Pastagem degradada no Jordão.
Foto: Wilker Nazareno, 2015.

Quem somos

A Andiroba é uma organização da sociedade civil fundada em 1999 e qualificada como Oscip em 2000.

A Andiroba defende a produção florestal como único caminho para a ocupação produtiva da Amazônia, negando veementemente qualquer alternativa econômica que pressuponha o desmatamento da floresta para o cultivo de grãos e a criação de boi.

A Andiroba acredita que a vocação econômica da Amazônia se assenta na oferta de produtos oriundos da diversidade biológica.

Esses produtos, que deverão compor um CLUSTER FLORESTAL, compreendem desde os princípios ativos empregados na indústria da biotecnologia até a oferta de madeira, incluindo-se a produção de água, de sementes florestais e de animais silvestres.

Moção de Repúdio das entidades ambientalistas do Conama contra o Ministro do Meio Ambiente

Os representantes no Conselho Nacional do Meio Ambiente abaixo-assinados deliberaram pela presente Moção de Repúdio frente à forma de condução autoritária e irregular do Conama pelo Ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles. Durante a 59ª Reunião Plenária Extraordinária, ocorrida em 20 de março, o Sr. Ricardo Salles descumpriu o Regimento Interno da instituição, ao segregar em diferentes salas os conselheiros titulares, suplentes e o público em geral.
Ressalte-se ainda o policiamento ostensivo e a agressão cometida por seguranças armados contra o representante suplente da Associação Nacional de Municípios (ANAMA), retirado à força do recinto da plenária. Dispositivos do Regimento Interno do Conama determinam que as reuniões são públicas e que os membros titulares e suplentes tem direito à voz.
Como se não bastasse o autoritarismo e a falta de correção, o Sr. Ricardo Salles determinou por ordem alfabética os assentos dos conselheiros titulares, o que culminou por segregar também, entre si, as representações dos diversos segmentos de governos e da sociedade civil representados no Conama.

Estes atos são inaceitáveis e medidas legais devem ser tomadas contra as irregularidades cometidas contra o Conama, que é a instância máxima da gestão participativa no Brasil para a área ambiental. Com ampla representatividade social, trata-se do órgão maior do Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA), portanto uma instituição de altíssima relevância da área ambiental brasileira, sendo inaceitável o seu desrespeito e amordaçamento por dirigentes de plantão que devem, dentro de sua atribuição funcional, cumprir com probidade suas funções, em estrita observância dos regulamentos que regem as instituições públicas democráticas.

Artigo da semana:

Biodiversidade florestal e agronegócio no Acre

Diferentemente dos embates eleitorais anteriores, no pleito de 2018 os dois principais candidatos a governador defenderam o agronegócio como modelo de desenvolvimento econômico para o Acre. Depois do resultado, a conclusão é que o agronegócio se consolida como opção produtiva preferencial para investimento público. Sem embargo, pelo menos 3 verdades inconvenientes foram mascaradas para o eleitor: (1) agronegócio no Acre se baseia na criação de boi; (2) aumentar a produção de gado depende de aumentar o desmatamento; e (3) em mais de 60% das terras do Acre a lei proíbe desmatar. Por outro lado, muitos preferem acreditar em 3 mentiras convenientes: (1) no agronegócio moderno, o pequeno produtor produzirá soja na enxada; (2) aumento da produtividade do solo desmatado impedirá novos desmatamentos; (3) as áreas de reserva legal deixarão de ser impostas pela legislação. Enquanto a população do Acre não discutir o seu futuro, certezas científicas se confundirão com discursos de palanques. Simples assim.

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