mogno, cedro, cerejeira etc. poderia configurar importante componente para a economia das cidades amazônicas – que ainda patinam, teimosamente, na dependência econômica de uma criação de boi quase primitiva.

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Terceirização pode destravar economia florestal na Amazônia

09/04/2017

Os governos de índole populista, ditos de direita ou de esquerda, são contumazes em querer criar paliativos que à primeira vista parecem ajudar o trabalhador, mas no fundo prejudicam. Quando se trata de questões polêmicas, que envolvem discussões profundas e soluções complexas, preferem não enfrentar o problema, mesmo que isso signifique retrocesso para o sistema econômico – o que, no longo prazo, vai prejudicar a sociedade e, por conseguinte, a vida do trabalhador. Foi assim com a terceirização, uma medida necessária e inevitável, cuja lei reguladora tramitava no Congresso desde a década de 1990. Incrível gritar agora por algo que se deixou de fazer há 20 anos.

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Terceirização é imperativo para economia florestal da Amazônia

02/04/2017

Diante da histeria causada pela aprovação de legislação dispondo sobre a terceirização nas relações de trabalho, não há dúvida de que o tema merece uma discussão mais atenciosa. Impossível, por exemplo, a terceirização retirar garantias trabalhistas (FGTS, décimo terceiro, abono de férias etc.), como gritam alguns sindicalistas desinformados. A terceirização, pelo contrário, melhora as relações de trabalho e o ambiente de negócios – tudo o que o país precisa, mas poucos se importam.

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Dia Mundial da Água: não há motivo para comemoração, muito menos no Acre

26/03/2017

A Amazônia é conhecida no mundo como “Terra das Águas”, todavia, como os políticos e gestores estatais não conseguem compreender as vantagens trazidas pela imensa bacia hidrográfica presente na região, as secas e alagações se alternam e tudo, tudo mesmo, agiganta-se em dificuldades. Conclusão: o que era para ser um ativo valioso transforma-se num problema gigantesco. E não são declarações românticas no Dia Mundial da Água que vão alterar essa realidade.

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Pela regulação da caça esportiva e comercial na Amazônia

19/03/2017

Proposta de legislação em tramitação na Câmara dos Deputados objetivando a regulação da caça de animais silvestres nativos e exóticos despertou a ira dos ambientalistas. Argumenta-se que ao permitir a caça esportiva e comercial de animais como paca, cateto e queixada, a lei poderá dizimar as populações desses animais. Um erro grave, pois não faltam estatísticas para comprovar que a proibição legal instituída em 1967 não protegeu os animais – que a cada ano se aproximam do risco de extinção. Nada mais hipócrita. A regulação da caça poderá reverter esse quadro e gerar renda para as frágeis economias das cidades amazônicas: essa é a discussão que deve ser travada. Já.

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Terceiro Setor não é problema, é solução

12/03/2017

Desde o fim do governo militar, um sem-número de entidades civis surgiu no país, congregando expoentes da sociedade preocupados com temas relacionados à defesa dos direitos difusos, como a proteção do meio ambiente. Embora muitas vezes sejam alvo de desconfiança pelo fato de receber recursos oriundos do Estado, essas organizações prestam relevante serviço público não estatal e traduzem o protagonismo da sociedade na defesa de seus interesses. Esse é o caminho trilhado em todo o mundo: decerto, não vai ser diferente por aqui.

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Portela canta a mata ciliar e faz o Carnaval do Rio

05/03/2017

Nos últimos cinco anos, o fornecimento urbano de água potável e de energia elétrica esteve comprometido no Brasil. Em algumas cidades, como é o caso de Brasília, a água está sendo racionada neste momento. Seja para o abastecimento d’água ou para a geração de mais de 70% da energia elétrica consumida no país, os rios são imprescindíveis. E a conservação dos rios, por sua vez, depende da floresta presente na mata ciliar. Ao levar os rios e a mata ciliar para avenida, a Portela não só teve o mérito de transformar em enredo carnavalesco um tema difícil e atual, como se saiu tão bem na empreitada que venceu o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. Um grande feito.

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A sustentabilidade da Amazônia não é opcional

26/02/2017

Desde a conferência da ONU conhecida como Rio 92, ficou claro para os países do globo que a saída para a Amazônia está no uso econômico da biodiversidade. Ainda que poucos entendam, significa afirmar que não pode haver espaço, terra e solo, para a criação de boi. A prioridade, revigorada pelo Acordo de Paris, é a geração de emprego e renda por meio da vocação florestal da região, de forma permanente e adequada aos ideais de sustentabilidade preconizados mundo afora. Algo que, definitivamente, não se alcançará enquanto existir o desmatamento legalizado.

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Unidades de Conservação representam segurança fundiária para a floresta

19/02/2017

Levados pela pressão internacional, os brasileiros aceitaram destinar um mínimo de 10% do território amazônico para a instalação de Unidades de Conservação. Como era o mínimo, as cerca de 300 unidades já criadas representam mais do que isso. São áreas especiais, quase todas com cobertura florestal e elevado potencial para exploração da biodiversidade. Não dá para explicar o fato de que uma quantidade tão expressiva de florestas permaneça ociosa, principalmente levando-se em conta a frágil situação da economia regional. Um desperdício, por suposto, que nenhum governo até hoje conseguiu resolver.

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Mais mata ciliar

12/02/2017

Até hoje há quem imagine que a beira dos rios pode ser desmatada, a fim de ser ocupada pela mesma atividade produtiva desenvolvida no restante da propriedade rural – o que, no caso da Amazônia, significa a criação de gado. Uma lógica até certo ponto compreensível, já que o rio representou, por muito tempo, além de fonte de água, via de transporte para o gado. A ciência demonstrou, todavia, que não só a mata ciliar é fundamental para a vazão dos cursos d’água, como a vegetação nativa ali presente é essencial para o seu equilíbrio hidrológico.

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A Estação Ecológica e a produção de água no Rio Acre

05/02/2017

A remuneração pelo serviço ambiental que as florestas prestam em benefício do clima – ou, dizendo melhor, para a qualidade do ar que respiramos e da água que bebemos – é uma das diretrizes do Acordo de Paris, pacto assinado por (pode-se dizer) todos os países do mundo em dezembro de 2015. Como a Amazônia possui condições naturais de ofertar esse serviço, a estruturação dum sistema para chegar a essa remuneração é questão estratégica para as frágeis economias de localidades como o Estado do Acre, por exemplo. Infelizmente, todavia, os gestores públicos não se dão conta disso, e a pecuária continua seu avanço sobre as matas ciliares.

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2016, o ano mais quente de nossas vidas

29/01/2017

Desde a conferência da ONU conhecida como “Rio 92”, as nações do mundo vêm se esforçando para adotar medidas que, no curto prazo, reduzam a temperatura do planeta. Depois da celebração de diversos acordos internacionais, chegou-se, em dezembro de 2015, ao denominado “Acordo de Paris”, uma alusão à cidade francesa onde o tratado foi assinado. Se todos os países cumprirem os compromissos ali estabelecidos – incluindo-se a promessa brasileira de zerar o desmatamento ilegal – o planeta poderá reduzir a quantidade de carbono na atmosfera, controlar o aquecimento e equilibrar o clima. Do contrário, não haverá ar condicionado que nos salve!

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Energia elétrica com carvão mineral é o fim, melhor manter o veto

22/01/2017

Na hora de defender a melhor forma de gerar energia elétrica, poucos se dão conta que o aproveitamento da energia das águas por meio das hidrelétricas é o ideal para sustentabilidade do planeta, configurando-se num dos mais importantes ativos econômicos para a Amazônia. Pior ainda é a confusão que se faz entre o carvão mineral e o vegetal. Enquanto o primeiro não é mais tolerado no mundo, o segundo pode ser importante fonte para as cidades amazônicas. Assim mesmo.

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A extinção da Secretaria de Floresta e o desmatamento no Acre em 2016

15/01/2017

A opção pela extinção da Secretaria de Floresta em 2012 foi uma decisão desastrosa do governo do Acre, e a taxa de desmatamento de 47% em 2016, a maior nos últimos dez anos, pode ser a comprovação cabal desse erro. Não há alternativa ao desmatamento que prescinda duma política que promova um cluster florestal. Da mesma maneira que o cluster florestal não pode prescindir de um órgão centralizador como a Secretaria de Floresta. Rever o erro, com humildade, seria o caminho a ser seguido – se a diretriz do combate ao desmatamento realmente fosse de verdade, para além dos discursos de palanque.

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Implicações morais do desmatamento recorde no Acre em 2016

08/01/2017

Se perder sua condição de referência amazônica para temas ecológicos, o Acre submergirá frente aos demais estados da região como apenas mais um criador de boi. Nunca – nunca! – o Acre irá competir com Rondônia ou Pará na produção do agronegócio do boi ou da soja. A única – única! – chance de o Acre se impor é por meio do diferencial representado pelo uso econômico da diversidade biológica presente no ecossistema florestal local. Traduzindo: produzir queixada atrairá investimentos para o Acre; criar boi, jamais. Sendo que, no primeiro caso, significa conservar a floresta; no segundo, ampliar o desmatamento. Simples assim.

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Em 2016, alta no desmatamento afasta Amazônia da sustentabilidade

01/01/2017

Se do ponto de vista econômico e político o ano de 2016 merece ser esquecido, em relação à sustentabilidade da Amazônia não é diferente. O aumento de 29% na destruição florestal contraria princípios básicos relativos à dinâmica do desmatamento. É difícil rejeitar a hipótese de que há uma tendência em direção a um novo e perigoso ciclo de expansão da criação de boi – como o que originou desmatamentos recordes em 1995 e 2004.

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Inaceitável aumento de 47% no desmatamento no Acre em 2016

25/12/2016

Quando o Inpe, um dos poucos órgãos estatais que não decepciona os brasileiros, divulgou as taxas de desmatamento na Amazônia no período entre agosto de 2015 e julho de 2016, os governos seguiram duas vertentes: ou optaram pelo caminho infrutífero de questionar os números (como fez o Acre) ou anunciaram aumento do investimento em ações de fiscalização em 2017 (como fez o governo federal). Grande equívoco, em ambos os casos. Somente com a implantação duma política pública que valorize o recurso florestal, o desmatamento, legal e ilegal, será zerado. Mas quem tem ousadia para fazer isso? Até agora, ninguém.

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O Código Florestal de 2012 e o aumento do desmatamento em 2016

18/12/2016

Em 2012, quando tiveram lugar as discussões em torno da atualização do Código Florestal, havia a expectativa de que, diante do amadurecimento obtido em 30 anos de execução da Política Nacional de Meio Ambiente, o país avançaria, ampliando as regras voltadas para garantir a conservação das florestas e sua importantíssima relação com a água. Lamentavelmente, todavia, o novo Código, longe de avançar, andou pra trás, e aumento da taxa de desmatamento na Amazônia em 2016 pode ser a consequência mais visível desse retrocesso.

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Depois de queimada recorde, desmatamento no Acre aumenta 47%

11/12/2016

Um novo e perigoso ciclo de desmatamento na Amazônia pode estar por vir. Espera-se dos gestores públicos desprendimento ideológico suficiente para assumir o risco e discutir com a sociedade as saídas possíveis. O fato de estados com o Acre e Amazonas liderarem as taxas de desmatamento, como aconteceu agora, em 2016, só pode significar que algo de muito temeroso está acontecendo. Afinal, o Acre chegou a ser exemplo de austeridade ecológica. Onde isso foi parar?

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Alarmante o desmatamento na Amazônia em 2016

04/12/2016

Divulgado no dia 29 de novembro último, o aumento de 29% na taxa do desmatamento na Amazônia em 2016 deveria levar os agentes públicos, sobretudo os políticos com mandato, a refletir acerca de uma questão crucial. Em sua nova dinâmica, o desmatamento se destina à criação de boi, e ocorre nas pequenas e médias propriedades, que se localizam fora do eixo das rodovias. Antecipadamente já se pode concluir que fiscalizar não vai resolver. Só com uma política que valorize o principal ativo da região, o ecossistema florestal, esse quadro poderá ser revertido.

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Semente florestal morta vende mais que viva na Amazônia

27/11/2016

Sementes de espécies florestais amazônicas possuem comprovado potencial comercial – tanto as sementes vivas, com poder germinativo, quanto as mortas, que não podem germinar. E embora se desconheçam as razões pelas quais não existe, para esse valioso produto florestal, um comércio varejista consolidado, como ocorre no caso das sementes agrícolas, o fato é que a cadeia produtiva de sementes de espécies nativas deveria merecer a atenção prioritária dos gestores públicos. Mas isso está longe de acontecer na região.

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Produção de biodiesel na Amazônia ampliará desmatamento

20/11/2016

Reza a lenda atual que o produtor rural na Amazônia vai cultivar palmeiras para produzir biodiesel, o produto da moda, na mesma área onde hoje cria boi. Segundo ainda essa mesma lenda, o produtor não necessitará desmatar a floresta nativa, pois ganhará todo o dinheiro que precisa com a palmeira que irá plantar no lugar do capim. E mesmo quando a demanda por óleo vegetal aumentar, o produtor na Amazônia, altruísta que é, vai dizer que não precisa de mais dinheiro, negando-se a ampliar sua produção com novos desmatamentos. É só uma lenda, como tantas outras. Mas o poder público acredita nelas.

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O governo e o marco legal das ONGs

13/11/2016

A despeito do prestígio que desfrutam mundo afora, como uma das mais expressivas demonstrações de amadurecimento do sistema democrático, as organizações da sociedade civil, por aqui, são objeto de um intangível sentimento de desconfiança por parte da sociedade. As razões são difíceis de apurar, mas, provavelmente, essa desconfiança decorre de uma cultura que enxerga corrupção em todo lugar e acredita num Estado capaz de resolver todos os problemas – muito embora a história demonstre que nada disso é verdade.

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Acordo de Paris começa a valer hoje

04/11/2016

Assinado em dezembro de 2015 por todos os países associados à Organização das Nações Unidas, o Acordo de Paris expressa o compromisso da humanidade para reduzir a emissão de carbono na atmosfera. Passou a vigorar dia 04 de novembro de 2016, com 4 anos de antecedência. Uma demonstração inequívoca de que as nações signatárias pretendem levar a efeito as obrigações assumidas: a promessa que os brasileiros fizeram, de zerar o desmatamento ilegal, terá que ser honrada.

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Concessão Florestal é a saída para a Amazônia

30/10/2016

A organização do setor florestal na Amazônia, de forma a se estruturar um aglomerado econômico no que se denomina cluster florestal, exige duas condições precípuas: segurança fundiária e produção de safras anuais de madeira. Ambas dependem da celebração de contratos de Concessão Florestal entre o Poder Público e as indústrias madeireiras. Contudo, mantido o ritmo atual, em que a criação de boi se expande com a ligeireza da lebre e a Concessão Florestal, com a do jabuti, a perspectiva é desanimadora.

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ICMBio é contrário à Concessão Florestal na Amazônia

23/10/2016

Na Amazônia, a viabilização de uma economia baseada na exploração sustentável da diversidade biológica tem se mostrado uma tarefa maior que a capacidade do Estado brasileiro para executá-la. Há 10 anos aprovou-se a Lei de Gestão de Florestas Públicas, criou-se o Serviço Florestal Brasileiro e instituiu-se o instrumento do Contrato de Concessão Florestal. Esperava-se que a economia florestal finalmente se consolidaria como alternativa à pecuária. Ledo engano. A criação de boi continua a dominar a região, sob taxas permanentes de desmatamento e queimadas.

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Concessão Florestal na Amazônia, 10 anos depois

16/10/2016

Com a aprovação da Lei de Gestão de Florestas Públicas, ainda em 2006, uma área significativa de florestas sob domínio estatal na Amazônia deveria ter sido disponibilizada para a exploração por indústrias madeireiras. Por meio da aplicação da tecnologia do manejo florestal, as empresas poderiam explorar madeira, gerando emprego e riqueza de maneira sustentável e, o melhor, reduzindo a importância econômica da pecuária. Passados 10 anos, todavia, nada disso aconteceu, e a Amazônia continua expandindo a criação de boi.

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O fundo do poço

09/10/2016

Não há dúvida quanto à urgência em se levar a efeito uma reforma no ensino médio do país. Especialistas em Educação concordam que a organização de uma grade que concilie disciplinas obrigatórias (línguas e matemática) e disciplinas optativas (agrupadas num determinado núcleo de conhecimento), como proposto no projeto apresentado pelo MEC, é o melhor caminho a ser seguido. A resistência fica por conta dos que são sempre “do contra”. Oxalá essa minoria não sirva de anteparo ao sopro de mudança.

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Com ou sem MP, ensino médio deve ser reformado

02/10/2016

Com o propósito de dar celeridade à discussão parlamentar, o governo enviou ao Congresso um projeto de reforma do ensino médio por meio de uma Medida Provisória, instrumento cujo prazo máximo de aprovação é de 120 dias. Embora a decisão se justifique, já que a proposta se arrasta no Congresso há cerca de cinco anos (e perduraria por no mínimo mais outros cinco para ser aprovada como lei ordinária), não faltaram críticas à via escolhida. Sem embargo, e diante dos sofríveis indicadores apresentados pela educação no Brasil, não há dúvida que a reforma é necessária e urgente. O momento é oportuno para uma conjugação de esforços no intuito de melhorar o ensino médio – com ou sem MP.

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Se os rios importam, vote por eles

25/09/2016

A cada dois anos, candidatos se revezam nas mesmas promessas de melhorar os serviços públicos nas áreas de educação, saúde e segurança, só para ficar nas mais comuns. Todavia, no caso da Amazônia, a discussão em torno do desmatamento e das queimadas, na condição das duas piores e mais graves mazelas regionais, e cujas implicações vão da seca dos rios às doenças respiratórias e infecciosas que lotam os hospitais, pode diferenciar os pretendentes ao cargo de prefeito e pesar no voto do eleitor.

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Política pública leva o Acre a bater recorde de queimadas em 2016

18/09/2016

Por mais que as alterações no clima – que, por sinal, têm como uma de suas principais causas o desmatamento na Amazônia – reduzam a precipitação e a umidade relativa a níveis muito baixos, aumentando a eficiência do fogo, a decisão por queimar sempre será do produtor. Expectativas de aumento de renda levam o produtor a decidir pela prática agrícola da queimada, com vistas a renovar o pasto ou ampliar o roçado. A pergunta certa é: de onde vem a motivação que cria a expectativa? da política pública, óbvio.

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Fumaça é do Acre mesmo

11/09/2016

Por um lado, os gestores estaduais adotam uma postura defensiva e desnecessária, negando que a fumaça seja produzida no Acre e que a quantidade de queimadas registradas por satélite tenha batido recorde em 2016. Por outro lado, e fazendo desaparecer os parcos retornos econômicos que a pecuária traz à sociedade, reduzem em até 80% o ICMS cobrado para levar boi vivo do Acre ao abate em Rondônia. Insano, não?

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Suposto direito à queimada põe Amazônia em risco

04/09/2016

Relegar ao Judiciário a incumbência de tomar decisões desagradáveis, caracterizadas pelo risco de perda de votos, tem sido uma estratégia adotada pelos governos. Para entender: o governo federal se omite, ao licenciar o desmatamento da floresta na Amazônia; o governo estadual se omite, ao licenciar a prática da queimada. Quando questionados, recorrem a decisões judiciais, que, por sua vez, se baseiam nas normas vigentes. No caso do licenciamento da queimada, contudo, há controvérsias, uma vez que a legislação prevê que o produtor pode “fazer uso do fogo”, com o fito de dissipar a galhada que sobra do desmatamento – o que é muito diferente de realizar “queimadas”, prática agrícola anual, levada a cabo para fins de adubação. Enquanto se escoram em discussões jurídicas, os governos se omitem nas decisões de mérito. Muito cômodo, é claro.

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Moratória para queimadas no Acre, já!

28/08/2016

A discussão em torno dos efeitos nefastos da queimada e da necessidade de banir essa nociva prática teve vez no final da década de 1980, ou seja, há pelo menos 25 anos. Estamos em 2016, e quem transita de carro entre Rio Branco e Assis Brasil pode observar, durante 4 horas, muito pasto recém-queimado, muito pasto e capoeira pegando fogo, e muita fumaça rente ao solo. Passados tantos anos, é desalentador constatar que a perniciosa técnica ainda persiste entre nós. Pior, a sociedade a tolera como se fosse um direito legítimo do produtor, e nessa condição a queimada continua a ser regularmente licenciada, como qualquer outo procedimento rural. Até quando?

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Romantismo não salvará rio Acre

21/08/2016

Na seca do rio Acre, falta água ou falta chuva? A pergunta pode parecer um tanto idiota, mas se trata de uma resposta nada óbvia. Ocorre que embora a vazão do rio dependa da precipitação que vem dos céus, a manutenção de uma determinada quantidade de água no ciclo hidrológico de uma localidade ou região depende, por sua vez, de um conjunto de variáveis, sendo a mais importante delas o tamanho do desmatamento. A retirada da floresta faz com que toda a água retida nas árvores e no solo se dissipe, ao mudar de estado físico, alterando o ciclo hidrológico. A resposta à pergunta do início é que falta de chuva e muita água já não existe mais.

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Romantismo não reverterá colapso ecológico

14/08/2016

A institucionalização de conteúdos sobre meio ambiente no âmbito da Lei de Diretrizes de Base da Educação foi uma conquista importante para o movimento ambientalista brasileiro, à época ainda incipiente. Sob a denominação de Educação Ambiental, procedimentos pedagógicos específicos foram incluídos na formação dos alunos a partir do ensino fundamental. Mas a banalização da técnica, quando qualquer coisa (fazer papel reciclado, por exemplo) passa a ser chamada de educação ambiental, não contribui para formar cidadãos cientes de sua responsabilidade diante da crise ecológica atual.

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Malária, leishmaniose e doenças do desmatamento na Amazônia

07/08/2016

Imagine uma atividade produtiva cuja prática depende do desmatamento da floresta na Amazônia. Imagine também que essa atividade contribui para aquecer o planeta. Imagine agora que tal atividade é responsável pela seca dos rios. Finalmente, imagine que a mesma atividade aumenta a incidência de malária e viroses. Acredite, essa atividade produtiva existe. Enquanto criar boi for a principal referência para economia das cidades da Amazônia, não haverá saída. Simples assim.

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Biodiversidade e 10 anos de Concessão Florestal na Amazônia

31/07/2016

A possibilidade de exploração da floresta amazônica pelas indústrias do setor florestal costuma causar arrepios aos brasileiros, e isso acontece, basicamente, por duas razões. Primeiro, porque há uma crença de que a biodiversidade esconde uma riqueza que pode se traduzir, por exemplo, na descoberta da cura para o câncer. Segundo, porque existe grande desconfiança em relação à probidade e competência dos órgãos públicos para fiscalizar a exploração. Entre tamanha ingenuidade, no primeiro caso, e certo realismo, no segundo, as concessões florestais na Amazônia não avançam.

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Serviço Florestal Brasileiro patina nas Concessões Florestais na Amazônia

24/07/2016

Desde sua criação em 2006, o Serviço Florestal Brasileiro, órgão estatal responsável pelo gerenciamento das áreas de florestas públicas federais, tenta levar a cabo o que pode ser considerado o principal elemento de sua missão institucional: a celebração de Contratos de Concessão com a iniciativa privada. Por meio desse instrumento, uma extensa superfície florestal deveria sair da ociosidade econômica e contribuir para melhorar as frágeis economias das cidades amazônicas. Lamentavelmente, o órgão patina na formalização das concessões, e o resultado é que, passados dez anos, apenas uma insignificante área de florestas está sendo manejada para produzir madeira na Amazônia.

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Passados 10 anos, Concessão Florestal não deslancha na Amazônia

17/07/2016

Difícil entender as razões pelas quais o Estado brasileiro trata o instituto da Concessão Florestal, aprovado desde 2006, com tamanha indiferença. Parece que a polêmica em relação à exploração das florestas públicas pela iniciativa privada, suscitada há dez anos, não se esgotou com a promulgação da legislação, e quem era contra não aceita o resultado, algo comum por aqui. Tudo indica que o excesso de burocracia, a insegurança jurídica relacionada aos contratos de longo prazo e, o mais grave, a má vontade que impregna os órgãos públicos impedem que as florestas sejam manejadas para produzir madeira na Amazônia.

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Pesquisar a interação entre água e floresta na Amazônia é prioridade

10/07/2016

Embora a importância da mata ciliar para o regime hidrológico dos rios seja uma preocupação antiga, iniciativas de política pública voltadas para esse tipo especial de floresta ainda são raras. Há quem alegue que faltam informações para respaldar a atuação dos gestores públicos, o que, em parte, tem cabimento. Todavia, essa lacuna científica só será preenchida no curto prazo se a pesquisa sobre a relação entre água e floresta na Amazônia se tornar prioridade.

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Ainda sobre o recorde de queimadas estabelecido no Acre em 2015

03/07/2016

Há algo de inquietante na atual escalada assumida pelas queimadas no Acre – para além das preocupações inerentes a essa nefasta prática em si. Afora o fato de apresentar uma dinâmica peculiar, uma vez que as queimas ocorrem em maior proporção na pequena e na média propriedade, onde há predominância do modelo denominado “agricultura familiar”, o índice de queimadas aumentou de forma persistente desde 2011. Isto é, trata-se de um aumento ininterrupto, que, por razões incompreensíveis, não despertou a atenção dos gestores públicos estaduais. Mais perturbadora ainda é a possibilidade de esse aumento avançar em 2016. Alguma política pública destinada a reverter esse processo deveria ser acionada. Imediatamente.

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Para entender o lamentável recorde de queimadas no Acre em 2015

26/06/2016

Se, por um lado, a chegada do verão faz com que a pergunta sobre a seca do rio Acre se repita como uma ladainha, por outro lado, a ampliação das queimadas, observada desde 2011, não chama a atenção de ninguém. Poucos entendem a forte correlação entre um e outro evento. Quando aumentam as queimadas, como vem acontecendo no Acre nos últimos 5 anos, o risco de impactos na vazão dos rios é ampliado em, praticamente, igual proporção. Ficar perguntando se o rio vai secar não adianta. O que deve ser motivo de questionamento é o aumento das queimadas.
A reversão do processo de aumento das queimadas deveria ser prioridade, mas os gestores públicos continuarão indiferentes se ninguém questionar.

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Queimadas no Acre em 2015 batem recorde assustador

19/06/2016

Em 2015 ocorreram no Acre mais de 5.000 focos de calor. Foi a maior quantidade anual de queimadas desde que se iniciaram as medições em 1998. O aumento das queimadas assusta, sobretudo porque os gestores públicos se negam a acreditar que existe, desde 2010, uma tendência de elevação com taxa de crescimento jamais observada em toda a série histórica. Mantida essa taxa de crescimento no curto prazo – até 2018, digamos –, a população sentirá seus efeitos perversos na forma de secas, alagações, fechamento de aeroporto e filas em hospitais por doenças respiratórias. Como já aconteceu antes.

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Peruanos rejeitam populismo de esquerda e de direita

12/06/2016

Vários estudiosos do sistema político na América do Sul defendem a tese de que está em curso na região uma guinada em direção ao liberalismo econômico – na condição de alternativa ao fracassado modelo, dito de esquerda, que defende maior intervenção dos órgãos públicos na economia e, consequentemente, na vida das pessoas. Como aconteceu na Argentina e Venezuela, o fracasso desse modelo se assenta na existência de um Estado grande, com excesso de órgãos e servidores públicos, ineficiente por natureza e, na maioria das vezes, corrupto. Optar pelo liberalismo econômico foi a saída vislumbrada pelos eleitores peruanos no último domingo. E nós?

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Municípios deveriam atrair a instalação de entidades ambientalistas

05/06/2016

As entidades ambientalistas são importantes para a sociedade, na medida em que defendem o preceito constitucional de que todo cidadão tem direito a um ambiente ecologicamente equilibrado. Ao atuar na gestão ambiental, essas organizações prestam um relevante serviço público de forma voluntária, ou seja, sem remuneração. As cidades deveriam se esforçar para atrair e sediar organizações ambientalistas, inclusive oferecendo benefícios fiscais, mas isso não acontece em nenhum dos mais de 5.000 municípios brasileiros.

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Entidades são eleitas para o Fundo Nacional do Meio Ambiente

29/05/2016

As cinco organizações da sociedade civil que foram eleitas para integrar o Conselho Deliberativo do Fundo Nacional de Meio Ambiente no biênio 2016-1018 têm pela frente um grande desafio: fazer com que o Fundo volte a operar sob os patamares da década de 1990, na condição de principal financiador estatal e a fundo perdido da Política Nacional de Meio Ambiente. A todas elas, boa sorte nessa complexa empreitada.

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Eleição para reitor de universidade federal caducou

22/05/2016

Num pais com deficiência crônica de iniciativas na área da gestão, seria oportuno que as universidades federais brasileiras pudessem servir de referência para a gestão estatal. Mas, ao contrário, na esfera pública, as universidades federais se situam, sem dúvida, entre os piores modelos de administração. Poucos poderão negar que o processo de escolha dos reitores e dos demais gestores das universidades está na raiz do problema. E quase ninguém defende o fim de eleição para reitor de universidade. Que fazer?

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Para salvar o Fundo Nacional de Meio Ambiente

15/05/2016

O Fundo Nacional de Meio Ambiente pode ser considerado o principal instrumento de financiamento das ações relacionadas à politica ambiental nacional. Essa constatação, todavia, não foi suficiente para evitar a redução drástica do orçamento do Fundo nos últimos anos e, portanto, não o será para evitar o seu fechamento. Salvar o FNMA deve ser o maior objetivo das entidades que serão eleitas para compor o Conselho Deliberativo do Fundo até 2018.

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Fundo Nacional de Meio Ambiente pode fechar

08/05/2016

Contextos de crise econômica e política costumam justificar o contingenciamento orçamentário em áreas consideradas “supérfluas” na gestão estatal brasileira. Cultura, turismo, ciência, tecnologia e meio ambiente geralmente são as primeiras a ser jogadas no limbo. No caso do Fundo Nacional de Meio Ambiente, a situação se agrava pelo fato de que esse mecanismo de financiamento vem passando, nos últimos 15 anos, inclusive durante os períodos em que houve fartura e crescimento econômico, por uma grave deterioração no orçamento de suas carteiras de crédito. As entidades que serão eleitas para participar do Conselho Deliberativo do FNMA até 2018 terão que se esforçar para evitar o seu fechamento. É esperar para ver.

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Indiferente à crise, Fundo Nacional de Meio Ambiente realiza eleições

01/05/2016

Recebida com entusiasmo pelo movimento ambientalista, a criação do Fundo Nacional de Meio Ambiente atendeu a uma demanda crescente pelo financiamento de projetos na área ambiental com recursos públicos. Durante a década de 1990, o Fundo se posicionou como um dos principais instrumentos de apoio estatal à sustentabilidade na Amazônia, ao assumir como parceiros prioritários as organizações da sociedade civil e as prefeituras de pequenas cidades. A decadência observada nos últimos 15 anos confere grande importância à eleição para a escolha das entidades sociais que irão compor o Conselho Deliberativo no período 2016-2018.

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Fim do verão e do inverno amazônicos desafia resiliência dos rios

24/04/2016

Nos últimos dez anos e mais precisamente a partir de 2010, o comportamento da vazão dos rios amazônicos vem requerendo monitoramento e exigindo dos pesquisadores esforço redobrado para o estabelecimento de cenários. O rio Acre não é diferente. Após a alagação ocorrida em 2015, que bateu recordes de vazão e de permanência, os índices mínimos de vazão observados no tímido inverno de 2016 foram igualmente incomuns. A adaptação a esses novos tempos de alterações climáticas exige a promoção de ações voltadas para aumentar a resiliência dos rios – o que deve ser encarado como prioridade pelos gestores públicos. Significa dizer que a meta de zerar o desmatamento ilegal em 2030, apresentada pelo governo brasileiro no âmbito do Acordo de Paris, pode não ser o suficiente.

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Será o fim do verão amazônico?

