Artigos semanais publicados aos domingos.
Receba nossos artigos.

Loading

Acordo de Paris e o futuro Presidente do Brasil

Ecio Rodrigues & Aurisa Paiva, 18/10/2026

Em 1992 o Brasil sediou a, até então, mais importante Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que ficou conhecida por Rio 92, em homenagem à cidade carioca que foi o palco dos debates.

Durante mais de 20 dias em torno de 190 países associados à ONU se debruçaram no dilema entre conter o uso da energia gerada pelo petróleo de maneira a evitar o aquecimento do planeta.

Havia muita dúvida acerca da vinculação do carbono contido na fumaça que sai da queima do petróleo e também do desmatamento e queimadas, inclusive quando realizada em pastos degradados pelo uso ininterrupto, e a elevação da temperatura planetária.

Era tipo assim: O planeta está aquecendo, mas a culpa poderia ser da própria natureza que tem lá seus mistérios.

Ou, por outro lado, a temperatura aumentava em decorrência da queima de petróleo que havia começado desde a primeira guerra mundial e se transformado, no final do século, no combustível que movimentava a economia mundial.

Passados mais de vinte anos do debate iniciado no Rio de Janeiro, ainda em 2015, os países já estavam esclarecidos quanto à responsabilidade dos governos em relação ao modelo de desenvolvimento usado pela humanidade que dependia do petróleo e, em consequência, esquentava o planeta.

Mais que isso.

Já não havia dúvida nem necessidade de apelar ao Princípio da Precaução, posto que um conjunto de cientistas realizou uma série, repetida à exaustão, de medições que tornou inquestionável a ocorrência de tragédias, como tsunami, alagação e seca, devido às mudanças climáticas causadas pelo aquecimento e pelo carbono contido na fumaça, tanto a que sai do cano de descarga dos carros quanto a que vem do desmatamento, nunca é demais repetir.

Havia bagagem de informação suficiente para negociar e firmar um novo pacto planetário para mitigar os efeitos das alterações no clima.

O novo consenso global ficou conhecido por Acordo de Paris, em homenagem à cidade em que foi negociado, e se tornou o mais reconhecido e respeitado dos acordos globais perante a ONU.

E a razão pelo reconhecimento é relativamente simples.

Ocorre que cada país foi convidado a apresentar sua iniciativa para ajudar o mundo a encontrar os meios de reduzir, na atmosfera, a quantidade de gases responsáveis pelo efeito estufa com destaque para o carbono.

Essa ideia genial, de fazer com que cada país mostrasse sua iniciativa perante os demais com uma atitude compatível com a quantidade de carbono que produzia, sem ser obrigado e ameaçado, fez com que o Acordo de Paris se tornasse um sucesso.

O Brasil, em sua iniciativa, se comprometeu, por exemplo, em zerar o desmatamento na Amazônia até 2030, a ampliar a geração de energia elétrica por fonte limpas com a força do vento, do sol e das águas e a reflorestar 12 milhões de hectares de áreas degradas pelo pasto da pecuária extensiva.

Depois da assinatura do Acordo de Paris todos os governos, independente do partido político, possuem o dever de manter a reputação dos brasileiros honrando o compromisso voluntário assumido perante a ONU.

Infelizmente, há um lapso perigoso entre 2019-2022, quando o governo federal por total desconhecimento e incapacidade técnica, cometeu o equivoco de questionar os consagrados postulados do Acordo de Paris, aceitos por todos os demais países da ONU.

Colocar em dúvida a reputação dos brasileiros e deixar de ocupar uma liderança na política ambiental internacional, conquistada desde a Rio 92 não foi, por óbvio, uma ideia inteligente.

Investidores mundo afora cobraram o país e após 2022 os compromissos voltaram a fazer parte da agenda política nacional que conseguiu, com muito esforço, reduzir de maneira impressionante as taxas anuais de desmatamento da Amazônia.

Para honrar nossa reputação na ONU o eleitor amazônida deveria votar no Presidente do Brasil comprometido com o Acordo de Paris.             

Hidrelétricas na Amazônia e o futuro Presidente do Brasil

11/10/2026

A construção da barragem forma um grande lago com estoque elevado de água e quanto maior a lamina de água no lago melhor e não o contrário como gritam alguns desavisados.

