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Pesquisa comprova: desmatamento causa seca e alagação na Amazônia

12/08/2018

O comprometimento do ciclo hidrológico da Amazônia, a despeito de ser uma das consequências mais terríveis do desmatamento, até há pouco tempo não era objeto de muita atenção por parte dos pesquisadores.

O que não é de se espantar.

Acontece que ao se analisarem as implicações decorrentes das atividades inseridas no universo da agropecuária, que dependem da substituição das florestas, como é o caso da criação de boi, chega-se a uma lista extensa e inquietante.

A começar pela perda das características físicas da terra – uma vez que a retirada das árvores leva à compactação do solo, dificultando a penetração das raízes das plantas –, os problemas relacionados ao desmatamento, além de gravíssimos, parecem intermináveis.

Diga-se que apenas nos últimos 15 anos foi detectada e dimensionada a íntima associação existente entre a derrubada das florestas e a produção de carbono, o principal gás causador do efeito estufa.

Como o aquecimento do planeta decorre do fenômeno do efeito estufa, as consequentes mudanças climáticas saltaram para o topo da lista das preocupações dos cientistas.

Não à toa, o Acordo de Paris, tratado assinado por praticamente todos os países do mundo em dezembro de 2015 e considerado o mais abrangente e representativo pacto global voltado para a redução do carbono da atmosfera, assumiu como uma de suas prioridades zerar o desmatamento na Amazônia.

Faltava direcionar as atenções para a inter-relação presente entre florestas e água – o que parece estar acontecendo agora.

Ainda que as pesquisas realizadas por importantes instituições, como Inpa e Embrapa, venham demonstrando desde a década de 1960 a importância da mata ciliar para a qualidade e vazão da água nos rios e igarapés, a lacuna em relação ao regime de chuvas sempre foi perceptível.

Mas estudos recentes, como o que foi publicado em fevereiro último sob a autoria de Thomas Lovejoy, professor da George Mason University (EUA), e de Carlos Nobre, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas, alertam que a área já desmatada na Amazônia compromete o regime hidrológico da região.

Apoiando-se nas pesquisas realizadas por Enéas Salati ainda na década de 1970, e que concluíram que a Amazônia produz a metade da água vertida nas precipitações – ou, em outas palavras, a floresta na Amazônia gera quase metade de suas próprias chuvas –, os autores se propuseram a estabelecer o limite do desmatamento, para não  prejudicar de forma irreversível a hidrografia.

Ou seja, assumindo que a alteração do regime pluviométrico leva à ocorrência corriqueira de secas e alagações, os pesquisadores questionaram até onde o desmatamento poderia chegar sem deteriorar o ciclo das águas.

Muito embora tenham iniciado as medições testando modelos matemáticos com 40% da área florestal desmatada, chegaram à conclusão de que, devido a outros fatores, como aumento das queimadas e aquecimento global, o comprometimento do balanço hidrológico e o início do processo de savanização ocorreriam a partir de 20 a 25% de destruição florestal.

Mais que provar que a retirada da floresta é a causa principal de secas e alagações, os pesquisadores definiram um prazo para zerar o desmatamento – o legal e o ilegal.

Esse prazo já terminou.

 

Do Acre a Puno

05/08/2018

Com a conclusão da pavimentação – exemplar, diga-se – da rodovia interoceânica que liga o Acre ao Peru pela brasileira Odebrecht, tornou-se possível chegar a Puno para conhecer o deslumbrante Lago Titicaca. Sem dúvida, uma experiência inesquecível e, para os brasileiros, um alerta de urbanidade, já que o Peru não é referência nesse quesito.

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Queimadas no Acre superam média de 20 anos

29/07/2018

Sem uma atuação decisiva dos órgãos públicos responsáveis pelo monitoramento e controle das queimadas, a tragédia será inevitável. Não adianta jogar a culpa na chuva que não vem, ou na alteração do clima causada pela industrialização dos países desenvolvidos. Em respeito ao povo, o governo deve assumir uma medida de gestão pública responsável e suspender o licenciamento das queimadas em todo o território estadual. Imediatamente.