17/04/2016

Passadas as apreensões decorrentes do (tímido) inverno amazônico de 2106, começam as apreensões com a seca. Alguns acreditam, inclusive, que pouca chuva no inverno significa necessariamente grande seca no verão. Grande equívoco. O inverno com baixa pluviosidade não é o prenúncio de uma seca que colocará em risco o abastecimento d’água em cidades como Rio Branco. Embora esse risco exista. Preparar-se para minimizar os efeitos da seca e ampliar a resiliência dos rios, esse é o caminho.

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Será o fim do inverno amazônico?

10/04/2016

Desnecessário reforçar que o desmatamento está na raiz das mudanças no clima da Amazônia e suas consequências, cada vez mais presentes no cotidiano dos indivíduos. A redução na diferença entre a quantidade de precipitações que caracteriza o inverno e o verão amazônicos pode ser uma dessas consequências perigosas. Se o inverno e o verão amazônicos tendem a acabar, a vida na região vai exigir um complexo processo de adaptação.

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Reitores de universidades federais não deveriam ser eleitos

03/04/2016

Desde o fim da ditadura militar que os reitores de universidades federais são eleitos. Por meio de um pleito em que o voto é ponderado, sendo que o voto de cada professor vale, aproximadamente, pelo voto de 5 alunos ou 5 servidores, os gestores das universidades são escolhidos sem levar em conta a competência em gestão pública do candidato ou seu renome como cientista, ou ambos. Não existem dados para comprovar, mas é provável que esse método ultrapassado de nomeação de reitores tenha relação com o caos na gestão das universidades federais. O momento parece oportuno para uma reflexão.

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A madeira e a encruzilhada das Reservas Extrativistas no Acre

27/03/2016

As estatísticas sobre o desmatamento na Reserva Extrativista Chico Mendes não deixam dúvidas: desde a criação desta Resex, em 1990, o desmatamento vem aumentando anualmente, contrariando de modo enfático todo o argumento que relaciona a existência das Reservas Extrativistas à conservação da floresta. Significa que o investimento feito pela sociedade na desapropriação de milhões de hectares de florestas fracassou, e o retorno não demonstrou ser o esperado. Por outro lado, os engenheiros florestais sabem que o manejo florestal comunitário de madeira é a saída para zerar o desmatamento. Mas, infelizmente, o órgão público responsável pelo gerenciamento das Reservas Extrativistas, o ICMBio, não reconhece isso.

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A encruzilhada das Reservas Extrativistas no Acre

20/03/2016

Surgida no Acre no final da década de 1980, a ideia de segregar áreas de terra cobertas por florestas tinha o propósito de possibilitar a continuidade da atividade extrativista para a oferta de produtos como borracha e castanha-do-brasil. Chamadas de “Reservas Extrativistas”, essas áreas segregadas funcionariam como importante anteparo à expansão do nefasto ciclo do desmatamento-queimada-plantio, e logo passaram a ser reconhecidas como peças-chave para a sustentabilidade da Amazônia. No entanto, o produtor que vive no interior de uma Reserva Extrativista, hoje, em 2016, não consegue renda igual ou superior ao que está do lado de fora. A conclusão perigosa é que segregar a terra com floresta, para esse produtor, pode não ter sido uma boa opção.

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O valor econômico da mata ciliar

13/03/2016

Com a aprovação do novo Código Florestal, em 2012, a largura legal da faixa de mata ciliar foi reduzida a um mínimo de área considerado suficiente (pelos defensores do agronegócio) para evitar o desbarrancamento das margens dos rios. Em nenhum momento, a despeito de reiterados alertas por parte dos cientistas, os legisladores levaram em conta a importância da biomassa florestal existente nas margens dos rios para a qualidade e a quantidade de água que flui no leito. Trata-se de um serviço prestado pela mata ciliar que deveria ser remunerado e que, no médio prazo, poderá valer mais que o ganho por hectare auferido com a criação de boi.

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Pagar para a floresta amazônica produzir água é o caminho

06/03/2016

Desde a assinatura do Protocolo de Kioto, há quase 20 anos, os países associados à ONU defendem que as áreas de florestas existentes mundo afora prestam um serviço relevante para manter a quantidade e a qualidade da água necessária ao atendimento das demandas humanas. Por ser considerado um serviço, o manejo dessas florestas para a oferta d’água deve ser remunerado a preços fixados pelo mercado. Ou seja, o dono da área de floresta que é mantida para produzir a água destinada ao abastecimento dos indivíduos e indústrias deve ser financeiramente recompensado. E a despeito de ainda haver muito a ser feito para que se torne uma realidade, o mercado de oferta de água por florestas é a saída para conservar a mata ciliar dos rios na Amazônia.

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Bolivianos não querem mais do mesmo

28/02/2016

A longa permanência de políticos ou de grupos políticos no governo de cidades, estados e países não ajuda a aprimorar a democracia, pelo contrário, a tendência é de deterioração das instituições democráticas. Considerada como um dos pilares da democracia, a alternância de poder é mais que desejável, é imprescindível. Essa foi a mensagem expressa pelo povo boliviano, ao votar “Não” no plebiscito realizado dia 21 de fevereiro naquele país, e que consultava a população quanto à possibilidade de mudar a Constituição e autorizar a reeleição do atual presidente para um quarto mandato.

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A bolsa e a madeira

21/02/2016

Desde que passou a ser necessária a aprovação de plano de manejo ou de exploração para se derrubar árvores na Amazônia, ainda na década de 1980, que os governos se debatem para controlar a exploração ilegal de madeira. Todavia, a ação pública vem acumulando fracassos estupendos, e até hoje a quantidade de madeira que é explorada e transportada ilegalmente é absurda. Agora, com a decisão da Bolsa de Valores Ambientais de comercializar lotes de madeira com legalidade comprovada, é possível que o próprio mercado ajude a superar um problema que os órgãos estatais não conseguem resolver.

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Carnaval, agronegócio, árvores e sustentabilidade

14/02/2016

É bastante comum confundir-se o agronegócio com o universo caipira, todavia, em termos de sustentabilidade, existe uma distância enorme entre esses dois modelos de produção rural. Embora tratadas com certo romantismo pela sociedade, motivando inclusive enredos carnavalescos, a produção de alimentos e a criação de gado causam impactos ambientais irreparáveis em todos os cantos do país. E ainda que seja inquestionável a importância econômica dessa produção rural, que representa mais da metade da riqueza do país, ela não tem nada de bucólico.

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Carnaval e sustentabilidade

07/02/2016

A imprensa nacional, sempre despreparada para discutir a fundo qualquer tema, regozijou-se com a torcida japonesa, que juntava o próprio lixo enquanto acompanhava no Brasil a Copa do Mundo de 2014. Chamaram a essa demonstração de cidadania de “preocupação ambiental”, “educação ambiental”, e mais um monte de baboseiras. Certamente essa inquietação com o lixo acumulado nas ruas depois da passagem de multidões, ainda que não tenha relação com a sustentabilidade ecológica do evento, vai mobilizar a imprensa durante o carnaval. Sob o ponto de vista da sustentabilidade, porém, já existe tecnologia para tornar esses grandes eventos, que atraem milhões de pessoas, sustentáveis: o plantio de árvores. É simples, basta que uma organização da sociedade civil monitore, e que os gestores públicos priorizem.

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Argentina trilha um novo caminho

31/01/2016

Tal qual a virada ocorrida na América Latina no final do século passado, quando os partidos políticos vinculados ao sindicalismo chegaram ao poder, os eleitores argentinos podem estar inaugurando uma nova guinada, dessa feita em direção à valorização de uma gestão estatal focada na eficiência. Pregando a emergência de um estado enxuto, pequeno, de baixo custo e elevada capacidade de gerenciamento do serviço prestado à sociedade, o presidente eleito argentino parece mostrar um novo caminho para a região. Independentemente dos resultados que a Argentina apresente no futuro, uma coisa é certa: a alternância do poder na região é mais que necessária.

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2015, o ano mais quente de nossas vidas

24/01/2016

Novos estudos reforçam a tese de que o planeta está aquecendo. Medições precisas dão conta que 2015 foi o ano mais quente da história. Há um considerável número de cientistas que não descarta a possibilidade de 2016 vir a ser ainda mais quente. Na Amazônia, o calor associado à alta umidade relativa torna o ar-condicionado indispensável ao cotidiano. No Acre, a incompetente geração de energia elétrica, apesar de ser a mais cara do país, não consegue atender à demanda das famílias e das empresas. E há muitos estúpidos que não acreditam no aquecimento global e acham que tudo não passa de uma conspiração internacional…

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Em 2015, Amazônia se distancia da sustentabilidade

17/01/2016

Mesmo que seja cumprida sob um custo fiscalizatório absurdo para os amazônidas, a promessa do governo brasileiro de zerar o aumento do desmatamento ilegal até 2030 é inócua para a sustentabilidade da Amazônia: o desmatamento legalizado continuará a ocorrer e a pôr em risco a sustentabilidade da ocupação produtiva na região. Por outro lado, há evidências científicas suficientes a comprovar que o uso econômico da biodiversidade, com emprego da tecnologia do manejo florestal, é a saída para gerar emprego e renda na Amazônia, sem comprometimento do ecossistema florestal. A despeito dessa constatação, todavia, a crônica e insuperável deficiência de gerenciamento verificada nos órgãos estatais responsáveis pelas concessões florestais e pelas Unidades de Conservação impedem a estruturação de um Cluster Florestal na região.

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Água nunca será commodity na Amazônia

10/01/2016

A oferta privilegiada de água doce e potável na Amazônia deixa os gestores estatais, simplesmente, sem saber o que fazer. Os governos atuais, sem exceção, não priorizam e não conseguem fazer com que a água se torne um ativo econômico expressivo para a região. A proposta apresentada pelo governo federal de zerar o desmatamento ilegal, inserida no histórico “Acordo de Paris”, ainda que indique uma preocupação com as florestas e com a água que depende dessas florestas, também demonstra que estamos longe de acabar com o desmatamento legalizado – esse sim, o pior dos males.

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Saneamento não avança na Amazônia

03/01/2016

Os serviços públicos de fornecimento de água potável, tratamento de esgoto e coleta e destinação adequada de lixo têm sido objeto de discussões intermináveis nos últimos 20 anos. E a despeito da aprovação de uma legislação que ampliou o conceito de saneamento, incorporando questões relacionadas a urbanização, desmatamento e desbarrancamento, o básico – quer dizer, acabar com os lixões, tratar o esgoto e levar água potável à população lixo, água e esgoto –, continua sendo um problema sem solução, notadamente na região amazônica.

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Animais selvagens amazônicos para PET

27/12/2015

O governo federal, nos últimos 20 anos, vem se omitindo na discussão quanto à importância dos animais silvestres amazônicos para a economia regional. Seja na oferta de PET, seja na oferta de carne exótica e diferenciada, trata-se de um crucial segmento de mercado para uma economia florestal que, um dia, deverá se consolidar na Amazônia. À mercê das iniciativas de poucos empreendedores e sob a vigilância de ambientalistas ortodoxos, a fauna amazônica se reduz a cada dia e poderá correr, em breve, risco de extinção. A estruturação dum mercado de fauna silvestre amazônica, como parte de um imprescindível Cluster Florestal, daria um novo rumo a esse inexorável caminho de degradação.

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Cacau nativo vale mais que cultivado

20/12/2015

Muitas espécies florestais da Amazônia propiciaram, numa determinada época, um rico ciclo econômico. Talvez a borracha seja a mais conhecida, por ter fornecido o mais longo e generoso dos ciclos de espécies florestais. Todavia, existem muitos outros exemplos, que vão bem além das espécies que integravam as chamadas “drogas do sertão”. O cacau nativo da Amazônia é um deles. É bem provável que essa espécie florestal, depois que ocorreu sua domesticação, tenha proporcionado mais riqueza fora da Amazônia que todo o ciclo da borracha dentro e fora da região. Infelizmente, a domesticação das espécies florestais da Amazônia promovida pelos próprios amazônidas não trouxe riqueza para a região. Pelo contrário, com a domesticação, a Amazônia perdeu, perde e certamente continuará a perder riqueza florestal.

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Acordo do clima selado na COP 21 de Paris

13/12/2015

O “Acordo de Paris”, assinado por 195 países, já está sendo considerado um marco na história da humanidade. Provavelmente, ainda no curto prazo, ou seja, nos próximos 10 anos, o mundo assistirá ao início de uma nova era. Como será esse admirável mundo novo, em que a energia elétrica que move a economia mundial é gerada por água, sol e vento? Por aqui, a Amazônia deverá superar os desafios de dobrar a quantidade de hidrelétricas e de zerar o desmatamento, o legal e o ilegal.
Um novo e promissor futuro está por vir.

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Expectativas rondonienses para a COP 21

06/12/2015

Houve uma época, durante a década de 1990, em que a sociedade foi levada a acreditar que a instituição de Zoneamento Ecológico e Econômico resolveria todos os problemas provocados pela expansão da criação de boi e do cultivo de soja na região amazônica. Nada mais equivocado. E, em âmbito local, é provável que nenhum estado tenha investido tanto dinheiro para zonear seu território, sob retornos tão pífios, quanto Rondônia. Depois de aprovar uma lei estadual de segunda aproximação do zoneamento (como chamam os consultores), agora os gestores rondonienses cogitam a elaboração de uma terceira aproximação. Aproximar significa trazer o zoneamento para mais perto da realidade da ocupação produtiva, ou seja, a cada aproximação a criação de boi ganha mais território para se consolidar. Tempo e dinheiro público desperdiçados, não há dúvida.

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Expectativas paraenses para a COP 21

29/11/2015

Os paraenses chegarão à COP 21, em Paris, com a missão de explicar que a culpa pelo crescimento de 16% do desmatamento na Amazônia (no período entre agosto de 2014 a julho de 2015) é do governo federal, e não do estadual. Acontece que o Ministério do Meio Ambiente certamente vai querer transferir a responsabilidade por esse vexaminoso aumento da taxa de desmatamento aos governos estaduais – a quem compete a liberação das licenças para desmatar. A discussão quanto à imputação de responsabilidade parece ser só mais um bode, ou seja, só um pretexto para desviar a atenção sobre a gravidade que esses dados encerram: mesmo em plena crise, em época de ajuste fiscal, quando se observa o encolhimento da economia, o desmatamento continua a crescer. Há algo de muito errado aí.

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Expectativas amazonenses para a COP 21

22/11/2015

De toda a região amazônica, muito provavelmente o Amazonas será o estado mais afetado pelas decisões que resultarão da COP 21. Acontece que, diferentemente do que se observa em Rondônia, Acre e Pará, a pecuária não se consolidou no território amazonense, o que significa que o estado possui um potencial elevadíssimo para o aproveitamento da diversidade biológica existente em sua floresta. Contudo, para que isso venha a ocorrer, os amazonenses devem dar total prioridade à estruturação do Centro de Biotecnologia da Amazônia – na condição de peça-chave de um Cluster Florestal que organize a produção oriunda, por exemplo, das Reservas Extrativistas.

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Expectativas acreanas para a COP 21

15/11/2015

Espera-se que a realização da COP 21, que terá início em 11 de dezembro de 2015, não fique comprometida em função dos trágicos atentados ocorridos em Paris na última sexta, 13 de novembro. Afinal, as negociações para o novo acordo climático global são determinantes para a humanidade. Governos amazônicos deveriam se preparar para mostrar lá o que pretendem fazer aqui para garantir um futuro sem desmatamento, e assegurar o plantio de florestas nas extensas áreas hoje ocupadas com a criação de gado. A sustentabilidade em localidades como o Acre não será alcançada com taxas de desmatamento crescentes e um setor florestal pífio, mas, infelizmente, esse é o caminho que vem sendo percorrido. Os resultados, nem precisa dizer, são desastrosos para a sociedade e para o planeta.

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Expectativas amazônidas para a COP 21

08/11/2015

A partir de 11 de dezembro próximo, no desenrolar das negociações sobre um novo acordo climático global que terão lugar durante a COP 21, em Paris, o desmatamento zero na Amazônia deverá ganhar apoio mundial. A expectativa é que o fim do desmatamento seja alçado à condição de prioridade planetária. Aos amazônidas não restará outro caminho, a não ser adequar-se a uma ocupação produtiva que não se baseie na criação de boi.

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Produção de madeira manejada: única saída para Reservas Extrativistas

01/11/2015

Vez ou outra a imprensa se anima para noticiar algo que põe em dúvida a adequação da produção de madeira sob a tecnologia do manejo florestal nas Reservas Extrativistas. Recorrem a algum pesquisador de plantão para reforçar a tese de que o manejo não resolve. Erram todos, os jornalistas e os que pensam ser especialistas. A produção de madeira pelos manejadores florestais é a única alternativa à criação de boi nas Reservas Extrativistas da Amazônia, por duas razões: a renda da madeira é maior que a do boi; e a floresta se regenera da retirada da madeira em cinco anos, e jamais se recupera do plantio de capim.

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Metas ousadas para a COP 21? Nem tanto

25/10/2015

A partir de 11 de dezembro de 2015, mais de 190 países associados ao sistema ONU estarão reunidos em Paris para discutir a adoção dum modelo de desenvolvimento que não ponha em risco a vida no planeta. Embora consideradas ousadas, as propostas apresentadas pelo Brasil para reduzir suas emissões de carbono na verdade expõem a fragilidade do Estado brasileiro em relação a temas como enfrentamento do desmatamento na Amazônia e ampliação do valor da floresta.

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Projeto Igarapé Santa Rosa em Xapuri conclui saneamento ambiental

18/10/2015

A existência de igarapés em cujo leito corre uma mistura de lixo e esgoto parece integrar a paisagem das cidades amazônicas. A desculpa (equivocada) dos gestores públicos é sempre no sentido de que ações de saneamento são muito caras. A experiência desenvolvida no Igarapé Santa Rosa, em Xapuri, demonstra que o emprego de tecnologia simples e barata associado a alguma vontade política pode levar aos igarapés da Amazônia uma novidade: água.

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CPMF para saúde, educação e também para bancar campanhas de políticos?

11/10/2015

Com a criação de três novos partidos em 2015 (Rede Sustentabilidade, Mulher Brasileira e Partido Novo), um total de 36 partidos irá dividir os recursos públicos anualmente destinados ao Fundo Partidário. Esses recursos, que hoje já somam 800 milhões de reais, serão majorados ainda mais se for aprovado o financiamento público de campanhas políticas – e como não existe dinheiro suficiente para mais essa despesa, a solução será aumentar a arrecadação. Conclusão: o fim do financiamento de campanhas políticas por empresas significa aumento de impostos. Alguém topa?

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Congresso Florestal Mundial assevera: florestas são cruciais para o clima

04/10/2015

Está nas florestas a solução para a maioria dos problemas relacionados ao aquecimento do planeta. Essa foi a conclusão mais importante do Congresso Florestal Mundial, evento realizado na África do Sul em setembro de 2015. Conclusões que, por sua vez, serão levadas em dezembro para a COP 21, em Paris, na França. Conclusões que podem tornar intolerável todo desmatamento na Amazônia – seja legal ou ilegal. Aos amazônidas restam duas opções: esperar para ver ou se antecipar. Mas antecipar-se às resoluções mundiais é algo impensável para os políticos daqui e do momento.

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Boi não paga o custo da água que bebe e do solo que danifica

27/09/2015

Que a criação de boi se configura no uso menos nobre para o solo da Amazônia não é novidade, e muitas teses de doutorado já se esforçaram para comprovar os malefícios dessa atividade. Fosse o caso dos governos atentarem para a ciência, certamente a pecuária praticada na região não se beneficiaria de financiamentos subsidiados com dinheiro público, em especial os que são oferecidos pelo Banco do Brasil e pelo Basa. Agora, a orientação dos próprios empresários aos agentes financiadores não deixa dúvida: na Amazônia, o investimento na pecuária é uma aposta furada.

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Um órgão público para se orgulhar

20/09/2015

A máxima de que a presença excessiva dos órgãos públicos na economia tira a iniciativa e o protagonismo da sociedade parece se comprovar na realidade brasileira. Com um Estado que cresce, em número de servidores e órgãos, até o limite da quebradeira, a sociedade, por sua vez, não encontra caminho alternativo para sair da dependência dos programas sociais. Reduzir o tamanho do Estado é o caminho que os políticos acostumados à politicagem odeiam.

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Zerar o desmatamento ilegal é obrigação, não proposta

13/09/2015

A despeito das altas taxas de desmatamento anualmente registradas na Amazônia desde que se iniciaram as medições anuais, em 1988, o governo federal não consegue promover uma política florestal que se contraponha economicamente à prática do desmatamento. Como a floresta não vale dinheiro, o produtor desmata para criar o boi, que vale. Enquanto o desmatamento ilegal coexistia com a possibilidade de desmate legalizado, essa esdrúxula realidade reforçava a demanda por fiscalização e multas – voltadas tão somente para distinguir o desmatamento ilegal do legal. Todavia, agora, quando o desmatamento assume uma nova dinâmica, atingindo as pequenas propriedades e ocorrendo apenas dentro da legalidade, já não adiantam os fiscais – só uma política que valorize a floresta resolve.

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Setembro cinza novamente no Acre

06/09/2015

Desmatamentos, infelizmente, são permitidos e legalizados, sob o argumento da fome. Mas, não há argumento plausível que justifique o fato de o produtor, inclusive e sobretudo o pequeno, queimar uma área na qual pretende plantar maniva, arroz e feijão para comer. Existem tecnologias disponíveis que possibilitam a produção sem queima, e os governos deveriam estar preparados para difundi-las. Queimadas não podem ser legalizadas sob nenhum pretexto, e para as ilegais a tolerância deve ser zero.

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Por uma Lei Municipal da Mata Ciliar

30/08/2015

Nada mais cômodo do ponto de vista político, em especial para os que acham que a política se resume a não perder votos, que, na área ambiental, temas polêmicos como desmatamento e queimadas sejam tratados por regras federais. O mesmo vale para a definição da largura da faixa de mata ciliar dos rios. O mínimo de 30 metros estabelecidos pelo Código Florestal é absolutamente insuficiente para que a mata ciliar exerça suas funções. Todavia, e ainda que tenham competência para aumentar essa largura, estados e municípios não se dispõem a fazê-lo.

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Julho de 2015, o mês mais quente de nossas vidas

23/08/2015

O diagnóstico sobre o aquecimento do planeta encontra cada vez menos resistência. Mesmo diante da politização do tema, com alguns grupos políticos reconhecendo sua urgência e outros negando, ninguém pode duvidar dos relatórios produzidos por mais de 3.000 cientistas vinculados ao IPPC da ONU. O momento é de tomada de decisão, ainda que todas sejam muito difíceis. Como a que pode determinar o desmatamento zero, e que se aplica a qualquer desmatamento: o ilegal (irresponsável) e o legal (inadmissível para o mundo).

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O dilema da castanheira na Amazônia

16/08/2015

Na Amazônia, o desmatamento está na raiz de uma série de problemas, que parecem sem solução. Mas não são. O dilema da castanheira que definha em áreas de pastagem, uma cena bastante comum na paisagem rural amazônica, é um deles. A saída passa, de um lado, pela promoção duma política florestal coerente, que enfrente a questão de fundo desses problemas (ou seja, o desmatamento) e, de outro, por governos que estabeleçam esse tipo de prioridade.

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Da relação entre mata ciliar e equilíbrio hidrológico

09/08/2015

A relação entre a quantidade de biomassa florestal existente na mata ciliar e a tendência ao equilíbrio hidrológico do rio é direta. Significa que (embora alguns duvidem) tanto a largura da mata ciliar quanto a densidade de árvores irão promover o aumento da resiliência dos rios, isto é, sua capacidade para assimilar e reverter flutuações abruptas de vazão. Daquelas que causam cheias e alagações. A saída está em aumentar a largura da faixa de mata ciliar definida (de maneira equivocada) pelo Código Florestal. Mas isso depende dos políticos, ou seja, vai demorar muito!

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Experiência do Projeto Ciliar Só-Rio Acre completa cinco anos

02/08/2015

A discussão sobre as espécies que devem ser empregadas na restauração florestal das áreas de mata ciliar persiste, a despeito de o Código Florestal e a Resolução 429/2011 (do Conama) expressamente exigirem o plantio de árvores que sejam nativas e endêmicas no respectivo trecho de mata ciliar objeto de restauração. Não há espaço legal ou técnico para o plantio de árvores frutíferas e a transformação da mata ciliar num grande pomar, por uma razão simples: a produção de frutas não melhora a quantidade e a qualidade da água que flui no rio. A água é o produto ofertado pela mata ciliar, não as frutas, como querem os desavisados.

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O junho mais quente de nossas vidas

26/07/2015

Não há mais espaço para dúvidas com relação à ocorrência das mudanças climáticas nem quanto ao fato de que as alterações no clima decorrem das atividades humanas. Cada vez que um caminhão circula pelas rodovias, o planeta se aquece e o clima se altera. Da mesma forma, cada vez que a floresta é desmatada na Amazônia para dar lugar à criação boi, o risco de alagação e seca se amplia em face dos impactos causados no clima. Não há o que refutar; é só esperar que, com certeza, as tragédias irão acontecer.

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Mercado legal de animais amazônicos é promissor

19/07/2015

A estipulação de normas para inviabilizar a produção regular de animais silvestres sob as técnicas de manejo (seja para a venda como PET ou para a comercialização da carne) tem sido a estratégia adotada pela política pública para conter o mercado ilegal desses animais. Parece haver um consenso entre os ambientalistas e os agentes públicos de que o mercado legal seria uma fachada para o ilegal. Embora equivocada, essa estratégia tem vigorado nos últimos 30 anos. Conclusão: nem se resolve o problema do mercado ilegal, nem se dá uma chance para o legal.

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Experiência amazônida em produção comunitária de madeira

12/07/2015

As primeiras experiências de manejo florestal comunitário para produção de madeira foram realizadas no Acre ainda nos anos de 1990. A tecnologia foi concebida para resolver o entrave produtivo das reservas extrativistas, que começaram a ser criadas a partir da mesma década. Hoje, em vista dos impasses que obstam esse tipo de produção, há que se perguntar se estavam equivocadas as entidades que se envolveram na concepção das reservas extrativistas e da tecnologia para sua sustentabilidade econômica e ecológica. Mas as implicações daquelas experiências e a realidade atual mostram que não.

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Vocação florestal da Amazônia deveria ser prioridade política

05/07/2015

Desde o final da década de 1980, a produção de madeira na Amazônia com o emprego da tecnologia do manejo florestal tornou-se uma realidade. Efetuado, primeiro, no âmbito empresarial e, depois, por comunidades, o manejo
florestal de madeira é, comprovadamente viável, sob o ponto de vista técnico, econômico, social e ecológico. Há um ingrediente ainda mais importante. A renda gerada pelo manejo de madeira pode competir com a renda obtida pela atividade da pecuária, o que significa afirmar que manejar madeira é a melhor opção para evitar o desmatamento na Amazônia. Mas poucos creem nisso, o preconceito com a madeira permanece, e o manejo florestal não se consolida, passados mais de 25 anos. Que fazer?

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15 anos e 300 engenheiros florestais depois

28/06/2015

Com uma quantidade expressiva de áreas cobertas por florestas, onde se encontram, entre outras, mais de 20 terras indígenas, cinco reservas extrativistas, uma floresta nacional e duas florestas estaduais, o Acre precisa de engenheiros florestais para gerar riqueza e renda em mais de 10 milhões de hectares.

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Reservas extrativistas no Acre com desmatamento crítico

21/06/2015

A criação de áreas protegidas pela legislação, como é o caso das unidades de conservação, é a principal estratégia para evitar desmatamento, garantindo, ao mesmo tempo, a oferta de produtos e serviços pelas florestas. O desmatamento em unidades de conservação é considerado crítico quando o que acontece fora delas se reproduz dentro. Conforme aponta auditoria do TCU realizada em 2013, isso é o que acontece hoje. A pergunta inevitável é a seguinte: se o que acontece fora da UC se reproduz dentro dela, qual a justificativa para o investimento de grande soma de dinheiro público na criação de unidades de conservação?

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Ação pública não estatal no Acre

14/06/2015

Durante a década de 1990, o serviço público não estatal prestado pelas organizações da sociedade civil do Acre era uma referência em todo o país. A economista Maria da Conceição Tavares chegou afirmar que o Acre, à época, era uma grande ONG. Infelizmente, a ideia equivocada de que um governo com maior capacidade de intervenção no meio social poderia prescindir do trabalho não governamental fez reduzir a importância dessas entidades nos últimos 15 anos. O Acre de hoje não tem a participação social de antes. Uma pena.

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Sustentabilidade do dia a dia e a COP 21

07/06/2015

Os 195 países associados ao sistema ONU estarão reunidos em dezembro de 2015, em Paris, para a Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas, COP 21, na sigla em inglês. A expectativa é a de que serão tomadas decisões históricas rumo a uma mudança no modelo de vida atual, baseado no uso intensivo de petróleo como principal fonte dos produtos consumidos pela humanidade. A valorização das florestas e os meios para promover a sua precificação, sobretudo na Amazônia, certamente serão objeto de discussão.

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Cacau nativo comporá cesta de produtos florestais

31/05/2015

A despeito de não ser objeto de consenso, o manejo florestal comunitário é a saída para a conservação da floresta na Amazônia. Essa tecnologia possibilita às comunidades florestais a exploração de um conjunto variado de produtos, gerando mais renda que a nefasta criação de boi. Todavia, embora tenha havido expressivo avanço na técnica, depois de 25 anos de seu surgimento a exploração da biodiversidade por comunidades se limita a experiências isoladas. Uma pena!

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Rotular transgênicos não resolve nada

24/05/2015

Todo país cuja economia se assenta na produção de commodities agrícolas, como soja, trigo, algodão e carne, somente para ficar nas mais comuns, irá, mais cedo ou mais tarde, lançar mão de organismos geneticamente modificados, os chamados transgênicos, para se manter em condições de competir com outras nações produtoras. No caso do Brasil não é diferente. O problema, é claro, está na importância do agronegócio para o PIB nacional.

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Acesso à biodiversidade, ou Acesso à floresta

17/05/2015

Finalmente o uso biotecnológico de espécies existentes na floresta amazônica foi regulamentado. A expectativa é que o xenofobismo e o insensato medo da biopirataria tenham sido superados, e que uma indústria de ponta na área da biotecnologia se concretize, passando a ter mais importância para a economia regional do que a criação de boi. Vamos ver se o propalado potencial da biodiversidade enfim se torna realidade.

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Terceirização no setor florestal na Amazônia

10/05/2015

Parece que de um momento para outro descobriu-se que a terceirização é prática comum no cotidiano das empresas e órgãos públicos brasileiros. De repente, defender o trabalhador, objetivo autoimposto por praticamente todos os políticos, passou a significar ser contra a terceirização dos serviços. A terceirização todavia, é uma tendência da especialização do trabalho, e quanto maior a especialização, melhor para a dinâmica econômica e para o próprio trabalhador. No setor florestal da Amazônia, a terceirização é mais que uma realidade, é imprescindível.

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Contaminação conceitual da extensão rural

03/05/2015

A produção agrícola amazônica é realizada sob baixa produtividade e elevadas perdas ambientais decorrentes do desmatamento e da nefasta prática da queimada. A extensão rural, levada a efeito na região desde a década de 1950 com alto custo para a sociedade, não consegue reverter esse quadro. Acontece que, além de sofrer uma grave contaminação sob o ponto de vista conceitual, a extensão rural amazônica serve, quase sempre, como aparelho para vencer eleições. Uma pena.

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O triste fim da Residência Florestal no Acre

26/04/2015

Contrariando a tendência mundial de valorização das florestas, o Acre, em 2012, extinguiu a Secretaria Estadual de Florestas. De lá (2012) para cá (2015), o sistema ONU intensificou as discussões a respeito da criação de uma organização internacional dedicada às florestas. No Acre, inversamente, a política florestal foi praticamente esquecida, e o Programa de Residência Florestal, único na Amazônia, foi sumariamente encerrado. Como todo mundo sabe, o futuro é incerto para quem anda na contramão.

