• Uso múltiplo da biodiversidade por populações tradicionais em reservas extrativistas

  • Projeto Igarapé Santa Rosa em Xapuri

  • Potencial florestal para produção de energia elétrica no Acre

  • Potencial florestal para biocombustíveis no Acre

  • Vantagem competitiva do ecossistema na Amazônia: Cluster Florestal do Acre

  • Projeto Ciliar Cabeceira do Purus

  • Projeto Ciliar Só-Rio Acre

  • Populações ribeirinhas e extrativismo na bacia hidrográfica do rio Acre

  • Manejo florestal comunitário do cacau nativo

  • Projeto Paca de Acrelândia

  • Microcrédito florestal na Amazônia

  • Uso múltiplo da biodiversidade por populações tradicionais em reservas extrativistas

    Período de duração: de 2014 até o presente


     Contextualização:


    A importância econômica e social do extrativismo de produtos florestais na Amazônia é reconhecida desde primórdios da ocupação da região pelos colonizadores portugueses. De maneira geral, a exploração florestal foi o motor principal para garantir a permanência dos primeiros produtores portugueses, que se esforçaram para compreender os diversos usos que as populações indígenas conferiam a um grande leque de produtos de florestais.


    A produção florestal gerou importantes ciclos econômicos, fundamentais para a instalação de uma infraestrutura considerável na região e para a permanência de um contingente considerável de trabalhadores florestais.


    A expansão da agropecuária na Amazônia, em especial com a criação de boi, renegou ao esquecimento esses ciclos econômicos baseados nos produtos florestais.


    A busca por uma alternativa econômica mais adequada aos critérios de sustentabilidade ecológica fez ressurgir o extrativismo, renovado com a expectativa que os ambientalistas depositaram na atividade. Com o revigoramento da importância do extrativismo, as populações tradicionais da Amazônia ganharam espaço político, na condição de produtores que, com sua atividade produtiva, contribuem para manter a floresta.



     Resumo:


    O projeto prioriza a elevação do extrativismo ao patamar tecnológico do Manejo Florestal de Uso Múltiplo. Num primeiro momento, mapeia as experiências já em execução na Amazônia para, posteriormente, adequar os resultados a uma política pública destinada a promover essas experiências em larga escala, e no âmbito de toda a região.


    Afinal, o uso múltiplo da diversidade biológica existente no ecossistema florestal da Amazônia é o melhor caminho para a consolidação de uma ocupação produtiva baseada nos ideais de sustentabilidade preconizados mundo afora.

  • Projeto Igarapé Santa Rosa em Xapuri

    Período de duração: de 2013 a 2016


    Contextualização:


    No ano de 2009 o WWF, em conjunto com a Prefeitura de Xapuri e a Secretaria de Meio Ambiente do Acre, realizou um diagnóstico, denominado “Diagnóstico Socioambiental e Mapa de Atores Sociais da Microbacia Hidrográfica do Igarapé Santa Rosa”. Com base nas informações originadas nesse trabalho foi possível detectar as condições de degradação ambiental do igarapé e planejar as ações para reverter essa situação.


    A Associação Andiroba, por sua vez, juntamente com uma equipe de pesquisadores oriundos da Engenharia Florestal da Universidade Federal do Acre, no âmbito do projeto “Ciliar Só-Rio Acre”, levou a cabo um estudo sobre o desmatamento ocorrido na mata ciliar do rio Acre e as alternativas para promover-se a restauração florestal dos trechos degradados. Esses estudos contribuíram para desenvolver uma metodologia de restauração florestal a ser empregada no trajeto do igarapé Santa Rosa em zona rural.



     Resumo:


    O projeto se volta para instalar um total de 270 fossas sépticas, sendo uma para cada habitação localizada na área de influência do igarapé Santa Rosa em sua porção urbana, dentro da cidade de Xapuri.


    Cadastrada na Rede de Tecnologia Social, que é gerida pela Fundação Banco do Brasil, a tecnologia social da fossa séptica, empregada no projeto, tem baixo custo e retorno significativo no tratamento de esgoto sanitário domiciliar.


    Mediante a limpeza do esgoto doméstico, espera-se uma redução drástica nos níveis atuais de degradação observados na água que flui no leito do igarapé.


    Ao mesmo tempo, o projeto efetua um diagnóstico dos extratos de mata ciliar remanescentes no trajeto rural do curso d'água, tendo-se em vista a execução de futuro projeto de restauração florestal para ligar as porções de vegetação ainda existentes.