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Japão constrói prédios de madeira, enquanto o gado se alastra no Acre

22/07/2018

Só por meio da elaboração e implantação de políticas públicas é possível promover a vocação produtiva de uma determinada região. Por efeito da política pública, os americanos criaram o Vale do Silício, o maior cluster de informática do mundo. Também graças à política pública, os japoneses vão construir um prédio de 70 andares, todo em madeira, em plena Tóquio. E foi devido à política pública que, mesmo dispondo da exuberante diversidade presente na floresta amazônica, o Acre se tornou (proporcionalmente) um dos maiores criadores de boi do país. Cada um com seu rumo. E com sua política pública.

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Privatizar a Petrobras antes do fim do motor a diesel é decisão estratégica

15/07/2018

Os partidos de esquerda costumam gritar contra qualquer privatização, embora demonstrem profunda incompetência no gerenciamento de empresas estatais. Com a Petrobras não foi diferente. Depois de o uso político se tornar corriqueiro durante cerca de 13 anos, a estatal quebrou, legando prejuízos astronômicos aos brasileiros. Contudo, para além desse diagnóstico, que foi reiterado pela grande maioria dos especialistas, dois fatos devem ser considerados na discussão sobre o futuro da empresa: o fim do motor a diesel e a chegada do motor elétrico. Diante dessas duas constatações, a privatização da Petrobras é questão de estratégia.

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Fim da Natex evidencia descaso com política florestal no Acre

08/07/2018

No Brasil, a esquerda demonstra grande dificuldade na condução de empresas estatais – embora, paradoxalmente, grite contra qualquer tipo de privatização. Exemplos dessa contradição pululam país afora, e no Acre não seria diferente. Lamentavelmente, a desativação da fábrica de preservativos Natex, em Xapuri, traz comprometimentos graves para a já frágil política florestal estadual. Pelo jeito, a “solução econômica pela floresta” ainda vai demorar.

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ICMBio acorda, segue São Paulo e privatiza gestão em parques nacionais

01/07/2018

Existe uma discussão interminável no âmbito do Ministério do Meio Ambiente em relação à conveniência/inconveniência da privatização da gestão das unidades de conservação. Ao que parece, uma boa parcela de técnicos acredita na possibilidade de algum governo, algum dia, sob algum grau de eficiência, alcançar sucesso no gerenciamento dessas áreas – muito embora todas as estatísticas, em mais de 40 anos de gestão estatal, demonstrem o contrário. Na verdade, no mundo inteiro, a privatização dos serviços ofertados em parques nacionais apresenta excelentes resultados; contudo, por aqui, as concessões esbarram numa resistência insana, incutida sobretudo por políticos de esquerda. Agora, porém, tudo indica que a coisa vai avançar!

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A guerra de canudos do Rio

24/06/2018

Substituir, na fabricação de produtos, matérias-primas à base de petróleo (em especial PVC e plástico) por matérias-primas renováveis é a chave para a sustentabilidade do planeta. Iniciativas como a dos vereadores cariocas, que aprovaram legislação para banir canudinhos de plástico, substituindo-os pelos de papelão, contribuem para ampliar as áreas de florestas plantadas, num ciclo virtuoso que gera renda e aquece a economia de baixo carbono. É o tipo de medida que deve ser copiada, pois é tudo de bom.

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O Fundo de Compensação Ambiental e a Amazônia

17/06/2018

Previsto no art. 36 da Lei 9.985/2000 (que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação), o mecanismo da compensação ambiental impõe uma obrigação financeira a grandes obras e empreendimentos (como é o caso das hidrelétricas), a título de reparação, e de acordo com o que preceitua o princípio do poluidor/pagador. Todavia, muito embora a Lei do Snuc tenha entrado em vigor há quase 20 anos, somente agora, por iniciativa do governo federal, foi criado um fundo para a integralização e destinação desses recursos, que hoje somam mais de 1 bilhão de reais.

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Será mesmo? A maioria é mesmo contra a privatização da Petrobras?

10/06/2018

Entre as conclusões tiradas do triste episódio protagonizado pelos caminhoneiros, com o apoio oportunista de políticos de esquerda, sempre obcecados em desestabilizar o governo e sabotar o país, uma coisa é certa: passou da hora de privatizar a Petrobras. Sempre despreparada e pautada pela desinformação, a imprensa “descobriu” que a empresa não é apenas estatal, mas de economia mista, e que por isso teria priorizado dar lucro para multinacionais do petróleo(!); ainda, que a Petrobras deteria o controle do preço do diesel (veja bem, de uma commodity, cujo preço é definido pelo mercado internacional!). Na verdade, poucos se dão conta do óbvio: petroleiras não podem ser estatais, porque commodities não podem se submeter ao populismo político. Simples assim.

