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Petróleo será explorado na Margem Equatorial e onde mais for viável até 2050

25/02/2024

Há 20 anos, um conflito entre o Ministério da Agricultura e o de Meio Ambiente dominou os noticiários com declarações fortes a favor e contra, respectivamente, a produção de alimentos modificados geneticamente, que os jornalistas chamam apenas de transgênicos.

Naquela época, ambientalistas pouco preparados e com posição radical contrária aos transgênicos defendiam que os rótulos dos produtos, sucrilhos por exemplo, que usassem milho modificado estampasse, não somente no rótulo mas nos materiais de divulgação, um alerta para o consumidor do tipo: cuidado, produto transgênico.

Muitos cientistas, inclusive aqueles que atuavam junto a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, CTNBio, esclareceram que os transgênicos haviam sido mais estudados que os produtos geneticamente melhorados por cruzamentos ao longo do tempo e que não havia dúvida sobre sua segurança para consumo.

Os mesmos ambientalistas, por suposto, que hoje apontam o dedo para negacionistas da ciência em relação à vacina da Covid, se negaram a ouvir a CTNBio e os pesquisadores sobre os benefícios econômicos e, óbvio, ambientais das sementes transgênicas uma vez que exigiam menos defensivos agrícolas para cultivar.

Claro que com o passar do tempo o cultivo de sementes melhoradas foi ampliado em todo mundo e a rotulagem ambiental não impediu que a ciência confirmasse sua irrefutável prevalência sobre a escuridão.

Deixando os transgênicos de lado, o conflito sobre a exploração da margem equatorial, uma área imensa de águas profundas localizadas no Oceano Atlântico muito acima do litoral do Amapá, mas que para o Ibama e alguns jornalistas desinformados faz parte da foz do Rio Amazonas, coloca de um lado o Ministério do Meio Ambiente e de outro o Ministério das Minas e Energia.

Nem precisa reforçar que os ambientalistas radicais negam a exploração de petróleo em qualquer lugar mesmo que a ciência afirme ser possível, enquanto os engenheiros da energia e muitos cientistas afirmem que a transição energética em direção às fontes de geração limpa ainda dependerá de muito petróleo.

Há fartura de estudos sobre a relevância da extração de petróleo onde for possível até 2050, quando a oferta de eletricidade limpa, aquela que vem do sol, do vento, da água e da biomassa dominará o mercado.

Não à toa, o parecer da Advocacia Geral da União – AGU, publicado recentemente, deixa claro que a exigência do Ibama por estudos denominados de Avaliação Ambiental de Área Sedimentar não faz sentido agora, na fase de prospecção da viabilidade da exploração de petróleo na Margem Equatorial.

Mais grave, segundo a AGU o leilão de outorga que aconteceu em 2013 autorizou o processo até a fase atual, por isso uma junta de conciliação entre os ministérios deveria ser instalada com objetivo de encaminhar a prospecção e atender, no que for plausível pela ciência, a demanda dos ambientalistas.

Tal qual o imbróglio dos transgênicos em 2003, o petróleo da Margem Equatorial pode tirar alguns da área ambiental do governo. Espera-se que somente os radicais.

Industrializar a biodiversidade florestal da Amazônia é a saída

18/02/2024

Várias razões explicam a pouca industrialização de produtos da biodiversidade florestal da Amazônia e as dificuldades criadas pelos órgãos de controle ambiental, sobretudo o Ibama e ICMBio, estão entre elas.
Quando adicoinadas aos riscos inerentes ao retorno do capital a insegurança jurídica decorrente da hostilidade estatal torna o investimento particular quase inacreditável.
É notória e reiterada tal qual ladainha pelo empresariado regional a hostilidade dos técnicos e fiscais da esfera ambiental nos três níveis de governo (federal, estadual e municipal) quando requisitados para elaborar parecer sobre algum tipo de investimento privado na Amazônia.

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Plantar um trilhão de árvores para reduzir temperatura do planeta

04/02/2024

Com altíssima concentração de carbono na madeira das árvores, estima-se, de maneira bastante rudimentar, que um bloco sólido, de madeira contendo 100 quilômetros de lado, concentraria quase a totalidade de carbono existente na atmosfera.

Ao manter essa quantidade de carbono estocado no bloco de madeira, o aquecimento do planeta seria estancado e nós não correríamos o risco de morrer de calor.

Essa é uma ideia fácil de explicar que se baseia na proposta, encabeçada pelo engenheiro florestal alemão Tim Christophersen, de plantar um trilhão de árvores no mundo até 2030.

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Selo verde do FSC comprova que floresta certificada dá lucro

28/01/2024

Certificar uma área de terra coberta por muitas árvores, em que a floresta pode ter sido cultivada por alguém ou regenerada de forma natural, significa depositar naquela área um selo verde. Isto é, uma garantia de que o produto que sai dali não acarretou danos para comprometer sua perpetuidade ou regeneração eterna.

No caso do FSC, com o selo sendo impresso por mais de 30 anos em uma série enorme e variada de produtos, o emblema de uma árvore estilizada com traços de que tudo está Ok naquela indústria alcançou significativa capilaridade.

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2023, o ano em que o aquecimento do planeta chegou até nós

14/01/2024

Há uma data que pode ser considerada inicial na discussão sobre a temperatura do planeta. Foi quando a ONU em 1992 organizou no Rio de Janeiro a assinatura de três convenções (do clima, da biodiversidade e da Agenda 21).

Naquele momento, ainda pairava uma série de dúvidas acerca da taxa de aumento da temperatura do planeta e os consequentes impactos, por exemplo, do degelo das calotas polares para as sociedades e ecossistemas mundo afora.

Foi com a publicação do relatório do IPCC de 2007 e o importante documento elaborado pelo governo da Inglaterra sobre os impactos econômicos do aquecimento que tornou o princípio da precaução desnecessário.
Vários eventos extremos de elevação de temperatura começaram a ser observados desde o final do século passado e inicio do atual.

Em 2015 o mês de julho foi o mais quente da história da humanidade. Veja bem, não foi o mês de julho e sim, de todos os meses, o de maior temperatura até então.

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Em 2023, reversão na tendência de alta do desmatamento recoloca Amazônia no rumo da sustentabilidade

01/01/2024

Por mais que seja assustadora, a destruição de 9.001 km2 de florestas na Amazônia, no período compreendido entre 01 de agosto de 2022 a 31 de julho de 2023, foi recebida com otimismo pois pode significar a quebra em uma tendencia de alta que ganhou força a partir de 2019.

Considerado um ano histórico, o ciclo de desmatamento aferido entre 2011/2012 foi o único, em mais de 35 anos de exatas medições realizadas pelo Inpe, em que se destruiu área inferior a 5.000 Km2 de florestas na Amazônia.

Ainda é cedo para otimismo e cinco meses do período analisado esteve à cargo do incompetente governo de plantão em 2022 e abarcou um período eleitoral, duas condições bastante favoráveis para motivar o produtor rural a desmatar.

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