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Selo verde do FSC comprova que floresta certificada dá lucro

Ecio Rodrigues & Aurisa Paiva, 28/01/2024

Desde a década de 1990, quando grupos de empresas, trabalhadores e ambientalistas se uniram para fundar o Conselho Internacional de Manejo Florestal, FSC da sigla em inglês, a área de floresta certificada se amplia mundo afora (saiba mais: http://www.andiroba.org.br/artigos/?post_id=2473)

Certificar uma área de terra coberta por muitas árvores, em que a floresta pode ter sido cultivada por alguém ou regenerada de forma natural, significa depositar naquela área um selo verde. Isto é, uma garantia de que o produto que sai dali não acarretou danos para comprometer sua perpetuidade ou regeneração eterna.

No caso do FSC, com o selo sendo impresso por mais de 30 anos em uma série enorme e variada de produtos, o emblema de uma árvore estilizada com traços de que tudo está Ok naquela indústria alcançou significativa capilaridade.

Afinal, o selo verde do FSC está espalhado por quase todos os produtos que saem da indústria do papel e celulose. Também pode ser visto em parcela considerável da indústria da madeira e mobiliário.

A abrangência do FSC pode ser explicada por várias razões, mas sobretudo por ser exigido como porta de entrada para vários mercados, em especial na Europa.

Apesar de às vezes incompreendido quando, por exemplo, as pessoas se chocam com uso de papel ao supor que a produção requereu a derrubada de uma árvore, é provável que os plantios das árvores de eucaliptos que originam o papel com o selo do FSC, se transformem em novas árvores até mesmo antes do papel surgido da árvore anterior chegar em nossas mãos.

A importância do setor florestal para a economia mundial é expressiva com expectativa de crescimento por duas razões: as florestas são mecanismos eficientes para retirar carbono da atmosfera e podem fornecer um leque variado de produtos quando manejadas com tecnologia e ciência (saiba mais: http://www.andiroba.org.br/artigos/?post_id=2175).

Para se ter uma ideia, segundo a FAO, agência da ONU para florestas, em 2022 o setor florestal gerou 1,5 trilhão de dólares para a riqueza mundial e empregou 33 milhões de trabalhadores, o que demonstra uma força econômica expressiva.

Atualmente, o FSC contabiliza 8 milhões de hectares de florestas certificadas no Brasil. São aproximados 160 milhões de hectares, entre florestas plantadas e nativas, usando o selo FSC em todo planeta.

Segundo a organização há muito espaço para ampliação da área de floresta certificada e a meta é chegar a 300 milhões de hectares de florestas usando o selo verde do FSC ainda em 2026.

A certificação das florestas pelo FSC demonstrou, nos últimos 30 anos, que a aplicação da tecnologia de manejo florestal por comunidades e pelas indústrias fornece rendimentos e garante a perpetuidade da área de floresta sob manejo (saiba mais: http://www.andiroba.org.br/artigos/?post_id=5196).

Hoje não há dúvida, a certificação das florestas pelo FSC é uma das principais soluções para o desmatamento zero da Amazônia. Simples assim!

Plantar um trilhão de árvores para reduzir temperatura do planeta

04/02/2024

Com altíssima concentração de carbono na madeira das árvores, estima-se, de maneira bastante rudimentar, que um bloco sólido, de madeira contendo 100 quilômetros de lado, concentraria quase a totalidade de carbono existente na atmosfera.

Ao manter essa quantidade de carbono estocado no bloco de madeira, o aquecimento do planeta seria estancado e nós não correríamos o risco de morrer de calor.

Essa é uma ideia fácil de explicar que se baseia na proposta, encabeçada pelo engenheiro florestal alemão Tim Christophersen, de plantar um trilhão de árvores no mundo até 2030.

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Em 2023, reversão na tendência de alta do desmatamento recoloca Amazônia no rumo da sustentabilidade

01/01/2024

Por mais que seja assustadora, a destruição de 9.001 km2 de florestas na Amazônia, no período compreendido entre 01 de agosto de 2022 a 31 de julho de 2023, foi recebida com otimismo pois pode significar a quebra em uma tendencia de alta que ganhou força a partir de 2019.

Considerado um ano histórico, o ciclo de desmatamento aferido entre 2011/2012 foi o único, em mais de 35 anos de exatas medições realizadas pelo Inpe, em que se destruiu área inferior a 5.000 Km2 de florestas na Amazônia.

Ainda é cedo para otimismo e cinco meses do período analisado esteve à cargo do incompetente governo de plantão em 2022 e abarcou um período eleitoral, duas condições bastante favoráveis para motivar o produtor rural a desmatar.

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2023, o ano em que o aquecimento do planeta chegou até nós

14/01/2024

Há uma data que pode ser considerada inicial na discussão sobre a temperatura do planeta. Foi quando a ONU em 1992 organizou no Rio de Janeiro a assinatura de três convenções (do clima, da biodiversidade e da Agenda 21).

Naquele momento, ainda pairava uma série de dúvidas acerca da taxa de aumento da temperatura do planeta e os consequentes impactos, por exemplo, do degelo das calotas polares para as sociedades e ecossistemas mundo afora.

Foi com a publicação do relatório do IPCC de 2007 e o importante documento elaborado pelo governo da Inglaterra sobre os impactos econômicos do aquecimento que tornou o princípio da precaução desnecessário.
Vários eventos extremos de elevação de temperatura começaram a ser observados desde o final do século passado e inicio do atual.

Em 2015 o mês de julho foi o mais quente da história da humanidade. Veja bem, não foi o mês de julho e sim, de todos os meses, o de maior temperatura até então.

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Petróleo será explorado na Margem Equatorial e onde mais for viável até 2050

25/02/2024

Em 2003, embora muitos cientistas, inclusive aqueles que atuavam junto a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, CTNBio, esclareceram que os transgênicos haviam sido mais estudados que os produtos geneticamente melhorados por cruzamentos ao longo do tempo e que não havia dúvida sobre sua segurança para consumo, o Ministério do Meio Ambiente fez uma confusão danada.
Deixando os transgênicos de lado, o conflito sobre a exploração da margem equatorial, uma área imensa de águas profundas localizadas no Oceano Atlântico muito acima do litoral do Amapá, mas que para o Ibama e alguns jornalistas desinformados faz parte da foz do Rio Amazonas, coloca de um lado o Ministério do Meio Ambiente e de outro o Ministério das Minas e Energia.
Não à toa, o parecer da Advocacia Geral da União – AGU, publicado recentemente, deixa claro que a exigência do Ibama por estudos denominados de Avaliação Ambiental de Área Sedimentar não faz sentido agora, na fase de prospecção da viabilidade da exploração de petróleo na Margem Equatorial.

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Industrializar a biodiversidade florestal da Amazônia é a saída

18/02/2024

Várias razões explicam a pouca industrialização de produtos da biodiversidade florestal da Amazônia e as dificuldades criadas pelos órgãos de controle ambiental, sobretudo o Ibama e ICMBio, estão entre elas.
Quando adicoinadas aos riscos inerentes ao retorno do capital a insegurança jurídica decorrente da hostilidade estatal torna o investimento particular quase inacreditável.
É notória e reiterada tal qual ladainha pelo empresariado regional a hostilidade dos técnicos e fiscais da esfera ambiental nos três níveis de governo (federal, estadual e municipal) quando requisitados para elaborar parecer sobre algum tipo de investimento privado na Amazônia.

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