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Diesel subsidiado influenciará desmatamento na Amazônia

03/06/2018

Inacreditável que uma categoria de trabalhadores utilize, como meio de protesto, o bloqueio do sagrado direito de ir e vir e o desabastecimento do país. Os caminhoneiros passaram em muito do limite, todavia, foram abraçados por políticos populistas e jornalistas irresponsáveis, que, no afã de culpar o governo, não se preocupam com o conteúdo de nenhum problema. Mais uma vez, a sociedade vai pagar a conta.

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Mais uma chance para as reservas extrativistas

27/05/2018

Passados quase 30 anos da criação das primeiras reservas extrativistas na Amazônia, constata-se que a expectativa relacionada à consolidação de uma ocupação produtiva alternativa à criação de boi ainda não se concretizou. Por meio da exploração de uma ampla diversidade de produtos florestais, acreditava-se que os extrativistas poderiam obter renda de maneira permanente, tal como ocorreu nos ciclos econômicos das drogas do sertão, do cacau nativo, da borracha e, mais recentemente, da madeira. Ledo engano. A alteração da realidade assentada na pecuária se mostrou uma tarefa muito difícil de ser consumada.

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O fim do motor a diesel

20/05/2018

Quem já teve a oportunidade de manusear uma simples bomba d’água tem noção da diferença abismal que separa o motor elétrico do motor a combustão. É indiscutível, dessa maneira, que o fim do motor a combustão significará o desaparecimento de uma série de ocupações e empreendimentos. Justamente por conta das implicações sociais e econômicas que trará à humanidade, o carro elétrico pode ser considerado uma revolução. E a primeira vítima dessa revolução já tem seus dias contados: o motor a diesel.

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Reitor eleito é absurdo

13/05/2018

Pelas regras vigentes, as eleições para reitor e vice-reitor de universidades federais ocorrem de maneira separada: quando o reitor renuncia ou morre, ou fica de alguma forma impedido, o vice não assume o cargo, e uma nova eleição deve ser consumada. A despeito da previsão legal, entretanto, todos chamam de eleição o que a lei define como consulta, e os candidatos chegam ao descalabro de fazer campanha e formar chapas. Igual ao que acontece em qualquer diretório estudantil ou associação de produtores. Na verdade, está mais do que evidenciado que a eleição não é o melhor caminho para a escolha de um reitor que associe o perfil de gestor público ao de pesquisador. Basta uma espiadela no histórico das 63 universidades federais para concluir que as eleições para reitor caducaram há mais de 20 anos. Passou da hora de mudar.

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Pelo desmatamento zero na Amazônia

06/05/2018

O compromisso de zerar o desmatamento ilegal na Amazônia, assumido pelo governo federal em 2015, perante o Acordo de Paris, perde todo o sentido diante do reconhecimento de que o problema, de fato, reside no desmatamento legalizado, que é amparado pelo Código Florestal. Com a consolidação do Arco do Desmatamento, já não existe demanda por novos desmatamentos na Amazônia. Capitaneado pelo Greenpeace, o “Projeto de Lei do Desmatamento Zero” angariou mais de 1,4 milhão de assinaturas. Uma proposta que precisa ser apoiada!

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Governo federal comprará apenas madeira manejada

29/04/2018

Com a entrada em vigor do Dec. 9.178/2017, a partir de maio próximo os órgãos do governo federal serão obrigados a priorizar, nas compras de mobiliário e outros artefatos de madeira, produtos fabricados com madeira explorada sob a técnica do manejo florestal. Trata-se de iniciativa ousada, que exigiu alteração na Lei de Licitações em ano eleitoral e numa época de moralismo insano. As florestas manejadas ganham competitividade, para fazer frente à criação de boi. Somente dessa forma o desmatamento legalizado poderá ser zerado na Amazônia.