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Resex Chico Mendes e Alto Juruá completam 25 anos

19/04/2015

Ao completar 25 anos, as Reservas Extrativistas não conseguiram oferecer à sociedade retorno do dinheiro público investido na sua criação. Como poucos compreendem a importância dessas áreas para evitar o desmatamento e a consequente ampliação da pecuária, uma vez que é tarefa complexa assentar preço nesse serviço, tende-se a achar que não valeu a pena desapropriar extensas áreas florestais e entregar o seu usufruto aos extrativistas. Somente a tecnologia do manejo florestal comunitário, sobretudo com a produção de madeira, pode reverter essa tendência.

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Resistência pública e resiliência dos rios

12/04/2015

Planejar a resistência pública frente às alagações significa desocupar as áreas inundáveis e alagadiças, a fim de convertê-las em áreas verdes. De outra banda, ampliar a resiliência dos rios, vale dizer, sua capacidade de reagir às flutuações extremas de vazão, significa dragar o rio para dilatar o calado, aumentar a largura mínima da faixa de mata ciliar legalmente exigida, e restaurar os trechos ali desmatados pela criação de boi.

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Ampliar a resiliência dos rios é o caminho

05/04/2015

A navegação fluvial na Amazônia foi substancial no período do ciclo da borracha (1810 a 1911) e perdurou até a Segunda Guerra Mundial. Na segunda metade do século passado a ocupação produtiva baseada na criação de boi transformou a paisagem e submeteu os rios a um intenso processo de degradação. O rio Acre talvez seja o retrato mais evidente dessa degradação. Mas é possível recuperar a resiliência dos rios. Basta vontade política!

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Sobre áreas verdes e áreas alagadas

30/03/2015

A população costuma valorizar os gestores públicos que se empenham em ajudar as pessoas atingidas pelas alagações, mas isso não basta. É preciso incorporar à Administração Pública ações permanentes visando à desocupação das superfícies atingidas pelas cheias e a sua conversão em áreas verdes, destinadas ao uso comum.

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Ampliação da mata ciliar do rio Acre é urgente

22/03/2015

A largura legal da faixa de mata ciliar foi um dos temas mais controversos durante as discussões que culminaram na aprovação do Código Florestal em 2012. De um lado, os parlamentares defensores do agronegócio, que constituem a ampla maioria do Congresso brasileiro, defendiam a estipulação da menor faixa legal possível; de outro, cientistas e o movimento ambientalista provaram a necessidade de se ir além da largura prevista no Código de 1965. A crise atual da água não deixa dúvida: a mata ciliar deve ser ampliada.

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A alagação pode ser evitada?

15/03/2015

Parece impossível evitar que as alagações ocorram. Da mesma maneira que parece não haver metodologias de planejamento que permitam aos agentes públicos se precaver da ocorrência de alagações. Enfim, parece que as alagações acontecem por acaso e por força de alguma vontade imprevisível. Mas não é bem assim. A política pública deve se voltar para cuidar dos rios, e isso não é impossível.

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A alagação nossa de cada ano

08/03/2015

Discutir os recordes de vazão do rio não vai ajudar a resolver o problema. As alagações nos rios do Acre, e não somente no rio Acre, tornaram-se uma realidade e devem ser encaradas como prioridade pela política publica. O caminho leva a duas direções: resistência pública, para se contornarem os efeitos do problema; e resiliência dos rios, para chegar à causa. Bem mais do que botar os pés na lama, os gestores devem se esforçar para promover a restauração florestal da mata ciliar dos rios, desmatadas pela criação de boi.

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Mercado ilegal de animais silvestres amazônicos

01/03/2015

Sob o absurdo argumento de que a organização de uma cadeia produtiva para a oferta manejada de animais silvestres amazônicos impulsionaria o persistente mercado ilegal, em nenhuma localidade da Amazônia se aproveita o elevado potencial econômico representado pela venda de carne silvestre e de animais para PET. Enquanto as frágeis economias municipais patinam na dependência do dinheiro que vem de Brasília via FPM, amplia-se o risco de extinção das espécies. A única solução é o mercado legal. Mas poucos enxergam!

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Manejar a fauna amazônica é proibido?

22/02/2015

Um dilema impede que o manejo florestal da fauna silvestre na Amazônia se transforme numa atividade produtiva preponderante, no âmbito de um sonhado Cluster Florestal. Ocorre que os órgãos de controle, e uma parcela considerável de ambientalistas, entendem que a legalização de um mercado para pacas e capivaras encobertaria e ampliaria o mercado ilegal de animais silvestres. Argumento que fere a ciência econômica, mas que não consegue ser superado. Que fazer?

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Sensibilização e mercado ilegal de animais

14/02/2015

Embora as estatísticas demonstrem o contrário, a crença geral é a de que é possível coibir o mercado ilegal de animais silvestres na Amazônia por meio do aparato de fiscalização estatal. Como o mercado ilegal persiste, culpa-se o poder público por não priorizar esse tipo de fiscalização. Todavia, somente com a estruturação de uma cadeia produtiva legalizada, baseada no manejo de animais silvestres, o risco de extinção das espécies será minimizado.

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Política Florestal na Amazônia em 2015

08/02/2015

A cada início de governo, ou seja, a cada quatro anos, a demanda por uma nova institucionalidade estatal para a política florestal se amplia. Parece evidente que o Serviço Florestal Brasileiro não pode continuar na esfera do meio ambiente, onde permanece estacionado, sem conseguir avançar em questões fundamentais (a ampliação da área florestal sob concessão na Amazônia, por exemplo). É o momento de uma discussão mais acurada.

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Nona Semana Florestal do Acre

31/01/2015

Com periodicidade anual, a Semana Florestal se transformou num evento importante para discussão da safra florestal que tem início a cada inverno. Em 2015, a Nona Semana Florestal irá debater a importância das florestas para a quantidade e a qualidade da água que flui em um rio na Amazônia. Espera-se que a mata ciliar venha a ter, um dia, expressiva participação na renda dos produtores ribeirinhos. Para que isso aconteça, todavia, é necessário manejá-la.

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Prospecção de cacau nativo em Reserva Extrativista

25/01/2015

Enquanto, para a exploração da madeira, existem tecnologias avançadas, concebidas pela Engenharia Florestal, no caso de outros produtos florestais ainda se constata uma expressiva lacuna de conhecimento. Desde 2006, sob o apoio do CNPq com recursos que superam 400 mil reais, os engenheiros florestais vinculados à Ufac vêm se empenhando na concepção de uma tecnologia de prospecção voltada para o manejo do cacau nativo. Essa tecnologia será agora testada na Reserva Extrativista Chico Mendes.

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Em 2014, Amazônia se aproxima da sustentabilidade

18/01/2015

A conquista da sustentabilidade na Amazônia depende, evidentemente, de planejamento em longo prazo; todavia, como se diz por aí, o longo prazo começa agora. A cada ano a região pode se afastar ou se aproximar dos ideais de sustentabilidade preconizados mundo afora. No segundo caso, o da aproximação, duas metas são cruciais: ampliar o valor econômico da floresta e coibir a criação de gado. A primeira meta depende da continuidade do apoio internacional, a segunda, apenas de nós mesmos.

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Sobre árvores de garrafa PET

11/01/2015

Diferentemente do que comumente se pensa, o fato de se improvisar árvores de natal com garrafas PET não importa em benefício para a sustentabilidade do planeta. De outra banda, ninguém discorda que esse tipo de ornamento não é exatamente um modelo de elegância, vale dizer, não cumpre a função esperada de uma decoração natalina, que é a de despertar, na população urbana, sentimentos que vão se traduzir em atitudes de apreço pela cidade. Mas, se é assim, por que as árvores de garrafa PET continuam sendo usadas?

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Natal de lixo na Amazônia

04/01/2015

Sob a perspectiva da sustentabilidade, não adianta reciclagem sem reuso. Dessa forma, o fato de se improvisar árvores de natal com matérias-primas supostamente recicladas, como pneu e PET, não ajuda em nada na superação da crise ecológica atualmente enfrentada pela humanidade. Sob o ponto de vista estético, por outro lado, essas árvores são de gosto no mínimo duvidoso. Portanto, não há justificativa que desculpe o emprego de pneu e garrafa PET em algo tão simbólico como a árvore de natal numa região que abriga a maior floresta tropical do mundo. Nesse lugar, como todos deveriam saber, árvores de verdade não faltam!

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À espera de um novo acordo climático global

28/12/2014

Depois do fracasso do Protocolo de Kyoto, que foi encerrado sem chegar a ser cumprido, finalmente os países que estiveram reunidos na COP 20, realizada em Lima, Peru, chegaram a um consenso, a fim de levar a efeito medidas concretas para a redução das emissões mundiais de carbono. A expectativa agora é a de que, na COP 21, que acontecerá em Paris em dezembro de 2015, um novo acordo climático seja assinado e, claro, obedecido por seus signatários.

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Pecuária é atividade que mais desmata na Amazônia

21/12/2014

É difícil justificar o fato de que a criação de boi é a atividade produtiva responsável por 60% de toda a área desmatada na Amazônia. Com retornos sociais e econômicos pífios, a pecuária de gado não gera benefícios que cubram os estragos que provoca. Pior ainda, outros 23% da área total de florestas destruídas foram abandonados e não possuem nenhum uso produtivo. A destruição florestal, nesse caso, foi, simplesmente, inútil. A culpa, claro, é do Estado brasileiro, que convive tranquilamente com dados tão absurdos.

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O Acre nunca será um grande produtor rural

14/12/2014

A expectativa de que o Acre um dia irá se tornar um grande produtor rural é equivocada. Para entrar no seleto mercado do agronegócio é preciso ter escala de produção. Para alcançar essa escala, duas condições se impõem: existência de terras legalmente disponíveis para desmatamento e, o mais importante, de solos aptos à mecanização. O Acre não tem nada disso.

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Desmatamento no Acre em 2014 assusta

07/12/2014

A taxa de desmatamento na Amazônia alusiva ao período de agosto de 2013 a julho de 2014, divulgada pelo Inpe, apresentou queda de 18% em relação ao período anterior. O inusitado é que o desmatamento só não foi menor devido à contribuição do Acre, onde a taxa aumentou mais de 40%. O aumento do desmatamento no Acre surpreende pela dimensão e por ocorrer em municípios como Tarauacá, Feijó e Manoel Urbano, ou seja, numa região onde ainda existem florestas por destruir. Significa que pode ser uma tendência.

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E nem tem hidrelétrica em Tarauacá

29/11/2014

As águas que em pleno novembro inundaram Tarauacá, no Acre, surpreenderam todos. Alguma coisa está errada. E pôr a responsabilidade na própria chuva não só não resolve o problema como encobre as verdadeiras causas. É preciso acionar os especialistas para encontrar uma resposta. Mas há um fato importante, que não pode ser desconsiderado: Tarauacá, nos últimos anos, tem sido arrolado na lista dos 10 municípios que mais desmatam na Amazônia. Alguma coisa precisa ser corrigida, já.

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Novo marco legal para OSC não inova

23/11/2014

Depois de 12 anos de discussão, o Congresso e o Governo Federal aprovaram, em julho de 2014, legislação dispondo sobre o repasse de recursos públicos às organizações da sociedade civil. Além do esforço velado no sentido de negar os avanços conquistados com o antigo marco legal, de 1999, o novo inova muito pouco na regulação da ação pública não estatal. Ficou para o próximo governo.

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Restauração do Igarapé Santa Rosa em Xapuri

16/11/2014

Nas cidades da Amazônia, das pequenas às metrópoles, faz parte da paisagem urbana a presença de igarapés ostentando índices de poluição inaceitáveis, em face do despejo de dejetos domiciliares sem qualquer tipo de tratamento. Poderia ser diferente, todavia. Valendo-se de tecnologia barata e de fácil aplicação, projeto executado no igarapé Santa Rosa em Xapuri demonstra que existe saída para esse tipo de problema, o que falta é vontade política.

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Economia florestal na Amazônia adiada para 2073

09/11/2014

A prorrogação, para 2073, do prazo referente aos subsídios fiscais conferidos às montadoras de parafernálias instaladas na Zona Franca de Manaus trará prejuízos graves. Para justificar a dilatação desse prazo, os defensores da Zona Franca fizeram uma inusitada (e equivocada) associação entre a concessão do subsídio estatal e uma suposta redução do desmatamento na região. Algo que fere o intelecto, mas que com certeza ajuda a compreender as razões pelas quais a geração de riqueza baseada na biodiversidade não avança na Amazônia. A estruturação do Centro de Biodiversidade na Amazônia, o CBA, é a saída que os políticos não conseguem enxergar. Que fazer?

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Os desafios do Conama no biênio 2015-17

02/11/2014

Onze organizações da sociedade civil (sendo duas representantes por região geográfica e mais uma representante nacional) serão eleitas para participar do plenário do Conselho Nacional de Meio Ambiente, Conama, no biênio 2015/2017. Todas as entidades com registro no Cadastro Nacional de Entidades Ambientalistas podem votar e se candidatar. As escolhidas enfrentarão um grande desafio, diante do aumento do desmatamento na Amazônia e da crise no abastecimento de água enfrentada pelo Sudeste.

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O Decreto da Participação Social

26/10/2014

Experiências para instituir mecanismos de participação da sociedade na elaboração e execução de políticas públicas vêm sendo ensaiadas desde o início da redemocratização do país. A maioria fracassou, como é o caso dos orçamentos participativos, que viraram moda e empolgaram a esquerda no final da década de 1980. Com o advento do Decreto da Participação Social, pretende-se converter a participação popular num sistema, a fim de que o envolvimento da sociedade ocorra de forma organizada, abrangente e permanente. Pode ser mais um fracasso. É esperar para ver.

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Participação social em governos no pós-eleições

19/10/2014

Desde a redemocratização do país, ocorrida no final da década de 1980 com o fim dos governos militares, a sociedade reivindica o direito de participar da elaboração e execução de políticas públicas. Decerto que a democracia representativa encontra limites, uma vez que o voto não pode significar um cheque em branco para os eleitos. Todavia, o estabelecimento dos mecanismos adequados para a concretização dessa participação social nos governos eleitos ainda é um desafio a ser superado.

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Certificação florestal garante sustentabilidade

12/10/2014

Não é fácil convencer os produtores de madeira, na Amazônia, que a certificação florestal é bom negócio. Embora o uso do selo do FSC apresente crescimento anual permanente, ainda se questiona se os custos com a certificação compensam os benefícios auferidos. No caso da Amazônia, todavia, não há dúvida que essa relação custo/benefício é vantajosa. Para as empresas que exportam seus produtos para o consumidor europeu, por exemplo, a certificação é uma condição de permanência no mercado.

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Rumos da Amazônia não é prioridade

05/10/2014

Com contingente eleitoral inexpressivo frente a outras regiões, a Amazônia e seu futuro não despertam interesse dos partidos políticos e dos presidenciáveis. Parece existir um senso comum (não explícito, obviamente), que considera importante conquistar os votos da população urbana, sem entrar na discussão espinhosa do uso múltiplo da biodiversidade, na condição de principal fonte de riqueza na região. Uma pena, mais uma oportunidade perdida.

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Interação floresta e água na Esec Rio Acre

28/09/2014

A influência da mata ciliar sobre a qualidade e a quantidade da água que corre num rio foi um dos temas mais controversos durante as discussões que precederam a aprovação do novo Código Florestal. Ocorre que, se de um lado não há dúvida científica em relação aos efeitos positivos da floresta para o equilíbrio hidrológico do rio, de outro, os produtores não querem abrir mão de áreas destinadas, por exemplo, à criação de gado. Parece fundamental, desse modo, que a Pesquisa na Amazônia dê prioridade ao assunto, fornecendo á sociedade subsídios sobre a relação entre água e floresta.

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TecFlorestal II – Tecnologia Florestal no Acre

21/09/2014

Organizado pela Florestal Júnior, empresa controlada pelos alunos do curso de Engenharia Florestal da Ufac, o TecFlorestal II irá se debruçar sobre o manejo e a produção de taboca (ou bambu) em território estadual. O evento ocorre a cada dois anos, sempre na primeira semana do segundo semestre letivo da Ufac, e se propõe a nivelar o conhecimento acerca da tecnologia disponível para exploração de produtos florestais, com vistas ao estabelecimento de um futuro cluster florestal no estado. Todos lá.

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Repiquete do desmatamento pode ser tendência

14/09/2014

Depois que uma redução inédita do desmatamento na Amazônia foi comemorada em 2012, quando o desmate atingiu uma área inferior a 5.000 Km2, logo no ano seguinte o desmatamento voltou a subir 29%; agora, entre agosto de 2013 e julho de 2014, dados preliminares demonstram que a área desmatada continua a crescer. Pode ser que o repiquete do desmatamento não tenha conexão com as mudanças trazidas pelo novo Código Florestal, pode ser que tenha. O fato é que somente uma política pública que valorize a floresta pode mudar esse quadro.

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Concurso para Chefe de Unidade de Conservação

06/09/2014

O Brasil é reconhecido pela grande quantidade de área territorial destinada às unidades de conservação. Todavia, constata-se um permanente e insuperável gargalo de gerenciamento, que impede que essas áreas cumpram os objetivos que justificaram o investimento público em sua criação. Para a superação desse gargalo, dois elementos são fundamentais: o Plano de Manejo e a a figura do Chefe da Unidade de Conservação.

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Sem plano de manejo, a unidade de conservação fica sem rumo

31/08/2014

Uma vez assinado, pelo Prefeito, Governador ou Presidente da Republica, o decreto de criação da unidade de conservação, o órgão público responsável pela sua gestão tem o prazo de 5 anos para elaborar o Plano de Manejo, que é o principal documento para orientar o gerenciamento da área. Significa que durante esse período, a UC, cuja criação gerou muita expectativa e consumiu uma significativa quantia de recursos públicos, não tem rumo, não vai a lugar nenhum.

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Reservas extrativistas deveriam fazer a diferença

24/08/2014

Embora as reservas extrativistas sejam consideradas uma das principais referências para o estabelecimento de uma economia florestal na Amazônia, a realidade mostrou que ainda há um longo caminho a ser percorrido. Esperava-se que a regularização fundiária conferida pela criação da reserva, mediante o reconhecimento legal da posse exercida pelos extrativistas, seria apenas o primeiro passo a ser dado, no processo de transformação da diversidade biológica em renda. Mas tudo se resumiu a esse passo.

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Unidades de conservação configuram um sistema

17/08/2014

Às vésperas de completar 15 anos, a Lei 9.985/00, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, Snuc, não deve ter seu aniversário comemorado. Ocorre que a diretriz que orienta o Snuc, ou seja, a organização das unidades de conservação num Sistema unificado e integrado, parece ter sido completamente esquecida. Instituídas sem planejamento e geridas sem eficiência, as unidades de conservação estão longe de atender às demandas da sociedade, as mesmas demandas que justificaram a criação dessas áreas.

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Descentralização da gestão florestal

10/08/2014

A transferência de atribuições para as administrações municipais tem sido apontada como medida necessária para melhorar o desempenho da gestão estatal no âmbito das políticas nacionais de florestas e de meio ambiente. Depois de algumas tentativas fracassadas, efetuadas por meio de dispositivos esparsos incluídos em leis ordinárias, a edição da Lei Complementar 140/ 2011 pode finalmente deflagrar o processo de descentralização e desconcentração da gestão ambiental e florestal. É esperar para ver.

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Gestão ambiental, bom negócio para os municípios

03/08/2014

É provável que os gestores municipais a princípio não percebam, mas a municipalização da gestão ambiental, como previsto na Lei Complementar 140/11, pode ser um bom negócio para as cidades. Ocorre que todo o processo de licenciamento ambiental e de monitoramento dos empreendimentos é custeado pelo empreendedor, o que importará, em curto prazo, na entrada de recursos para o caixa municipal. Portanto, antes de reclamar, é melhor fazer as contas.

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A pressão local na municipalização ambiental

27/07/2014

A municipalização das ações relacionadas à gestão ambiental parece ser uma tendência. Por um lado, a municipalização poderá trazer mais eficiência ao complexo processo de licenciamento ambiental, uma vez que o gestor municipal tem mais conhecimento da realidade local, ou seja, do espaço territorial onde o impacto acontece. Por outro lado, contudo, a administração municipal é muito mais suscetível à pressão política dos atores locais, o que poderá inibir medidas mais incisivas de controle do desmatamento e das queimadas, por exemplo.

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A LC 140 e a municipalização ambiental

20/07/2014

Com aprovação da Lei Complementar 140, em 2011, ampliaram-se as expectativas dos defensores da municipalização da gestão ambiental. Diferentemente das fracassadas iniciativas anteriores, levadas a cabo por meio de dispositivos inseridos em leis ordinárias esparsas, finalmente a proposta de levar aos municípios atribuições na área ambiental tornou-se objeto de uma lei complementar específica. Espera-se que, caso se concretize, a municipalização melhore os indicadores da gestão estatal em meio ambiente, cuja ineficiência é célebre e persistente. Esperar para ver!

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Copa do Mundo e novas florestas

13/07/2014

Com o término da Copa do Mundo de futebol, a mídia certamente irá se concentrar na discussão do destino a ser dado aos estádios. Muito provavelmente, ninguém vai atentar para a necessidade de se executarem ações voltadas para a retirada do carbono depositado na atmosfera por conta do evento. Como, de resto, nenhum hectare de florestas novas deverá ser implantado, nenhum hectare de mata ciliar será restaurado, e assim por diante. Infelizmente, e mais uma vez, a superficial preocupação com o imediato apagará a real apreensão com o futuro, com o destino do planeta. Que fazer?

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Copa do Mundo verde, só com plantio de árvores

06/07/2014

Na época em que a FIFA escolhia as cidades brasileiras que sediariam os jogos da Copa do Mundo, as capitais da Amazônia se motivaram para promover o que chamaram de Copa do Mundo Verde, confiando que bastava os jogos acontecerem na Amazônia para que a Copa conquistasse sustentabilidade. Um raciocínio tão equivocado quanto a ideia de que obras de melhorias urbanas e infraestrutura hoteleira associadas a alguma experiência bucólica de reciclagem de lixo podem conferir sustentabilidade a esse tipo de evento. Na verdade, só com o plantio de novas florestas, sobretudo em áreas desmatadas, a realização da Copa, em qualquer lugar do Mundo e em especial na Amazônia, poderia ser realmente verde. Mas isso, ninguém ousou sequer prometer.

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Copa do Mundo e sustentabilidade

29/06/2014

A realização de grandes eventos, como a Copa do Mundo que está acontecendo no Brasil, aumenta a demanda de consumo e, em consequência, a quantidade de carbono lançada na atmosfera. O cálculo dessa quantidade extra de carbono, bem como o estabelecimento de mecanismos para fazer com que esse carbono retorne ao sistema é uma condição para a sustentabilidade do evento. A solução está no plantio de florestas, mas isso, infelizmente, ninguém quer fazer.

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Meio bilhão de reais doados às Unidades de Conservação da Amazônia

22/06/2014

Com o apoio da Cooperação Internacional, as unidades de conservação localizadas na Amazônia vão receber em torno de meio bilhão de reais destinados à sua estruturação. Considerando-se que o último relatório de auditoria do Tribuna de Contas da União chegou à gravíssima conclusão de que apenas 4% dessas unidades possuem uma gestão considerada eficiente, é um dinheiro oportuno e bem vindo, ainda mais porque se trata de uma doação. Espera-se que o investimento ajude a alterar essa estatística e que os insuperáveis problemas de gerenciamento verificados no ICMBio não ponham tudo a perder.

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Mudança climática exige política específica

15/06/2014

Existe demanda social suficiente para que o tema das mudanças no clima seja alçado à condição de prioridade política. Mais ainda, essa política de mudança climática deve ser elaborada no âmbito da ONU, devendo os Estados nacionais assumirem papel preponderante. É o que defende Anthony Giddens em seu mais novo livro, A Política da Mudança Climática. Vale conferir.

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Novas tecnologias ou mudança no padrão de consumo

08/06/2014

Um número considerável de pensadores nega as inovações tecnológicas como solução para a crise da mudança climática. Na verdade, creem eles, inversamente, que foi a saída tecnológica que nos levou ao atual nível de insustentabilidade, e que a humanidade deveria alterar seu padrão de consumo. Mas não é justo negar-se aos indivíduos o acesso ao consumo.

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IVI-Mata Ciliar para restauração florestal de rios

01/06/2014

A Resolução 429 do Conselho Nacional de Meio Ambiente estabelece que a restauração florestal de trechos desmatados de mata ciliar deve ser realizada, única e exclusivamente, por meio do emprego de espécies nativas da própria mata ciliar. O IVI-Mata Ciliar é uma técnica desenvolvida para auxiliar o projetista da restauração florestal a escolher quais as espécies nativas mais indicadas.

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Para TCU, gestão das UCs na Amazônia é um fracasso

Apontadas como instrumento-chave na estratégia de sustentabilidade da região, as unidades de conservação ocupam mais de 20% de todo o território da Amazônia. No entanto, em que pese essa extensa área ocupada, 96% dessas unidades, infelizmente, possuem um gerenciamento sofrível e não podem ser consideradas implantadas de fato. Esse lamentável diagnóstico foi realizado pelo Tribunal de Contas da União, no âmbito de uma auditoria operacional concluída em dezembro de 2013. E o pior, o problema não é falta de recursos financeiros, como pensa a maioria, mas incapacidade administrativa mesmo. Ou seja, não há solução.

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Enfim, o Cadastro Ambiental Rural

18/05/2014

Passados dois anos da aprovação do Código Florestal, o decreto de regulamentação do Cadastro Ambiental Rural foi publicado. A partir de agora, os proprietários rurais poderão regularizar suas propriedades perante os órgãos ambientais e, dessa forma, acessar o sistema estatal de crédito subsidiado. A despeito do injustificável atraso, o importante é que daqui para frente será possível, sobretudo na Amazônia, a obtenção de informações verídicas sobre as propriedades rurais e, consequentemente, sobre a situação fundiária regional. Atualmente, isso é impensável.

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Florestas na Amazônia e mudanças no clima

11/05/2014

A relação entre a existência ou não de florestas e o respectivo menor ou maior risco de alagações e secas extremas nos rios amazônicos é de fácil constatação. Da mesma forma que não há como negar que a alagação no rio Madeira está relacionada à quantidade de carbono presente na atmosfera, ao aquecimento do planeta e, consequentemente, às mudanças no clima, também é certo que o desmatamento das florestas presentes nos Andes da Bolívia e do Peru foi uma das principais causas da inusitada vazão, a maior em cem anos. A nós, amazônidas, resta garantir a manutenção da floresta. Mas não é o que acontece.

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Desmatamento nos Andes causa alagação no Madeira

04/05/2014

A alagação recorde no rio Madeira poderia ter seus prejuízos, se não evitados, pelo menos minimizados, se as florestas originalmente existentes ao longo da bacia hidrográfica ainda estivessem lá. O desmatamento nos Andes possibilitou que toda a água das chuvas escorresse morro abaixo, levando barro, pedra e areia – o que, sem a menor dúvida, contribuiu para reduzir a calha dos rios receptores e ampliou o potencial de inundação. Culpar as hidrelétricas, além de ser um grande equívoco, não ajuda em nada. A saída é reflorestar os Andes, o que é caro e depende do Brasil.

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Eleições e crise no Fundo Nacional de Meio Ambiente

27/04/2014

Os cinco representantes das organizações da sociedade civil que serão eleitos para compor o Conselho Deliberativo do Fundo Nacional de Meio Ambiente, biênio 2014-2015, terão um grande desafio pela frente: recuperar a importância operacional do FNMA para a política nacional de meio ambiente. A meta é arrancar o Fundo da crise que se arrasta desde 2003, que fez minguar o seu caixa e que não permite a formação de uma equipe técnica compatível com a demanda do organismo. O fato é que ou o Fundo avança, ou fecha, do jeito que está, não dá.

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O momento da Gestão Ambiental Municipal

20/04/2014

Para muitos dos envolvidos com a área ambiental, somente a municipalização poderá trazer a eficiência exigida para a conturbada gestão ambiental brasileira. Entende-se que as administrações municipais, responsáveis pelos espaços territoriais que sofrem o impacto, podem decidir de forma mais eficiente quanto às medidas mitigadoras, já que detêm um conhecimento mais apurado sobre a realidade local. De outra banda, como os prefeitos estão sujeitos a maior pressão social e política, existe dúvida de que teriam condições de contrariar os interesses locais. Entre a eficiência e a pressão política, a gestão ambiental municipal precisa ser, no mínimo, testada.

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Oitava Semana Florestal do Acre

13/04/2014

Em sua oitava edição, a Semana Florestal do Acre, evento que acontece de 12 a 16 de maio de 2014, na Ufac, irá tratar do estimulante tema Floresta e Mudança no Clima. Diante da constatação científica de que as florestas são fundamentais para a manutenção do equilíbrio climático, existe a possibilidade concreta de que esse serviço ambiental venha a ser remunerado, mediante a estipulação de uma quantia a ser paga aos produtores que mantiverem, sobretudo na Amazônia, porções de floresta em suas propriedades.
Como se vê, as discussões serão atuais e interessantes. Todos lá.

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Hidrelétrica é o melhor caminho

30/03/2014

Embora exista uma indisposição da mídia e da sociedade brasileira no que concerne ao aproveitamento da força d’água para a geração de energia elétrica, muitas hidrelétricas ainda serão construídas no país. Acontece que a alternativa às hidrelétricas, em condições de atender à demanda atual e futura por energia elétrica, são as termoelétricas movidas a óleo diesel, opção rejeitada pelo mundo em face de sua contribuição para o aquecimento global. A máxima de que onde houver um rio com queda suficiente uma hidrelétrica será construída vale para os próximos 50 anos. É sensato aceitá-la.

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Onde houver rios, haverá hidrelétricas

06/04/2014

Nenhum país, em nenhum lugar do planeta e pelos próximos 50 anos, deixará de construir uma hidrelétrica onde a força da água permitir. A despeito da inexplicável indisposição com que a mídia brasileira e a sociedade em geral encaram a construção de barragens em rios, essa ainda é a melhor opção para a geração de energia elétrica. A boa notícia é que a Engenharia Civil do Brasil é uma referência mundial nesse tipo de obra, o que tem possibilitado ao país gerar mais de 70% de sua demanda por meio da hidroeletricidade.

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Hidrelétrica é opção sustentável para Amazônia

23/03/2014

Parece haver uma indisposição inexplicável da sociedade com relação ao aproveitamento da força das águas para geração de energia elétrica. Inexplicável, pois a hidroeletricidade é comprovadamente a alternativa mais barata e mais ecológica para atender à crescente demanda por energia elétrica das cidades brasileiras. Uma vez que, ao menos atualmente, o vento e sol não são opções viáveis, a água é a saída.

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Licenciamento ambiental de obras na Amazônia

16/03/2014

Para o licenciamento ambiental de obras de infraestrutura na Amazônia, são os órgãos ambientais que determinam os estudos subsidiários a serem realizados pelo empreendedor, bem como o escopo desses estudos. Todavia, perdidos entre a discricionariedade política e o balizamento técnico, os gestores optam pela generalidade, exigindo levantamentos de pouca serventia, ao invés de primar pela especificidade e requisitar estudos que relacionem o empreendimento ao local de sua instalação.

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Propriedade da terra e ribeirinhos na Amazônia

09/03/2014

Sendo condição elementar para o processo de ocupação produtiva de qualquer região, a regularização fundiária das propriedades rurais deve preceder qualquer outra ação de política pública. Significa afirmar que antes de gastar o dinheiro dos impostos pagos pela sociedade com Zoneamento Ecológico-Econômico, programas de apoio à criação de gado ou ao plantio de soja, e assim por diante, o Estado deve reconhecer a propriedade da terra e fornecer segurança jurídica para o investimento privado. Mas nada disso existe na Amazônia. Fazer o quê?

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Sustentabilidade do dia a dia: copo de papelão

02/03/2014

A possibilidade de conceber inovações tecnológicas que levem para o âmbito do sistema econômico as definições contidas no conceito de sustentabilidade ou de desenvolvimento sustentável movimenta as nações mundo afora. No caso do setor elétrico, por exemplo, os países têm como prioridade a instalação de usinas de geração que não empreguem petróleo, carvão mineral e gás. Sem embargo, o caminho para a sustentabilidade depende de pequenas decisões de consumo tomadas no cotidiano, como a opção por copos descartáveis de papelão em vez do poluente copo de plástico.

