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Plantar um trilhão de árvores para reduzir temperatura do planeta

Ecio Rodrigues & Aurisa Paiva, 04/02/2024

Existe um exemplo, didático e bastante repetido nas faculdades de Engenharia Florestal país afora para explicar a relação entre a quantidade de carbono, que é o principal responsável pelo aquecimento do planeta de maneira perigosa, existente na atmosfera e as árvores.

Para quem desconhece o tema a árvore é formada, basicamente, de lignina e celulose. A primeira é muito usada na indústria de colas e tintas. A celulose, por sua vez, é bem mais conhecida e está presente no cotidiano.

Após passar por um processo industrial um tanto simples, a celulose se transforma em cadernos, notas de dinheiro, envelopes, fraldas e um monte de tipos de papeis para escrita e impressão.

Com variações entre as espécies arbóreas, mais de 80% do peso das árvores representam compostos de carbono, ou seja, a cada tonelada de madeira tirada das árvores 800 quilos, no mínimo, é carbono.

Voltando ao exemplo didático, devido à altíssima concentração de carbono na madeira das árvores, estima-se, de maneira bastante rudimentar, que um bloco ou um cubo sem ocos, bem sólido, de madeira contendo 100 quilômetros de lado, concentraria quase a totalidade de carbono existente na atmosfera.

Ao manter essa quantidade de carbono estocado no bloco de madeira, o aquecimento do planeta seria estancado e, uma vez conservado o estoque permanente no bloco, a temperatura no mundo regressaria ao período anterior ao uso industrial do petróleo e nós não correríamos o risco de morrer de calor.

Essa é uma ideia fácil de explicar e de entender em que se baseia na proposta, encabeçada pelo engenheiro florestal alemão Tim Christophersen, um dos gestores da empresa Salesforce, reconhecida por apoiar projetos de reflorestamento e que obteve receita de quase 32 bilhões de dólares em 2023.

Ciente de que se trata de uma meta um tanto utópica, o engenheiro florestal explica que a solução baseada na natureza para a crise ecológica, decorrente do aquecimento do planeta e que parte do plantio de árvores, não é novidade.

Todos sabem que árvores são eficientes para retirar e estocar o carbono da atmosfera, a diferença, segundo ele, é que atualmente empresas de todo o mundo querem plantar árvores e, o melhor, em tudo que é canto do planeta.

Se antes da revolução industrial e da revolução verde que resolveram os problemas de abastecimento e de produção de alimentos, respectivamente, para a humanidade o planeta tinha 6 trilhões de árvores hoje temos menos que a metade desse estoque.

Recuperar as florestas, plantando e cuidando de qualquer espécie de árvore onde quer que seja possível no mundo todo, deveria, por isso, ser um dos objetivos da humanidade até 2030.

Plantar um trilhão de árvores e cuidar delas até ficarem adultas não só é possível como afastará a humanidade do colapso climático. Simples assim!!

Em 2023, reversão na tendência de alta do desmatamento recoloca Amazônia no rumo da sustentabilidade

01/01/2024

Por mais que seja assustadora, a destruição de 9.001 km2 de florestas na Amazônia, no período compreendido entre 01 de agosto de 2022 a 31 de julho de 2023, foi recebida com otimismo pois pode significar a quebra em uma tendencia de alta que ganhou força a partir de 2019.

Considerado um ano histórico, o ciclo de desmatamento aferido entre 2011/2012 foi o único, em mais de 35 anos de exatas medições realizadas pelo Inpe, em que se destruiu área inferior a 5.000 Km2 de florestas na Amazônia.

Ainda é cedo para otimismo e cinco meses do período analisado esteve à cargo do incompetente governo de plantão em 2022 e abarcou um período eleitoral, duas condições bastante favoráveis para motivar o produtor rural a desmatar.

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Selo verde do FSC comprova que floresta certificada dá lucro

28/01/2024

Certificar uma área de terra coberta por muitas árvores, em que a floresta pode ter sido cultivada por alguém ou regenerada de forma natural, significa depositar naquela área um selo verde. Isto é, uma garantia de que o produto que sai dali não acarretou danos para comprometer sua perpetuidade ou regeneração eterna.

No caso do FSC, com o selo sendo impresso por mais de 30 anos em uma série enorme e variada de produtos, o emblema de uma árvore estilizada com traços de que tudo está Ok naquela indústria alcançou significativa capilaridade.

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2023, o ano em que o aquecimento do planeta chegou até nós

14/01/2024

Há uma data que pode ser considerada inicial na discussão sobre a temperatura do planeta. Foi quando a ONU em 1992 organizou no Rio de Janeiro a assinatura de três convenções (do clima, da biodiversidade e da Agenda 21).

Naquele momento, ainda pairava uma série de dúvidas acerca da taxa de aumento da temperatura do planeta e os consequentes impactos, por exemplo, do degelo das calotas polares para as sociedades e ecossistemas mundo afora.

Foi com a publicação do relatório do IPCC de 2007 e o importante documento elaborado pelo governo da Inglaterra sobre os impactos econômicos do aquecimento que tornou o princípio da precaução desnecessário.
Vários eventos extremos de elevação de temperatura começaram a ser observados desde o final do século passado e inicio do atual.

Em 2015 o mês de julho foi o mais quente da história da humanidade. Veja bem, não foi o mês de julho e sim, de todos os meses, o de maior temperatura até então.

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Petróleo será explorado na Margem Equatorial e onde mais for viável até 2050

25/02/2024

Em 2003, embora muitos cientistas, inclusive aqueles que atuavam junto a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, CTNBio, esclareceram que os transgênicos haviam sido mais estudados que os produtos geneticamente melhorados por cruzamentos ao longo do tempo e que não havia dúvida sobre sua segurança para consumo, o Ministério do Meio Ambiente fez uma confusão danada.
Deixando os transgênicos de lado, o conflito sobre a exploração da margem equatorial, uma área imensa de águas profundas localizadas no Oceano Atlântico muito acima do litoral do Amapá, mas que para o Ibama e alguns jornalistas desinformados faz parte da foz do Rio Amazonas, coloca de um lado o Ministério do Meio Ambiente e de outro o Ministério das Minas e Energia.
Não à toa, o parecer da Advocacia Geral da União – AGU, publicado recentemente, deixa claro que a exigência do Ibama por estudos denominados de Avaliação Ambiental de Área Sedimentar não faz sentido agora, na fase de prospecção da viabilidade da exploração de petróleo na Margem Equatorial.

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Industrializar a biodiversidade florestal da Amazônia é a saída

18/02/2024

Várias razões explicam a pouca industrialização de produtos da biodiversidade florestal da Amazônia e as dificuldades criadas pelos órgãos de controle ambiental, sobretudo o Ibama e ICMBio, estão entre elas.
Quando adicoinadas aos riscos inerentes ao retorno do capital a insegurança jurídica decorrente da hostilidade estatal torna o investimento particular quase inacreditável.
É notória e reiterada tal qual ladainha pelo empresariado regional a hostilidade dos técnicos e fiscais da esfera ambiental nos três níveis de governo (federal, estadual e municipal) quando requisitados para elaborar parecer sobre algum tipo de investimento privado na Amazônia.

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