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Coletânea “Da Floresta: 100 artigos” chega às livrarias

22/04/2018

Não existe estatística oficial que comprove a ocorrência de grilagem na Amazônia. Tampouco existe estatística demonstrando um processo rotineiro e perdulário de biopirataria ou saque das riquezas presentes na floresta amazônica por outros países. De outra banda, as unidades de conservação devem dinamizar a economia amazônica, como laboratórios de uma ocupação produtiva que supere a criação boi. Para aqueles que apreciam polêmicas e um jeito inusual de interpretá-las na realidade da Amazônia, o livro “Da Floresta: 100 Artigos” é oportuno e proveitoso.

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As unidades de conservação da Amazônia e os parques de São Paulo

15/04/2018

Privatizar o gerenciamento não é o mesmo que privatizar o espaço público. Buscando uma saída para a eterna incapacidade estatal de gerenciamento, a Prefeitura de São Paulo pretende passar à iniciativa privada (empresas e organizações da sociedade civil) a administração dos parques municipais. Garantir o acesso público a um ambiente seguro e conservado: esse é o objetivo maior. Ideologias não podem justificar a incapacidade dos governos. Simples assim.

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Privatizar a gestão não é privatizar o espaço público

08/04/2018

Do Acre ao Rio Grande do Sul, o abandono de parques urbanos é praticamente uma regra. Situação pior é a das praças e mercados municipais, que não raro chegam ao ponto de causar asco. Privatizar a gestão parece ser uma opção ao fracasso generalizado da administração estatal. A experiência da cidade de São Paulo com a privatização do gerenciamento do Parque do Ibirapuera servirá de laboratório para todo o país, no sentido de demonstrar a possibilidade de privatizar a gestão sem privatizar o espaço público. É esperar para ver.

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Evolução da produção madeireira no Acre

01/04/2018

A proposição de uma política florestal de segunda geração deveria ser ponto-chave dos planos de governo dos candidatos nas eleições de 2018 no Acre. Aprovada ainda em 2001, a política florestal em vigor perdeu a validade com relação ao seu principal propósito: promover a produção de madeira manejada. A nova política deve se voltar agora para a organização de um cluster florestal, com ênfase na produção de água, ar, sementes florestais e fauna silvestre.

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O Desafio de Bonn e a restauração da mata ciliar na Amazônia

25/03/2018

Ainda em 2011, por iniciativa do governo alemão, juntamente com a União Internacional para a Conservação da Natureza, surgiu o Desafio de Bonn, um compromisso internacional destinado à restauração de florestas nativas com função ecológica. Apenas em 2016 o Brasil veio a aderir ao Desafio, tendo se comprometido a restaurar 12 milhões de hectares de florestas, com prioridade para as porções desmatadas de mata ciliar nos rios amazônicos. Por meio do fomento a atividades produtivas adequadas à vocação florestal da região, o Desafio de Bonn promove na Amazônia uma dinâmica econômica alternativa à nefasta criação de boi. Pode ser o começo de uma nova economia de baixo carbono.

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Fórum Mundial da Água começa hoje!

18/03/2018

Brasília vai sediar o evento internacional mais importante sobre política estatal para a conservação da água. Em sua oitava edição, o Fórum Mundial da Água abre espaço para a discussão técnica e política sobre a gestão dos recursos hídricos. Empresas demonstram ao redor do mundo a eficiência da privatização de sistemas de saneamento e distribuição de água, enquanto o gerenciamento estatal não consegue sair do vermelho. De outra banda, a constitucionalidade do Código Florestal brasileiro, decidida pelo Supremo Tribunal Federal, deve levar o debate para o tema da interação entre água e florestas.

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Código Florestal vai ser lei que “pega”?

11/03/2018

Depois de 6 longos anos de espera, o Supremo Tribunal Federal decidiu pela constitucionalidade do Código Florestal aprovado em 2012. Com a segurança jurídica trazida pela decisão, será possível implementar as inovações trazidas pela legislação, e assim avançar na restauração de florestas especiais – como os 12 milhões de hectares de mata ciliar prometidos pelo Brasil no Acordo de Paris.

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Supremo decide: não houve anistia no Código Florestal

04/03/2018

Uma vez que o STF assegurou a constitucionalidade do novo Código Florestal, é hora de seguir em frente e acabar com a gritaria em torno da alegada anistia concedida pela norma aos produtores rurais. Diante da segurança jurídica trazida pela decisão do Supremo, é fundamental pôr em prática, com maior determinação, alguns mecanismos introduzidos pela legislação. É o caso do Cadastro Ambiental Rural e do Programa de Regularização Ambiental – que precisam ser priorizados, já.