    Para saber mais sobre a restauração florestal do igarapé Santa Rosa, acessar:

    http://igarapesantarosa.blogspot.com.br/

  • Potencial florestal para produção de energia elétrica no Acre

    Período de duração: de 2012 até o presente


    Contextualização:


    No tema da geração da energia elétrica com o empego de biodiesel, as experiências levadas a cabo no âmbito do Estado do Acre atuam em duas direções, a saber:


    1. Preencher a lacuna da falta de informações acerca da viabilidade do plantio em cultivos homogêneos de espécies já domesticadas em outras regiões, tais como dendê e mamona (para o caso de óleos para motores a diesel) e  eucalipto (para o caso de biomassa para queima em caldeiras); e


    2. Avaliar as rotas tecnológicas passíveis de uso na realidade local.

    Dessa forma, o potencial florestal existente em território estadual para a produção de energia elétrica nunca foi objeto de estudo, tratando-se ainda de uma incógnita.


    Resumo:


    A presente proposta se diferencia das demais, na medida em que se volta para quantificar e qualificar a oferta de energia elétrica pelo setor florestal, mediante a análise de três linhas temáticas distintas:


    (a) Produção de energia elétrica por meio da queima de subprodutos da indústria florestal, como pó-de-serra e aparas de madeira;


    (b) Formação de cultivos de florestas para a produção de biomassa destinada à geração de energia elétrica por meio  da queima em caldeira; e


    (c) Fornecimento de energia elétrica para suprir a demanda de comunidades isoladas.

  • Potencial florestal para biocombustíveis no Acre

    Período de duração: de 2012 até o presente


    Contextualização:


    Nas discussões a respeito da produção de biocombustíveis, a academia e os institutos de pesquisas da Amazônia têm assumido duas posições. Primeiro, que as espécies vegetais mais indicadas são aquelas de ciclo curto, com elevada produtividade e cujas cadeias produtivas são conhecidas no universo do agronegócio e estão consolidadas - por exemplo, mamona, soja e cana-de-açúcar.


    Já a segunda posição considera a possibilidade de utilização de espécies de ciclo médio a longo, inclusive aquelas originadas na flora nativa nacional, mas que, no entanto, devem ser produzidas de acordo com os preceitos do agronegócio, ou seja, monocultivos de larga escala e custos de produção reduzidos; nesse caso, espécies como dendê, pupunha e algumas palmáceas ganham espaço.


    O potencial das espécies florestais da Amazônia, a serem produzidas sob regime de manejo florestal sustentável, parece ter sido de antemão desconsiderado para o fim de produção de biocombustíveis.



     Resumo:


    Tendo o ecossistema florestal presente no Estado do Acre como referência, o projeto se volta para o diagnóstico do potencial existente nesse ecossistema, no que diz respeito ao fornecimento de biocombustíveis, sobretudo óleos e biomassa, tanto para a geração de energia elétrica, no sistema isolado presente nos municípios interioranos, quanto para a queima nos motores ditos “de rabeta”, que movem as embarcações usadas para escoamento fluvial da produção e que são responsáveis por grande parte da contaminação dos fluxos d’água.


    Para tanto, realiza um inventário florestal, com vistas a identificar espécies florestais potenciais para a produção de biocombustíveis.

  • Vantagem competitiva do ecossistema na Amazônia: Cluster Florestal do Acre

    Período de duração: de 2010 até o presente


    Contextualização:


    Diversos órgãos voltados para o fomento da ocupação produtiva da Amazônia vêm, ao longo dos últimos dez anos, debruçando-se sobre a possibilidade de se conceberem novos processos para o planejamento da instalação de atividades produtivas na região.


    Nesse contexto, a estruturação de Arranjos Produtivos Locais, APL, organizados na forma de um cluster (aglomerado econômico) apresenta-se como opção ideal para áreas de economia periférica, como é o caso da Amazônia, e, mais ainda, do Acre.



     Resumo:


    O projeto faz uma associação entre a tecnologia do cluster e o ecossistema florestal da Amazônia, mediante a identificação da vocação produtiva florestal de cada município do Acre, como forma de promover uma transformação produtiva em direção à sustentabilidade.


    O projeto está estruturado em quatro objetivos principais, a saber:


    (a) Estabelecimento das referências do modelo de ocupação atualmente preconizado para a Amazônia;


    (b) Análise das experiências produtivas ancoradas no ecossistema florestal que, iniciadas na  década de 1990, encontram-se em curso na região;


    (c) Adaptação da Teoria das Vantagens Competitivas à realidade do ecossistema florestal da Amazônia;


    (d) Esquematização do “Cluster Florestal do Acre”, com a caracterização de identidade e vocação florestal para os 22 municípios situados no estado e a definição de, no mínimo, uma atividade produtiva florestal para cada município.