Além do lazer o lago pode receber painéis de geração de energia solar em uma associação que amplia a capacidade instalada de geração de eletricidade a partir de fontes limpas.

De todas as vantagens de estocar água o mais importante: o lago propicia a evaporação constante para contribuir no aumento da umidade relativa, do regime de chuvas e, assim, evitar a tragédia das tragédias na Amazônia: a seca.

[leia mais...]

Desmatamento na Amazônia e o futuro Presidente do Brasil

27/09/2026

Com disciplina e profissionalismo irrepreensível o Inpe, aquela mesma instituição que foi tripudiada pelo Presidente da República que deveria zelar por sua reputação, completará uma base de dados primários de 40 anos sobre desmatamento na Amazônia em condições de subsidiar a elaboração e discussão técnica de uma politica pública para o desmatamento zero.

[leia mais...]

Entraves da Amazônia e o futuro Presidente do Brasil

20/09/2026

Constrangedor constatar que os candidatos a governadores nos nove estados amazônicos e os três candidatos à Presidência da Republica que merecem análise, poucos são capazes de discutir com algum aprofundamento, por somente 10 minutos, algum dos entraves da Amazônia.

Todavia, com profundas diferenças na reputação de cada candidato e que cabe ao eleitor identificar, todos, sabendo ou não, terão que se submeter ao imperativo mundial do desmatamento zero.

[leia mais...]

Paisagem dos morros no Rio de Janeiro degradados pela pecuária vai mudar

13/09/2026

A ideia, não é nova mas vem sendo cada vez mais replicada e consiste em aplicar tecnologia de sistemas agroflorestais para misturar em uma terra degradada pela pecuária extensiva mudas de árvores, de arbustos e culturas de ciclo curto, de modo a obter rendimentos periódicos.

Com a importante adição da produção de carbono em um hectare, que antes alimentava apenas meio boi, a receita líquida viabilizará a paisagem e a floresta.

[leia mais...]

Finalmente, produção de madeira da Amazônia chega na Bolsa de Valores

06/09/2026

De um lado os industriais e um grande número de engenheiros florestais e acadêmicos, reclamam ou reconhecem, respectivamente, o exagero das normas e, ainda bem mais grave, a frágil duração e permanência no tempo.

Regras eram, ou são, publicadas e outras caducam de maneira rotineira, todos os dias, sem que o investidor na produção de madeira consiga entender os objetivos e a praticidade delas.

Tudo isso termina com a assinatura do Contrato de Concessão Florestal, que não privatiza a floresta mas fornece o direito legal de explorar árvores com a tecnologia de manejo florestal por mais de 30 anos a alguma indústria que se compromete com as regras, essas sim definitivas.

[leia mais...]

Diretor de “O Fim da rua” não fez o fundamental

30/08/2026

Sem pé nem cabeça a aventura de uma família que volta no tempo para a era dos dinossauros começa quando encontram na rota de fuga nada mais nada menos que um acasalamento de animais pré-históricos que não estão somente fazendo o que os bichos fazem, trepam rápido, com dor, depositam a semente, procriam e vazam. Estão se amando. Pode?

[leia mais...]

STF valida Moratória da Soja

17/08/2026

Leis estaduais de Rondônia e Mato Grosso chegaram ao impropério de proibir o acesso a incentivos fiscais estatais de produtores participantes da Moratória da Soja em uma demonstração de estupidez assustadora e, ao mesmo tempo, temerária.

Assustadora por demonstrar uma insatisfação com um pacto social que deveria ser motivo de orgulho por ter sido duradouro e ousado, o que costuma ser bastante difícil de acontecer no país, seja em qualquer setor econômico, quanto mais no setor primário da economia.

Temerário por mostrar uma possível tendencia de levar as insatisfações na política eleitoral, que coloca os profissionais da política separados por supostas ideologias de direta e esquerda, para o campo da economia em uma contaminação que pode prejudicar em demasia o desenvolvimento do país.

[leia mais...]

Rejeição eleitoral contamina debate sobre desenvolvimento do Acre

26/07/2026

Não será seguramente nessa eleição, quiçá na próxima, mas a contaminação eleitoral que associa o modelo de desenvolvimento da Saída pela Floresta a um ou outro partido político não pode continuar por não ser, de fato, verdadeira.

[leia mais...]

Então, Florestania foi só retórica mesmo?