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Falta planejamento na Amazônia? Óbvio que não

23/02/2014

Com a redemocratização do país no final da década de 1980, o tema do planejamento estatal ganhou status de prioridade, tendo se tornado, ademais, participativo e descentralizado. Por participativo, entenda-se a condição irrevogável de envolvimento da sociedade civil, ainda que sob certo grau de desconhecimento de causa. Por descentralizado, entenda-se a exigência de que os planejadores fossem oriundos da respectiva região planejada: não bastava conhecer a realidade, era preciso ser a própria realidade. O resultado, obviamente, não foi o que se esperava, e a melhor prova disso é o Zoneamento Ecológico Econômico.

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Cheias no Acre, tragédia ou fartura?

16/02/2014

Todos os anos, na época das chuvas, o rio Acre enche. Igualmente, todos os anos, a cheia é tratada como calamidade. Ora, rotina não pode ser calamidade, a menos que seja o caso de omissão pública. Se as cheias do rio Acre se configuram uma calamidade, a culpa não é do rio, ou da natureza, mas da ausência generalizada de disposição política para resolver os entraves do planejamento urbano.

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Universidades federais não entendem o Sisu

09/02/2014

A decisão de usar o Enem como instrumento de seleção para uma disputadíssima vaga nas universidades federais mostrou-se acertada. Da mesma maneira que foi acertado o investimento de elevadas somas de recursos públicos na concepção de um sistema, o Sisu, para organizar o processo de escolha do curso e da universidade pelos alunos, de acordo com sua nota no Enem. O problema é que as universidades federais, que enfrentam grandes dificuldades de gestão, não conseguem fazer a sua parte, e as vagas ociosas, que se pretendia evitar, podem até aumentar.

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Em defesa da Resolução 457 do Conama

02/02/2014

Entrou em vigor a Resolução 457, aprovada pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente, Conama, que procura dar uma solução para a destinação dos animais, sobretudo os da fauna nativa amazônica, apreendidos pelos órgãos de fiscalização. Embora questionada, de maneira equivocada, diga-se, por setores ambientalistas ortodoxos, a resolução irá contribuir para a conservação da fauna.

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Eleição no Fundo Nacional de Meio Ambiente

30/01/2014

Desde 2003 que o Fundo Nacional de Meio Ambienta – FNMA, o mais importante instrumento de financiamento da Política Nacional de Meio Ambiente, passa por uma crise profunda. Com recursos cada vez mais escassos e sem equipe técnica, o FNMA é tratado pelo Ministério do Meio Ambiente como órgão de terceira categoria. As entidades que serão eleitas para o biênio 2014-2015 precisam reverter esse quadro.

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Autorregulação da atividade florestal na Amazônia

19/01/2014

Além da inevitável regulação estatal, caracterizada pela cominação de multas e pela figura sempre negociadora do fiscal, o produtor florestal, na Amazônia, se vê às voltas com as regras oriundas da regulação de mercado e da autorregulação da atividade. Se, antes, a certificação florestal, sobretudo o selo conferido pelo FSC, tinha pouco significado para o produtor, atualmente, ter ou não o selo pode significar estar ou não, respectivamente, no mercado. Por sua vez, o sistema de autorregulação, no caso da exploração de produtos florestais de acesso comum, como os presentes em reservas extrativistas, pode garantir a manutenção do recurso florestal manejado.

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Regulação de mercado na floresta na Amazônia

12/01/2014

Acostumado com a regulação estatal, caracterizada pela presença do fiscal e de sua negociável multa, o produtor florestal na Amazônia viu-se, nos últimos 20 anos, diante de uma decisão difícil: acatar ou não as exigências da regulação de mercado. Caracterizada, por sua vez, pela ausência da obrigatoriedade e do fiscal, a regulação de mercado, como é o caso da certificação florestal conferida pelo FSC, tiraria do mercado uma expressiva quantidade de empresas.

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Regulação estatal e atividade florestal na Amazônia

06/01/2014

Impregnada de procedimentos incompreensíveis, e muitas vezes desnecessários, a regulação estatal pode ser considerada um dos principais empecilhos para a consolidação e ampliação da atividade florestal na Amazônia. A alteração desse contexto deveria ser uma prioridade, mas infelizmente não é.

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Em 2013, sustentabilidade não avançou na Amazônia

29/12/2013

Três importantes fatos, e não suposições, reforçam a tese de que, em 2013, a sustentabilidade não avançou na Amazônia. O primeiro diz respeito ao índice de desmatamento, que voltou a crescer, desta feita impulsionado pelo desmatamento legalizado. O segundo fato se refere ao fracasso da COP 19, que não conseguiu avançar na negociação de um compromisso entre os países para diminuir a fumaça lançada na atmosfera e remunerar os serviços prestados pela floresta. Por fim, uma auditoria inédita do Tribunal de Contas da União demonstrou que as unidades de conservação instaladas na Amazônia não se prestam ao fim para o qual foram criadas.
Que 2014 seja mais auspicioso.

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COP 19 discute novo acordo global para o clima

21/12/2013

A última Conferência das Partes sobre as mudanças do clima, COP 19, na sigla em inglês, não conseguiu avançar num acordo global para reduzir os riscos do aquecimento do planeta. As nações reunidas na Polônia, onde aconteceu a conferência, perderam-se na discussão sobre a contribuição, ou culpa, de cada país na quantidade de CO2 jogada na atmosfera, esquecendo do mais importante: a negociação de um substituto para o finado Protocolo de Quioto. O novo acordo acabou ficando para a COP 21, a ser realizada em Paris, em 2015. É esperar para ver.

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200 engenheiros florestais formados no Acre

15/12/2013

No Acre, a demanda pelos serviços do profissional da engenharia florestal elevou-se de forma exponencial no final da década de 1980, em especial com o surgimento das reservas extrativistas, tendo sido mantida com a aplicação, em média escala, da tecnologia do manejo florestal. Somente em 2000, contudo, foi criado o curso de graduação na Universidade Federal do Acre. Completando, agora, em dezembro de 2013, um total de 200 profissionais formados, o curso da Ufac solidifica sua importante contribuição para a sustentabilidade no Acre.

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Novo Código Florestal e o aumento do desmatamento

08/12/2013

A divulgação da taxa de desmatamento na Amazônia no período entre agosto de 2012 e julho de 2013, que teve um aumento de 28% em relação ao período anterior, foi recebida com preocupação pelos países presentes na COP 19, conferência da ONU sobre o clima realizada em novembro último. Acontece que a tendência de queda pode ter se invertido, e um novo ciclo de desmatamento na Amazônia pode estar por começar – o que o mundo considera inadmissível. Embora ainda seja cedo pra se chegar a uma avaliação conclusiva, esse aumento do desmatamento pode estar relacionado à aprovação do novo Código Florestal em maio de 2012. É esperar para ver.

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Sobre vacas e ovelhas

01/12/2013

A produção rural na Amazônia, e em especial no Acre, ainda não conseguiu encontrar seu rumo. Ao apostarem em produtos tradicionais, como arroz, feijão, milho e macaxeira, ou na criação de frango e boi, os produtores se veem às voltas com um mercado altamente competitivo, cuja oferta é dominada por outros estados com melhores condições de produção. As alternativas propostas por governos são quase sempre as mesmas. Ou trocam um produto agrícola por outro ou um animal por outro (boi por ovelha, por exemplo). A lógica produtiva é a mesma e o resultado, provavelmente, também.

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Cachorros cobaias e passarinhos mortos a cetradas

24/11/2013

Quando um grupo de pessoas, em princípio bem informadas, toma a drástica decisão de invadir um laboratório de pesquisas para soltar cachorros usados como cobaias em testes de medicamentos que, por sua vez, são utilizados para a cura de doenças, um equívoco perigoso acontece. Ao que parece, a relação entre ambas as espécies, homens e cachorros, precisa ser revista.

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Os portugueses e o mercado da rolha de cortiça

17/11/2013

A decisão sobre escolher entre um vinho cuja garrafa foi vedada com uma rolha de cortiça e um vinho selado com tampa de plástico, para além da qualidade da bebida, pode significar ampliação ou redução dos riscos oriundos do aquecimento do planeta. Enquanto a rolha de cortiça é produzida a partir do manejo florestal de uma árvore, o sobreiro, a rolha de plástico é produto da poluente e exaurível indústria do petróleo. Mas, essa decisão, como sempre, é do consumidor.

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Avaliação de mestrados novos na Amazônia é insana

10/11/2013

Poucos sabem como funciona o processo de criação de um curso de mestrado na Amazônia. Reféns de um sistema insano de avaliação de propostas, as universidades federais não conseguem obter da Capes a prioridade necessária para orientar suas pesquisas de pós-graduação (mestrado e doutorado), pesquisas essas, aliás, que são cruciais para oferecer alguma identidade às instituições de ensino. A conclusão é que elas seguem sem rumo.

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Após 37 meses, Acre volta ao quarto fuso horário

03/11/2013

O Acre volta a ser o único estado brasileiro totalmente alcançado pelo quarto fuso horário, o que significa duas horas a menos que o horário de Brasília. Foi preciso esperar por mais de três anos para que a vontade da população, expressa em referendo popular, fosse respeitada. Mas o importante é que, embora com atraso inaceitável, a democracia foi respeitada e a lição, apreendida: é sempre melhor ouvir o povo antes.

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De extrativista a manejador florestal

27/10/2013

A elevação, sob o ponto de vista tecnológico, do extrativismo tradicionalmente praticado na Amazônia ao patamar do manejo florestal comunitário é a saída para a manutenção do extrativista e, ao mesmo tempo, do ecossistema florestal na região. A tecnologia do manejo florestal confere ao extrativista a possibilidade de auferir renda com a conservação da floresta, mediante a oferta de produtos que vão da madeira aos princípios ativos da biotecnologia. Na condição de manejador florestal, o produtor pode elevar a competitividade do ecossistema florestal, fazendo frente à nefasta pecuária de gado.

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Sobre o extrativista manejador florestal na década de 2010

20/10/2013

Com o reconhecimento estatal e a segurança fundiária auferida pelas reservas extrativistas, o extrativismo teria que vencer ainda o desafio econômico. Não tinha sentido que nas unidades de conservação fosse praticada a pecuária que se esperava evitar fora delas. A possibilidade de elevar, pela via tecnológica, o extrativismo à condição de manejo florestal comunitário foi o que motivou o trabalho de um grupo de técnicos que atuavam no Acre. Finalmente, com a tecnologia do manejo comunitário para a produção de madeira, encontrava-se uma saída para a conservação da floresta e a geração de renda no extrativismo.

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Sobre o extrativista pecuarista na década de 2000

13/10/2013

Ante a conquista de sua mais importante reivindicação, as reservas extrativistas, os extrativistas, agora reconhecidos como produtores rurais pelo estado brasileiro, e como ambientalistas pelo movimento ecológico internacional, chegam à década de 2000 com o desafio de ampliar a geração de renda sem apelar para o desmatamento. Era o momento de mostrar que era possível melhorar as condições de vida dos produtores por meio de uma atividade produtiva diferente daquela praticada fora das reservas extrativistas, a nefasta pecuária de gado.

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Sobre o extrativista ambientalista na década de 1990

05/10/2013

Durante a década de 1990, a associação entre a reivindicação dos extrativistas pelo reconhecimento do seu direito à posse da terra e a aspiração dos ambientalistas de oferecer uma alternativa ao desmatamento que avançava na região foi um dos acontecimentos mais importantes para promover a conservação da floresta na Amazônia. Mas o extrativista, agora ambientalista, ainda iria enfrentar, na década seguinte, seu maior desafio: gerar renda sem desmatar.

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Sobre o extrativista redescoberto na década 1980

29/09/2013

A expansão da fronteira agropecuária (bem mais pecuária que agro) na Amazônia expôs a existência de uma atividade produtiva, o extrativismo, e de um ator social, o extrativista, que deveriam ter desaparecido, segundo as diretrizes do planejamento estatal. Um conflito fundiário inevitável, entre pecuaristas e extrativistas, originou mártires como Chico Mendes e Wilson Pinheiro.

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Sobre o extrativista inexistente na década de 1970

22/09/2013

É difícil imaginar uma atividade produtiva do setor primário que tenha passado por mais reviravoltas que o extrativismo de produtos florestais na Amazônia. Iniciado com a exploração das chamadas drogas do sertão, o extrativismo teve o seu auge com a produção de borracha, produto cuja extinção comercial foi oficialmente decretada pelo estado brasileiro na década de 1970. Mas isso foi só o início dessa saga produtiva.

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Mais calor e menos chuva na Amazônia. Será o caos?

16/09/2013

A desconfiança sobre as informações publicadas pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, IPCC na sigla em inglês, foi usada como justificativa para que o país não tomasse nenhuma atitude com relação às implicações decorrentes do aquecimento global. Com a publicação do relatório produzido pelo Painel de cientistas brasileiros, que agrega mais de 300 pesquisadores, espera-se que a dúvida dê lugar à ação.

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Por uma Política Florestal de segunda geração

08/09/2013

As políticas florestais sistematizadas em alguns estados amazônicos no decorrer da década de 2000 tiveram como foco a solução de gargalos relacionados ao contexto das serrarias de ramal e à existência do toreiro – ou seja, de uma realidade já totalmente superada. Atualmente, diante de uma conjuntura em que predominam a grande indústria e a oferta de madeira manejada, chegou a vez das Políticas Florestais de Segunda Geração.

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Enfim, um Inventário Nacional de Florestas

01/09/2013

A obtenção de informações sobre o ecossistema florestal na Amazônia deveria ser considerada uma meta de prioridade zero, tanto pelo Governo Federal quanto por todos os governos estaduais da região. Mas, não é o que acontece; ao contrário, costuma-se assumir a abominável atitude de vítima diante da pressão internacional. Felizmente, para o mundo, a Amazônia é, sim, questão de prioridade: por meio de doações efetuadas por países desenvolvidos, a riqueza florestal da Amazônia vai, finalmente, ser objeto de amplo inventário.

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Características exclusivas garantem cacau nativo

25/08/2013

A domesticação da espécie em cultivos não significa a extinção comercial da espécie oriunda do ecossistema florestal. O melhor exemplo que comprova essa assertiva certamente é o caso do cacau nativo da Amazônia. Mesmo com mercado reduzido frente ao cacau destinado ao consumo de massa, o cacau nativo continua atendendo a um conjunto de consumidores que aceita pagar mais pelo “flavour” (misto de aroma e sabor) presente no chocolate produzido com o cacau selvagem. Talvez seja essa a melhor saída para a Amazônia: nichos de mercado que mantêm o consumo da espécie manejada em seu ambiente florestal.

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A domesticação nem sempre é a melhor saída

17/08/2013

A domesticação de espécies florestais de valor comercial tem sido um dos principais (senão o principal) fatores responsáveis pela letargia econômica na Amazônia. A domesticação da seringueira, que aconteceu primeiro na Ásia e depois em São Paulo, acabou com o mais pujante ciclo econômico observado na região. Posteriormente, a domesticação levou o cacau, a pupunha e outras importantes espécies florestais. A despeito disso, contudo, algumas características exclusivas presentes na espécie em ambiente florestal permitem manter um mercado reduzido, mas valorizado, para o produto manejado. Essa é a saída.

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Banco da Amazônia não entende de sustentabilidade

11/08/2013

Na condição de sucessor do Banco de Crédito da Borracha, o Banco da Amazônia, ou simplesmente Basa, deveria ter mantido e ampliado a expertise no fornecimento de crédito para o extrativismo. Diante da proliferação das reservas extrativistas e da consolidação da tecnologia do manejo florestal comunitário, um agente financeiro especialista em extrativismo faria muita diferença. Mas, infelizmente, o Basa prefere financiar a pecuária. Melhor fechar.

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Fantasma da biopirataria esconde incompetência

04/08/2013

Sementes de espécies florestais amazônicas têm demanda comprovada em dois atrativos segmentos de mercado. O primeiro consome a semente morta, sem poder germinativo; essa semente vira uma peça de decoração que enfeita um lugar ou uma bijuteria que enfeita uma pessoa. O outro emprega a semente viva, com a finalidade única de transformá-la numa futura árvore. Nenhum desses segmentos, todavia, prolifera como deveria. São tolhidos por uma normatização complexa e absurda, impossível de ser obedecida, e pelo fantasma da biopirataria, que povoa a mente de desinformados; alguns, infelizmente, com poder de decisão.

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Cluster da Biodiversidade para a sustentabilidade

21/07/2013

Não será o modelo de ocupação produtiva do tipo Zona Franca que possibilitará que a Amazônia participe da economia nacional com alguma competitividade. Afinal, montar quinquilharias como televisores e motocicletas todo o mundo pode fazer, até melhor que os amazônidas. Mas a organização dum aglomerado econômico para a exploração da diversidade biológica existente na floresta pode ser monopólio da região. Esse é o caminho.

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Friagem de 10 graus: isso é mudança climática!

28/07/2013

A controvérsia sobre as mudanças no clima e o consequente aquecimento global, no âmbito da ONU, superou a fase do convencimento. Assumindo o aquecimento do planeta como uma verdade científica, a ONU orienta os países associados a instituírem mecanismos que minimizem o previsível impacto em suas economias. A principal estratégia é a substituição do petróleo na matriz energética, mediante o emprego de combustíveis renováveis. Permanecer na discussão desnecessária da dúvida sobre as mudanças climáticas, como defendem alguns, é um erro.

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Por falar em plebiscito, e o fuso horário do Acre?

14/07/2013

Como resposta (insatisfatória, diga-se) às manifestações populares, o governo propõe a realização de um plebiscito sobre o tema da reforma política. O argumento principal é o de que o Congresso não consegue levar a cabo uma reforma aceitável, que elimine do sistema político anomalias como a suplência no Senado e a possibilidade de deputados serem eleitos sem voto. Todavia, pior que isso, é a desobediência institucional às deliberações aprovadas em plebiscito, como ocorreu no Acre em 2010.

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Amazônia e a Zona Franca Verde

07/07/2013

A Zona Franca de Manaus, que possibilitou uma industrialização forçada na região por meio da instalação de montadoras de produtos eletrônicos e de veículos de duas rodas, tem sido apontada como fator responsável pelas baixas taxas de desmatamento verificadas no Amazonas. Embora destituída de embasamento científico, essa assertiva tem sido apregoada por políticos da região. Sem embargo, o caminho para a sustentabilidade está em iniciativas produtivas que promovam o aproveitamento da vocação florestal da Amazônia – como as inseridas no âmbito da Zona Franca Verde, proposta já esquecido pelos governos.

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Centro de Biotecnologia deve ser prioridade

30/06/2013

A construção do Centro de Biotecnologia da Amazônia, CBA, com estrutura de laboratórios e de pessoal para efetuar a prospecção de princípios ativos, foi uma prioridade consensuada, no final da década de 1990, entre o governo federal, empresários e atores sociais envolvidos com o setor florestal da região. Passados mais de 15 anos, o CBA patina na incompetência da gestão estatal e não consegue pôr em funcionamento sua estrutura. As consequências são patentes: a insipiente indústria biotecnológica regional não deslancha, e todos continuam reclamando da tal biopirataria.

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Sétima Semana Florestal do Acre

23/06/2013

Os envolvidos com o setor florestal no Acre estarão reunidos, a partir de amanhã, 23 de junho, na Sétima Semana Florestal, um evento que se consolidou no calendário anual de debates sobre o ecossistema florestal. Desta vez, as discussões abordarão o tema das Unidades de Conservação. Ocupando mais de 40% das terras do Acre, as unidades de conservação deveriam merecer mais atenção da política pública, o que, infelizmente, não acontece.

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Suframa não investe na sustentabilidade amazônica

16/06/2013

Com uma invejável capacidade de investimentos, a Suframa destina seus fartos recursos financeiros à implantação de toda a sorte de infraestrutura e ao apoio das montadoras instaladas na Zona Franca de Manaus. O órgão entende que, mediante esse tipo de investimento, promove a sustentabilidade na Amazônia. Um equívoco que será cobrado pelo processo histórico, quando a Zona Franca acabar.

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Zona Franca não inibe desmatamento na Amazônia

09/06/2013

Tem sido comum entre os políticos da Amazônia, sobretudo os que atuam no Estado do Amazonas, recorrer ao pífio argumento de que a existência da Zona Franca e os subsídios fiscais oferecidos às empresas seriam a principal razão para as baixas taxas de desmatamento verificadas naquele estado. Acontece que industrialização não possui vínculo com taxas de desmatamento. O desmatamento – e a sustentabilidade, em última análise – tem relação com a consolidação ou não da pecuária, atividade que, no Amazonas, é insipiente.

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Amazônia entre o mercado legal e o ilegal

25/05/2013

Sempre que os órgãos de governo ou de Estado não conseguem coibir o mercado ilegal e cobrem de exigências absurdas o mercado legal, empresários e trabalhadores sofrem as consequências. Esse é o quadro da produção florestal na Amazônia. Os que burlam a legislação, de um jeito ou de outro, conseguem vender seu produto. Os que cumprem as normas, por sua vez, são penalizados e, frequentemente, não conseguem superar os entraves burocráticos. Fazer o que?

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Zona Franca e sustentabilidade na Amazônia

02/06/2013

Parlamentares da bancada nortista, em especial os eleitos pelo Estado do Amazonas, ao sustentar a continuidade dos benefícios fiscais para a Zona Franca de Manaus (o que é indefensável sob o ponto de vista econômico), costumam apelar para os benefícios ambientais da Zona Franca. Sem explicar (e entender) a relação entre Zona Franca e sustentabilidade, eles alegam o inusitado: montar motocicletas importadas faz o Amazonas desmatar menos.

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Projeto Ciliar Cabeceira do Purus chega em Manoel Urbano

19/05/2013

Após a realização de amplo Inventário Florestal na mata ciliar do rio Purus, na área de influência de sua cabeceira, o Projeto Ciliar Cabeceiras do Purus, apoiado pelo CNPq e executado por engenheiros florestais oriundos da Universidade Federal do Acre, chega a Manoel Urbano, onde efetuará uma discussão pública dos seus resultados. Uma oportunidade para a população compreender a importância da mata ciliar para o Rio Purus.

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Sobre capados e queixadas

12/05/2013

Sob costumeira falta de bom senso, ambientalistas costumam criar todo tipo de barreiras para que a venda de animais silvestres nativos do bioma amazônico não prolifere. Preferem o consumo de animais domesticados, produzidos em larga escala e com tecnologia de melhoramento genético (que eles mesmos costumam demonizar). Embora a Amazônia já tenha sido um grande e reconhecido produtor de carne e pele de animais silvestres, esse histórico econômico regional foi esquecido.

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Amazônia se prepara para nova matriz energética

05/05/2013

Após se consolidar como a região mais importante, no Brasil, para a geração de energia elétrica por meio da força das águas, a Amazônia se prepara para produzir energia elétrica mediante a queima em caldeiras de biomassa florestal. Trata-se de um mercado promissor e, o melhor, adequado aos ideais de sustentabilidade atualmente preconizados. Para os envolvidos com o setor florestal na região, é uma excelente oportunidade de negócios – daquelas sem precedentes!

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Energia elétrica e extrativismo na Amazônia

28/04/2013

Para atender à demanda por energia elétrica de uma atividade produtiva praticada por populações que não têm acesso residencial a essa energia – como é o caso dos extrativistas da Amazônia – é necessário vontade política, o que não há na região. Acontece que o desafio de gerar energia elétrica em quantidade suficiente para mover maquinários como uma despolpadora de açaí manuseada por famílias dispersas na floresta parece insuperável, mas não é.

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Fórum da ONU ressalta valor econômico das florestas

21/04/2013

Parece haver consenso em âmbito internacional quanto ao fato de que as formações florestais são a solução para boa parte da crise ecológica mundial, sobretudo no que se refere às mudanças no clima. No entanto, para manter, ou até ampliar, a quantidade de hectares cobertos por florestas, o valor recebido pelo produtor para manejar um hectare de floresta deve ser superior ao que ele recebe, atualmente, por um hectare cultivado com soja ou com capim para a pecuária. Isso é possível, mas depende de vontade política – o que não existe na maioria dos países.

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Rodada de Discussão Biomassa Florestal e Energia

14/04/2013

A avaliação da importância da oferta de energia elétrica por meio da queima de biomassa florestal em caldeiras é uma prioridade na Amazônia. Se, sob o ponto de vista econômico, esse tipo de atividade cria um novo e profícuo segmento de mercado para o setor florestal, sob o ponto de vista ecológico, a geração de energia elétrica com biomassa florestal é considerada adequada aos ideais de sustentabilidade.

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Florestas para energia elétrica

07/04/2013

O manejo de florestas nativas ou plantadas para a produção energia elétrica, impensável há apenas cinco anos, hoje, é uma realidade. Diante do acirramento da pressão internacional contra o uso de petróleo (por causa do aquecimento do planeta) e da majoração do custo do barril do óleo, as fontes alternativas de energia elétrica ganharam competitividade. E, na Amazônia, a queima de biomassa florestal pode ser mais competitiva que qualquer outra fonte de geração de energia elétrica, alternativa ou não.

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Biomassa florestal e produção de energia elétrica

31/03/2013

A produção de energia elétrica tornou-se oportunidade de negócios para as indústrias que atuam no setor florestal, sobretudo para as que serram toras de madeira, originando subprodutos que podem ser queimados em caldeiras. Diante de uma crescente demanda por energia elétrica, bem como da possibilidade de gerar e consumir energia, pelo Sistema Interligado Nacional, essas indústrias podem produzir energia elétrica de uma fonte sustentável: a biomasssa florestal. O futuro é mais que promissor.

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A3P beira a insanidade

24/03/2013

Em meio à onda ecologicamente correta que impregnou o país no período pós Rio 92, a Administração Pública Federal implantou o que denominou de Agenda Ambiental da Administração Pública, ou A3P. Quase inútil na origem, o programa revelou-se totalmente inútil durante a sua execução, ao propor ações como a substituição de copinhos de plástico por garrafas também de plástico. O pior é relacionar esse tipo de medida com a sustentabilidade na Amazônia. Triste.

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Criação de Secretarias de Unidades de Conservação

17/03/2013

Consideradas como um instrumento essencial de estratégia para a manutenção do ecossitema florestal na Amazônia, as Unidades de Conservação representam um significativo espaço territorial na região. Em vista do permanente apoio da cooperação internacional, a quantidade de recursos financeiros investidos para a criação e consolidação das Unidades de Conservação jusitficaria a criação de Secretarias específicas, de forma a se conferir prioridade ao tema no âmbito dos Executivos municipais e estaduais. Mas, infelizmente, não é o que acontece.

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A opção pela floresta é, e sempre foi, política

10/03/2013

Pode-se gastar fortunas em recursos públicos com a realização de estudos para desvendar a verdadeira vocação produtiva de cada pedaço de terra na Amazônia; não obstante, o reconhecimento de que só uma economia baseada no ecossistema florestal poderá levar a região ao caminho da sustentabilidade é uma decisão política. Enquanto essa decisão política não é assumida, a elaboração de zoneamentos econômicos e ecológicos, por exemplo, é apenas mais uma, entre muitas tentativas fracassadas de planejamento da ocupação econômica regional.

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Sustentabilidade do dia a dia: casa de madeira

03/03/2013

Sob o prisma da sustentabilidade, existe grande diferença entre as matérias-primas empregadas na fabricação dos produtos que usamos no dia a dia, e essa diferença não é de fácil compreensão. Na verdade, diante da deficiência de informações, o normal é o consumidor ser induzido ao erro. A escolha entre uma casa de madeira e uma de alvenaria é um bom exemplo disso. O emprego da madeira é o ideal para a sustentabilidade, e o da alvenaria, tudo de ruim. Contudo, o ambiente de negócios empurra o consumidor para a alvenaria.

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Terra Legal não resolve imbróglio fundiário

24/02/2013

À época do seu lançamento, o Programa Terra Legal gerou grande polêmia. De um lado, uma parcela dos ambientalistas apressou-se em acusar o programa de beneficiar os grileiros de terra. E do outro lado, argumentava-se que a quantidade de terras sem reconheicmento jurídico na Amazônia impedia a aplicação de um modelo de desenvolvimento regional com sustentabilidade. No final das contas, a polêmca mostrou-se totalmente desnecessária: o Terra Legal não saiu do papel, e pouquíssimas propriedades alcançaram a tão necessária segurança jurídica.

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Zoneamento Ecológico-Econômico fracassou no Acre

17/02/2013

Desde o tempo do regime militar que a ideia de zonear a Amazônia impregnava o imaginário de governantes. A ilusão era de que, mediante estudos caros e variados, seria possível fixar a vocação produtiva de cada pedaço de terra coberta pelo ecossistema florestal. E mais: que a política acataria essa vocação ditada pelo saber técnico como determinante para definir o que a propriedade privada deveria ou não produzir – de maneira sustentável, é claro. Nada disso aconteceu em nenhum lugar da Amazônia. No Acre, tampouco.

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O Conama e a restauração florestal da mata ciliar

10/02/2013

Em fevereiro de 2011, o Conselho Nacional de Meio Ambiente, a mais importante instância para a definição de políticas públicas na esfera do Meio Ambiente, aprovou a Resolução 429 – estabelecendo que a restauração florestal de mata ciliar deve ser realizada exclusivamente com o emprego de espécies florestais nativas da própria mata ciliar a ser restaurada. Trata-se de disposição inédita e que se antecipou às definições do novo Código Florestal. Acertou em cheio o Conama.

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Desmatamento aumenta no Acre, que estranho!

03/02/2013

Embora a taxa de desmatamento, no período de agosto de 2011 a julho de 2012, tenha sido motivo de comemoração pelo governo federal – uma vez que apresentou o menor índice desde que se iniciaram as medições em 1988 – uma análise mais acurada mostra a ampliação do desmate em locais fora do arco do desmatamento, como no caso do Acre. Se essa ampliação reflete uma tendência ou se é meramente fruto do acaso é a questão a ser posta em análise.

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Sustentabilidade na Amazônia piora em 2012

26/01/2013

Os pífios resultados da Rio + 20 somados à aprovação do novo Código Florestal puseram em xeque a sustentabilidade na Amazônia no ano de 2012. No primeiro caso, os países perderam a oportunidade de avançar rumo a uma econmia de baixo carbono e que valorize a floresta amazônica. Já no segundo caso, os parlamentares reduziram de forma acintosa a quantidade de florestas especiais que servem para conservar a água, por exemplo. Conclusão: o desmatamento pode aumentar em 2013.

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Sobre a hidrovia dos rios Madeira e Amazonas

20/01/2013

Muitos são contrários à instalação de uma hidrovia ao longo dos rios Madeira e Amazonas, sob o argumento de que a transformação do rio em uma via de transporte de cargas e pessoas comprometeria a função ecológica do rio. Argumento frágil por duas razões principais: primeiro, que a cabotagem no rio Amazonas é intensa e acontece segundo forças de mercado sem qualquer controle. Segundo, que as implicações ecológicas da cabotagem precisam ser ainda quantificadas. Somente com a hidrovia será possível resolver isso.

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O dilema do jabuti

13/01/2013

A criação de animais silvestres da Amazônia como bicho de estimação sujeita o criador a um emaranhado de regras que podem culminar em autuações, multas e, pasme-se, prisões. O fato de se manter em casa um jurássico jabuti, por exemplo, é considerado ilegal, se esse jabuti veio da floresta; e mais ou menos ilegal, se o jabuti é oriundo de algum criatório registrado e fiscalizado pelo Ibama. Por outro lado, a criação de animais exóticos, importados de outros países é permitida. Vai entender.

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Eleições de entidades da região Norte para Conama

06/01/2013

O Conselho Nacional de Meio Ambiente, Conama, está renovando a composição de seu plenário para o biênio 2013-2014. Por meio de eleições, serão escolhidas duas organizações da sociedade civil como representantes das entidades que atuam na região Norte com o tema do meio ambiente. O Conama é um dos mais importantes espaços de regulamentação da política publica voltada para as florestas, o que o torna crucial para a organização da ocupação social e produtiva da Amazônia.

