Artigos semanais publicados aos domingos.
Receba nossos artigos.

Loading

Quer entender mais sobre o potencial econômico da biodiversidade florestal da Amazônia, adquira esse livro: Manejo florestal comunitário: Cacau Nativo do Purus

Ecio Rodrigues & Aurisa Paiva, 02/01/2022

Embora seja comum na Amazônia experiências envolvendo a biodiversidade florestal e seu manejo por comunidades de produtores, nem sempre é possível fazer com que a produção tenha a perenidade necessária para resistir aos variados entraves do cotidiano produtivo na Amazônia.

Exigências não faltam para travar o uso múltiplo da biodiversidade florestal praticado por comunidades amazônicas. São problemas relacionados às exigências normativas, exageradas e ineficazes, às exigências de qualidade pelo mercado, exigências ambientais, inalcançáveis e incompreensíveis na realidade comunitária e, por fim, exigências trabalhistas impraticáveis.

Sem alternativa o produtor entra no nebuloso e sem volta universo da criação extensiva de boi, praticando uma atividade que para se viabilizar requer uma escala de terra desmatada, que ele no geral não poderá dispor, nem hoje e muito menos no futuro próximo.

O paradoxo se mantém. O produtor amazônida, não consegue transformar a biodiversidade florestal em negócios ao tempo em que investe na pecuária extensiva que depende do desmatamento legalizado e, às vezes, ilegal.

Viabilizar o Manejo Comunitário, para exploração do potencial econômico da biodiversidade florestal é o melhor caminho e a ciência, sobretudo aquela praticada na Amazônia, comprovou isso nos últimos 30 anos.

Uma única certeza: a culpa pelo bloqueio da produção florestal comunitária não está na biodiversidade florestal e, sim, no que acontece fora dela.

RETROSPECTIVA SUSTENTABILIDADE DA AMAZÔNIA EM 2021

09/01/2022

Para iniciar o novo ano, e como forma de apresentar uma mostra da realidade vivenciada durantes os 12 meses do ano que terminou – no que respeita à sustentabilidade da Amazônia –, foram selecionados e serão novamente postados, neste espaço, textos considerados representativos, entre os mais de 50 artigos publicados em 2021.
O primeiro artigo da seleção, publicado originalmente em 17/01/2021, discute a chamada “bioeconomia”, que pressupõe uma saída para a economia na Amazônia por meio da exploração comercial de ativos da biodiversidade. Contudo, não adianta cunhar terminologias novas para designar modelos de ocupação produtiva enquanto não se encontra uma solução para romper a tendência de crescimento da pecuária extensiva, atividade que predomina no meio rural da região, sob o apoio do crédito público subsidiado oferecido pelo Basa. Todos os anos a pecuária exige o desmatamento de novas áreas de floresta para aumentar o plantel de gado. Todos os anos os governadores locais e o governo federal titubeiam entre o apoio à criação de boi e a perseguição ao produtor que desmata e queima. Uma postura algo insana para um problema que parece não ter solução, mas tem. A pergunta que não quer calar é a seguinte: como a bioeconomia vai lidar com a pecuária extensiva? Enganam-se os que pensam que é possível conciliar. As duas opções são e sempre foram excludentes.

[leia mais...]

Quer entender mais sobre o potencial da biodiversidade florestal da Amazônia, adquira esse livro: Ciliar Só-Rio: Mata Ciliar no Rio Acre

16/01/2022

Entendendo que na mata ciliar dos rios do Acre se encontra a solução para a maior parte dos problemas relacionados à ocorrência de secas e alagações, um grupo de pesquisadores se uniu para diagnosticar e propor ações de restauração florestal para a mata ciliar do rio Acre. Surgia assim o Projeto Ciliar Só-Rio Acre, cujos pormenores são apresentados e discutidos neste livro. Todos os que se aventurarem em sua leitura certamente irão perceber o quão frutífera e reveladora foi essa experiência pioneira no rio Acre. Seja muito bem vindo.

Esse projeto foi premiado na categoria ambiental do Prêmio Samuel Benchimol, edição 2011.

[leia mais...]