12/07/2026

Se fosse para ser de verdade, pouco se fez para alterar a realidade e os defensores do Projeto Florestania não entenderam que, antes deles, um conjunto expressivo de pesquisadores, técnicos e engenheiros haviam exposto os riscos e limites do modelo de desenvolvimento baseado na pecuária extensiva.

[leia mais...]

Nenhum candidato ao governo do Acre defenderá o Florestania

28/06/2026

Passados 20 anos sem avançar com o Florestania, na constrangedora e de certa maneira esperada derrocada eleitoral ocorrida em 2018, restou claro aos poucos e abnegados que ainda se mantinham fiéis aos ideais do modelo da Saída pela Floresta, que as lideranças políticas que receberam expressivas votações nos vinte anos anteriores, mostraram determinação para ganhar cada eleição e quase nenhuma vontade para pavimentar o desenvolvimento do Acre baseado na biodiversidade florestal e com desmatamento zero.

[leia mais...]

Quinta pergunta que órfãos do Projeto Florestania poderiam responder

14/06/2026

Planejar a matriz estadual com a geração de energia elétrica em usinas que queimassem resíduos florestais, em especial madeira, mas incluindo qualquer outra biomassa florestal como ouriço de castanha, por exemplo, poderia ter dado a esperada arrancada que o modelo de desenvolvimento preconizado na Saída pela Floresta requeria.

[leia mais...]

Quarta pergunta que órfãos do Projeto Florestania poderiam responder

31/05/2026

Após cinco mandatos do mesmo governo, entre 1999 e 2018, pouco foi realizado no sentido de fornecer arrancada ao modelo previsto pelo Projeto Florestania, nos moldes do que vinha sendo discutido por centenas de especialistas do campo do desenvolvimento regional durante a mobilização científica que defendeu a Saída pela Floresta.

[leia mais...]

Reforma agrária acabou em 2012, podemos extinguir o Incra!

17/05/2026

Com relação a conclusão de que a reforma agrária brasileira foi concluída em 2012, Paulo Freire Mello defende que nos moldes e para os objetivos definidos na legislação agrária nacional não há terra e tampouco produtores para novos assentamentos rurais.

Considerar uma data para o encerramento da reforma agrária, no caso 2012, assume importância crucial para que o país planeje a atuação da política de incentivo à produção rural em um novo e promissor cenário.

[leia mais...]

Terceira pergunta que órfãos do Projeto Florestania poderiam responder

24/05/2026

O modelo de expansão produtiva que tornou hegemônica a pecuária extensiva, que atualmente ocupa quase 100% das terras com logística favorável na margem dos principais rios (Juruá, Purus e Acre) e rodovias (BR364 e 317) , foi necessário um forte arcabouço institucional público.   
Nas mais de seis décadas de investimento, tanto os governos municipais quanto os estaduais, de qualquer partido político (na época nem existia a insignificante classificação atual de esquerda ou direita), criaram instituições e contrataram muitos servidores para apoiar o desenvolvimento proporcionado pelo modelo da pecuária extensiva no Acre.

[leia mais...]

Segunda pergunta que órfãos do Projeto Florestania poderiam responder

10/05/2026

A imensa maioria dos especialistas em desenvolvimento regional alertavam que ao se apresentar como alternativa à pecuária extensiva, sempre associada aos objetivos do desmatamento, a tese da Saída pela Floresta, com seu desmatamento zero, poderia atrair investimentos em montante jamais almejado pela criação de boi solto no pasto.

E foi o que aconteceu!

Após ser transformado em plataforma eleitoral e logo depois no Programa Florestania, todas as três grandes agências de financiamento ao desenvolvimento regional (BNDES, BID e Banco Mundial) liberaram empréstimos e doações em um volume excepcional para bancar um conjunto variado de projetos que tinham como eixo o modelo da Saída pela Floresta.

[leia mais...]

Perguntas que os órfãos do Projeto Florestania deveriam responder

03/05/2026

Elevar o PIB florestal estadual não entrou no radar a despeito de os líderes políticos do Projeto Florestania assumirem a redução do desmatamento como propósito, em todas as campanhas eleitorais mesmo cientes de que o desmatamento zero só poderia ser alcançado a partir da adoção do modelo de desenvolvimento ancorado na Saída pela Floresta.

[leia mais...]