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Sustentabilidade do dia a dia: rolha de cortiça

30/12/2012

Pequenas decisões de consumo podem fazer a diferença, levando ou afastando a humanidade do caminho da sustentabilidade. Preferir um vinho engarrafado com rolha de cortiça a um vinho vedado com rolha de plástico é um bom exemplo. Enquanto a cortiça é produzida com a casca do sobreiro, uma árvore da família do carvalho que pode ser manejada para garantir uma produção permanente, as rolhas de plástico dependem do petróleo, cujas implicações para o meio ambiente dispensam comentários.

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Sobre a pecuária na mata ciliar do rio Amazonas

23/12/2012

A pecuária na mata ciliar do rio Acre é mais intensa que na mata ciliar do rio Purus – onde, por sua vez, a pecuária é mais intensa que na mata ciliar do rio Amazonas. Embora não haja uma explicação convincente para esse processo, o fato é que sempre que a mata ciliar se encontra no raio de influência de uma rodovia pavimentada, há mais gado na beira do rio.

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Castanheira em pasto: sem solução?

16/12/2012

Como é protegida por lei, a castanheira que permanece nos pastos ocupados pela atividade pecuária na Amazônia não pode ser derrubada. Embora não produza ouriços e definhe ano após ano com a queima do pasto (o que é permitido), a árvore fica no pasto até morrer. Trata-se de norma antiga e insana, que embora não proteja a espécie e não sirva para nada em termos ecológicos, traz elevados prejuízos econômicos. Parece que não há solução, mas há.

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Mais recursos para Unidades de Conservação

09/12/2012

Cresce, mundo afora, o consenso de que a segregação de espaços territoriais na forma de unidades de conservação ajuda a minimizar os efeitos perversos da ocupação produtiva que acontece fora da área segregada. Todavia, esse sistema de segregação de áreas, além de complexo, é bastante oneroso. Isto é, depende de muita vontade política e de muitos recursos financeiros. Para incentivar a vontade política nos paises emergentes, o ricos estão dispostos a dar o dinheiro. É um excelente começo.

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COP 18 pode ampliar Fundo Climático Verde

02/12/2012

Desnanimados com os resultados pífios que podem surgir da COP 18, Conferência da ONU para Mudanças do Clima, que termina dia 07 de dezembro de 2012 no Catar, ativistas ambientais e a sociedade como um todo se esforçam para conseguir dois resultados. Primeiro, que o novo acordo que substituirá o Protocolo de Quioto seja mais rigoroso nas metas de redução de carbono; e, segundo, que os países, em especial os ricos, se comprometam com aporte de dinheiro para abastecer o Fundo Climático Verde. Esperar para ver!

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COP 18 encerrará Protocolo de Quioto

26/11/2012

A décima oitava Conferência das Partes (COP), reunião dos países filiados à ONU para discutir as mudanças no clima, vai acontecer em Doha, capital do Catar, a partir de 26 de novembro. A expectativa é que um novo acordo, em substituição ao Protocolo de Quioto, venha a ser negociado e aprovado, para entrar em vigor em 2020, estabelecendo metas mais rigorosas para redução de carbono na atmosfera. A valorização do ecossitema florestal, na Amazônia, como sorvedouro de carbono, pode vir a ser uma dessas metas.

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Democracia americana e a hora no Acre

11/11/2012

Enquanto os americanos exercitam a democracia de forma contundente, incluindo na cédula eleitoral um conjunto de consultas públicas para a população decidir sobre questões como a construção de pontes, a liberação da maconha e o casamento entre pessoas do mesmo sexo, por aqui não se consegue fazer valer nem mesmo o resultado do referendo sobre o fuso horário no Acre. É muito difícil, para quem desdenha da democracia, compreender os fundamentos da democracia americana.

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A importância da Estação Ecológica para o rio Acre

05/11/2012

A criação de unidades de conservação, longe de retirar do sistema econômico contingentes expressivos de terras, como afirmam os defensores do agronegócio, significa o estabelecimento de um promissor sistema econômico. A denominada economia de baixo carbono levará à substituição, num prazo cada vez mais curto, das atividades intensivas na produção de carbono – leia-se desmatamentos e queimadas que precedem a instalação do agronegócio. Um exemplo concreto é o serviço prestado pela estação ecológica (uma categoria de unidade de conservação) instituída na nascente do rio Acre, uma vez que as formações florestais ali presentes melhoram a qualidade e quantidade da água que corre no rio. Um serviço que, sem dúvida, deve ser remunerado.

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Sobre o cacau cultivado na várzea do rio Amazonas

29/10/2012

O cultivo de cacau na várzea do Rio Amazonas representa uma das mais importantes fontes de renda para o ribeirinho. O cacau divide com os pescados a composição da renda monetária das famílias. Trata-se de um mercado consolidado, que depende pouco do apoio de órgãos públicos para funcionar. O produtor sabe que se colher o cacau haverá um comprador esperando na beira do rio. Caberia ao Estado promover uma extensão rural que fomentasse a produção de sementes de cacau – mas, isso, ao que parece, é exigir demais.

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Sustentabilidade do dia a dia: palito de fósforos

22/10/2012

Não é fácil levar para o cotidiano das pessoas os pressupostos do desenvolvimento sustentável. Em primeiro lugar, existe muita propaganda enganosa, que costuma rotular os produtos como “verde”, “ecológico” e “sustentável”, como se isso fosse o bastante. Por outro lado, é necessário o domínio de um arcabouço de informações sobre a origem das matérias-primas e o processo produtivo. São essas informações que levam o consumidor a decidir comprar uma caixa de fósforos e não um isqueiro, por exemplo.

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A Funtac e a sustentabilidade no Acre

18/10/2012

Como um dos primeiros órgãos estaduais criados na Amazônia para a geração de tecnologia, a Fundação de Tecnologia do Estado do Acre, Funtac, rapidamente conquistou grande prestígio institucional na região. Mediante a execução de projetos de referência (como o que foi financiado pela ITTO para a Floresta Estadual do Antimary), a Funtac contribuiu de forma decisiva para o estabelecimento de uma ciência florestal genuinamente amazônida. Ao completar 25 anos de existência, a Funtac está de parabéns, e os indivíduos que impulsionam o dia a dia da instituição merecem todo o reconhecimento da sociedade.

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Sobre a alagação de 2012 na várzea do rio Amazonas

12/10/2012

Quem navega pelo rio Amazonas, hoje, em outubro, não acredita que é o mesmo rio de maio. A diferença de vazão, entre a inundação recorde do início de 2012 e a baixa atual, é algo difícil de entender. As perdas (causadas pela alagação) na produção de sementes de cacau, cujo cultivo ocupa a mata ciliar, atingiram mais da metade da safra. Agora, enquanto o produtor está ocupado em sua segunda atividade mais iportante para a geração de renda, a pesca, os plantios de cacau lentamente se recuperam. Um novo ciclo vai começar.

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Parlamentares insanos aprovam fim da mata ciliar

07/10/2012

Na próxima semana a Presidente Dilma terá que tomar uma decisão difícil: vetar ou não as alterações do Código Florestal aprovadas no Congresso. Acontece que, além de reduzirem de forma sensível a largura da mata ciliar, os parlamentares cometeram o desatino de permitir o plantio de frutíferas (como laranjas por exemplo) nas margens dos rios, a título de restauração da mata ciliar. Uma medida que não possui qualquer fundamento técnico e que significa, de fato, o fim da mata ciliar. Agora mais que nunca: Veta Dilma!

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Laranjais não restauram mata ciliar. Veta Dilma!

30/09/2012

De todas as tentativas para se acabar com a proteção que as florestas fornecem à água, permitir-se o plantio de frutíferas ao invés de espécies nativas na mata ciliar foi a mais grave. Diante disso, toda a discussão sobre que largura a mata ciliar deveria ter perdeu o sentido. Ora, se era para plantar laranjas, não importa a largura, pois laranja não restaura mata ciliar. Os parlamentares não perceberam que o que aprovaram mesmo foi o fim da mata ciliar. Agora, mais que nunca, Veta Dilma!

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Código Florestal: sobre rios temporários e acordos

23/09/2012

Após ser aprovada na Câmara dos Deputados, a Medida Provisória sobre o novo Código Florestal entrará na pauta do Senado. Pela proposta aprovada pelos Deputados Federais defensores do agronegócio, a área de floresta denominada mata ciliar, que protege o rio e garante a quantidade e a qualidade de água que chega à casa da população, será reduzida a uma extensão mínima. Se os Senadores também aprovarem o texto sem modificação, restará à Presidente Dilma decidir se engole o sapo ou se continua a briga com os ruralistas, que já dura 2 anos.

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Sustentabilidade do dia a dia: tábua de carne

16/09/2012

Decisões de consumo são tomadas diariamente por famílias, empresas e governos. A cada decisão, pode-se estar afastando ou aproximando a humanidade da sustentabilidade. A sustentabilidade do dia a dia, aquela que se constrói no cotidiano, exige conhecimento sobre uma série de quesitos relacionados à origem da matéria-prima e ao processo produtivo. A compra de uma simples tábua de carne de madeira ajuda a sustentabilidade, enquanto que a aquisição de uma tábua de plástico prejudica em muito.

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Ciliar Só-Rio e o Prêmio ANA

10/09/2012

Premiar iniciativas voltadas para a conservação da água foi o que levou a Agência Nacional de Águas a instituir o Prêmio ANA. Na edição de 2012, o Projeto Ciliar Só-Rio, fruto do esforço de pesquisadores da UFAC, Funtac e Unesp, figura entre os cinco finalistas na categoria de Inovação Tecnológica. Trata-se de um merecido reconhecimento, uma vez que os levantamentos inéditos realizados pela experiência possibilitaram a recomendação de ações de política pública para a restauração florestal da mata ciliar do Rio Acre.

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E se o rio Acre apartar?

03/09/2012

Só resta esperar que chova para resolver-se, por enquanto, o problema da seca no rio Acre. Tem sido dessa forma nos últimos 10 anos, pelo menos .Em breve, quando chegar janeiro, só restará esperar que não chova para não se correr o risco de alagação. Parece ser obra do destino, da natureza, de forças ocultas, mas não é nada disso. Antes que algum desavisado queira transformar o rio em açudes, vários açudes, existem medidas de política pública que podem ajudar a retomar o equilíbrio hidrológico do rio Acre. A restauração da floresta da mata ciliar é uma delas.

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Código Florestal não irá proteger rios temporários

26/08/2012

Impossível exigir-se da sociedade que acompanhe as discussões intermináveis sobre a nova legislação florestal. Depois de os deputados aprovarem regras absurdas, que foram alteradas pelos senadores, e, posteriormente, novamente modificadas pelos deputados, a Presidência da República sancionou o novo Código, vetando, contudo, os dispositivos polêmicos, concernetes à anistia e à largura da mata ciliar. Ao mesmo tempo, fez editar uma medida provisória regulando a matéiria, cujas disposições se aproximam do que determinava o antigo Código Florestal. O que ninguém mais lembra é que o Código Florestal só está sendo revolvido dessa forma porque os ruralistas, por não cumprirem a legislação, ficaram inadimplentes, sem acesso aos créditos subsidiados. Aí está a verdadeira polêmica.

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Sustentabilidade do dia a dia

19/08/2012

Trazer para o cotidiano das famílias, empresas e governos os ditames do conceito de Desenvolvimento Sustentável não é tarefa fácil. Muitos acreditam que é apenas uma questão de se acrescentarem palavras, como “sustentável” ou “verde”, para internalizar-se o conceito. Por isso, criam-se termos como “pecuária sustentável”, ou “rodovia verde” – expressões que encerram em si mesmas uma grande contradição.

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Estudo do Inpe revela: onde há fumaça, há fogo

12/08/2012

Muita informação e contrainformação se veículou sobre a origem da fumaça que congestiona os hospitais nos meses de agosto e setembro no Acre. Ocorre que ao espalhar aos quatro ventos que a fumaça não era originada em território estadual, tanto o governo quanto os produtores rurais se viam isentos de responsabilidade. Algo cômodo, e como o estudo do Inpe revelou, mentiroso: a fumaça é e sempre foi produzida em queimadas realizadas no Acre mesmo. Superada a fase da espionagem, é o momento de se banir de vez as queimadas do Acre.

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Greve de professores federais expõe apagão técnico

04/08/2012

Muito embora o jargão político, em especial em ano eleitoral, assente a educação como prioridade, na prática, os que tomam decisão em nome do governo federal tratam os professores, que continuam em greve, com descaso e indiferença. Que o investimento em educação é a solução para uma série de problemas que emperram o desenvolvimento de regiões como a Amazônia, não há a menor dúvida; o difícil é convencer os políticos quanto a isso.

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Xylobag e as sacolas de plástico

28/07/2012

Evidente que a decisão acerca do uso ou não das sacolas de plástico em supermercados, como vem ocorrendo no Sudeste do país, não deveria se dar sob a égide das sentenças judiciais. Trata-se de uma decisão de política pública, que deveria acontecer na esfera do poder executivo, em especial nos governos estaduais e municipais. Afinal, o uso ou não das sacolas de plástico indica, ou parece indicar, preocupação ou não com a sustentabilidade. De qualquer forma, uma coisa é certa: não adianta apenas se proibirem as sacolas; há que se pôr algo em seu lugar.

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MPF afirma: Incra é culpado por desmatamento

22/07/2012

Numa iniciativa inédita, o Ministério Público Federal acionou o Incra como principal responsável pela manutenção das insistentes taxas de desmatamento na Amazônia. Pela primeira vez, as discussões acerca da responsabilidade pelo desmatamento não apontam para o pequeno produtor (já que o médio e o grande não dependem do órgão), mas para o alvo correto: o próprio Incra. O resultado é que o Incra terá que rever seus procedimentos na Amazônia.

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Falta tecnologia para uso múltiplo da biodiversidade

15/07/2012

A despeito do esforço de um reduzido grupo de pesquisadores distribuídos em instituições públicas e organizações da sociedade civil, o uso sustentável do potencial econômico da biodiversidade no Acre está longe de se concretizar. Como tema de palanque que surge a cada eleição, a transformação dessa diversidade biológica em renda para os amazônidas não se torna prioridade política por uma razão simples: os políticos não sabem a serventia da tecnologia.

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Fundo Amazônia vai apoiar Cluster Florestal

07/07/2012

Por meio de um inédito edital, o Fundo Amazônia, instrumento financiado com dinheiro oriundo da doação de países ricos, irá apoiar, a fundo perdido, projetos direcionados para a formação de clusters florestais na Amazônia. Trata-se da primeira iniciativa nesse sentido realizada na região, e o BNDES, agente financeiro responsável pela gestão do Fundo Amazônia, está de parabéns.

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Rio + 20 poderia ter ampliado o Valor da Floresta

01/07/2012

Com o término da Rio + 20 resta lamentar sobre os avanços que poderiam ter sido alcançados, mas não ocorreram. E a responsabilidade, claro, é dos dos países associados à ONU, com um destaque especial para o Brasil. Na condição de país anfitrião, e um dos mais interessados em ampliar o valor das florestas, uma vez que possui a maior porção florestal da Amazônia, o Brasil, por sua diplomacia, se perdeu na obsessão por chegar a consensos inúteis.

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Rio + 20 poderia ter imposto a redução de carbono

24/06/2012

É preciso que passe pelo menos mais uma semana para se assimilar o documento final da Conferencia do Rio, a fim de se aferirem os resultados. Na verdade, trata-se de avaliar a dimensão do fracasso, uma vez que a maioria concorda que não houve avanços expressivos – os mais céticos acham até que houve retrocesso. O fato é que um passo importante em direção à Economia de Baixo Carbono deixou de ser dado, e o Brasil, claro, teve responsabilidade nisso.

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Rio + 20 não pode acabar em samba e feijoada

17/06/2012

Existem várias pedências relacionadas à crise ecológica que os países precisam resolver, sob certo grau de urgência. Desperdiçar-se a oportunidade de uma conferência da ONU, como a que está acontecendo no Rio de Janeiro, para avançar-se na discussão do assunto, será um erro pelo qual todos vamos pagar, num futuro cada vez mais próximo. Se a temas como o estabelecimento de uma economia de baixo carbono, por exemplo, não for conferida a prioridade necessária, o clima vai continuar mudando, e o risco de ocorrência de tragédias será cada vez maior.

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Rio + 20, Código Florestal e Amazônia

10/06/2012

Enquanto o Rio de Janeiro se prepara para receber representantes de vários países associados à ONU, o Código Florestal, principal instrumento para garantir a conservação das florestas, foi parar no Supremo Tribunal Federal, por iniciativa dos ruralistas, setor que se julga prejudicado – pasme-se! – por não cumprir a legislação. São contradições perigosas, e que certamente vão colocar a Amazônia no centro do debate. Deveríamos estar preparados para isso.

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Rio + 20 pode ser esvaziada?

03/06/2012

Às vésperas da Conferencia da ONU sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente, a Rio + 20, o Congresso brasileiro se atrapalha na aprovação do novo Código Florestal, levando a Presidência da República a se expor com uma medida no mínimo questionável para uma Democracia – o veto a dispositivos do projeto, e ao mesmo tempo, a edição de uma medida provisória. Até que ponto essa confusão e incompetência legislativa irá influenciar a decisão dos chefes de Estado de participarem ou não da Rio + 20 é o que se verá em breve.

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Código Florestal pode ser decidido no Supremo

26/05/2012

Com o veto parcial da Presidente Dilma, o projeto de código florestal volta aos termos da proposta aprovada pelo Senado, e incorpora mecanismos – difíceis de ser postos em prática, diga-se – para facilitar a vida do pequeno agricultor. Os deputados erraram ao incluir dispositivos na proposta do Senado, e o Executivo também errou ao alterar o projeto aprovado pelos deputados. Tudo indica que caberá ao Supremo Tribunal Federal a decisão sobre o Código Florestal – sem a participação da sociedade -, o que fragiliza a democracia.

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Rio + 20 é principal evento de 2012

20/05/2012

Ameaçada de esvaziamento, risco ampliado depois que as discussões acerca da proposta de novo Código Florestal tomaram um rumo imprevisível, com um provável veto presidencial previsto para 25 de maio próximo, a Rio + 20 será o mais importante evento internacional de 2012. Para os que acreditam na denominada Economia de Baixo Carbono como alternativa à economia do petróleo, a Conferência das Nações Unidas no Rio poderá ser um daqueles acontecimentos que mudam o rumo e a história da humanidade. Como aconteceu em 1992.

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Por uma nova governança florestal para a Amazônia

13/05/2012

Enquanto alguns estados amazônicos reduzem as instituições que atuam na área florestal (como foi o caso do Acre, que extinguiu a Secretaria Estadual de Florestas), amplia-se mundo afora o consenso de que o tema das florestas precisa de uma nova governança estatal. Numa era em que as florestas foram cientificamente vinculadas à disponibilidade de água e de ar, torna-se evidente o surgimento de uma nova concepção de institucionalidade pública.

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Vetar o Codigo Florestal é vergonhoso, mas melhor

06/05/2012

A pressão social para que a Presidente Dilma vete a proposta de Código Florestal aprovada na Câmara dos Deputados se amplia, com razão, a cada dia. Mesmo alguns expoentes do agronegócio (o maior beneficiado pela proposta dos deputados federais), sobretudo aqueles setores sensíveis à opnião internacional, vieram a público demonstrar que são favoráveis ao veto. A decisão sobre o veto não diz respeito à qualidade da proposta, considerada ruim pela maioria, mas à exposição do simplório proceso de decisão sobre poítica pública vigente no país.

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Código Florestal: pior imposível

29/04/2012

As discussões acerca da proposta de novo Código Florestal, finalmente encerradas com a aprovação final do texto na última quarta-feita, 25 de abril, impõem duas importantes reflexões. Em primeiro lugar, a denominada bancada ruralista é bem maior do que se imaginava; ou seja, há um número expressivo de parlamentares, que, tendo ou não algum vínculo rural, acreditam que o país deve continuar investindo no agronegócio como estratétegia de desenvolvimento. E em segundo lugar, pôde-se perceber que os parlamentares brasileiros não têm compromisso com a sustentabilidade. Uma pena.

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Extensionista ou fiscal de crédito?

22/04/2012

Muitos se dedicam ao esforço de entender as razões pelas quais a produção rural na Amazônia não consegue deslanchar. A maioria costuma depositar suas esperanças na extensão rural, como a chave do sucesso ou do fracasso dessa produção. O problema é que existe uma confusão conceitual generalizada entre extensão e assistência técnica. E além disso, o profissional da extensão ainda precisa trabalhar como fiscal de crédito para os bancos.

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Para evitar a tragédia dos comuns nas reservas extrativistas

15/04/2012

A teoria da Tragédia dos Comuns é, do ponto de vista teórico, o questionamento mais contundente acerca da sustentabilidade, ou não, de Unidades de Conservação como as Reservas Extrativistas. Ancoradas no uso comunitário dos recursos florestais, as Reservas Extrativistas só podem gerar renda de maneira permanente se a população residente criar e obedecer a regras de uso, evitando, desse modo, o esgotamento dos recursos de uso comum.

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Criação da Organização Mundial de Meio Ambiente

08/04/2012

Uma nova institucionalidade pública para tratar dos assuntos relacionados ao meio ambiente vem sendo discutida em vários países. Com o agravamento da crise ecológica, advinda de uma economia mundial baseada no petróleo, a transição para um modelo dito de baixo carbono exige novos órgãos com maior poder de intervenção. A criação de uma Organização Mundial de Meio Ambiente, no âmbito da ONU, pode ser um dos principais resultados da Conferência Rio + 20, em junho próximo.

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Reservas Extrativistas e Tragédia dos Comuns

01/04/2012

O advento das Reservas Extrativistas, um tipo especial de Unidades de Conservação concebida no Acre, acalentou a esperança de técnicos e pesquisadores de que finalmente surgira, para a ocupação social e econômica da Amazônia, uma solução adequada aos ideais de sustentabilidade reconhecidos no mundo. Além de regularizar a terra em favor dos seringueiros, as Reservas Extrativistas iriam demonstrar que era possível aliar tecnologia a uma unidade de produção florestal.

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Pará inteiro é melhor para a sustentabilidade

25/03/2012

Os eleitores paraenses, com sabedoria, rejeitaram nas urnas, no final de 2011, a proposta de divisão do Pará em três estados, que teriam suas capitais em Belém, Marabá e Santarém. Ao que parece, a população viu na proposta uma artimanha para a criação de dezenas de cargos eletivos, entre deputados estaduais, federais e senadores, e não se dispôs a pagar esse preço – a despeito das promessas de progresso anunciadas.

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Extensão florestal na Amazônia

18/03/2012

Os extensionistas são comumente cobrados para fazer com que a produção florestal na Amazônia amplie sua produtividade e se consolide como importante componente na composição da renda gerada na pequena propriedade. No entanto, os governos amazônicos não enxergam como prioridade o investimento em extensão, uma vez que não entendem sua serventia. Como não existe extensão sem investimento, a produção não avança.

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Novo Código Florestal deverá ser revisto em 2015

11/03/2012

Semana decisiva para a votação do novo Código Florestal. Após aprovação pelos Deputados Federais, o que deve ocorrer na próxima terça, dia 13 de março de 2012, restará somente o veto ou sansão da Presidente Dilma. E, como há dúvidas sobre os efeitos das novas regras no aumento da taxa de desmatamento na Amazônia, a introdução de um mecanismo de revisão do Código, daqui a cinco anos, é mais que prudente.

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Sexta Semana Florestal do Acre

04/03/2012

Com o sugestivo tema Energia Renovável e Biomassa Florestal, inicia-se amanhã, dia 05 de março de 2012, a Sexta Semana Florestal do Acre. A Semana Florestal é um evento que se consolidou na agenda anual da série de acontecimentos que tratam, no estado, do uso múltiplo do ecossistema florestal. E o tema deste ano promete, já que entre as fontes de energia consideradas sustentáveis, como a solar e eólica, para o caso do Acre, a biomassa florestal é a que possui maior potencial.

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Sacolas de papelão deveriam substituir as de plástico

26/02/2012

Há uma tendência, em âmbito nacional, para se abolir o uso das sacolas de plástico nos supermercados. Os ambientalistas, com razão, acreditam que a eliminação das infaustas sacolas significa, além da redução do lixo plástico diariamente produzido, um primeiro e valioso passo para que outras embalagens, também oriundas do petróleo e igualmente poluidoras, venham a ser retiradas das prateleiras. Mas a opção para substituir as sacolas de plástico não são as de papelão, o que não dá para se entender.

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Fim da Secretaria de Floresta enfraquece Política Florestal

19/02/2012

Sob certo grau de despreocupação, a Secretaria Estadual de Floresta foi extinta pelo governo estadual. Os envolvidos com o setor florestal consideram a decisão um retrocesso perigoso para a política florestal. Ocorre que a criação da Secretaria foi recebida como uma possibilidade concreta de se alterar o quadro institucional público, no sentido de favorecer a consolidação de uma economia baseada no uso sustentável do ecossistema florestal da região. Um retrocesso político, sem dúvida agravado, porque o mundo discute a necessidade de uma nova institucionalidade para atuar com o tema das florestas.

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Manejo Florestal Comunitário na Amazônia: há saída

12/02/2012

Ainda na década de 1990, algumas poucas comunidades na Amazônia se arriscaram na execução de projetos de manejo florestal comunitário para produção de madeira. Arriscaram-se, porque a exploração madeireira, naquela época, além de ser uma atividade produtiva cercada de marginalidade, era também uma prática odiada, tanto pelo movimento ambientalista, quanto pelo sindicalismo rural engajado. Aquelas experiências provaram o quanto estavam enganados. A produção comunitária de madeira, mais que viável, é uma atividade sustentável.

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Desertificação ameaça agricultura inca na Bolívia

05/02/2012

Para quem trafega no trecho entre La Paz e Copacabana, cidade que fica na fronteira entre o Peru e a Bolívia, é fácil observar que aquela belíssima paisagem está ameaçada pela prática de uma agricultura milenar. Seja por causa da introdução da pecuária bovina, seja em rezão das mudanças climáticas, o fato é que a tecnologia agrícola inca, praticada ali ao longo dos séculos, parece não resolver o problema da erosão. E uma extensa região, onde se localiza o Lago Titicaca, famoso destino turístico da Bolívia, ressente-se da ausência de árvores.

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Por um Ministério das Florestas

22/01/2012

O Ministério do Meio Ambiente não possui competência para atuar com produção florestal. Já o Ministério da Agricultura quase não consegue dar conta da demanda oriunda do agronegócio para produção de soja e de carne de gado. A produção florestal, na era da economia de baixo carbono, requer um órgão público específico: um Ministério das Florestas.

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Cada povo tem a hora que merece

15/01/2012

Oportunismo político, Rejeição popular e Confusão de tecnocrátas, marcam a epsódio da alteração do fuso horário do Acre, sudoeste do Pará e sul do Amazonas. O que chama a atenção é a profunda falta de apego aos princípios da democracia. Desde o início alterar a Hora da população parecia algo trivial, como construir uma ponte por exemplo. A Democracia o bem maior foi atingida de maneira irrecuperável e isso não devia acontecer.

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Fartura na Amazônia: chegaram as cheias

08/01/2012

Todos os anos a história se repete. O rio que antes estivera prestes a apartar e comprometer o abastecmento urbano de água, agora coloca em risco familias que teimam em viver na sua margem. Ao invés de festejar a cheia, época de fartura, a sociedade se perde na apreenção com alagação. Mas, se em toda cheia há desabrigados alguma coisa errada está acontecendo. Dirigentes municipais não estão conseguindo planejar a ocupação urbana da cidade.

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Na Amazônia, a sustentabilidade recua em 2011

31/12/2011

A despeito da notícia quanto à manutenção da queda na taxa de desmatamento, a Sustentabilidade recuou na Amazônia em 2011. Os resultados da COP 17 foram decepcionantes, e as alterações promovidas no Código Florestal certamente redundarão em novas e preocupantes frentes de desmatamento legalizado – o que, por sua vez, poderá reverter aquela tão festejada tendência de queda. É esperar para ver.

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A insustentável leveza das normas

26/12/2011

O setor florestal, na Amazônia, é refém da instabilidade das normas jurídicas. A atividade florestal está sempre às voltas com novas regras, que influenciam o cotidiano das empresas e das comunidades que se arriscam com o manejo florestal: desde uma simples portaria, expedida por qualquer superintendente estadual do Ibama, definindo o valor de uma taxa de controle ambiental, até as complexas alterações no Código Florestal.

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Mata Ciliar não é Reserva Legal

24/12/2011

Uma confusão conceitual sobre a função da Reserva Legal e da Mata Ciliar permanece no texto do novo Código Florestal aprovado pelos Deputados e Senadores. Acontece que enquanto a Reserva Legal é destinada à conservação da floresta – e pode e deve ser manejada, para extração de madeira, por exemplo -, a Mata Ciliar é Área de Preservação Permanente; nela, em hipótese alguma, pode ocorrer a derrubada de árvores.

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Crise econômica intimida COP 17

12/12/2011

Encerrada ontem, 10 de dezembro, a reunião da ONU para negociar o Protocolo de Quito, chamada de COP 17, não agradou os ambientalistas e decepcionou aqueles que esperavam medidas mais eficazes para controlar o aquecimento do planeta. Acontece que, diante da crise econômica mundial, os países recearam criar restrições ambientais que pudessem significar aumento de desemprego. Usando o Princípio da Precaução às avessas, resolveram continuar a poluir.

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Ministério do Meio Ambiente não cuida de florestas

05/12/2011

Desde sua criação, ainda no período preparatório para a Eco 92, o Ministério do Meio Ambiente, MMA, vive uma crise de identidade insuperável. Admite a importância das florestas plantadas, mas tem preconceito com o eucalipto. Aceita o manejo florestal na Amazônia, mas não tolera os caminhões toreiros, nem as serrarias. Talvez seja chegado o momento de se deixar o tema das florestas para quem entende de produção, e passar-se a cuidar de outros assuntos, como política ambiental por exemplo – tópico considerado muito mais importante no âmbito do MMA, e que, na maioria das vezes, acaba atrapalhando o processo produtivo.

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A saída pela floresta

28/11/2011

Mesmo com a comprovação científica de que a exploração sustentável da biodiversidade presente no ecossistema amazônico é mais competitiva que a pecuária de gado e o plantio de soja, a região se ve às voltas com a expansão anual desses cultivos sobre as florestas. Os produtores não acreditam na saída econômica pela floresta, algo a se lamentar em um futuro que cada vez está mais próximo.

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Serviço Florestal deve cuidar de reservas extrativistas

21/11/2011

Tendo sua origem comprometida com o preservacionismo, uma linha ortodoxa do ambientalismo que não admite o uso sustentável das florestas, o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, órgão criado para gerir as Unidades de Conservação, não consegue entender a importância das unidades denominadas de uso sustentável, como é o caso das Reservas Extrativistas. Seria melhor que esse encargo fosse repassado para o Serviço Florestal Brasileiro, que atua na promoção da produção florestal sustentável.

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Setor florestal e espaço político no Acre

14/11/2011

Seria de se esperar que as atividades produtivas tivessem um espaço político compatível com sua importância para a economia, mas nem sempre é o que ocorre: a despeito de a indústria florestal ser a atividade que gera mais emprego e renda no setor primário da maioria dos estados amazônicos, os empresários e trabalhadores dessa indústria não encontram representatividade, por exemplo, no Sistema S e nas federações da agricultura e da indústria.

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Amazônia e políticas florestais de segunda geração

13/11/2011

Quase todos os estados amazônicos possuem uma política florestal transformada em legislação. Políticas que foram concebidas há mais de 10 anos, quando a produção de madeira ilegal e o primitivismo tecnológico eram a regra na Indústria Florestal. Essas circunstâncias, já superadas, não mais correspondem à realidade. É mais que oportuno, portanto, que novas políticas florestais, ditas de 2ª geração, venham a ser elaboradas, contextualizando e refletindo a nova realidade vivenciada pela produção florestal na Amazônia.

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Manejo florestal e agenda política na Amazônia

06/11/2011

A exploração da diversidade biológica presente no ecossistema florestal da Amazônia causa polêmica: ora é apontada como a solução para uma ocupação produtiva com sustentabilidade, ora é acusada de agravar a destruição causada pelos desmatamentos para instalação da pecuária. O emprego da tecnologia do Manejo Florestal pode fazer a diferença entre a degradação e a conservação da floresta. Uma tecnologia, sem dúvida, que precisa ser melhor discutida.