  • Projeto Ciliar Cabeceira do Purus

    Período de duração: de 2008 até o presente


    Contextualização do projeto:


    No ponto mais importante para a manutenção das características ecológicas de sua imensa bacia hidrográfica, ou seja, no trecho da cabeceira (que, para efeito do projeto, vai da nascente próximo à fronteira do Peru com o município de Santa Rosa do Purus no Acre, até a foz do tributário rio Iaco), o rio Purus corta, transversalmente, o território do Acre.

    É nesse trecho que o Purus se forma e se consolida como um dos mais expressivo tributários do rio Amazonas – por sua vez, um dos mais importantes rios do mundo.

    A degradação dessa extensa área de influência das cabeceiras significa o comprometimento das bacias hidrográficas localizadas a jusante. Ocorre que, com a conclusão, em 2011, do asfaltamento da rodovia BR 364, no sentido Rio Branco/Cruzeiro do Sul (outra fronteira com o Peru), o vetor de ocupação produtiva do Acre assumiu um novo eixo, em direção às novas áreas de consolidação da pecuária bovina.


    Resumo:


    O projeto atua em quatro diretrizes principais:

    (a) Inventário florestal e diagnóstico das características da mata ciliar ao longo do percurso do Purus na área de influência da sua cabeceira, no território do Acre;

    (b) Mapeamento dos trechos críticos de desmatamento e degradação da mata ciliar, que exigem restauração florestal;

    (c) Definição de lista de espécies florestais endêmicas da mata ciliar por município para uso em projetos de restauração florestal da mata ciliar;

    (d) Estabelecimento de sistema fenológico para a produção de sementes e mudas das 20 espécies florestais selecionadas.


    Para saber mais sobre o Ciliar Cabeceira do Purus, acessar:


    http://ciliarcabeceirasdopurus.blogspot.com.br/


    Livro "Ciliar Cabeceira: mata ciliar no rio Purus"


     ISBN: 978-85-919419-0-2


    Sobre o conteúdo do livro:


    Originado na execução do projeto homônimo financiado pelo CNPq, o livro teve o propósito de registrar essa inusitada experiência. Os estudos se realizaram na área de influência da cabeceira do rio Purus, que inclui os municípios de Sena Madureira (a partir da foz do rio Iaco), Manuel Urbano e Santa Rosa do Purus.

    Tomando-se por referência a experiência adquirida na execução do projeto Ciliar Só-Rio Acre, que analisou em pormenores a composição e situação atual da mata ciliar presente nos 8 municípios cortados pelo rio Acre, foi possível a aprovação e execução, por um conjunto de instituições, do projeto Ciliar Cabeceira do Purus.

    Esse livro, enfim, discute dois estudos principais realizados na mata ciliar presente na área de influência da cabeceira do rio Purus. O primeiro mapeou por satélite uma extensa faixa de 2 km de largura de cada margem do rio; o segundo analisou a composição e o tipo de floresta existente nessa faixa.

    O livro é dividido em cinco capítulos apresentadas logo depois de um sumário executivo, elaborado para aqueles que preferem uma leitura rápida.

    No primeiro capítulo são discutidas as impressões da equipe que participou da expedição de reconhecimento ao rio Purus. Durante um período de 10 dias, o seleto grupo de pesquisadores percorreu o trecho do rio Purus que vai da foz do rio Iaco, em Sena Madureira, até a sede administrativa da cidade de Manoel Urbano.

    Considerado o trecho com maior na ocupação antrópica, uma vez que o desmatamento no sentido da nascente até o município de Santa Rosa do Purus é deveras inferior, os pesquisadores se assustaram com a predominância da pecuária nessa região e com a variedade de transporte fluvial destinado às trocas comerciais envolvendo a criação de gado.

    No segundo capítulo são descritos os resultados do mapeamento da ação antrópica e o inventário florestal da mata ciliar, além dos achados que cada um possibilitou, como no caso do cálculo do novo indicador IVI-Mata Ciliar.

    O terceiro capítulo trata de algumas ações de extensão florestal levadas a cabo com objetivo principal de envolver os residentes nos 3 municípios no tema da conservação da mata ciliar do rio Purus.