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Fórum Mundial da Água reforçará importância das florestas para recursos hídricos

25/02/2018

Ao sediar a 8ª edição do Fórum Mundial da Água, o propósito do Brasil é consolidar sua importância na geopolítica mundial de recursos hídricos. Afinal, os brasileiros são responsáveis por uma das maiores fontes de água potável do planeta: a Amazônia. Rever o Código Florestal para aumentar a quantidade de mata ciliar, nesse momento, seria a demonstração de que o país está à altura dessa responsabilidade.

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Vai de carro do Acre ao Peru? Prepare-se

18/02/2018

Com o asfaltamento da Rodovia Interoceânica, que liga o litoral peruano ao Brasil, o Peru passou a figurar no roteiro de férias dos acreanos – que atravessam a fronteira para conhecer a paisagem de elevadas altitudes que leva ao Pacífico. Embora os viajantes se embalem no clima de aventura, o passeio requer informações nem sempre fáceis de obter. Mas, vale a pena!

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Imprimir voto é retrocesso

11/02/2018

A impressão do voto depositado em urna eletrônica, como querem alguns políticos e jornalistas irresponsáveis, além de importar num custo financeiro absurdo e desnecessário para o país, representa retrocesso político. Afinal, o que se coloca em xeque é a urna eletrônica, uma tecnologia genuinamente nacional, cujo sucesso é mais que comprovado. Por outro lado, uma vez que se admita voto em papel, vai ser muito difícil evitar recontagem, por meio de escrutínio manual. Como se fazia há 20 anos.

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Ainda sobre verdades inconvenientes

04/02/2018

A grande maioria dos intelectuais que de alguma forma chegou a analisar o desenvolvimento da Amazônia defende a exploração econômica da biodiversidade como referência principal para gerar emprego e renda. Sem embargo, a criação de boi avança sobre a mesma biodiversidade, apresentando taxas anuais de desmatamento realizado dentro da legalidade. O pior: sob a condescendência dos mesmos intelectuais. Melhor esquecer.

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Uma verdade amazônica bem inconveniente

28/01/2018

Encontrar rumos para as frágeis economias dos estados amazônicos: esse propósito tem ocupado boa parcela dos pesquisadores que atuam na região. Chegou-se a ter grande expectativa em relação ao zoneamento ecológico-econômico, instrumento amplamente empregado no decorrer da década de 1990. Acreditava-se que a solução estava na delimitação de áreas – uma parte destinada à criação de gado e outra (para compensar os decorrentes estragos ecológicos) destinada à manutenção de porções intocadas de floresta. Ledo engano. A criação de boi se amplia, seja pelo desmatamento ilegal seja pelo legalizado, a despeito da letargia econômica.

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O estágio atual da indústria da madeira no Acre

21/01/2018

Concebida e aprovada ainda em 2001, a política florestal do Acre perdeu a validade. A despeito dos avanços obtidos – como a criação do curso de Engenharia Florestal e a superação do estágio caracterizado pelas ditas serrarias de ramal –, muitos entraves precisam ser superados. Para tanto, é indispensável uma política florestal de segunda geração.

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Biomassa florestal e a cara energia elétrica do Acre

14/01/2018

A produção de energia elétrica por meio da biomassa florestal (ou seja, da queima das sobras da indústria madeireira) configura opção estratégica para o Acre, especialmente por dois motivos. Primeiro, porque possibilitaria a redução de custos de geração num lugar em que a energia elétrica é a mais cara do país. Segundo, porque o emprego da madeira criaria uma nova cadeia produtiva, sob elevado índice de distribuição de renda. Não há razão para que o uso da biomassa florestal não seja realidade no Acre. Infelizmente, não é.

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Amazônia, dois consensos impossíveis

07/01/2018

Enquanto não for possível discutir e firmar consensos sobre os rumos da economia, a Amazônia permanecerá numa estagnação eterna. O desmatamento legalizado se encontra na raiz do problema. Quantos hectares de florestas a sociedade brasileira está disposta a perder, todos os anos, pelo desmatamento ocorrido dentro da legalidade? Essa questão, lamentavelmente, ninguém parece disposto a enfrentar.

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