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Que Manejo Florestal é esse?

29/10/2011

Desde que a exploração de madeira na Amazônia passou da várzea para a terra firme, ainda na década de 1970, uma tecnologia nacional de Manejo Florestal vem sendo aprimorada ano após ano. Muitas dissertações de mestrado e teses de doutorado estudaram pormenores dessa tecnologia que se encontra em franca consolidação. Não há dúvida científica quanto à viabilidade técnica, econômica e ecológica do Manejo Florestal, ainda que, vez ou outra, a viabilidade política fique ameaçada.

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Bolsa verde chega à mata ciliar

23/10/2011

Com uma medida inédita, o governo federal instituiu o Programa Bolsa Verde, que vai pagar 100 reais por mês para que os produtores, que residem em Unidades de Conservação e em Mata Ciliar, conservem suas florestas. Reconhecer o serviço ambiental prestado pelo ecossistema florestal amazônico é, sem dúvida, o caminho mais curto para a sustentabilidade da ocupação produtiva da região.

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Residentes florestais serão formados no Acre

16/10/2011

Com apoio do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, e execução partilhada entre a Engenharia Florestal da UFAC e a Secretaria Estadual de Florestas, uma segunda turma de Residentes Florestais será formada até 2012. Tal como ocorre na Medicina, a ideia é que os Engenheiros Florestais, que deverão manejar a biodiversidade presente no ecossistema florestal amazônico, passem por um período de formação em serviço, no intuito de aperfeiçoarem sua atuação profissional.

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Produção de madeira é economia de baixo carbono

03/10/2011

O emprego da madeira para fabricação de utensílios domésticos e até para construção de habitações parece, finalmente, ter se tornado um imperativo internacional. Ocorre que se não for madeira a matéria-prima, será alumínio, ferro, ou algum derivado do petróleo, que são intensivos em carbono – ou seja, vão ampliar o aquecimento global. A madeira, ao contrário, pode fixar carbono, que é que o mundo quer.

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Unidade de conservação sem desapropriação é ilusão

26/09/2011

Não passa uma semana de meio ambiente, todos os anos, na qual o Prefeito, ou o Governador e até mesmo o Presidente, deixe de assinar um decreto criando uma Área de Proteção Ambiental, APA. A julgar pela quantidade dessas Unidades de Conservação já criadas as mazelas ambientais locais já deveriam ter sido resolvidas. Mas não é o que ocorre. Essas áreas não são desapropriadas e, por isso, não representam custos de criação para o Estado, que, por sua vez, tem pouca influencia nelas.

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Ciliar Só-Rio na fase da Extensão Florestal

20/09/2011

Com encerramento previsto para dezembro próximo, o Projeto Ciliar Só-Rio Acre está realizando uma série de audiências nas Câmaras Municipais das oito cidades que dependem do Rio Acre para abastecimento urbano. É chegado o momento de os parlamentares municipais, tomando conhecimento das informações geradas pelos pesquisadores, iniciarem a discussão de uma Lei Municipal da Mata Ciliar.

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Transformações na produção de madeira na Amazônia

18/09/2011

A produção de madeira na Amazônia passa por uma profunda transformação. A quantidade produzida mais que triplicou nos últimos dez anos. No caso do Acre, por exemplo, cuja produção total de toras girava em torno de 200 mil metros cúbicos, deverá ultrapassar um milhão de metros cúbicos em 2011. Mais importante ainda, mais de 90% dessa madeira é explorada com a tecnologia do manejo florestal. Trata-se de um novo produto: Madeira Manejada.

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Transversabilidade ambiental perde a validade

11/09/2011

Ressaltar que os temas ligados ao meio ambiente possuíam interfaces com outras áreas de governo empolgou os gestores públicos, que ocuparam o Ministério do Meio Ambiente a partir de 2003. Sem saber o que isso significava e sem mostrar nada que sugerisse alguma melhoria na gestão ambiental pública, os empolgados gestores abusaram da transversalidade ambiental para diluir sua própria responsabilidade.

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Governança Florestal na Amazônia

04/09/2011

A partir de 1992, quando foi possível inscrever em acordos internacionais a estreita vinculação entre a existência de florestas e a manutenção do equilíbrio climático, que o setor florestal brasileiro vem crescendo em importância econômica, social e ecológica. Se antes uma institucionalidade baseada no comando e controle, tendo o Ibama como órgão central era suficiente, agora não é mais. Uma nova governança florestal é emergencial.

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Palma, dendê, biodiesel e desmatamento

28/08/2011

Não terá adiantado se a produção de biocombustíveis na Amazônia significar pressão por desmatamento. Independente da espécie vegetal a ser utilizada, a destinação de extensas áreas para plantio, de dendê ou de palma, irá fazer recuar a área de floresta nativa amazônica. Por outro lado, encontrar uma espécie florestal nativa da Amazônia que tenha taxas de produtividade semelhante às das exóticas, ainda não resolve, mas é um bom começo.

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Socioambientalismo encerra uma fase

21/08/2011

A idéia principal do socioambientalismo é que países com níveis de exclusão social ainda elevados, não poderiam seguir à risca as exigências internacionais por sustentabilidade. Afinal, o seu ambientalismo teria que considerar, em primeiro lugar, as questões sociais. Passados quase dez anos, tudo indica que a junção de palavras para formar o socioambientalismo foi só isso mesmo, uma junção de palavras.

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Vereadores de Porto Acre discutem Ciliar Só-Rio

15/08/2011

Na próxima terça-feira, dia 16 de agosto, pesquisadores da UFAC apresentarão os resultados das pesquisas realizadas na mata ciliar do Rio Acre, na Câmara de Vereadores de Porto Acre. Essa é a primeira de oito audiências a serem realizadas nas cidades cortadas pelo rio. A última será no final de setembro em Assis Brasil. Com resultados pioneiros os pesquisadores esperam convencer os vereadores a discutirem uma Lei Municipal de Mata Ciliar. Imperdível.

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Extensão rural e engajamento político

07/08/2011

A extensão rural é apontada como solução para a maioria dos entraves da produção agropecuária na Amazônia, no entanto, em que pese o esforço dos extensionistas, essa produção não consegue superar o primitivismo tecnológico e elevado impacto ambiental na qual se realiza. Com problemas de infraestrutura, de pessoal e de dinheiro a extensão se perde e se confunde com um engajamento político que só ajuda um ou outro partido e nada resolve.

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Energia limpa na Amazônia

31/07/2011

A opção pela geração de energia elétrica por meio dos rios foi feita ainda na década de 1970, em pleno regime militar. Essa opção foi reforçada depois pelo governo do PSDB e, mais recentemente, pelo governo do PT. Todavia, a sociedade questiona se é essa a alternativa com maior vínculo com a sustentabilidade de uma região como a Amazônia e se é essa a via mais rápida, segura e limpa para evitar o apagão previsto para 2015.

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Em 2012, Acre vai banir as queimadas

24/07/2011

Tudo indica que dessa vez é sério, em 2012 o Acre vai tornar toda, sem exceção, queimada ilegal. Por meio de importante iniciativa do Ministério Público estadual não haverá licenciamento para queimada. Ocorre que ao longo dos últimos 10 anos uma série de investidas para se evitar a prática nefasta das queimadas não surtiram efeito. Chegou-se ao cúmulo de se tentar criar a figura esdrúxula da queimada controlada. Mas, agora, parece que a novela acabou.

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Uso comunitário da biodiversidade não deslancha

17/07/2011

Apesar de um número significativo de experiências envolvendo o uso comunitário da diversidade biológica amazônica comprovarem seu potencial para geração de riquezas na região, a transformação desse manejo florestal por comunidades em políticas públicas, parece encontrar dificuldades insuperáveis. Uma crônica falta de prioridade pública não consegue colocar essa crucial alternativa, no rol das alternativas econômicas que merecem atenção.

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Ciliar Só-Rio conclui pesquisas na mata ciliar

10/07/2011

Com a convicção técnica de uma boa parte dos problemas do rio Acre encontra-se no adiantado estágio de degradação de sua mata ciliar, um conjunto de pesquisadores vinculados à Engenharia Florestal da Ufac e da Unesp, conceberam o projeto Ciliar Só-Rio Acre aprovado pelo CNPq com orçamento de 200 mil reais. Os resultados dos variados levantamentos podem ser acessados no WWW.ciliarsorioacre.blogspot.com, aproveitem.

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A ONU assevera: usar madeira é bom para ecologia

03/07/2011

Na condição de matéria-prima preferencial para fabricar um variado leque de itens de consumo, a madeira surge como a principal em uma economia de baixo carbono. Ocorre que dentre as opções, como ferro e os derivados do petróleo (pet e plástico, principalmente), a madeira é sustentável na medida em que é renovável, isto é, pode ser produzida sob a tecnologia do manejo florestal de uso múltiplo. A tendência de substituição é evidente e a Amazônia só tem a ganhar com ela.

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Ipea alerta: Reserva Legal é produtiva

26/06/2011

Os cientistas ligados à SBPC já haviam alertado a sociedade, para os efeitos nefastos que a mudança do Código Florestal, aprovada pela grande maioria dos deputados federais, teriam para o país, agora foi a vez do mais conceituado órgão público federal de assessoria à Presidência da República dar seu veredito: o prejuízo econômico da redução de Reserva Legal será enorme. São economistas renomados do Ipea que afirmam melhor os senadores ouvirem.

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Alemanha toma decisao inédita: banir usina nuclear

19/06/2011

Até 2022 os alemães irão desativar quase 20 usinas nucleares que representam cerca de 30% da energia elétrica gerada no país. Uma decisão que vai alterar de forma significativa o mercado mundial de geração de energia e, o melhor, vai colocar as fontes renováveis como, por exemplo, a hidroelétrica e a biomassa florestal, no centro das atenções. Um novo cenário, no qual a Amazônia só tem a ganhar.

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TCU audita contas do PPG7 de 2003 a 2008

12/06/2011

Devido a fragilidade técnica no gerenciamento de acordos internacionais, o Ministério do Meio Ambiente deixou de aplicar uma quantia considerável de dólares doados ao país. Auditoria do Tribunal de Contas da União aponta a falta de planejamento e de eficiência na gestão ambiental, como as causas para perda dos prazos na aplicação dos recursos. Infelizmente, em um país assombrado pela corrupção, competência não possui significado algum.

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100 engenheiros florestais formados no Acre

05/06/2011

Ao completar 11 anos o curso de Engenharia Florestal da UFAC comemora a formação do centésimo Engenheiro Florestal. Sendo o único curso com duas turmas anuais e sem se perder na eterna discussão relacionada à demanda social e oferta de emprego a realidade mostrou que o curso é um dos mais concorridos e, o melhor, a grande maioria dos formados não ficam desempregados.

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Um punhado de florestas a menos

29/05/2011

Mais de 400 Deputados votaram a favor dos pecuaristas e menos de 70 ficaram do lado do setor florestal, dos cientistas e dos ambientalistas, nas votações sobre o novo Código Florestal. O argumento frágil da segurança jurídica foi repetido pelos defensores do agronegócio. Na verdade, segurança jurídica esta relacionada com a titulação da propriedade, o que vem sendo resolvido com o programa Terra Legal, e não com a existência de regras de uso dos recursos, essenciais para evitar degradação.

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Inventário florestal descreve a mata ciliar

22/05/2011

Realizar pesquisa para produzir informações técnicas a serem usadas, para resolver as graves condições de degradação do Rio Acre, foi o que motivou a Engenharia Florestal da UFAC para aprovar, no CNPq, projeto de 200.000 reais que mapeou o desmatamento na mata ciliar ao longo dos oito municípios cortados pelo rio, inventariou o remanescente florestal e encontrou as 20 espécies florestais de maior importância para restauração florestal.

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Novo Código Florestal desafia o capitalismo

15/05/2011

Após duas semanas conturbadas, a proposta de novo Código Florestal não conseguiu ser votada na Câmara dos Deputados, apesar do esforço da bancada dos pecuaristas. Acontece que nem o Deputado comunista relator nem os pecuaristas esperavam que o executivo federal entrasse na peleja tomando partido dos que esperam manter as regras atuais e não admitem anistiar quem não cumpriu a legislação.

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Ciência nacional defende ampliar mata ciliar

08/05/2011

Considerada uma vitória dos ambientalistas o adiamento da votação do Código Florestal para próxima quarta-feira, dia 1152011, renovou e esperança dos que se preocupam com a manutenção das florestas, em especial aquelas existentes nas matas ciliares e na Reserva Legal. Para os cientistas brasileiros, reunidos na Academia Brasileira de Ciência e na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência mais que mantidas as florestas devem ser ampliadas, pois são estratégicas para o futuro.

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Fartura na Amazônia, enfim as cheias

01/05/2011

Passou rápido, também pudera com tanta gente torcendo contra o rio não poderia ser diferente, a cheia, que apesar de poucos entenderem não é alagação, foi breve e não deu tempo para melhorar as caracterísiticas ambientais do Rio Acre. Agora é esperar pela seca, aí sim, uma tragédia para o rio, para o clima e que irá comprometer o abastecimento de água na casa das pessoas. Deveríamos pensar nisso e torcer pelas cheias, não o contrário.

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Extensão rural na Amazònia

24/04/2011

Superar o tripé no qual se assenta a produção rural amazônida, representado por baixa produtividade, primitivismo tecnológico e elevado impacto ambiental, se tornou prioridade para todos os agentes públicos e privados envolvidos com o tema. Afora a ladainha, que como boa ladainha se repete mês a mês, reivindicando a melhoria das vias de escoamento e até asfaltamento de ramais, parece ser consenso que a solução estaria em uma renovação profunda na extensão rural praticada na Amazônia. A esperança esta nas mãos dos extensionistas rurais, para os quais é necessário todo apoio.

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Fordlândia e a domesticação da seringueira

17/04/2011

Muitos mitos envolvem o fracasso das duas cidades de padrão americano que Henri Ford tentou, e construiu, na Amazônia. Fordlândia e Belterra, localizadas às margens da BR 163 e próximas a Santarém, são exemplos do que seria possível se a ocupação social e produtiva da Amazônia tivesse seguido algum tipo de planejamento e, o mais importante, algum propósito. A Ford conseguiu clones resistentes de seringueiras com sementes trazidas até do Acre. A domesticação da seringueira, que paradoxalmente levaria à falência amazônica, começou ali.

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Inventário Estadual de Florestas no Acre

10/04/2011

Sem informação não há planejamento. Sem planejamento é impossível organizar os setores produtivos, quer seja para um ramal, um assentamento, um município, um Estado e assim por diante. Essa máxima ganha mais importância quando a região é a Amazônia e o setor produtivo é o florestal. A dinâmica econômica associada à produção de madeira no Acre chegou a níveis que requerem de imediato a realização de um Inventário Florestal estadual para saber com precisão quantos metros cúbicos de madeira existem e onde estão. Algo elementar para o planejamento.

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Código Florestal: hora da decisão

03/04/2011

Com previsão para ser votado ainda essa semana o Novo Código Florestal trará alterações sensíveis na estrutura fundiária da Amazônia. O que esta em jogo são milhares de hectares de florestas, que, na forma de Reserva Legal ou de Mata Ciliar, estão fora do ciclo produtivo e que poderão ser destinadas para atividade da pecuária. No curto prazo o agronegócio da carne de boi e da soja ganha novo impulso e no longo prazo a sustentabilidade fica comprometida.

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A vida dos manejadores de cacau nativo do Purus

27/03/2011

Na tentativa de detalhar a realidade social e econômica vivenciada pelos manejadores de cacau nativo do Purus, um novo trecho do rio foi analisado e publicado na forma de monografia. A conclusão longe de ser óbvia é instigante. Acontece que, diferente do que se poderia supor, quanto mais afastados os ribeirinhos se encontram das maiores cidades, como Boca do Acre por exemplo, há melhoria dos indicadores sócio-econômicos.

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Reconhecendo o Purus

20/03/2011

Parece ter mais bois nas margens dos rios amazônicos que nas margens das rodovias pavimentadas, essa foi a impressão da equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Acre e da Unesp que percorreram o Purus, no trecho entre Sena Madureira e Manuel Urbano, no âmbito de um projeto aprovado pelo CNPq para avaliar as condições da mata ciliar. A conclusão é, no mínimo, triste.

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Florestas precisam de nova institucionalidade

13/03/2011

Assim como aconteceu com o tema do meio ambiente no início da década de 1990 e com o tema da água no início da década de 2000, parece que é chegado o momento de se discutir uma nova institucionalidade, sobretudo estatal, para tratar dos assuntos relacionados às florestas. A intensa vinculação das formações florestais com a quantidade e qualidade do ar e da água justificou uma atenção especial da ONU que considera: 2011 – Ano Internacional das Florestas.

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Quinta Semana Florestal do Acre

06/03/2011

No próximo dia 14 inicia a Quinta Semana Florestal do Acre, evento anual que acontece sempre na primeira semana de aula na Universidade Federal do Acre e que discute os preparativos para a nova safra florestal que chegará com o verão amazônico. Com o sugestivo tema do Manejo Florestal Empresarial e no Ano Internacional das Florestas, os envolvidos com o setor madeireiro acreano terão acesso a importantes informações que permitirão pensar sobre o futuro dessa atividade econômica.

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Extinção dos toreiros no Acre

27/02/2011

O setor madeireiro no Acre passa por um novo e peculiar momento. Com o fim da intermediação realizada pelo toreiro para aquisição de madeira junto ao produtor rural, a fim de abastecer as denominadas Serrarias de Ramal, entra em cena a Indústria Florestal Madeireira, que encerra de vez, espera-se, o ciclo da madeira ilegal ou oriunda de plano de exploração. Inicia-se, assim, a consolidação de um setor da economia, baseado em um novo produto: madeira manejada.

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O triste exemplo do xaxim

19/02/2011

A história se repete sem que se consiga reverter a perda econômica oriunda do uso sustentável de produtos e serviços presentes nos ecosistemas florestais nacionais. Dessa vez a exploração do xaxim, no bioma mata atlântica, que poderia ser uma das referencias para ampliar o valor econômico dos somente 10% restantes desse bioma e assim contribuir para garantir sua manutenção, foi, em primeiro lugar super explorado, depois proibido e, finalmente, substituído por um produto sintético. Ao xaxim nativo restou o abandono.

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Ano Internacional das Florestas e a Amazônia

13/02/2011

A Organização das Nações Unidas aprovou resolução que transforma 2011 em Ano Internacional das Florestas e cria uma oportunidade única para a Amazônia. Acontece que a estreita vinculação entre a existência ou não de florestas e o equilíbrio do clima ou a degradação ecológica, respectivamente, eleva a manutenção das formações florestais como prioridade mundial. É o momento de todos os estados amazônicos transformarem em eventos expressivos o tema da conservação do ecossistema florestal na Amazônia.

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Restaurar mata ciliar é prioridade

06/02/2011

Em meio às discussões acerca da redução da largura das matas ciliares dos rios e outros fluxos de água, como pretende o equivocado projeto de alteração do Código Florestal, chamou atenção as condições nas quais a área de mata ciliar se encontra, em todas as regiões: desmatada. Quando a notícia é boa, o remanescente de mata ciliar não chega a 50% do que a legislação atual exige. Restauração florestal de mata ciliar, em especial na Amazônia, é mais que prioridade. Visite o blog Restaurar mata ciliar é prioridade. Visite o blog do Projeto Ciliar Só-Rio Acre: http://ciliarsorioacre.blogspot.com/ e saiba mais.

http://ciliarsorioacre.blogspot.com/

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Em defesa da Natura

30/01/2011

Diante da enorme e confusa quantidade de normas para uso sustentável da diversidade biológica existente nas florestas brasileiras, como as da Amazônia por exemplo, a Natura, empresa que possui vários certificados ambientais e que é reconhecida por sua atuação em áreas de Reservas Extrativistas, iniciou prospecção para encontrar novos produtos florestais e, claro, foi multada. Quantias absurdas, aplicadas sob justificativas igualmente absurdas, que fazem com que a floresta perca valor e o melhor mesmo: seja desmatar.

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Tragédia anunciada em Friburgo

23/01/2011

A região serrana do Rio viu, nos últimos dias, sua paisagem exuberante ser levada morro abaixo. Friburgo, a cidade mais castigada pela tragédia, levará anos para voltar ao que era. Autoridades públicas se justificam passando a responsabilidade para a quantidade de chuvas que caem, como se tudo fosse obra dos céus. Não era para ser assim. Desmataram as montanhas para construir casas e criar gado. É preciso mudar a forma de olhar a cidade.

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Sustentabilidade não avança em 2010 na Amazônia

16/01/2011

Em meio a eleições amplas e uma Copa do Mundo de futebol em 2010 não se conseguiu avançar nos temas importantes para sustentabilidade da Amazônia. Sem um acordo eficiente para um novo Protocolo de Quioto, a economia de baixo carbono, que poderá inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento na região, ao valorizar seu ecossistema florestal, ainda não superou a fase de discursos.

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CPI das ONGs não consegue propor nada

09/01/2011

Depois de várias prorrogações a terceira Comissão Parlamentar de Inquérito, CPI, criada no Congresso Nacional, para apurar atuação das denominadas organizações não governamentais encerrou as atividades, sem conseguir propor nada. Com custos elevados para os cofres públicos a CPI se perdeu entre criar fatos para serem usados na campanha eleitoral, como uma suposta ligação financeira entre governo e MST, e uma profunda incapacidade dos parlamentares para entender a importância dessas entidades para consolidar nossa frágil democracia.

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Sociedade civil da Amazônia terá vez no Conama

02/01/2011

Considerado um dos espaços de definição de políticas públicas mais importantes na esfera ambiental o Conama se prepara para renovar os representantes da sociedade civil. Duas entidades da região norte irão compor o plenário do Conama no próximo biênio de 2011 a 2012. A eleição das entidades ocorre até 30 de janeiro e a Andiroba é candidata, todos devemos participar.

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Adeus, Senhor Presidente

26/12/2010

Após 8 anos de mandato o Presidente Lula faz a sucessora e passa o poder com mais de 90% de aceitação popular, uma unanimidade. Talvez tenha chegado o momento do país ter um ex-presidente, como uma instituição que atua em favor de um projeto de nação. Espera-se que Lula mantenha a sua costumeira grandeza política e resista à tentação de 2014. Só resta esperar.

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Engenharia Florestal da Ufac vai mapear Rio Acre

19/12/2010

Com apoio do CNPq, por meio do projeto Ciliar Só-Rio Acre orçado em 200.000 reais, os engenheiros florestais da Ufac se aliam ao esforço para diagnosticar as condições ecológicas presentes ao longo da bacia hidrográfica do Rio Acre. Conhecendo melhor sobretudo a ocupação produtiva existente na mata ciliar será possível propor projetos de restauração florestal para que o Rio volte a ser como no passado.

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COP 16 em Cancun vai superar impasse de Copenhague

12/12/2010

Com expectativas renovadas dirigentes dos países membros da ONU chegam a Cancun no México, para a COP 16 da Convenção sobre Mudanças Climáticas com a responsabilidade para negociar e firmar um novo Protocolo de Quioto, com metas mais exigentes de redução de fumaça na atmosfera. Na Amazônia isso significa ampliar a pressão do poder de polícia do Estado para zerar os desmatamentos.

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Amazônia castigada pela seca

28/11/2010

Quando o inverno amazônico se inicia poucos se lembram de que esse ano, em 2010, o Rio Madeira secou a ponto de comprometer o abastecimento, sobretudo de compustível, em Rio Branco. O Purus, por sua vez, deixou um elevado contingente de famílias de ribeirinhos deseperados e vários municípios do Amazonas decretaram situação de calamidade pública. Mas, afinal, as chuvas chegaram e ano que vem esta muito distante. Deixa prá lá.

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Raimundo, um mateiro

21/11/2010

Uma triste perda, o falecimento, nessa semana, de Raimundo Saraiva, o Mateiro e identificador botänico reconhecido por todos os profissionias que atuam no estudo da diversidade biológica amazönica. Raimundo deixa um legado de conhecimento registrado nos vários Inventários Florestais dos quais participou. Mais que isso, Raimundo deixa saudades.

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Rumos para Amazônia não empolga candidatos

11/11/2010

Políticos costumam se preocupar com o que os eleitores da região sudeste vão pensar sobre suas posições com relação ao futuro da Amazônia. Como esses eleitores se apegam ao controle do desmatamento, mais ainda, entendem controle como mais fiscais, repressão e multas, muitas multas, a pressão junto aos candidatos se resumiu à adoção de taxa zero de desmatamento, algo impossível para realidade. Infelizmente os amazônidas, que deviam pautar essa discussão, na falta de interlocutores, são reduzidos às inespressivas cifras eleitorais.

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Segundo turno das eleições não discute Amazônia

07/11/2010

Uma pena, a cada eleição, a cada 4 anos, momento oportuno para que os presidensiáveis discutam o que pensam sobre a maior floresta tropical do planeta e mais uma vez, uma ponte sobre o Rio Negro, cuja necessidade é questionável, em um programa eleitoral, e o falar sustentável no outro, ambos sem fazer nenhuma consideração sobre o modelo de ocupação atual, resumiu o que se falou e mostrou sobre a região.

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Deixem os urubus sossegados

30/10/2010

Grupo de ativistas ambientais fizeram protestos quando uma obra de arte na Bienal de São Paulo prendeu 3 urubus em uma imensa gaiola de telas, não sabiam ou não se interessaram em saber que os urubus vinham de um parque privado licenciado para manejar essas espécies, mas o pior ainda estava por vir, quando o Ibama, que licenciou o parque, se rendeu aos ativistas para, pasmem, proibir a exposição.

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Em favor da Democracia, vote 77

23/10/2010

Argumentos contra e favor do horário atual costumam não considerar dois pontos importantíssimos: primeiro que a Terra é redonda e as horas são diferentes em locais diferentes devido à sua curvatura, algo que não pode ser alterado pela vontade dos homens; o segundo ponto, mais grave ainda para realidade amazônica, diz respeito à forma autoritária como se deu a mudança. Em uma região como a Amazônia, com extenso currículo de agressões históricas aos direitos das pessoas, não se pode descuidar. Vote não para garantir a democracia amazônica.

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Se a Terra é redonda, vote 77

17/10/2010

Na discussão acerca do melhor horário a ser assumido para o Acre, sul do Amazonas e sudoeste do Pará, os argumentos giram em torno da possibilidade de promover relações comerciais, para os que querem o horário atual, e sobre as dificuldades para adequação da rotina diária, para os que querem o horário antigo. Parece que todos se esqueceram de um ponto, o tempo é diferente pois o plante Terra é redondo, e não pode ser plano somente para algumas localidades escolhidas pelo homem.

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Depois do Rio Madeira apartar, será a vez do Purus

09/10/2010

O Rio Madeira chegou, no final de setembro último, aos mais baixos níveis de sua história, comprometendo as características ecológicas da bacia hidrográfica e, o que incomoda a todos, a sua travessia. Crise de abastecimento, de gasolina por exemplo, deixou a população do Acre preocupada com o isolamento. No entanto, autoridades dirão que a degradação do Madeira é problema de Rondônia e assim vai.

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Um novo olhar para a Amazônia

03/10/2010

Seria bom se os candidatos a governador dos estados da Amazônia se comprometessem com um novo olhar sobre a região. Ao invés das costumeiras promessas em educação, saúde …, que não diferenciam ninguém, eles deveriam afirmar se acreditam em um futuro para a Amazônia baseado em uma economia florestal ou na sua substituição pelos plantios de capim ou grãos. Por sinal, a campanha para presidente também mostrou que a Amazônia é tema mais importante em fóruns internacionais que para o presidente do país.

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Concessões Florestais comprovam vocação florestal

26/09/2010

Um novo e potencial setor econômico emerge na Amazônia. Como resultado das concessões florestais, onde empresas são licitadas para manejar determinada área de floresta pública por 40 anos produzindo madeira e outros produtos florestais, um território que ultrapassará em breve os 5 milhões de hectares de florestas, promoverá a dinâmica econômica na região de maneira sustentável e, o mais importante, conservando a floresta.

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Cacau nativo supera o cultivado

25/09/2010

A crença de que a domesticação e o cultivo das espécies, vegetais e animais, além de conseguir atender toda demanda existente no mercado, também acabaria com a produção nativa, realizada sob o modo extrativista de produção ou por meio de tecnologias inovadoras de manejo florestal comunitário, já não é mais tão inquestionável. O projeto de manejo do cacau nativo do Purus demonstrou que existem alternativas sociais, ecológicas e econômicas à domesticação.

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Bolívia apela ao Brasil para conter Incêndios

18/09/2010

Sem dinheiro, pessoal e equipamentos para controlar os trágicos incêndios florestais a Bolívia apelou por ajuda ao Brasil. Acontece que do lado de cá também não existem essas condições todas. No geral a Amazônia, em todos os nove países, tem dificuldades profundas para reagir a essa nova catástrofe, que, não se esqueçam, vai acontecer todo ano. Não seria o momento da Organização do Tratado de Cooperação Amazônico articular defesas regionais?

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Segregar florestas não é compensação ambiental

11/09/2010

Muitos costumam festejar a criação de uma Unidade de Conservação, de proteção integral ou de uso sustentável, como copensação aos estragos causados pela instalação da pecuária, ou pelo plantio de cana-de-açucar ou ainda pelo cultivo de soja, mas não era para ser assim. A segregação de porções de florestas tem o objetivo principal de testar um modelo de produção ancorado na diversidade biológica existente no ecossistema florestal. O que pode demonstrar a fragilidade da economia do desmatamento é a economia da floresta. Compensação ambiental é outra coisa.

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Agosto cinza na Amazônia

03/09/2010

Castigadas pela fumaça, as capitais da Amazônia se viram às voltas com fechamento de aeroportos e congestionamento de hospitais ainda em agosto. A conclusão é uma só: a região não esta preparada para essa calamidade. Ao invés de buscar culpados por ocasionais incêndios criminosos, o esforço de todos deveria ser para descobrir o que esta acontecendo para o clima ficar propício ao fogo. O que levou a região a chegar nesse ponto? O que fazer para reverter esse caos? Essas deveriam ser as perguntas.

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Incêndio florestal na Amazônia será tragédia

29/08/2010

Como uma triste novidade para o cotidiano amazônico os incêndios florestais, que até há bem pouco tempo não aconteciam, quando ocorrem, devido às dimensões territoriais que alcançam e o elevado prejuízo à biodiversidade e às pessoas, podem ser considerados tragédias. Foi assim em Roraima em 1998 e no Acre em 2005. Como são, em tese, impossíveis de controlar, implantar ações de prevenção de incêndios florestais é o melhor caminho, mas, para isso, é preciso reconhecer o risco de catástrofe, o que algumas autoridades teimam em não aceitar.

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Segregação fundiária não garante a floresta

22/08/2010

A segregação de terras com florestas nativas, para protege-las da expansão da agropecuária parece não trazer os resultados esperados. Acontece com Unidades de Conservação como Reservas Extrativistas por exemplo, que o modelo de ocupação que se esperava evitar se padroniza em seu interior. A conclusão é simples somente a regularização fundiária não resolve, alternativas produtivas de manejo florestal devem ser colocadas em prática.

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Pecuária na Amazônia reduzida ao açougue da esquina

15/08/2010

Com o boicote dos grandes frigoríficos à carne oriunda de fazendas onde tenha ocorrido desmatamentos, os pecuaristas da Amazônia se viram diante de algo jamais imaginado: o próprio mercado fazendo o que os órgãos de controle ambiental não conseguem. Uma nova realidade que vai tirar a pecuária dos grandes mercados, responsáveis pela compra de 30% da carne produzida na região. Vai sobrar o açougue da esquina.

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Estudo revela: cacau nativo é melhor opção

08/08/2010

Fruto de pesquisa apoiada pelo CNPq o estudo de socioeconomia dos produtores de cacau nativo do Purus completa a série de tres estudos subsidiários à elaboração do Plano de Manejo Florestal Comunitário do Cacau. Com o projeto o cacau foi mapeado, inventariado e, agora, a realidade e importancia economica do manejo do cacau para renda dos extrativistas minuciosamente calculada.