    O quarto capítulo descreve o que se chamou de “Manual do IVI-Mata Ciliar”, contendo um conjunto de procedimentos para o cálculo do indicador e, por conseguinte, a obtenção de uma lista de espécies florestais a serem empregadas em projetos de restauração florestal da mata ciliar.

    Finalmente, no quinto e derradeiro capítulo são apresentadas, a título de contribuição para os que se interessarem em estruturar grupos de pesquisas sobre a mata ciliar em rios amazônicos.

    Diante da incômoda lacuna de informação sobre mata ciliar, tema negligenciado inclusive quando da elaboração do Zoneamento Econômico e Ecológico do Acre, o livro chega em momento oportuno, fornecendo pistas sobre a importância da mata ciliar dos rios amazônicos.

    Esse, sem dúvida, o maior legado da obra.


    Artigos abordando os temas mata ciliar e/ou Projeto Ciliar Cabeceira do Purus:



    1. Ampliar a resiliência dos rios é o caminho

    2. Resistência pública e resiliência dos rios

    3. Da relação entre mata ciliar e equilíbrio hidrológico

    4. Interação floresta e água na Esec Rio Acre

    5. IVI-Mata Ciliar para restauração florestal de rios

    6. Por uma Lei Municipal da Mata Ciliar

    7. Na alagação, sobra água ou sobra chuva?

    8. Sobre cheias e alagações

    9. Sobre água, chuva, alagação e barrancos

    10. Depois do Rio Madeira apartar, será a vez do Purus

    11. Restaurar mata ciliar é prioridade

    12. Florestas precisam de nova institucionalidade

    13. Reconhecendo o Purus

    14. Ciência nacional defende ampliar mata ciliar

    15. Inventário florestal descreve a mata ciliar

    16. Um punhado de florestas a menos

    17. Ciliar Só-Rio conclui pesquisas na mata ciliar

    18. Vereadores de Porto Acre discutem Ciliar Só-Rio

    19. Bolsa verde chega à mata ciliar

    20. Mata Ciliar não é Reserva Legal

    21. Fartura na Amazônia: chegaram as cheias

    22. E se o rio Acre apartar?

    23. Código Florestal: sobre rios temporários e acordos

    24. Parlamentares insanos aprovam fim da mata ciliar

    25. Sobre a alagação de 2012 na várzea do rio Amazonas

  • Projeto Ciliar Só-Rio Acre

    Período de duração: de 2008 até o presente


    Contextualização:


    Nos últimos 20 anos, sob o apoio integral da cooperação internacional, o Acre foi privilegiado com a execução de uma série de levantamentos sobre a diversidade biológica e os recursos do meio físico presentes em território estadual.


    Todavia, embora tenha sido investida uma soma considerável de recursos financeiros na realização desses estudos, que culminaram na elaboração do Zoneamento Ecológico Econômico, um tipo especial de florestas foi esquecido, inclusive no âmbito do próprio ZEE: a mata ciliar.


    A lacuna de informações sobre a mata ciliar tem implicações perigosas no que diz respeito aos rumos a serem seguidos pela ação pública, uma vez que, sobretudo nos últimos 10 anos, a flutuação de vazão do rio Acre, entre os regimes de seca e cheia, se intensificou.


    Com a ocorrência anual de secas e alagações extremas, o rio Acre, por um lado, deixou de fornecer água; por outro, tornou-se inseguro para os ribeirinhos que habitam suas margens.



     Resumo:


    Sob as premissas “Resistência pública” e “Resiliência do rio”, a ideia é contribuir para o planejamento da ocupação em áreas alagadas e fornecer subsídios para ampliar a resiliência do rio Acre em face dos períodos de alagação e de seca.


    No primeiro caso, da resistência pública, o projeto propõe a transformação de superfícies alagadiças ocupadas por assentamentos precários em áreas verdes, que poderão funcionar como zonas de escape do rio no período das cheias.


    No segundo caso, da resiliência do rio, propõe-se a restauração florestal da mata ciliar, inclusive com o aumento da largura da faixa prevista no Código Florestal, como forma de aumentar a resiliência do rio, ou seja, sua capacidade de reagir às flutuações extremas de vazão.


    Projeto vencedor do PRÊMIO SAMUEL BENCHIMOL, edição 2011.


