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2023, o ano em que o aquecimento do planeta chegou até nós

Ecio Rodrigues & Aurisa Paiva, 14/01/2024

Parece que o aquecimento do planeta ou, melhor dizendo, o calor infernal com recordes em várias cidades, aconteceu, por razões incompreensíveis e destaque para o fenômeno El Niño, somente em 2023, mas não é bem assim.

Há um considerável e reiterado histórico de estudos divulgados por cientistas e pela Organização das Nações Unidas, em especial com assinatura de uma equipe de mais de 3.000 pesquisadores que compõem o IPCC (sigla em inglês para Painel Internacional para Mudança Climática), alertando ao mundo para duas verdades inconvenientes bem comprovadas: o planeta está aquecendo e a culpa é nossa.

Há, inclusive, uma data que pode ser considerada inicial na discussão sobre a temperatura do planeta. Foi quando a ONU, em 1992, organizou no Rio de Janeiro a assinatura de três convenções (do clima, da biodiversidade e da Agenda 21).

Naquele momento, ainda pairava uma série de dúvidas acerca da taxa de aumento da temperatura do planeta e os consequentes impactos, por exemplo, do degelo das calotas polares para as sociedades e ecossistemas mundo afora.

Um grupo de estúpidos, eles sempre existiram, defendia o disparte de que o planeta estaria resfriando e não aquecendo e, desde então, sempre que a temperatura por alguma razão diminuía em um mês atípico gritavam “eu não disse”.

Por eles e pela dúvida reinante costumava-se apelar para o princípio da precaução, um instrumento empregado pelos pesquisadores preconizando que quando há dúvida é melhor não arriscar.

Isto é, mesmo não havendo certeza científica sobre a elevação da temperatura no planeta por precaução seria melhor parar de jogar fumaça na atmosfera (leia mais aqui http://www.andiroba.org.br/artigos/?post_id=2437).

Foi com a publicação do relatório do IPCC de 2007 e o importante documento elaborado pelo governo da Inglaterra sobre os impactos econômicos do aquecimento que tornou o princípio da precaução desnecessário.

Desde 2007 não existe dúvida, o aquecimento do planeta e o calor insuportável na rotina das pessoas seria uma trágica realidade nos próximos anos (leia mais aqui http://www.andiroba.org.br/artigos/?post_id=1765).

Vários eventos extremos de elevação de temperatura começaram a ser observados desde o final do século passado e inicio do atual.

Em 2015 o mês de julho foi o mais quente da história da humanidade. Veja bem, não o julho, mas o mês de maior temperatura até então (leia aqui http://www.andiroba.org.br/artigos/?post_id=3127).

No decorrer de três anos consecutivos, a partir de 1880 quando se mediu a temperatura do planeta pela primeira vez, aconteceram recordes anuais de calor em 2014, 2015 e 2016 (leia aqui http://www.andiroba.org.br/artigos/?post_id=3615).

Por sinal, as estatísticas devem confirmar 2023 como ano mais quente em 125 mil anos de existência do planeta.

Algo até bem pouco tempo impossível de se imaginar e que mostra o caminho para uma tragédia planetária se as soluções aprovadas e comprometidas na ONU quando da assinatura do Acordo de Paris, em 2015, não forem priorizadas pela política internacional.

Em 2023 o calor insuportável chegou às pessoas e trouxe a tragédia da mudança do clima para a agenda política, não tem mais volta. Espera-se!

Plantar um trilhão de árvores para reduzir temperatura do planeta

04/02/2024

Com altíssima concentração de carbono na madeira das árvores, estima-se, de maneira bastante rudimentar, que um bloco sólido, de madeira contendo 100 quilômetros de lado, concentraria quase a totalidade de carbono existente na atmosfera.

Ao manter essa quantidade de carbono estocado no bloco de madeira, o aquecimento do planeta seria estancado e nós não correríamos o risco de morrer de calor.

Essa é uma ideia fácil de explicar que se baseia na proposta, encabeçada pelo engenheiro florestal alemão Tim Christophersen, de plantar um trilhão de árvores no mundo até 2030.

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Em 2023, reversão na tendência de alta do desmatamento recoloca Amazônia no rumo da sustentabilidade

01/01/2024

Por mais que seja assustadora, a destruição de 9.001 km2 de florestas na Amazônia, no período compreendido entre 01 de agosto de 2022 a 31 de julho de 2023, foi recebida com otimismo pois pode significar a quebra em uma tendencia de alta que ganhou força a partir de 2019.

Considerado um ano histórico, o ciclo de desmatamento aferido entre 2011/2012 foi o único, em mais de 35 anos de exatas medições realizadas pelo Inpe, em que se destruiu área inferior a 5.000 Km2 de florestas na Amazônia.

Ainda é cedo para otimismo e cinco meses do período analisado esteve à cargo do incompetente governo de plantão em 2022 e abarcou um período eleitoral, duas condições bastante favoráveis para motivar o produtor rural a desmatar.

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Selo verde do FSC comprova que floresta certificada dá lucro

28/01/2024

Certificar uma área de terra coberta por muitas árvores, em que a floresta pode ter sido cultivada por alguém ou regenerada de forma natural, significa depositar naquela área um selo verde. Isto é, uma garantia de que o produto que sai dali não acarretou danos para comprometer sua perpetuidade ou regeneração eterna.

No caso do FSC, com o selo sendo impresso por mais de 30 anos em uma série enorme e variada de produtos, o emblema de uma árvore estilizada com traços de que tudo está Ok naquela indústria alcançou significativa capilaridade.

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Petróleo será explorado na Margem Equatorial e onde mais for viável até 2050

25/02/2024

Em 2003, embora muitos cientistas, inclusive aqueles que atuavam junto a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, CTNBio, esclareceram que os transgênicos haviam sido mais estudados que os produtos geneticamente melhorados por cruzamentos ao longo do tempo e que não havia dúvida sobre sua segurança para consumo, o Ministério do Meio Ambiente fez uma confusão danada.
Deixando os transgênicos de lado, o conflito sobre a exploração da margem equatorial, uma área imensa de águas profundas localizadas no Oceano Atlântico muito acima do litoral do Amapá, mas que para o Ibama e alguns jornalistas desinformados faz parte da foz do Rio Amazonas, coloca de um lado o Ministério do Meio Ambiente e de outro o Ministério das Minas e Energia.
Não à toa, o parecer da Advocacia Geral da União – AGU, publicado recentemente, deixa claro que a exigência do Ibama por estudos denominados de Avaliação Ambiental de Área Sedimentar não faz sentido agora, na fase de prospecção da viabilidade da exploração de petróleo na Margem Equatorial.

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Industrializar a biodiversidade florestal da Amazônia é a saída

18/02/2024

Várias razões explicam a pouca industrialização de produtos da biodiversidade florestal da Amazônia e as dificuldades criadas pelos órgãos de controle ambiental, sobretudo o Ibama e ICMBio, estão entre elas.
Quando adicoinadas aos riscos inerentes ao retorno do capital a insegurança jurídica decorrente da hostilidade estatal torna o investimento particular quase inacreditável.
É notória e reiterada tal qual ladainha pelo empresariado regional a hostilidade dos técnicos e fiscais da esfera ambiental nos três níveis de governo (federal, estadual e municipal) quando requisitados para elaborar parecer sobre algum tipo de investimento privado na Amazônia.

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