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Código Florestal perde validade na Câmara

01/08/2010

Os ruralistas, na Câmara dos Deputados, conseguiram duas vitórias importantes aprovar o relatório sobre o Novo Código Florestal e levar sua votação em plenário somente para após as eleições, quando quem se reelegeu terá 4 anos pela frente e quem não se reelegeu irá, certamente, agradar aos ruralistas. Mas a sociedade como um todo se mobiliza para reverter a desvantagem e o Deputado Aldo Rebelo começa a ficar isolado e refém apenas dos ruralistas. É esperar para ver.

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Casa de madeira é melhor para sustentabilidade

25/07/2010

Apesar da preferencia geral pela obra de alvenaria a construção de casas com madeira é melhor para a sustentabilidade, sobretudo na Amazônia. Acontece que ao contrário da alvenaria, que é intensiva em jazidas, ou seja, matéria prima que não se renova e são extintas quando acabam, como cimento, barro e areia, a madeira pode e deve ser manejada e produzida de maneira permanente e para sempre. Ou seja além da mais bonita a madeira é mais ecológica.

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Uso múltiplo da biodiversidade é o caminho para Amazônia

18/07/2010

Não há dúvidas técnicas em relação ao potencial da diversidade biológica do ecossistema florestal para gerar emprego e renda na Amazônia. Todavia, a viabilização de uma economia ancorada no uso múltiplo dessa biodiversidade ainda parece ser uma utopia.

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10 anos de Engenharia Florestal no Acre, 50 no Brasil

11/07/2010

Os Engenheiros Florestais podem e devem comemorar. Afinal foi essa profissão que resolveu o problema das florestas plantadas para colocar papel e celulose a preços compatíveis com a realidade e, o que é mellhor, foram os Engenheiros Florestais da Amazonia que mostraram a viabilidade do uso multiplo da floresta na Amazônia.

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Pecuária na Amazônia não paga a água que o boi bebe

04/07/2010

Estudo recente da Organização da ONU para alimentação e agricultura, FAO, revela que caso seja considerado os custos das externalidades ambientais a criação de gado na amazônia seria inviável. Ou seja, para ficar mais claro a atividade pecuária é possível e se mostra mais atrativa que outras, inclusive a atividade florestal, quando a sociedade arca, por exemplo, com os prejuízos para recuperar os danos causados em somente um recurso natural: a água.

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Espécies florestais não devem ser segregadas

27/06/2010

A proibição da exploração, mesmo que manejada, de espécies florestais parece não trazer os resultados pretendidos com relação à preservação dessas espécies. O mógno, a virola, a seringueira e a castanheira, apesar de gozarem de proteção legal são expostas a ambientes alterados por outras atividades produtivas.

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Perícia Ambiental na Amazônia

20/06/2010

Com a motivação ambiental acirrada no período postrior à Eco 92, conferencia da ONU sobre desenvolvimento e meio ambiente ocorrida em 1992 no Rio, os países se viram obrigados a criar um emaranhado de normas ambientais, que tornaram duvidosas as regras para instalação de atividades produtivas e onde há dúvida alguma perícia será necessária.

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Engenheiros florestais usam satélite para cacau

13/06/2010

Trabalho de monitoramento com imagens de satélite de média resolução permitiu identificar áreas de ocorrencia de povoamentos nativos de cacau ao longo da mata ciliar do Rio Purus. A equipe que trabalha na elaboração do Plano de Manejo Florestal Comunitário do Cacau Nativo do Purus, projeto apoiado pelo CNPq, agora pode planejar as ações de produção com maior precisão e menor custo.

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Manejo Florestal Comunitário de Madeira é melhor

06/06/2010

Levar as técnicas do manejo florestal para a realidade dos extrativistas de projetos como o de Porto Dias, PAD Peixto e Antimary, esmiuçando o que seria chamado de Manejo Florestal Comunitário foi, sem dúvida, uma das contribuições mais importantes que alguns técnicos acreanos deram para a ciência florestal da Amazônia.

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Alagação não era para ser bom negócio para ninguém

30/05/2010

Passado o tempo no qual os rios amazônicos se tornam um problema pelo excesso de água, ou seja, sem a pressão social dos alagados e riscos de alagações, talvez haja lucidez para entender melhor essas flutuações de vazão. Antes, é claro, que cheguem as secas, com com previsões de que será do tipo de que aparta rio e coloca em risco o abastecimento das cidades.

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Sustentabilidade depende de mais engenheiros

23/05/2010

Resgatar o lugar da engenharia nesse emaranhado de discussão que se transformou a Amazônia é o que pretende os organizadores do Forum Internacional de Desenvolvimento Sustentável que começa dia 24, amanhã. A premissa é de que o futuro da região não pode ser resolvido por advogados que determinam que atividade economica é legal e qual é ilegal. A sustentabilidade depende mais de engenhaira que de estatuto de legalidade.

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Criação de UC não pode ser bônus de consciência

16/05/2010

A criação de Unidades de Conservação, em especial em regiões como a Amazônia, não pode ser entendido como bonus de consciência, isto é, como uma caridade ambiental diante do estrago causado pela expansão da agropecuária. Essas áreas precisam ser consideradas inseridas no sistema econômico como alternativa ao modelo predatório. São representantes de uma nova e proeminente economia.

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Inventário florestal do cacau nativo do Purus

09/05/2010

Fruto de uma ampla parceria que envolve a agencia de cooperação alemã, GTZ, Unesp, Ufac e a cooperativa dos extrativistas de cacau do Rio Purus, o projeto, apoiado em R$ 200.000,00 pelo CNPq, com recursos oriundos da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, SAF/MDA, produz seu primeiro documento acadêmico. Agora a equipe sabe que onde ocorre cacau existem 7,8 pés por hectare, informação decisiva para se estabelecer os protocolos de Manejo Florestal Comunitário.

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Código Florestal: uma revisão possível

02/05/2010

Fazer uma profunda alteração no Código Florestal, chamando inclusive de Novo Código Florestal, como querem os Deputados Federais é um risco que a sociedade não precisa correr. O problema é localizado e se refere à Área de Proteção Permanente, APP, e a área destinada como Reserva Legal das propriedades privadas, hoje equivalente a 80%. Uma discussão acerca desses limites é possível, o que for além disso, é risco desnecessário.

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Sacola de plástico com dias contados

25/04/2010

Substituir a sacola de plástico de supermercado tornou-se prioridade para o Ministério do Meio Ambiente. Preocupação parecia ser coisa de ONGs passou a fazer parte da agenda do govenro federal. O problema é que enquanto na maoiria dos países as sacolas são de papelão, que são oriundos dos plantios de árvores e por isso renováveis, por aqui querem nos empurrar sacolas de lona. A vigilância sanitária não gostar disso.

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Aquisição pública de sementes florestais nativas

18/04/2010

Usar o sistema de compras governamentais como instrumento de política pública tem sido apontado como estraégia importante para promoção de setores menos competitivos da economia. No caso das Sementes Florestais da Amazônia, um setor proeminente da economia florestal regional, aquisições públicas para produção de mudas é fator decisivo para consolidar esse mercado. Infelizmente os governos não entendem assim.

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Contribuições acreanas para o manejo da floresta

11/04/2010

Foi do Acre que surgiram idéias inovadores para construção da sustentabilidade na Amazônia. Ao conceber um tipo novo de Unidade de Conservação a Reserva Extrativista os acreanos se viram levados a desenvolver tecnologias apropriadas para gerar renda para quem vive nessas áreas. Surgia assim a tecnologia do Manejo Florestal Comunitário, que comprovou a viabilidade da produção de madeira, e a tecnologia do Manejo Florestal de Uso Múltiplo que transformou extrativistas em Manejadores Florestais.

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Diretrizes para Unidades de Conservação na Amazônia

03/04/2010

Reclama-se, com certa razão, de que as Unidades de Conservação criadas na amazônia não costumam ser planejadas com um objetivo claro, isto é, foram e continuam sendo criadas ao prazer das ondas e nas semanas de meio ambiente quando políticos alheios ao tema precisam aparecer na foto. E assim os Parques não recebem visitantes, a estação ecoógica não recebe pesquisadores e nas Reservas Extrativistas aparecem de tudo, menos os produtos do uso múltiplo da floresta.

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Manejo comunitário avança no Pará

28/03/2010

Como o Ministério do Meio ambiente não consegue regular a exploração de madeira e outros produtos florestais, por comunidades em área de mata ciliar dos rios amazônicos, o pepeino acaba na mão dos governadores estaduais. O Estado do Pará não se intimidou e de maneira ousada flexibilizou o licenciamento para o Manejo Florestal Comunitário da mata ciliar em seus rios. Agora é esperar as discussões de legalidade.

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Audiência do Código Florestal é puro espetáculo

21/03/2010

A pressão para alterar o Código Florestal, por parte dos ruralistas é enorme. Eles acreditam que a Lei é exagerada e atrapalha a produção agropecuária. De outro lado, os ambientalistas se mobilizam para que as mudanças não enfraqueçam as regras que procuram tornar a pecuária menos danosa ao meio ambiente. Mas poucos sabem, que o que está em jogo é a manuntenção das matas ciliares, que são fundamentais para conservar nosso recurso mais precioso: a água. Uma discussão difícil de se levar em um ambiente poluído como o da Camara dos Deputados em Brasília.

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Avatar defende uso múltiplo da floresta

14/03/2010

A mensagem oculta presente no filme Avatar, que revolucionou a tecnologia do cinema moderno, sugere que o homem pode e deve usufruir da diversidade biológica existente no ecossistema florestal para atender suas necessidades, desde que obedeça regras para regeneração do ecossistema. Exatamente o que preve a tecnologia do Manejo Florestal de Uso Múltiplo para a Amazônia.

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Quarta Semana Florestal do Acre

07/03/2010

As Reservas Extrativistas, um tipo especial de Unidades de Conservação inventadas por um grupo de técnicos do Acre, completam 20 anos de criação com muitas polêmicas sem solução. Por isso a Quarta Semana Florestal do Acre, um evento anual, realizado pela Engenharia Florestal da UFAC, vai contribuir para esclarecer a polêmica. De 09 a 12 de março próximo no auditório da Adufac.

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Se não for de madeira, será de alumínio, aço ou PET

28/02/2010

Usar madeira como matéria-prima na construção de casas, móveis e outros utencílios é mais adequado à economia de baixo carbono e à sustentabilidade. As alternativas para emprego da madeira como: alumínio, ferro e petróleo são as responsáveis pela crise ecológica atual.

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Terra, capital, trabalho e o fiscal do Ibama

21/02/2010

Não adianta planejar atividades produtivas para Amazônia se estas atividades dependem para seu controle ação intensiva de fiscalização. Quanto mais fiscais envolvidos mais caro para a sociedade e mais poluido serão os negócios nessa atividade. Com a floresta é quase sempre assim.

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Domesticação não, manejo na floresta é a solução

15/02/2010

O esforço técnico e científico realizado na Amazônia para domesticar espécies florestais com potencial de mercado é impressionante. A contradição é que sempre que uma espécie é cultivada com sucesso a Amazônia deixa de produzir. Isso aconteceu com a seringueira, onde São Paulo aparece desde 1993 como maior produtor nacional. Aconteceu com o cacau, com a pupunha, com cupuaçu, com pimenta longa e vai continuar acontecendo. Alguma coisa esta errada.

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Impossível comercializar sementes de mógno

07/02/2010

A produção de Sementes Florestais de espécies da Amazônia pode representar importante componente para viabilizar o manejo florestal de uso múltiplo. No entanto o mercado de sementes florestais não se consolida por razões que vão desde o medo insensato da biopirataria até a má vontade dos órgãos de controle.

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Sobre água, chuva, alagação e barrancos

31/01/2010

Todo ano a história se repete. Chega o verão, período de chuvas e as consequentes alagações e desbarrancamentos. Os técnicos de governo se apressam em responsabilizar o clima. No início era a década que mais choveu, depois o mes, a semana, o dia e, agora, a hora. Se a culpa é de São Pedro não é necessário tomar providências e a história continua.

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Para entender as ONGs

24/01/2010

Organizações Não Governamentais são criadas como instrumento para fortalecimento da democracia. Funcionam, sob forte regulamentação do Estado. Quais razões para que sejam tratadas com tanta desconfiança?

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Sustentabilidade na Amazônia avança em 2009

17/01/2010

Em 2009, o mundo parece ter se alertado para a importância da manutenção do eco sistema florestal da Amazônia para o equilíbrio do clima no planeta. Melhor ainda, tudo indica, que está disposto a pagar por isso.

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Vigilância sanitária não é ecológica

10/01/2010

Os sanitaristas envolvidos com a vigilância sanitária se esforçam para vincular ações de garantia da saúde pública com temas ecológicos. Acreditam que o que é bom para saúde do homem é bom para o meio ambiente, mas não é bem assim.

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Mercado de árvore de natal de PET se consolida

03/01/2010

Sem criatividade autoridades públicas preferem incentivar um mercado de árvores de natal de PET, ou plástico, que de mógno, cumaru, cedro, mulateiro e assim por diante. Mas, o pior, acham que parecem bem na foto dos ambientalistas. Não sabem que somente o uso múltiplo da biodiversidade pode garantir a manutenção da floresta na Amazônia.

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Fundo Nacional de Meio Ambiente tenta sair da falência

27/12/2009

Criado para financiar ações na área ambiental o Fundo Nacional de Meio Ambiente, FNMA, desde 2003 vem, aos poucos, definhando sem que se tome decisão política acerca de seu futuro. De importantíssimo instrumento de política ambinetal à condição de estorvo, o FNMA não sabe para onde ir.

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Cop 15 – O futuro começa em Copenhague

20/12/2009

As análises insistem em mostrar que a COP15 foi um desastre. Mas não é bem assim. Não faltará recursos para reflorestamento e para recuperar mata ciliar de rios por exemplo. Parece simples mas é uma mudança radical de atitude frente aos problemas que a humanidade criou.

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Fim do desmatamento legal derruba taxa

13/12/2009

No período entre julho de 2008 a agosto de 2009 se destruiu na Amazônia em torno de 7.000 quilometros quadrados. Foi a menor taxa já observada desde 1988, quando começou a ser medida. A razões vão da crise financeira, que reduziu a dinâmica econômica na região, ao fim do desmatamento legal, o que torna todo desmatamento ilegal em vários municípios da Amazônia.

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Reserva Legal não é improdutiva

06/12/2009

O Código Florestal, referência maior da legislação relacionada ao tema das florestas, que resiste ha mais de 40 anos, poderá ser alterado, de maneira perigosa, devido à confusão conceitual acerca dos objetivos da Reserva Legal. Para Amazônia, 80% da área da propriedade privada é, por Lei, Reserva Legal. Ali, somente é permitido o manejo florestal para produzir madeira, por exemplo, e não pode ser desmatada. Aí está a confiusão.

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Histerias amazônicas

29/11/2009

Com uma boa dose de romantismo a maioria dos que ppensam estar defendendo os interesses da Amazônia, atrapalham mais que ajudam. Insistem no estabelecimento de regras as mais variadas ora para evitar a biopirataria ora para dificultar o manejo florestal. No fundo, reforçam a tese de que é melhor criar gado, que trabalhar com a floresta.

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REDD tira valor da floresta

22/11/2009

Assumir o mecanismo da Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, REDD, como principal proposta brasileira para a reunião de Copenhague é um equíco. Ao reconhecer o direito do produtor desmatar e pagar para que ele não use seu direito, coloca-se o ecossistema florestal na condição de empecilho e não de recurso capaz de manter uma economia sustentável na Amazônia.

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Plano Amazônia Florestal

15/11/2009

Se existe um Plano de Acdeleração do Crescimento, PAC, para implantar infra-estrutura na Amazônia e um Plano Amazônia Sustentável, PAS, para tratar das estratégias que definirão o futuro da região, não oportuno um Plano Amazônia Florestal para dissociar o ecossistema florestal da Zona Franca e dar prioridade ao tema. Ou a manutenção da floresta não é prioridade.

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Do desenvolvimento sustentável ao baixo carbono

08/11/2009

Desde a definição do conceito de Desenvolvimento Sustentável, durante a Eco 92, o mundo se debate em tentativas de trazer esse conceito para a realidade das pessoas. Parece que com a, denominada, Economia de Baixo Carbono, as pessoas poderão, finalmente, saber o que fazer para contribuir com a sustentabilidade no mundo.

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Extinção econômica de espécies florestais amazônicas

01/11/2009

Duas premissas são importantes para entender as discussões acerca do risco de extinsão de espécies florestais da Amazônia. A primeira é que a extinsão comercial, de mercado, vem antes da ecológica. E a segunda é que a produção, sob as técnicas de manejo florestal de uso múltiplo é a garantia de que o risco de extinsão não vai ocorrer.

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Queimadas em reservas extrativistas da Amazonia

25/10/2009

As manifestações de seringueiros, que residem na Reserva Extrativista Chico Mendes, para reivindicar o direito de realizar queimadas, demonstra a gravidade do processo de agropecuarização dessas áreas. Afinal se o que acorre fora da Resex também acontece dentro, sua criação deve ser questionada pela sociedade.

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Dilema dos municípios do interior do Acre

18/10/2009

Com a construção de pontes (como as dos rios Purus, Envira e Tarauacá) e asfaltamento da 364, os municípios do interior passarão a viver uma nova realidade social e econômica. Manuel Urbano é o exemplo típico dessa nova realidade acreana.

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O amargo fim do PPG7

11/10/2009

Iniciado em 1993 o Programa Piloto para Proteção das Florestas tropicais do Brasil, PPG7, foi uma das maiores doações em dinheiro já realizadas pelos sete países mais ricos, para investimentos no controle do desmatamento e da queimada na Amazônia. Por falta de gerenciamento no Ministério do Meio Ambiente, chegou ao fim com certo grau de fracasso.

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CO2, CFC e Copenhague

04/10/2009

Em dezembro, em Copenhague, ocorrerá a reunião da ONU para negociação do Protocolo de Quioto, que limita a quantidade de carbono (leia-se fumaça) que os países colocam na atmosfera. Todos esperam uma posição mais dura que reconheça a emergência da crise ambiental, ocasionada pelo aquecimento global e, o mais importante, sua estreita vinculação com a existência de florestas.

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Manejo Florestal Comunitário: difícil começo

27/09/2009

Alguns técnicos abnegados e algumas instituições que aceitaram o risco se enveredaram na perigosa aventura de mostrar que a produção manejada e comunitária de madeira era possível, contrariando os pressupostos que a Engenharia Florestal amazônida defendia de que manejo florestal para madeira exigia extensas áreas e alto investimento, ou seja, não era coisa para pequeno.

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Amazônia pode conquistar a sustentabilidade?

20/09/2009

Pode, mas isso não acontecerá como se fosse parte de um processo natural e inexorável. A sustentabilidade precisa ser buscada e conquistada a cada decisão de investimento privado e de política pública. O mundo espera e vai reivindicar uma Amazônia sustantével aceitando, inclusive, pagar por isso.

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Extinção de espécies florestais comerciais amazônicas

13/09/2009

A exploração florestal na Amazônia encontra um emaranhado de normas impeditivas, sobretudo para o pequeno produtor extrativista, sob o argumento de que existe o risco de extinção de espécies. Uma preocupação legítima. Todavia o risco é de difícil aferição e multiplicado por mil, quando a floresta é substituída por capim.

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20 anos de Reservas Extrativistas: é pra comemorar?

06/09/2009

Recebidas como principal forma de ocupação produtiva da Amazôia por pequenos produtores envolvidos com a oferta de produtos florestais (sobretudo borracha e castanha) as Reservas Extrtivistas, criadas primeiro no Acre, ganharam a região e o mundo. É difícil um conflito que envolva população tradicional e recurso florestal para o qual a Reserva Extrativista não seja a melhor solução. Após 20 anos de sua idealização é hora de um balanço.

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Nenhum desenvolvimento não é alternativa ao desenvolvimento ruim

30/08/2009

Muitos acreditam que seria melhor não haver desenvolvimento algum a se conviver com o modelo atual, baseado na agropecuária, ledo engano. A história da ocupação produtiva da Amazonia mostra que, é justamente em populações onde não há alternativas produtivas, que a opção pelo desenvolvimento ruim se concretiza.

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Ouçam a Dercy, direto de Xapuri!

23/08/2009

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri, Dercy Teles, parece ser uma das únicas a contrariar a postura oficial de que tudo está bem no sindicalismo rural acreano. Com coragem, ela alerta para existência de uma crise profunda ocasionada pela cooptação dos sindicalistas rurais, que, ou já possuem ou estão esperando por um cargo público.

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Visão protecionista da Amazônia prevalece na SBPC

16/08/2009

Mesmo quando se trata da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, um forum privilegiado de cientistas brasileiros, a visão da Amazônia como santuário prevalece. Nesse caso, o argumento principal é de que enquanto as pesquisas não esclarecem todas as dúvidas, melhor não explorar a região. Um equivoco que não resolve o problema da sustentabilidade da ocupação produtiva na região.

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Comer o boi para vender o queixada

09/08/2009

Um juízo de valor equivocado do produtor extrativista da Amazônia faz com que ele poupe o boi e abate o animal silvestre para sua subsistência. Um equívoco influenciado e promovido por políticas públicas que ampliam o valor econômico de espécies animais exóticas em detrimento das espécies da imensa diversidade biológica local, que, por paradoxal que pareça, é enaltecida, nas próprias políticas públicas, como uma enorme riqueza estratégica, motivo da cobiça internacional. Confuso não é?

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Espécies florestais amazônicas extintas no mercado

02/08/2009

A produção florestal na amazônia se esforça para provar que se e quando realizada sob as técnicas de Manejo Florestal de Uso Múltiplo é impossível que alguma espécie, animal ou vegetal, seja levada ao risco de extinção. A história econômica da região demonstra que antes desse risco de extinção ecológica chegar a extinção comercial, realizada pelo mercado, é implacável, chega primeiro.

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Com Ministério Público, Acre não queimara em 2011

26/07/2009

A tolerância zero com as queimadas chegou por meio de ação vencida pelo Ministério Público, federal e acreano, contra o governo estadual. Como alertava a campanha “Para o Acre não queimar em 2010” as autoridades serão obrigadas a fazer algo que deveria ter sido uma decisão de poítica pública que colocaria o Acre na vanguarda da sustentabilidade amazônica.

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O SAF mais antigo da Amazônia

19/07/2009

Provavelemente vem do Acre o Sistema Agroflorestal mais asntigo da Amazônia. Implantado com esforço do produtor, Sr. José Veríssimo dava, há vinte anos, o exemplo de como praticar a agricultura familiar na região. Uma oportunidade de estudo que a Embrapa esta deixando escapar.

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Servidão Florestal pode resolver impasse da Reserva Legal

12/07/2009

A discussão acerca do tamanho da área que as propriedades privadas deveriam legalmente destinar para Reserva Legal na Amazônia é sempre realizada de maneira polêmica e equivocada. A Servidão Florestal pode dar um sentido a essa discussão, com a criação de um mercado de áreas florestais manejadas.

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Enfim, ambientalistas acertam no boi

04/07/2009

O movimento ambientalista perdeu um tem e esforço precioso na briga contra a necessária MP 458 da Reforma Fundiária. Sem entender o que é grileiro os ambientalistas não atentaram para o que importa: o uso dado a propriedade. Agora parece que, enfim, acordaram para o risco da pecuária.

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Indefinições para Política Florestal na Amazônia

28/06/2009

Geralmente costuma-se associar tragédias como a ocorrência de taxas absurdas de desmatamento, queimadas e, até, a morte de trabalhadores rurais, com a a necessidade de se estabecer políticas públicas para a manutenção da floresta. No fundo o que falta mesmo é uma Política Florestal que amplie o valor da floresta.

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Plano Amazônia Sustentável defende produção madeireira

21/06/2009

Apontado como uma proposta moderna e coerente para orgnaizar a ocupação produtiva da Amazônia, o Plano Amazônia Sustentável, PAS, aposta tudo em duas linhas prioritárias: regularização fundiária e promoção do Manejo Florestal para dar sustantabilidade à produção de madeira. Caminhos corretos mas de difícil operacionalização.

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Desafios para uma Engenharia Florestal amazônida

14/06/2009

Conceber tecnologias para o manejo de múltiplos produtos que o ecossistema florestal pode ofertar foi um dos desafios que a Engenharia Florestal na Amazônia conseguiu vencer na década de 1990, mas ainda falta muito.

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Suframa completa 42 anos sem atentar para a floresta

07/06/2009

Inegável a importância da Superintendência da Zona Franca de Manaus, Suframa, na promoção do desenvolvimento regional na Amazônia. Além de manter o Pólo industrial dos eletrônicos e motocicletas a Suframa também apóia a pavimentação de estradas e outras obras importantes para a atividade econômica. Todavia, quando o assunto é biodiversidade a entidade ainda tem muito o que aprender.

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MP da reforma fundiária amplia controle sobre desmatamento

31/05/2009

A vigília no Congresso pela defesa da Amazônia, alertava para um conjunto de medidas que se aprovadas seria um retrocesso para as questões ambientais na região. Incluia nesse conjunjto a MP da reforma fundiária alegando ser reconheicmento da grilagem. Um equívoco perigoso, pois a MP vai reconhecer a posse de milhares de pequenos produtores, que antes, para ter direito de propriedade, dependiam de artifícios como a criação de Reservas Extrativistas.

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Campanha “Para o Acre não queimar em 2010” completa cinco anos

24/05/2009

Desde 2005 uma série de artigos vem alertando para possibilidade concreta de que, com planejamento e emprego de tecnologias já desenvolvidas, seria possível que o Acre banisse a prática das queimadas em 2010. Seria o primeiro a fazer isso e mostrar que sua marca de sustentabilidade não é só discurso de vigilias.

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Sobre o risco de extinção de espécies

17/05/2009

A preocupação, legítima, com o risco de extinção de alguma espécie, vegetal ou animal, fez com que se criassem um emaranhado de regras difíceis de serem assumidas por empreendedores florestais vinculados ao manejo florestal comunitário. Caracterizar o risco parece mais que oportuno.

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Sobre cheias e alagações

11/05/2009

Todo ano a Amazônia se debate com as secas e alagações dos rios. Parece algo que ocorre independente da vontade dos homens. Como eventos causados pela natureza. Mas não é verdade. Diferenciar as cheias das alagações, pode ser um passo importante para compreender a responsabilidade de todos no comportamento dos rios.

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Pela regularização fundiária proposta para a Amazônia na MP 458

03/05/2009

Depoiis do Ministério do Meio Ambiente se debater nos últimos 10 anos para encontrar uma solução rápida para o problema das ocupações de terras públicas na amazônia, os planejadores da Sercretaria de Asuntos Estratégicos encontrou uma saída rápida como a contida na MP 458.

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50 engenheiros florestais são formados no Acre

26/04/2009

Após nove anos de sua criação a Engenharia Florestal da Ufac já formou 50 profissionais, um passo importante para se estabelecer uma economia estadual que tenha no recurso florestal sua principal referencia.

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Ministério amplia área de pecuária na Amazônia

19/04/2009

Algo estranho o Ministério do Meio Ambiente que deveria ser o guardião da legislação ambiental foi relator e favoravel à redução de Reserva Legal no Pará. Todos os estados amazônicos que concluem o ZEE reduzem a Reserva Legal com o apoio do MMA, não dá para entender.

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Redução de Reserva Legal desperta dilemas do século passado

12/04/2009

Uma triste volta ao passado é o que representa a inoportuna discussão acerca da reduçao da Reserva Legal das propriedades privadas na Amazônia. Algo que deveria ter sido concluído ainda no final do século passado mas que continua assombrando a região.

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Agressão à natureza e risco de extinção de espécies

05/04/2009

A preocupação com o risco de extinção de especies animais e vegetais fez surgir um variado conjunto de normas que atraplham o ambiente de negócios na área florestal, mas o risco nem sempre pode ser medido de fato.

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Zoneamento Ecológico beneficia pecuária na Amazônia

29/03/2009

Se houve um agente economico na Amaonia que se posicionou contra a realização do Zoneamento Economico e Ecológico foram os pecuaristas. Por paradoxal que pareça tem sido eles, os maiores beneficiários com a destinação de novas terras de Reserva Legal, que antes eram objeto da atividade florestal. Vai entender!

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Terceira Semana Florestal do Acre

22/03/2009

Começa dia 23, próxima segunda, a Terceira Semana Florestal do Acre, no auditório da ADUFAC no campus da UFAC. O tema agora é o Manejo Florestal de Uso Múltiplo, não podemos perder.

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Queimadas podem atrapalhar Copa de 2014 na Amazônia

15/03/2009

Na disputa entre as tres cidades amazônicas (Rio Branco, Belem e Manaus) para sediar parte da Copa de 2014, duas coisas importantes transparecem. Primeiro que o discurso do verde sustentável já não é mais monopólio acreano como antigamente. Segundo que tanto fora como no Acre o sustentável parece ser somente mensagem de out door.

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Manejo florestal melhora produção de cacau do Purus

08/03/2009

Para que a produção de cacau do Purus passe das 9 toneladas/ano atuais para as 40 demandada pelo mercado, os protocolos de manejo florestal terão que favorecer a regeneração nartural por smentes em detrimento da que ocorre com os Chupões.

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Reservas extrativistas da Amazônia: de volta ao tempo dos patrões

01/03/2009

Se antes os seringueiros não podiam trabalhar na agricultura porque os patrões não adimitiam agora, o ICMBio, como o novo patrão, também não permitirá a agropecuária sem, contudo, oferecer alternativa via Manejo Florestal Comunitário.

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Crise financeira abafa a ecológica

22/02/2009

Quando o mundo, finalmente, acoradava para os riscos que a crise ecológica oriunda das mudanças significa para todos e, o melhor, começava a tomar atitudes para minizar seus efeitos a crise financeira leva a atençao de todos para os bancos.

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Os seringueiros, a poupança e o gado

15/02/2009

Sob a justificativa de que se dependia do gado para fornecer proteína e leite abriu-se um precedente perigoso ao permitir a criação de rebanhos dentro das Reservas Extrativistas. O que era demanda nutricional virou poupança que, por sua vez, se transformou no principal investimento do seringueiro.

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Livro mostra como é fácil criar paca na Amazônia

08/02/2009

Criar animais silvestres pode fazer com que a pequena propriedade rural na Amazonia se diferencie no mercado agropecuario e amplie sua renda de maneira significativa. O problema continua sendo o insano licenciamento ambiental.

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Reserva extrativista ilegal

01/02/2009

A tendencia á agropecuarização das Reservas Extrativistas foi identificada ainda em 1994 apenas quatro anos após sua criação. Infelizmente nenhuma medida foi tomada e o resultado é preocupante.

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Eleições de ONGs para o Conama

25/01/2009

O Conselho Nacional de Meio Ambiente, Conama, um dos espaços mais importantes para definição de políticas públicas na área ambiental, está em processo eleitoral para escolha dos representantes da sociedade civil que comporão seu quadro de Conselheiros até 2011, um momento único pasra reflexão.

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Unidades de conservação na Amazônia: várias interrogações

11/01/2009

Unidades de Conservação são áreas protegidas por lei, para que o que ocorre fora delas não ocorra dentro delas. Se fora se cria gado com tecnologia primitiva, dentro, isso não pode acontecer, todavia, acontece.

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2008 deixa Amazônia perto da sustentabilidade

04/01/2009

Alguns importantes passos foram dados em 2008, para que a Amazônia se aproxime do desenvolvimento sustentável. A regularização fundiária e o apoio à atividade florestal são os mais importantes.

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Sonegação de ICMS viabiliza manejo comunitário na Amazônia

28/12/2008

Apesar do discurso de apoio aos moradores da floresta, ao extrativismo e à Reserva Extrativista, de concreto os manejadores florestais, que aceitaram entrar no manejo florestal comunitário, sofrem pela ausência de tratamento diferenciado. Para o Estado são todos madeireiros.

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Tragédia ambiental em Santa Catarina

21/12/2008

Apesar das autoridades locais tentarem tratar a tragédia ocorrida em Santa Catarina como um evento climático que acontece, como as peças que a natureza nos prega sem avisar, a verdade é que as condições ambientais na área atingida, sobretudo com relação ao desmatamento de encostas, é alarmante.