Modelo de desenvolvimento “Saída pela Floresta” foi contaminado pelo Projeto Florestania no Acre

26/04/2026

Sem expoentes na academia, nas ciências e nas artes, sem líderes na política, o Projeto Florestania agora impede que a imprescindível discussão sobre a existência de alternativa econômica à pecuária extensiva seja retomada nos moldes dos profundos debates ocorridos desde a segunda metade da década de 1980.  

[leia mais...]

Regeneração Natural Assistida reduz em mais de 70% os custos para o reflorestamento conservacionista

19/04/2026

Os engenheiros florestais, profissionais que estão bem mais familiarizados com a regeneração natural, posto que possuem domínio da tecnologia de manejo florestal de florestas nativas, não duvidam do potencial da Regeneração Natural Assistida para redução de custos.

[leia mais...]

Projeto Florestania e os órfãos do Acre

12/04/2026

Contaminado pela política eleitoral, o modelo econômico da saída pela floresta passou a ter cara e endereço, como se fizesse parte do fracassado Projeto Florestania que tem a assinatura de um ou outro grupo político.

[leia mais...]

Projeto Florestania não deixa seguidores no Acre

29/03/2026

Talvez cinco especialistas, órfãos do Florestania, ainda continuem pensando em seu cotidiano nas evidencias que demonstram a superioridade do modelo de desenvolvimento baseado na biodiversidade florestal quando comparada á expansão da pecuária extensiva no Acre.

[leia mais...]

Projeto Florestania não deixa referencia teórica no Acre

22/03/2026

Não existem mais de cinco especialistas, órfãos do Florestania, produzindo evidencias acerca da superioridade do modelo econômico de desenvolvimento baseado na biodiversidade florestal quando comparada á expansão e consolidação da pecuária extensiva no Acre, a despeito de todos se ressentirem da reduzida produção teórica.

[leia mais...]

Oscar 2026 continuará premiando o politicamente correto

15/03/2026

Talvez, pela tendência de queda de audiência em um ambiente de transformações competitivas profundas, sobretudo com o surgimento e consolidação  de Netflix, Prime, HBO e assim por diante, é que o apelo ao politicamente correto ganhou espaço que parece não ter mais volta.

[leia mais...]

Fim do Florestania no Acre: Aliciamento eleitoral não evitou derrocada

08/03/2026

Não eram poucos técnicos, estavam bem qualificados e dariam conta da transformação produtiva do Acre em direção à produção explorada na biodiversidade florestal. Mas algo não aconteceu!

Faltaram algumas coisas, todavia, a principal lacuna foi a ausência de determinação política.

Os líderes políticos, eleitos governador e prefeito, bem cedo, deixaram a equipe técnica e as instituições à deriva, a partir do momento que entenderam que a pecuária extensiva estaria excluída da prescrição técnica e científica predominante na estratégia da saída pela floresta e, logo depois, na execução do Projeto Florestania.

[leia mais...]

Fim do Florestania no Acre: Com ZEE a Governabilidade foi capturada pelo agronegócio da pecuária extensiva     

01/03/2026

Em síntese, mesmo que em um primeiro momento a Capacidade de Governo para concretizar o Projeto Florestania deu ênfase na valorização da biodiversidade florestal como principal ativo econômico acreano, o ZEE concretizou o contrário.

Aquela suposta determinação inicial por um progresso a ser alcançado por meio de uma economia de baixo carbono, ancorada na biodiversidade florestal e com desmatamento zero, que havia sido estimulada e impingida pelos contratos de financiamento com a tríade BNDES, Banco Mundial e Banco Interamericano, sucumbiu a partir da aprovação do ZEE.

[leia mais...]

Fim do Florestania no Acre: Bancos apoiaram a “saída pela floresta”

22/02/2026

Durante o sucesso eleitoral, que durou até 2018, impossível deixar de reconhecer o empenho do Banco Mundial, BNDES e Banco Interamericano, que emprestaram parte e doaram outra parcela expressiva do dinheiro empregado na execução da Política Estadual de Florestas e das diretrizes do Zoneamento Ecológico-Econômico do Acre.

Em nenhum momento nesse período e mesmo depois com as sucessivas vitórias eleitorais do Projeto Agronegócio os três bancos se arriscaram a associar sua marca com o desmatamento ilegal e o legalizado, ao financiar a criação de boi solto no pasto.