    Para saber mais sobre o Ciliar Só-Rio Acre acessar:


    http://ciliarsorioacre.blogspot.com.br/

    Artigos sobre o projeto:

  • Populações ribeirinhas e extrativismo na bacia hidrográfica do rio Acre

    Período de duração: de 2008 a 2012


    Contextualização:


    A bacia hidrográfica do rio Acre possui papel estratégico no processo de ocupação socioeconômica do Acre. Foi por meio dessa bacia que se tornou possível a conquista dos seringais mais distantes e também mais produtivos.


    Com o fim do mercado gomífero, essa propriedade estratégica da bacia foi explorada no sentido de possibilitar a ocupação por meio da agropecuária. No entanto, se diante da exploração extrativista da borracha, a bacia manteve suas características ambientais, com a agropecuária, a degradação atingiu cifras alarmantes.


    O rio Acre, atualmente, é um problema permanente. Na época da estiagem, seca a ponto de comprometer o abastecimento de água para as populações urbanas de oito municípios, incluindo a capital, Rio Branco. Na época das chuvas, por outro lado, alaga a ponto de desabrigar milhares de famílias residentes em suas margens.


    No meio das controvérsias para a superação desse comportamento indesejável do rio, a população ribeirinha, que sempre teve sua subsistência associada à oferta de proteína da ictiofauna, se vê em condições de insegurança alimentar.



     Resumo:


    De forma articulada e envolvendo as administrações municipais dos oito municípios cortados pelo rio Acre em território estadual, a intenção é contribuir para o resgate de duas funções fundamentais dessa bacia hidrográfica.


    Primeiro, sua capacidade de navegação para o escoamento da produção. Segundo, seu potencial em relação à oferta de alimentos para um expressivo contingente de produtores extrativistas ribeirinhos.


    O instrumento proposto é a revegetalização da mata ciliar presente ao longo da bacia. A inovação tecnológica que permeia toda a concepção da proposta é a possibilidade de aliar extrativismo econômico e conservação ambiental, tendo como referência as seguintes diretrizes: seleção de espécies originalmente correntes na respectiva área; definição de leiaute de restauração apropriado; e o estabelecimento de ciclos de extração compatíveis com a realidade local.


    O projeto promove ainda um processo de mobilização social em torno de uma discussão mais que oportuna: a definição, por meio da aprovação de lei municipal, da largura adequada da mata ciliar para a realidade de cada município, indo-se além das larguras estanques previstas no Código Florestal.

  • Manejo florestal comunitário do cacau nativo

    Período de duração: de 2007 até o presente


    Contextualização:


    A inclusão do cacau nativo na cesta de produtos ofertados pelos extrativistas e agricultores familiares que habitam as margens do rio Purus, em especial no município de Boca do Acre, no Amazonas, adquire grande importância, na medida em que contribui para a geração de trabalho e renda na região e, por conseguinte, para a melhoria das condições sociais desses pequenos produtores, que vivem em estágio elevado de isolamento.


    Não menos importante, a exploração do cacau promove o uso sustentável da diversidade biológica existente no ecossistema florestal da Amazônia, uso este, por sua vez, que se apresenta como a principal saída para a manutenção da floresta.



     Resumo:


    A fim de ampliar a produtividade dos extrativistas associados à Cooperar, uma cooperativa sediada no Município de Boca do Acre-AM, aumentando de 9 para 40 toneladas a quantidade de sementes de cacau ofertada pela cooperativa, foi realizado, numa primeira etapa, um amplo levantamento, estruturado em seis estudos principais: mapeamento da dispersão do cacau nativo com imagem de satélite; inventário florestal da área de ocorrência; logística de produção da semente de cacau; socioeconomia da população extrativista envolvida na produção; genética dos cacaueiros; e teste dos protocolos de manejo.


    Esses estudos são subsidiários ao Plano de Manejo Florestal Comunitário, documento que tem duas finalidades importantes: servir de referência para a Cooperar gerenciar a produção e chegar às 40 toneladas de cacau nativo demandadas; e possibilitar o licenciamento ambiental da cadeia produtiva do cacau nativo do Purus.


    Com a conclusão do Plano de Manejo, dá-se início à implementação do mesmo. Ocorre que o Plano prevê a execução de seis Protocolos de Manejo (sendo que cada um representa algum tipo de inovação tecnológica) que, no conjunto, ampliarão a produção no povoamento nativo de cacau para alcançar as 40 toneladas demandadas pelo contrato comercial da Cooperar.


    O projeto opera em duas frentes:


    (a) Atender à demanda dos manejadores de cacau por assistência técnica e por inovações tecnológicas;


    (b) Atender à demanda da academia por informações acerca da viabilidade da aplicação dos Protocolos de Manejo.