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Por um natal amazônico sem árvores, de lixo

14/12/2008

Todo Natal na Amazônia Árvores de Natal de lixo (feitas com garrafas PET e plástico) são colocadas nas praças como símbolo de preocupação ambiental. Além de muito feias elas representam uma distorção grave no pensamento ecológico.

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Prêmio para sustentabilidade da Amazônia

07/12/2008

A criação do Premio Professor Samuel Benchimol, além de significar uma justa homenagem ao acadêmico e empresário amazonense, também demonstra uma preocupação do Estado brasileiro com a sustentabilidade da ocupação produtiva na Amazônia.

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ONGs da Amazônia à mingua

30/11/2008

Apesar de nos palanques eleitorais a prioridade sempre ser o participativo e o tal do empoderamento, na prática existe uma difícil convivência entre os governos ditos de esquerda e os movimentos sociais (leia-se ONGs) que os ajudam a se eleger. Algo difícil de entender.

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Obama viabilizará o Manejo Florestal na Amazônia

23/11/2008

Assumindo que uma das maiores estrelas da campanha de Obama foi o ex-vice presidente e Premio Nobel Al Gore, a assinatura do Protocolo de Kyoto pelos Estados Unidos é inevitável. Como a Amazônia foi reconhecida, pela ONU, como área prioritária para o equilibrio climático tudo poderá acontecer.

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Transição Florestal na Amazônia

16/11/2008

Para que a Amazônia passe de uma economia baseada na produção de soja e de gado, para uma economia que tenha no ecossistema florestal sua principal referência será preciso um período de “Transição Florestal”.

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Fundo Amazônia decola

09/11/2008

Deixando de lado o equivocado escrúpluo de que a Amazônia deve ria ser conservada com recursos do orçamento da União, o Ministério do Meio Ambiente volta a concentrar esforços na captação de recursos financeiros internacionais para a Amazônia. Não faltará dinheiro para aqueles produtores que mantiverem a floresta e quem desmatou, se arrependerá.

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Primeira Floresta Nacional do Acre será explorada

02/11/2008

Após dois anos de vigência da Lei de Gestão de Florestas Públicas, aquela cuja proposta foi rasgada e queimada em audiência pública em Rio Branco, uma primeira FLONA, localizada em Sena Madureira, será entregue à exploração privada em 2009.

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Susto com o óbvio: Incra desmata

26/10/2008

Que os projetos de assentamento, geridos pelo Incra, contribuem, de maneira significativa, para as taxas de desmatamento na Amazônia não é nenhuma novidade. Então, quais as razões para o susto com o aparecimento do órgão, na lista dos desmatadores da Amazônia?

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Derrubem árvores para salvar a floresta

25/10/2008

Com uma visão acertada acerca dos problemas da Amazõnia, os estrategistas responsáveis pela execução do Plano Amazônia Sustentável, PAS, vão concentrar esforços em duas frentes: solucionar a baderna fundiária da região e promover o manejo florestal de uso múltiplo.

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Empoderamento, isso existe?

12/10/2008

Apesar de todos que atuam na extensão rural avisarem, as instituições de apoio. tanto públicas quanto privadas, insistem em colocar cada vez mais responsabilidades nos ombros dos produtores. Sob a triste denominação de empoderar, o que parece ajudar, no fundo, atrapalha a vida do produtor.

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Fundo Nacional de Meio Ambiente faliu em 2007

05/10/2008

O Fundo Nacional de Meio Ambiente, um dos principais instrumentos para apoiar, com recursos financeiros iniciativas nas áreas abientais e florestais, desde 2003 vem sendo sucateado. O relatório de desempenho, do FNMA em 2007, fornece uma idéia clara de sua falência.

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Verticalização da produção comunitária na Amazônia

28/09/2008

Quando a comunidade consegue chegar, a um nível de organização que lhe permite dominar todos os meios de produção, a verticalização da produção, com uima gestão comunitária que vai do plantio à mesa do consumidor, pode ser alcançada, mas isso é muito difícil de ocorrer.

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Para o Acre não queimar em 2010

21/09/2008

O que leva à sociedade na Amazônia e no Acre, ser tão condescendente com uma prática produtiva nefasta como a das queimadas. A idéia de que para produzir é preciso queimar perdeu a validade. Hospitais cheios de crianças com problemas respiratórios é mais que suficiente para ser a favor da tolerância zero com as queimadas.

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Inteligência nacional alerta: cana é inviável na Amazônia

14/09/2008

Estudo inédito realizado pelas mais importantes instituições de pesquisas agronômicas pa país conclui que, devido à ocorrência de mais de 90 dias com deficiência hídrica, a Amazônia e o Acre, não prestam ao cultivo da cana. Quem insistir verá que dessa vez não é coisa de ambientalista e os prejuízos, além de públicos, também serão privados.

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Floresta do Jamari concedida à exploração privada

07/09/2008

Com o encerramento do processo de concessão da Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia, a certeza científica da sustentabilidade do manejo florestal para produção de madeira na Amazônia, terá, enfim, sua comprovação em escala de mercado.

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Restrições políticas tiram a cana da Amazonia

31/08/2008

Cresce restrição ao plantio de cana na Amazônia. Atualmente existem 3 usinas em operação. No Acre, Amazonas e Pará. Todas passarão por processos intensos de monitoramento, nacional e internacional. Será difícil que continuem operando. Até 2010 deverão estar fora da região.

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Universidade da Floresta Amazônica

24/08/2008

A especialização das universidades é algo difícil de acontecer. Várias tentativas já fracassaram. Mas que seria interessante ter uma universidade espcializada em Amazônia, isso seria.

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Fábrica: terceira estrutura comunitária na Amazônia

17/08/2008

Primeiro veio a onda do projeto participativo que deveria envolver as comunidades beneficiárias nas atividades de concepção, elaboração e execução dos projetos de políticas públicas. Depois a onda da verticalização da produção que daria ao produtor o domínio sobre toda cadeia produtiva. Mas, os fracassos na gestão de usinas de borracha são os melhores exemplos de que não seria bem assim.

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Reitoras da Ufac

10/08/2008

Elaborado antes das eleições para Reitoria da Ufac, ocorridas dia 04 de agosto último, discute a importancia desse processo eleitoral para a universidade.

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Desmatamento permanente é de fazer jogar a toalha

03/08/2008

Taxa de desmatamento na Amazônia, divulgada agora mensalmente, expõem os dirigentes dos órgãos ambientais, federal e estadual, que primeiro se justificam pela falta de recursos e depois pela falta de apoio político. O problema não é esse.

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A falta de gerenciamento na área ambiental

27/07/2008

O problema para controlar desmatamento na Amazônia, sobretudo de 2003 para cá, não reside na falta de recursos financeiros ou de apoio político, mas sim na total ausência de clareza de própositos na gestão do Ministério de Meio Ambiente, MMA.

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Sobre a falta de recursos financeiros para a área ambiental

20/07/2008

A alegada justificativa de falta de recursos financeiros para uma gestão ambiental eficiente é equivocada. Não só existem recursos financeiros, nacionais e internacionais, como eles são acessíveis. O maior problema, para controlar o desmatamento na Amazônia, por exemplo, não é de falta de dinheiro.

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Para TCU, não existe transversalidade na área ambiental

13/07/2008

Auditoria do Tribual de Contas da União, TCU, afirma que os órgãos da área ambiental do executivo federal atuam sem qualquer sinergia, ou seja, ou se repete o que o outro fazia ou nenhum faz. Sendo que a tal da tatransversalidade, prioridade assumida em 2003, tinha como objetivo resolver isso.

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Sobre a existência de apoio político para a área ambiental

29/06/2008

A justificativa de falta de apoio político para área ambiental, comumente usada como causa principal do descontrole nas taxas de desmatamento na Amazônia, não é verdadeira. De 2003 para cá, a área ambiental conseguiu fazer o que queria, apesar de nem sempre saber o que era.

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Empecilhos na gestão comunitária amazônica

22/06/2008

Os limites da gestão comunitária de empreendimentos na Amazônia, não são assumidos pelos atores envolvidos, sobretudo os órgãos públicos de extensão e os empecilhos não são superados.

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Transversalidade e diluição de responsabilidades

15/06/2008

O apelo à transversalidade do tema ambiental vem sendo reiterado desde 2003. Foi para forçar essa transversalidade que o Ministério do Meio Ambiente, MMA, sempre abriu mão da cooordenação do PAS. Afinal, a transversalidade ajuda ou serve somente para diluir a responsabilidade do MMA?

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Desafios do manejo comunitário do cacau nativo

08/06/2008

A empresa quer comprar o cacau selvagem, aquele que ocorre na várzea do Purus, mas, precisa de uma quantidade bem superior ao que o extrativismo oferta. Será que o manejo florestal comunitário consegue ampliar a oferta e, assim, evitar a perigosa opção do cultivo? O futuro dirá.

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Em busca da árvore mais velha da Amazônia

01/06/2008

O estudo da dendrocronologia possibilita uma aferição bem precisa da idade das árvores e dos eventos climáticos ocorridos durante sua vida, informações importantes para entender o passado.

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Conclusões perigosas da Paleontologia amazônica

25/05/2008

Toda discussão acerca de um passado remoto, que envolve mais de mil anos, precisa ser relativizada. Querer justificar a biodiversidade atual da Amazônia pelo que ocorreu nesse período é, no mínimo, muito perigoso.

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Engenharia Florestal e o Manejo Comunitário do Cacau

16/05/2008

Um desafio para a engenharia florestal, multiplicar por dez a produção do cacau nativo do Purus por meio do manejo florestal comunitário, sem apelar para os cultivos em grandes áreas.

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Manejo Florestal Comunitário na Amazônia

11/05/2008

A exploração de produtos florestais por populações tradicionais sempre ocorreu na Amazônia. No entanto, faltava gerar uma teconologia que trouxesse ao extrativismo, a requerida sustentabilidade. Surgia, assim, o Manejo Florestal Comunitário.

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Teriam sido plantadas as florestas nativas da Amazônia?

04/05/2008

Paleontólogos sugerem que a floresta amazônica foi plantada por indígenas há uns 20 mil anos. Sendo assim não há razão para tanto zelo com ela e um desmatamento ou outro deveria ser normal. Enganam-se, pois floresta plantada há 20 mil anos nativas hoje são.

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Pousio econômico, pousio ecológico e sistemas agroflorestais

27/04/2008

A resitência do produtor para instalar Sistemas Agroflorestais se justifica no período no qual o produtor dispende mão-de-obra sem obter rendimentos do SAF. Esse Pousio Econômico precisa ser solucionado pelos técnicos com urgência.

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Cenas amazônicas: inverno que não acaba

20/04/2008

Algo estranho esta acontecendo na Amazonia. Os veroes e invernos estao cada vez mais longos. E o desmatamento agora teima em aumentar no inverno. Mas, nao se desmata com chuvas…

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Do projeto participativo à gestão comunitária

13/04/2008

Se ainda faltava preparar as comunidades para seu envolvimento no denominado Projeto Participativo, não seria possível promover a gestão comunitária de empreendimentos coletivos. Mas, foi o que ocorreu e o fracasso total.

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Segunda Semana Florestal do Acre

06/04/2008

Com o tema da superação do gargalo tecnológico nas atividades florestais, a segunda semana florestal, que começa amanhã na Ufac, vai discutir o que fazer para tornar a produção florestal acreana sustentável.

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Limites da gestão participativa no seringal

30/03/2008

Apesar do deslumbramento inicial, com a possibilidade das comunidades discutirem políticas públicas a elas destinadas, a experiência mostrou existir limites difíceis de serem superados para que essa participação se torne realidade.

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Sustentabilidade e eleições na Amazônia

23/03/2008

Priorizar a sustentabilidade é algo difícil de ocorrer. No caso da Amazônia, nem mesmo como argumento de campanha eleitoral, os candidatos conseguem fazer uma leitura aceitável da sustenabilidade.

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Desmatamento, anistia e impunidade ambiental

16/03/2008

Não há razões para que os infratores às regras ambientais temam a ação do Estado. Uma certa impunidade, sempre amenizou os efeitos da rígida legislação ambiental brasileira.

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À espera do Jamari

09/03/2008

Expectativas com relação ao resultado do primeiro processo de Concessão Florestal, por um período de 40 anos, da Floresta Nacional do Jamari em Rondônia.

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ONGs: do reconhecimento estatal à desconfiança pública

03/03/2008

A partir de 2003, a presença das ONGs, que contribuíram, em tese, para eleição de um governo de esquerda, foi colocada em cheque. As organizações, pelo menos a maioria delas, não sabiam que a esquerda não acreditava nelas.

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Tecnologia e Cluster Florestal na Amazônia

24/02/2008

Existe capacidade para desenvolver tecnologias florestais na própria Amazônia, a época da dependência dos “paulistas” terminou. Mas, no entanto, tem que ser prioridade pública.

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Potencialidades para arranjos produtivos florestais

10/02/2008

Um outro modelo de desenvolvimento, baseado na floresta é possível, mas depende de muita, mas muita, determinação pública.

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Queixadas na mesa

03/02/2008

Razões para que a carne de animal silvestre da Amazônia não seja acessível ao consumidor.

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Árvores de lixo poluem o natal da Amazônia

27/01/2008

Contradições do ambiente limitado dessa gente.

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Setor florestal não barra expansão agropecuária na Amazônia

20/01/2008

O que será preciso para transformar a atividade florestal mais atrativa que a agropecuária e assim reduzir os desmatamentos?

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O extrativista e a dupla dependência

13/01/2008

Quem pode salvar a floresta? O extrativista que vivia da seringa e agora é manejador florestal pode!

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2007, ano bom para a Amazônia

06/01/2008

A vinculação do ecossistema florestal na Amazônia à manutenção do equilíbrio climático no planeta foi, sem dúvida, o fato mais importante de 2007. O mundo agora terá que encontrar formas para dar um preço a esse importante serviço prestado pela floresta.

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A floresta, a madeira e a negação dela

30/12/2007

Se os produtos que saem da floresta são madeireiros ou não, não importa. Se são manejados ou não, essa sim deve ser a preocupação de todos que acreditam na sustentabilidade.

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Reserva Legal e o dilema produtivo da Amazônia

23/12/2007

A Comissão de Agricultura da Câmara aprovou a transformação da Reserva Legal em cultivos. O ZEE do Acre reduziu a Reserva Legal de 80% para 50% da área das propriedades privadas. Será tudo parte da reação do agronegócio às pressões da ONU para não desmatar a Amazônia?

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Amazônia agora é Monumento da Natureza

17/12/2007

Profissionais da engenharia civil e da arquitetura, ligados à Icomos, uma consultora da Unesco, declaram a Amazônia Monumento da Natureza. Será que a fase das grandes obras esta chegando ao fim?

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Zerar desmatamento é pouco, é preciso aumentar áreas de florestas

09/12/2007

O mundo espera mais, dos países amazônicos, que apenas zerar o desmatamento. A demanda internacional é pelo aumento da área florestal.

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Alternativas ao desmatamento: do SAF ao Sistema Agrosilvopastoril

02/12/2007

Alternativas para o desmatamento zero na Amazônia não faltam. No entanto, para colocar essas alternativas no roçado do produtor é necessário determinação política.

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Desmatamentos na Amazônia e o Nobel da Paz

25/11/2007

Sepois de ser celeiro do mundo a Amazônia passa à condição de termostato verde que regula o clima do planeta. Ao invés do asbastecimento de alimentos a região irá garantir a sustentabilidade. Quer dizer, menos plantios e mais florestas.

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Valorizar a floresta: única saída

18/11/2007

Duas opções para conter o desmatamento: taxar a ampliação da pecuária e dos plantios de soja, ou, ampliar o valor por hectare da área de floresta. O mundo caminha para a segunda opção, enquanto nós não temos coragem para nunhuma das duas.

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Um pacto para a Amazônia não desmatar em 2015

11/11/2007

Na ausência de iniciativas dos governantes para conter o desmatamento na Amazônia, um grupo de ONG´s, nacionais e internacionais, articulam um Pacto, na forma de um contrato social, para que a Amazônia deixe de desmatar em 2015.

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Que levem o Álcool Verde para bem longe daqui!

04/11/2007

As chantagens da usina de álccol para não cumprir exigências ambientais do Ministério Público, como a demissão de funcionários e até ir embora do Acre, não fazem sentido. Até 2010 o Alcool Verde terá ido embora da Amazônia por um imperativo global.

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O setor florestal e a sustentabilidade amazônica

28/10/2007

Importância das atividades florestais para sustentabilidade do Acre e da Amazônia.

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Produção de biocombustíveis na Amazônia: e a floresta, onde fica?

21/10/2007

Não se pode pensar que para produzir biocombustíveis existem somente a soja, o dendê e assim por diante. A floresta e sua diversidade biológica pode trazer novas opções que precisam ser pesquisadas.

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Sustentabilidade em risco no Acre

14/10/2007

Não dá para promover atividades econômicas perigosas, que dependem de desmatamento e queimadas, e esperar que a sustentabilidade seja alcançada. Isso não vai acontecer. O risco é real.

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Inventário florestal para biocombustíveis no Acre

07/10/2007

Seria triste imaginar que as únicas opções para o biodiesel sejam a soja e o dendê. A floresta esconde, seguramente, novidades.

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Obras e sustentabilidade no Acre

30/09/2007

Uma infra-estrutura sólida atrai investimentos, que podem comprometer a sustentabilidade.

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Setembro cinza

23/09/2007

Todo ano quando chega setembro as queimadas deixam o acreano sem ver o céu, e o sol, por mais de 30 dias. O que fazer?

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Uso tradicional da biodiversidade na Amazônia

16/09/2007

Será que as Reservas Extrativistas são realmente sustentáveis?

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Desmatamento na Amazônia: crise à vista

09/09/2007

Continuação da análise acerca das implicações do novo padrão de desmatamento em formação na Amazônia.

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Manejar Paca é simples. Licenciar, quase impossível!

26/08/2007

Impedimentos normativos que não permitem que a carne de animal silvestre da Amazônia chegue à mesa do consumidor.

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Desmatamento na Amazônia: nada a comemorar

02/09/2007

A última taxa de desmatamento da Amazônia (2005-2006) não merece ser comemorada. Um novo padrão da expansão da fronteira agropecuária esta em formação e isso sim é muito perigoso para a sustentabilidade na região.

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Intrigante Universidade Nova

19/08/2007

Uma reforma da arquitetura curricular dos cursos de nível superior que a partir de então deixariam de ser profissionalizantes para formar generalistas em áreas do conhecimento.

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A Amazônia e os três hectares da fome

12/08/2007

Último artigo, de uma série de quatro, que discute a equivocada medida que licencia automaticamente 3 hectares por ano de desmatamento na pequena propriedade na Amazônia.

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Se o álcool é verde, o capim também é

05/08/2007

A cana se alastra no meio ruiral acreano e cria um novo dilema ambiental na região. Se antes era gado ou floresta agora é cana ou capim.

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O GTA queimou

29/07/2007

Um incendio destruiu a sede do GTA em Brasília queimando quase 20 anos de história de organização de uma rede de entidades na Amazônia. Uma trágica consequencia do abandono e crise institucional.

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Arquitetura amazônida que nega a floresta

22/07/2007

O ambiente florestal da Amazônia deveria sugerir a concepção de arquitetura própria que considerasse o “princípio da adequação”.

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Experiência do Reca para o Acre não queimar em 2010

15/07/2007

Uma campanha para o Acre não queimar em 2010, é fáci e rápido…..

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Pequeno produtor e madeireiros: uma simbiose nefasta

08/07/2007

A perigosa oferta de madeira pelo pequeno produtor que abastece o mercado sem manejar a floresta.

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100 anos de queimadas nas Raízes do Brasil

01/07/2007

Como a obra Raízes do Brasil de Sérgio Buarque de Holanda se preocupaca com o modelo predatório da agropecuária brasileira.

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Ambiente limitado, o dessa gente!

24/06/2007

Um reducionismo intelectual parece tomar conta dos gestores públicos vinculoados à esfera ambiental, sobretudo dos executivos municipais, a cada 05 de junho, todo ano. Na semana de meio ambiente, eles costumam reduzir as questões ambiuentais ao destino do lixo e, o pior, à reciclagem de papel, algo que, nem sempre, chega a se caracterizar como problema ambiental.

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Alternativas ao desmatamento na Amazônia

17/06/2007

Discussão acerca das tecnologias do manejo florestal comunitário e do SAF como alternativa ao desmatamento e à queimada na Amazônia.

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Pequeno produtor e a fome: uma combinação trágica

10/06/2007

Licenciar automaticamente 3 hecatares por ano para pequena propriedade sob o argumento do alívio da fome traz graves consequencias ambientais para Amazônia.

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Mineração e degradação ambiental no Acre

03/06/2007

Os problemas ambientais advindos da mineração de areia, argila e piçarra, são graves, apesar de serem tratados com displicencia.

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Com novo Ibama, Acre não queimará em 2010

27/05/2007

O fim do Ibama e as consequências para a Amazônia.

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O CTA e o legado de Chico Mendes

20/05/2007

O equívoco e o estrago que a reportagem da IstoÉ fez com a reportagem acerca intitulada o Novo Chico Mendes.

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Petróleo, gás e o sócio-ambientalismo

14/05/2007

O não desenvolvimento jamais será uma alternativa ao desenvolvimento ruim. A possibilidade de se manter sociedades, urbanas ou rurais, em condições de restrição de qualquer tipo, é, em última instância, cerceamento da liberdade. Como afirmou Armatya Sem, impedir a humanidade de acessar bens e serviços que existem é agressão grave à liberdade. E esse impedimento pode ocorrer por diversas vias, como através da introdução de regras comerciais…

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Por um punhado de hectares

13/05/2007

A liberação de desmatamento automatico de 3 hectares anuais para pequeno produtor é absurda e fere e sustentabilidade da região.

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Primeira Semana Florestal do Acre

07/05/2007

Após sete anos de sua criação, o curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Acre (Ufac) organiza sua primeira semana de contato com a sociedade. A idéia principal é mostrar o potencial que o curso possui para oferecer um profissional preparado para atuar com sua floresta…

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Eleições de ONGs para o Fundo Nacional de Meio Ambiente

30/04/2007

Trata-se de uma eleição para entidades ou organizações originadas da sociedade, as denominadas ONG`s, para participarem da análise e aprovação de projetos a serem financiados, com recursos doados, pelo Fundo Nacional de Meio Ambiente…

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Fome e destruição de florestas

23/04/2007

O argumento da fome já não justifica a destruição das florestas no mundo. Tudo indica que os prejuízos, inclusive econômicos, acarretados pela substituição das áreas florestais em solos para produção agropecuária, finalmente, superaram a urgência política do combate à fome…

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Hollywood, política, verdades e inconveniências

16/04/2007

É possível que o documentário “Uma Verdade Inconveniente”, ao receber dois prêmios na última cerimônia de entrega do Oscar, tenha sido o grande vencedor da noite. Mais que isso, a premiação demonstrou o quanto a indústria de cinema mais poderosa do mundo está sensibilizada com a causa do aquecimento global…

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Recursos públicos para investmentos privados na Amazônia

08/04/2007

Se a atividade privada na Amazônia é impregnada de efeitos negativos à sustentabilidade da região, o poder público possui parcela considerável de responsabilidade. Afinal, foram os recursos do Estado, em todos os níveis (federal, estadual e municipal) que possibilitaram a instalação de empreendimentos em todos os setores da economia: primário, secundário e terciário…

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Petróleo pode ser melhor que álcool na Amazônia

01/04/2007

O álcool tem sido apontado como alternativa energética prioritária ao petróleo. Principalmente quando o assunto é a queima em automóveis, o combustível extraído da cana-de-açúcar surge como opção estratégica para a era dos biocombustíveis, que vai substituir a era do petróleo, que, por mais que alguns neguem, tem data para acabar…

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Para TCU, madeira manejada é a melhor opção para Amazônia

06/06/2004

É provável que o manejo florestal para produção de madeira tenha sido a primeira atividade produtiva presente na região amazônica a ser submetida a uma auditoria do TCU. E a melhor notícia é que passou no teste: foi alçado à condição de opção preferencial para a conquista do desenvolvimento sustentável na região, tendo sido considerado “ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável”.

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Caminhos e descaminhos da Amazônia

29/01/2007

Pensamento amazônico

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A equação da sustentabilidade produtiva da Amazônia

03/02/2007

A produção primária, quer seja agrícola ou florestal, realizada de maneira adequada às condições ecológicas da Amazônia ganhou impulso significativo no período pós Eco 92…

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A inclusão da madeira na cesta de produtos extrativistas

01/01/2006

Uma produção extrativista ancorada no binômio castanha e borracha estava fadada à falência…

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Colocaram um bode no seringal

12/03/2007

O conceito de populações tradicionais incluído no Decreto que instituiu a política nacional é perigoso para os extrativistas.

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A vez da produção florestal comunitária

01/01/2006

A realidade social e econômica acreana passou por profundas transformações nas duas últimas décadas…

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Com a alagação, Acre não queimará em 2010

A lista de incongruências ambientais e florestais acreanas aumenta com facilidade. Sem ser prerrogativa de um agente econômico, ou ator social, ou ainda, autoridade constituída específica, as incongruências são ditas, ou escritas, com muita desenvoltura por todos, sem exceção, ou algum tipo de discriminação…

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Com o Legislativo, Acre não queimará em 2010

De maneira geral – e notadamente no período eleitoral – os parlamentares acreanos sempre se posicionam em defesa dos produtores rurais…

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Com piscicultura, Acre não queimará em 2010

O armazenamento de água em açudes só traz resultados positivos. Além do armazenamento por si já se configurar em um regime de uso equilibrado da água, o açude contribui para elevação da umidade relativa e a conseqüente redução dos riscos de incêndios florestais…

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Com sistemas agroflorestais, Acre não queimará em 2010

A possibilidade de se alterar a maneira como se dava a produção agropecuária na Amazônia chegou à região no final da década de 1980…

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Com tecnologia, Acre não queimará em 2010

O tom de desculpas públicas percebido nas entrelinhas da nota divulgada pelo Ministério Público estadual para justificar seu posicionamento com relação às queimadas fornece uma leitura clara da dimensão política que essa nefasta prática assumiu…

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Uma pergunta inconveniente

18/03/2007

O Acre vai queimar em 2010?
Um início de 2007 alvissareiro para as questões ambientais. Dois documentos históricos e importantíssimos para a sustentabilidade ambiental global tiveram amplo destaque na imprensa. No entanto, contextualizar a Amazônia e o Acre nessa discussão parece que não interessa a ninguém. Ou porque as pessoas não se dão conta da relação direta da região com essa sustentabilidade planetária, ou porque as autoridades preferem não mexer em antigos vespeiros.

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Discussões que caducaram e ninguém se deu conta

01/01/2006

A discussão acerca dos comprometimentos sociais e ambientais do processo de ocupação da Amazônia ganhou duras críticas no decorrer da década de 1980…

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É preciso aumentar o valor da floresta

O ecossistema florestal amazônico, que sempre deslumbra o mais frio observador, exige, quase que de maneira natural, uma adequação dos investimentos públicos e privados à sua realidade…

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Em 2010, a queimada estará banida no Acre

Banir é uma expressão forte. Erradicar também. Pois bem, em 2010, a prática da queimada na agropecuária estará banida e erradicada no Acre.

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Em 2010, Acre não queimará

15/01/2006

Em 2010, o Acre não queimará. Isso significa que toda e qualquer queimada será coibida e considerada ilegal. Não se fala das fogueiras maravilhosas das festas tradicionais de meio de ano, mas, sim, das queimadas comumente usadas na produção agropecuária. Significa mais, que temos quase quatro anos para preparar o terreno para que isso ocorra sem convulsões sociais ou outras questões de toda ordem.

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Fundo Nacional de Meio Ambiente vai mudar para melhor

01/01/2006

Em sua reunião ordinária realizada em Brasília, dias 23 e 24 últimos, o Conselho Deliberativo do Fundo Nacional de Meio Ambiente deu continuidade a uma série de transformações que fornecerão ao Fundo uma nova maneira de atuar e de financiar iniciativas voltadas para a conquista da sustentabilidade.

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Identidade florestal de Assis Brasil

Até bem pouco tempo Assis Brasil era de manga. Para chegar lá era muito difícil e de lá não se ia a canto algum, a única opção era voltar para Brasiléia e por isso era de manga…

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Logística no uso múltiplo da floresta

Um dos principais desafios a serem superados na operacionalização do manejo florestal de uso múltiplo se refere ao elevado grau de organização produtiva requerido…

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Manejo comunitário na Amazônia

O envolvimento da sociedade civil com o manejo florestal, ocorrido de maneira mais expressiva durante a década de 1990, pode ser considerado decisivo tanto na demonstração de que a alternativa florestal era possível…

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Microcrédito florestal e o Nobel da Paz

22/10/2006

São raros os casos nos quais o Prêmio Nobel da Paz é concedido para pessoas ou instituições que atuam fora dos temas da cooperação internacional voltada à promoção da compreensão, caridade e da paz (entendendo paz como ausência de conflitos ou de guerra)…

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Na alagação, sobra água ou sobra chuva?

25/02/2007

Discussão acerca das periódicas secas e alagações na Amazônia.

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Microcrédito florestal para extrativistas

01/01/2006

O Acre vem construindo, com muito esforço, uma marca de sustentabilidade. Desde o final da década de 1980…

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Fragilidades do Projeto Participativo na Amazônia

25/03/2007

O envolvimento das comunidades na busca de soluções para seus próprios problemas era algo impensável há bem pouco tempo. Na década dos planejadores da ocupação social e produtiva na Amazônia, a de 1970, as levas de trabalhadores rurais e urbanos mobilizados nesse processo eram somente uma questão de logística complexa, mas de solução elementar…

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O Alto Acre é o lugar da sustentabilidade

01/01/2006

É bem provável que nenhuma outra região da Amazônia tenha sido palco de tamanha gama de experiências produtivas, ditas sustentáveis, que a região do Alto Acre, no estado de mesmo nome…

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O BID e a cooperação florestal com o Acre

Em fevereiro de 1988 uma área com 41.000 hectares no Vale do Rio Acre foi transformada na primeira unidade de Reserva Extrativista da Amazônia, denominada de São Luís do Remanso…

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O conceito do uso múltiplo da floresta

O conceito de uso múltiplo da floresta possui origem recente. Até a segunda metade da década de oitenta, a idéia de uso múltiplo se restringia às diversas possibilidades de beneficiamento da madeira de determinada espécie.

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Política e o fim das queimadas no Acre

08/01/2006

Os dois maiores problemas ambientais da Amazônia são o desmatamento e a irmã deste, a queimada…

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Política florestal e legitimômetro eleitoral

12/11/2006

Durante o anúncio oficial do vencedor do segundo turno das eleições presidenciais, uma repórter, distraidamente, perguntou ao presidente do TSE se a formidável vantagem obtida pelo candidato à reeleição (o presidente Lula) sobre o seu adversário conferir-lhe-ia “maior legitimidade” para governar o país por mais quatro anos. Ao que o ministro, igualmente distraído, respondeu afirmativamente. Foi instituído, desse modo, em nossa jovem democracia, o legitimômetro eleitoral. Tal qual a urna eletrônica, trata-se de invenção tupiniquim.

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Preservacionismo e conservacionismo na Amazônia

01/01/2006

O ambientalismo, desde o seu surgimento, e mais especialmente no início do século XX, debate-se entre o preservacionismo e o conservacionismo.

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Pronaf Florestal para a Amazônia

09/07/2006

Em sua 46ª reunião, realizada em Brasília nos últimos dias 28 e 29 de junho, o Conselho Deliberativo do Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA), analisou e aprovou as propostas enviadas ao Edital 01/2006…

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Tecnologia e diversidade biológica na Amazônia

01/01/2006

Os desafios para se viabilizar uma economia florestal na região amazônica são imensos…

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Um legado acreano com certeza

A história da ocupação social e econômica da Amazônia é repleta de exemplos da estreita relação do produtor, à época chamado de extrativista, com o recurso florestal…

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