[leia mais...]

Fim do Florestania no Acre: Técnicos, ONGs e Capacidade de Governo     

15/02/2026

Antes de se chamar Florestania e ser alçado à condição de Projeto de Governo em 1999, um conjunto de seis organizações não governamentais, ou do terceiro setor, ou ainda organizações da sociedade civil, para usar uma denominação menos preconceituosa, discutiram e detalharam vários pontos do que chamavam de saída pela floresta.

[leia mais...]

Fim do Florestania no Acre: Gestores e técnicos despreparados     

08/02/2026

Lançando mão do exemplo mais evidente e de simples constatação, tanto a política florestal iniciada em 2001 quanto o Sistema Estadual de Áreas Naturais Protegidas, considerados pilares para o Projeto Florestania, requeriam gestores com perfil e competência para conseguir ampliar a pequena participação da biodiversidade florestal na riqueza ou PIB acreano.

[leia mais...]

Fim do Florestania no Acre: Equipe técnica sem Capacidade de Governo

01/02/2026

Todo profissional envolvido com setor produtivo entende as dificuldades para selecionar, treinar e fazer funcionar uma equipe de profissionais com especializações diversas em uma indústria, num supermercado, numa escola e até mesmo numa padaria.

Agora imaginem conseguir reunir vários peritos, alguns estreantes no serviço público com o propósito de, no curto prazo, consolidar uma Capacidade de Governo para atender cobranças imediatas por educação e saúde, enquanto colocava em pratica um rol de demandas novas, inventadas para viabilizar o Projeto Florestania.

[leia mais...]

Fim do Florestania no Acre: Projeto de Governo não convenceu

25/01/2026

Logo nos primeiros quatro de uma hegemonia que durou 20 anos, poucos insatisfeitos com a generalização do Florestania foram convencidos de que o detalhamento da estratégia de desenvolvimento viria com o Zoneamento Econômico e Ecológico, ZEE.

O que também, como se verá, não aconteceu.

Muito pelo contrário. De fato, com a aprovação da Lei 1.904 em 2007, que instituiu o ZEE no Acre, o agronegócio da pecuária extensiva recebeu significativa e bem localizada área de terras cobertas com florestas, em especial ao longo das rodovias BR 364 e 317, para sua ampliação por meio do desmatamento, agora legalizado pelo ZEE.

[leia mais...]

Fim do Florestania no Acre: Projeto priorizou acreanismo e não PIB

18/01/2026

Considerado ousado e inovador o Projeto de Governo Florestania, concebido por organizações da sociedade civil na segunda metade da década de 1980 e, em tese, iniciado de forma efetiva no Acre em 1999, deveria ter estabelecido as bases para um desenvolvimento econômico duradouro, sustentado na biodiversidade florestal e que mostrasse os caminhos para o futuro, mas não foi o que aconteceu.

[leia mais...]

Fim do Florestania no Acre: Projeto de Governo sem objetivo claro

11/01/2026

Sendo a primeira eleição municipal após a derrocada em 2018 do grupo político que concebeu o Projeto de Governo Florestania, o retorno da pecuária extensiva enquanto identidade produtiva estadual foi uma decisão eleitoral, de certa maneira, bastante óbvia.

[leia mais...]

Fim do Florestania no Acre: Razões para o fracasso

04/01/2026

Desde o sucesso eleitoral em 1999, que o Projeto Florestania, um neologismo criado para sintetizar um conceito abstrato de cidadania associado ao crescimento econômico ancorado na biodiversidade florestal, venceu todas sucessivas eleições até chegar ao fracasso nos pleitos de 2018, 2020, 2022 e agora em 2024 de forma, no mínimo, constrangedora.

Encontrar as razões para o sucesso eleitoral por vinte anos e os seguidos fracassos pelos últimos oito do Projeto Florestania, não é tarefa fácil.

Mas uma coisa é certa. Os resultados eleitorais mostram que existe forte rejeição aos líderes políticos, mesmo quando tentam se afastar dos ideais do Projeto Florestania, com o agravante de que a defesa, por todos os candidatos a cargos majoritários, do Projeto Agronegócio da pecuária extensiva desnudou a ausência de rumo para o desenvolvimento do Acre dos grupos políticos de direita, de centro e de esquerda.

[leia mais...]