    Projeto agraciado com o PRÊMIO FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL DE TECNOLOGIA SOCIAL, edição 2013.



    Para saber mais sobre o Manejo Florestal Comunitário do Cacau Nativo, acessar:

    http://cacaunativodopurus.blogspot.com.br/

  • Projeto Paca de Acrelândia

    Período de duração: de 2005 até o presente


    Resumo:


    O projeto realiza a inserção do manejo semi-intensivo de paca (Agouti paca) no sistema agroflorestal mais antigo do Acre, localizado no Município de Acrelândia-AC, e que conta com mais de 25 anos de instalação de um consórcio entre cupuaçu (Theobroma grandiflorum) e seringueira (Hevea brasiliensis).


    O objetivo é encontrar respostas em relação ao potencial econômico e florestal desse tipo de manejo, e também quanto à aplicabilidade de materiais de ocorrência local no processo construtivo do criatório.


    A metodologia prevê o pastoreio de um plantel estimado de 20 animais, sendo 6 fêmeas, 2 machos e 12 filhotes. A infra-estrutura compreende cercamento, currais, comedouros, área de descanso e pastoreio, em cuja construção são concebidos projetos adequados à realidade da pequena produção, incluindo o uso de matéria-prima corrente na região de Acrelândia.


    O projeto atua na definição das seguintes variáveis, imprescindíveis ao manejo de paca em sistema agrosilvopastoril:


    (a) Densidade animal ótima;


    (b) Conteúdo proteico de ração complementar;


    (c) Taxa e período de abate;


    (d) Adequação de materiais locais para uso em infraestrutura;


    (e) Redução de custos oriundos do uso de materiais e de processos construtivos compatíveis com a realidade rural de Acrelândia;


    (f) Potencial multiplicador do sistema agrosilvopastoril com espécies vegetais e faunísticas nativas da Amazônia.


    Projeto agraciado com o PRÊMIO BASA EMPREENDEDORISMO CONSCIENTE, edição 2012.

  • Microcrédito florestal na Amazônia

    Período de duração: de 1999 a 2006


    Contextualização:


    Durante mais de trezentos anos de ocupação produtiva da floresta, consolidou-se uma dupla dependência: os extrativistas sobrevivem do recurso florestal, e a floresta sobrevive do extrativista. É o extrativismo, elevado ao patamar tecnológico do manejo florestal de uso múltiplo, a principal alternativa produtiva e, de outra banda, a principal barreira para impedir o avanço do desmatamento sobre a floresta.


    Os extrativistas manejam um leque variado de produtos da floresta. Estão incluídos nesse leque os pescados, a fauna silvestre, as resinas, as frutas, as gomas, e assim por diante.


    Cada grupo, ou segmento produtivo, decompõe-se em várias categorias, com dinâmica produtiva e realidade de mercado próprias, numa cadeia infindável de possibilidades de empreendimentos que podem se transformar em linhas de financiamento, formando desse modo uma “Carteira de Microcrédito Florestal”.


    O potencial de impacto do microcrédito florestal mostra-se impressionante. Trata-se de instrumento de inclusão social, de redução da pobreza e consolidação do desenvolvimento sustentável na Amazônia. Afinal, os beneficiados são populações tradicionais da Amazônia, ou seja, gerações e gerações que, desde o final do século dezenove, vêm mantendo uma relação produtiva com o recurso florestal.



     Resumo:


    A Carteira de Microcrédito Florestal da Andiroba assume duas prioridades:


    (a) Possibilitar o acesso dos extrativistas ao crédito, por meio do uso de garantias de relacionamento entre o agente e o tomador do empréstimo; e


    (b) Promover uma produção florestal inserida nos ideais de sustentabilidade atualmente preconizados.


    O Microcrédito Florestal da Andiroba atinge uma clientela de 7.600 empreendedores, segmentados em extratores de borracha (1.200); coletores de castanha (800); manejadores florestais (2.000); beneficiadores de produtos florestais (1.600); e vendedores de produtos florestais (2.000).


    Projeto agraciado nas seguintes premiações:


    PRÊMIO FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL DE TECNOLOGIA SOCIAL, edição 2005;


    PRÊMIO EMPREENDEDOR SOCIAL - ASHOKA/MCKINSEY, edição 2006;


    PRÊMIO ODM BRASIL - OBJETIVOS DO MILÊNIO, edição 2008;


    PRÊMIO SAMUEL BENCHIMOL, edição 2014.